Roteiro vegano de dois dias na cosmopolita São Paulo

Depois de um período sem viagens, sendo a última de grande beleza e descobertas pelas praias de Maceió no nordeste do Brasil, o Vegetariando por aí está de volta com um site novinho e com um novo destino super esperado por nós em uma selva de pedra repleta de novidades veganas! 

São Paulo é umas das maiores metrópoles mundiais, a maior brasileira, e por isso onde tudo chega antes e fervilha criações. Não é a toa que é o lugar com mais iniciativas de Direitos Animais, e por conseguinte, mais opções veganas! Lá encontramos lojas e centros culturais especializados em Direitos Animais. Lugares ricos em intervenções urbanas, artísticas, políticas e sociais. Pelas ruas, em meio ao concreto, muita gente, muitas tribos, muito grafitte, muitas mensagens. Em muitas delas, já não era surpresa encontrar algo relacionado a animais e vegetarianismo. Passamos dois dias corridos pela cidade que nunca dorme, fazendo um verdadeiro tour vegano gastronômico! Os lugares foram selecionados de acordo com indicações de amigos ativistas moradores de São Paulo. 

Na chegada tivemos um grande problema com o Saci Hostel, do qual fizemos reserva com um mês de antecedência para ficarmos no mesmo hostel que uma amiga que estava viajando conosco, a Patrícia Fittipaldi, fundadora do Santuário das Fadas, um lugar que resgata dos maus tratos e abriga animais de diversas espécies, incluindo vacas, bois, porcos, cabritos, galos, patos, cães, gatos,… Mas quando chegamos, tivemos a infeliz surpresa de que eles praticam overbooking, ou seja, também reservaram a nossa vaga para outras pessoas. Tiveram que nos reembolsar o valor já pago e fomos às cegas para outro hostel, que acabou sendo melhor e mais em conta, o Vila Rock Hostel. O lugar tem uma decoração moderna com temática rock’n roll, café da manhã incluído, sala de bilhar com bar e som, um terraço com vista linda e é perto do metrô Sumaré!

São Paulo possui uma grande malha metroviária, então a melhor forma de andar por lá é de metrô. Por ele, fomos até o bairro da Liberdade, aquele típico japonês, e almoçamos no restaurante vegano Broto de Primavera. O lugar é acolhedor, com refeições a la carte e lanches como hotdogs e pães. O prato do dia era uma sensacional paella com algas e de sobremesa uma torta de chocolate com menta! Tudo vegano! Nota mil!!!
Saímos de lá e fomos andando pelo bairro da Liberdade até chegar a Praça da Sé, onde está a Catedral Metropolitana de São Paulo, uma das cinco maiores igrejas neogóticas do mundo. De lá,  chegamos a Galeria do Rock, onde dá pra encontrar artigos incríveis! Lá também tem uma lojinha com produtos e salgados veganos, a Art Vegan.
A noite tentamos comer pizza vegana na Asseama, mas a encontramos fechada, então pegamos o metrô de volta e fomos ao Tubaína Bar, perto da Av Paulista. É um bar retrô especializado em refrigerantes antigos e tem um amplo cardápio com opções veganas, incluindo salgadinhos. Comemos mandiopã e um hamburguer de tofú defumado que foi um dos mais deliciosos já provado. Depois, uma torta de nutela vegana e o irreverente drink Cosmopolitan do Agreste.
No domingo, o almoço foi no Loving Hut, uma rede internacional de restaurantes veganos. É um buffet com pratos prioritariamente orientais e muito gostosos. O restaurante é bem grande em comparação com os demais vegetarianos. De lá, caminhamos até a Prime Dog, uma lanchonete com várias opções veganas, como beirut, hamburguer, presunto vegano, etc. A expectativa foi grande, mas a avaliação é para o “bom”. Mas vale a pena conhecer!
A tarde chegamos a Loja Centro de Adoção, onde ficam alguns animais aguardando um lar, incluindo um galo resgatado de rinhas,  materiais de grupos de Direitos Animais a venda, artigos para animais, um brechó com peças reutilizadas e um consultório veterinário, onde ocorre também mutirões de esterilização. É um ambiente muito gostoso, não deixem de conhecer!
Depois chegamos a incrível Matilha Centro Cultural! É um espaço ímpar criado para a convergência de lutas, para intervenções políticas de desconstrução e reconstrução. Tem diversos ambientes como um salão com exposição de arte ativista, também usado para adoção de animais resgatados que ficam soltos, se apropriando do ambiente, interagindo com todos os demais e as pessoas que lá visitam. Ali também tem um bar com lanches veganos, encima uma sala de cinema para exibição de documentários e filmes independentes. O lugar é um paraíso. Um dia ainda conseguiremos criar algo assim no Rio também. Ah, o Matilha tem programação gratuita ou a preços populares e é aberto ao público, incluindo humanos. Não deixem de visitar!!! 😉

Para fechar a visita a São Paulo, tomamos sorvete sem lactose na Soroko! A tradicional sorveteria tem vários sabores cremosos de sorvetes veganos! Mais deliciosos que qualquer outro! Gostaríamos muito de ter conhecido também a nova loja vegana Veggie Life Store, o Vegacy e o Lar Vegetariano, mas não deu tempo. Fica de dica para quem conseguir. Esperamos que tenham gostado do relato das nossas experiências, se tiverem mais dicas comentem aqui, não deixem de conferir os outros destinos e até a póxima!!!

Santuário das Fadas: www.santuariodasfadas.org

Projeto Camisetas Veganas

SERVIÇO:

Vila Rock Hostel: www.vilarockhostel.com‎ (aprox R$40,00 por pessoa)

(SÁBADO) Loja Art Vegan na Galeria do Rock. Das 10 as 18h.

(SÁBADO) Veggie Life Store Rua Barão de Itapetininga, 37, Loja 47, São Paulo. (a 500 m da Galeria do Rock)

(DOM) Loja Centro de adoção: Rua General Jardim, 234 – Centro / São Paulo – Fone: 11 3151-2536 10 as 20h.

(DOM) Matilha Centro Cultural: Rua Rêgo Freitas, 542 São Paulo – SP http://www.matilhacultural.com.br/

ALMOÇO

(SÁBADO) Vegacy: Rua Augusta, 2061 – Cerqueira César – São Paulo – SP (11) 3062 9989 Segunda a sábado das 11h às 21h30

(SÁBADO) Broto de Primavera: Rua São Joaquim, 295 – Liberdade – São Paulo/SP (próx. Metrô São Joaquim) Tel: (011) 3203-1340 De segunda-feira à sábado, das 11:30h às 15:30h (aprox R$35,00 por pessoa)

(DOM) Loving Hut: R. França Pinto, 243 – Vila Mariana São Paulo, (11) 2385-2125 sab e dom de 12h a 15:30h (aprox R$20,00 por pessoa)

LANCHE

Prime Dog: Rua Vergueiro, 1969 Vila Mariana, todo os dias até 7 da manha. (aprox R$20,00 por pessoa)

Sorveteria Soroko: R. Augusta, 305 – Consolação São Paulo, seg a seg meio dia as 22h (aprox R$05,00 por pessoa)

JANTAR

(SÁBADO) Lar Vegetariano Rua Venâncio Aires, 797 – Pompéia

( a 2 quadras do Shopping Bourbon) Sábados das 19h às 22:30h (11) 3862-1308 / 3464 – 0603 .

ASSEAMA – Associação Espírita Amigos do Animais: Rua Manuel de Moura, 63 – Parque Vitória (Tucuruvi) – São Paulo – SP (11) 3534-3643

Tubaína Bar Sábado das 13hs às 3hs.​ Haddock Lobo, 74 São Paulo Tel (11) 3129-4930 (aprox R$50,00 por pessoa)

Encomenda de queijo vegano para grelhas em São Paulo.
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Veganismo na zona oeste do Rio de Janeiro

Aproveitando o mês de aniversário da cidade do Rio de Janeiro, damos continuidade com a serie de postagens dos nossos locais favoritos na cidade. Agora é hora de falar um pouco mais sobre a zona oeste do Rio de Janeiro, que é onde moramos.

A zona oeste é a área mais rural no Rio de Janeiro, mas que está em amplo desenvolvimento nos último anos. Isso começou a causar alguns problemas como engarrafamento, obras, alagamentos, destruição de matas, aumentos de zonas de calor, etc. Mas ainda possui grande parte das belezas naturais do Rio de Janeiro, como APAs (Áreas de preservação Ambiental), praias mais reservadas, cachoeiras e trilhas.

Píer da Pedra de Guaratiba.

A região tem apenas um restaurante 100% vegano, o Caminho do Mar, que se localiza na parte mais nobre da zona oeste, mais próxima da Zona Sul, onde se encontram os bairros Vargem Grande, Jacarepaguá, Recreio e Barra. É importante destacarmos  a diferença demográfica dessa área, pois do outro lado da Serra da Grota Funda, está uma zona oeste  mais esquecida do governo e mídia, com os bairros de Guaratiba, Campo Grande, Bangu e Santa Cruz, por exemplo.

Nessa região não há nenhum restaurante vegetariano, há muitas gaiolas, carroças, desmatamento para expansão imobiliária e um grande número de cães e gatos abandonados. E apesar de não haver feiras de adoção pela baixa procura na região, há venda de filhotes em lojas ou mesmo livremente na feira de Campo Grande que ocorre aos domingos, o que já é proibido por lei.

Cena lamentável no novo shopping da região

Por todos esses motivos e a inexistência de intervenções organizadas e abolicionistas na região, que surgiu em 2008  a União Libertária Animal (Ula), que promove atos educativos no movimentado calçadão comercial de Campo Grande e já instalou um outdoor no bairro.

É na zona oeste também que está localizado o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) da cidade, no Bairro de Santa Cruz, e o Abrigo e Centro de Atendimento e esterilização gratuita da Sepda (Secretaria Especial de Promoção e Defesa Animal), na Ilha de Guaratiba. Tudo isso ilustra a necessidade e urgência da região por uma transformação da cultura de opressão existente.

Ato Educativo da União Libertária Animal (Ula) no Calçadão de Campo Grande.

Agora vamos listar os nossos 10 lugares favoritos da zona oeste!

1. Comida praiana e vegana no Caminho do Mar no Recreio.

O culinarista vegano Zé Roberto é um verdadeiro alquimista. Com alimentos naturais e vegetais, pratos simples mas diferenciados e deliciosos são elaborados. Atenção aos sucos com combinações inusitadas. O restaurante é rústico, familiar, vegano em sua essência e frequentado pelos surfistas da praia do Pontal, que segundo o próprio Zé, só fecha na última onda.

Comida simples e deliciosa no Caminho do Mar.

Estrada do Pontal, 3091. Recreio Tel: 8169 9571

2. Trilha para a Pedra da Tartaruga e praia do perigoso em Barra de Guaratiba.

O lugar é realmente paradisíaco. Só se tem acesso após uma trilha de uma hora a partir da praia da Barra de Guaratiba, no caminho existem algumas fontes de água natural que vão te referescar, mas recomendamos levar muita água! Na Pedra da Tartaruga, que tem o nome pela forma, costuma se fazer rapel, existem algumas agências que fazem esse tipo de serviço. É uma aventura fantástica e a paisagem impressiona, o rapel tem uma descida de aproximadamente 45 metros e é possível ter uma bela vista panorâmica das praias e do mar.

praia perigoso

De cima da Pedra da Tartaruga pode-se ver a praia do perigoso.

3. Comida ecológica e gourmet é comida vegana no Sustentabillibar, abrindo as portas para o veganismo em Campo Grande. (FECHADO)

O bar é novo, e assim que abriu ficamos empolgados em conhecer pelo estilo sustentável que não é comum por aqui. Logo aproveitamos para dialogar em nome da União Libertária Animal (Ula) e demais colaboradores, apresentando o vegetarianismo e solicitando opções veganas. Os proprietários abraçaram a ideia e hoje o bar e restaurante conta com diversos pratos e petiscos veganos deliciosos e desejados por todos que frequentam o estabelecimento! O lugar é um ponto de encontro alternativo, com decoração surpreendente e muito rock e MPB.

Atualização: Infelizmente o lugar fechou.

E tem os petiscos! Kafta, potatos skin e onion loaf vegans.

Rua Luiz Barata, 164. Campo Grande – RJ.

4. Trilha para a Cachoeira do Mendanha em Campo Grande.

Praia ou cachoeira? Aqui tem de tudo! Para quem prefere mais contato com o verde, mais sombra e menos sal e areia, esse é um lugar perfeito. A cachoeira possui três quedas d’águas e um tobogã natural. No dia tivemos sorte, pois dizem que o lugar costuma encher. Para essa trilha, o ideal é ir em grupo e com um guia, pois a mata é fechada e não há mais placas informativas.

rio cachoeira

Cachoeira o Mendanha.

5. Hambúrguer de shitake, salada e açaí do Balada Mix!

Um cremosíssimo açaí com frutas, uma salada linda e um hamburguer vegano de shitake! Isso no Balada Mix, que é uma rede carioca de casa de sucos, e dentre alguns estabelecimentos pelo Rio, há alguns no Recreio e na Barra. Mais recentemente foi aberto um em Guaratiba, mas infelizmente fechou. O lugar tem uma decoração chique e praiana, bem claro, colorido e moderno. É lindo! Essa foto foi tirada no do Shopping New York na Barra da Tijuca.

Hamburguer de shitake do Balada Mix com uma salada maravilhosa.

Endereço: http://baladamixrestaurante.com.br/

6. Sítio Burle Marx em Ilha de Guaratiba.

Essa é a dica especial, pois está na nossa lista para ainda conhecer. O lugar é onde viveu e trabalhou o mais famoso paisagista do Brasil, Roberto Burle Marx.  Lá se encontra uma das coleções botânicas vivas mais importantes do mundo. É aberto a visitação, basta ligar para agendar.

Sítio Burle Marx.

Estrada Roberto Burle Marx, nº 2019 – Barra de Guaratiba visitas.srbm@iphan.gov.br Tel: (21) 2410-1412

7. Comida japonesa também pode ser vegana no Seu Sushi. (FECHADO)

O Seu Sushi foi outro lugar de Campo Grande que a União Libertária Animal (Ula) dialogou, apresentou o veganismo e conseguiu abertura para opções veganas no bairro. Esse foi um combinado montado no dia e depois foram se aprimorando. É rico em frutas, cogumelos e tofu. Muito delicioso. Atenção especial para os enrolados de shitake e os hots doces de abacaxi!

combinado vegan seu sushi campo grande

Combinado vegan no Seu Sushi.

Estrada Rio do A, 667. Campo Grande – RJ. http://www.facebook.com/SeuSushi

8. Antiga fábrica de tecidos Bangu (Atual Bangu Shopping).

A antiga fábrica de tecidos Bangu, construída em 1889, foi revitalizada e transformada em um shopping para a região. O prédio é extremamente lindo e nostálgico, principalmente em datas como o Natal. A decoração fica linda!

decoração natal

Antiga fábrica de tecidos Bangu no Natal.

R. Fonseca, 240 – Bangu.

9. O melhor hambúrguer no The fifties.

O The Fifties é uma rede de hamburgueria com um estilo retro. No cardápio há um hamburguer vegano simples e muito gostoso. Uma grande descoberta.

the fifties hamburguer

Hamburguer simples e delicioso.

A foto é do que fica no Barra Shopping, mas no site da rede você pode encontrar o endereço de outros restaurantes: http://thefifties.com.br/

OBS: Pão e burguer sem ingredientes de origem animal confirmado por e-mail com a rede.

10. Pier da Brisa com sorvete. 

A praia da Brisa é um lugar que foi esquecido por muito tempo. O lugar se tornou impróprio para banho e ficou abandonado. Em 2002 ela começou a ser revitalizada, com limpeza da areia, pier, quiosques, arborização, cata ventos, calçadão e iluminação. O lugar continua bucólico e familiar, ótimo para passear e comer uma batata ou aipim frito no quiosque com uma privilegiada vista do pôr do sol.

Também descobrimos lá, uma sorveteria  com um delicioso açaí e com alguns sabores de sorvete sem leite! No dia que fomos, tinha o de manga e de framboesa. Deliciosos!

  Sorveteria Ana e Victoria: Av Nelson Moura Brasil Amaral, s/n – qd 100 lt 1 Brisa – Guaratiba – Rio. Tel.: (21) 3317-1196

praia da brisa

Cata-ventos da Praia da Brisa.
Cata-ventos da Praia da Brisa.

Esperamos que com esse post possamos ter inspirado novos caminhos, descobertas e a ampliação do veganismo na zona oeste. Quem tiver mais dicas e sugestões, por favor, não exite em compartilhar conosco nos comentários. Quem gostou, divulgue. E para mais dicas, adoção ou voluntariado, entre em contato com a União Libertária Animal (Ula) no site abaixo.

EXTRA:

– Verdano (FECHADO): Rede de lanchonetes com linha “fast food natural” do Mundo Verde. São lanchonetes bem clean e tem no Barra Shopping e algumas outras pelo Rio, como no centro da cidade. As dos shoppings são pequenas, pois estão dentro de praça de alimentação, mas a do centro, que é em um espaço próprio, é linda e até nos lembrou do restaurante Picnic em Buenos Aires, claro, em uma versão menor e sem tantos detalhes a oferecer!

Bom, o Verdano não é vegetariano, mas tem um sanduíche vegano, o SoyBurguer (pão e hamburguer sem leite e ovos), e dá pra criar uma salada escolhendo as folhas e mais 7 ingredientes, como ocorre no Spoleto. E para nós, que não escolhemos a “proteína”, que lá eles se referem às carnes, dá pra incluir mais um ingrediente na salada. Bom, dentre as opções há muitos vegetais ricos em proteína, como grãos de soja, quinoa, amaranto, castanha do pará, semente de girassol, gergelim, etc. Além de arroz negro, tomate seco, macarrão integral, rúcula,… Dos molhos, os veganos são: gengibre com gergelim, semente de papaia (o que vem no SoyBurguer), rose tofu (o que sempre pedimos de tão gostoso que fica!), tomate com ervas e semente de maracujá.

O sanduíche não é extraordinário, mas ficamos fãs dessa salada turbinada personalizada! Segue a foto deles abaixo, que está com um visual bem bagunçado, mas acreditem, é boa demais!

Criação vegana no Verdano

– Espaço Pura Vida

Fica na Barra da Tijuca. Aberto desde dezembro de 2014. Tem esportes aquático e um food truck vegano com burguers de feijão, lentilha, grão de bico. É muito bacana! Falamos deles no post sobre Food Trucks veganos no Brasil, aquihttps://www.facebook.com/espacopuravidaa

espaço pura vida vegan rio de janeiro  zona oeste barra da tijuca

– Outros na Barra da Tijuca:

Burguers vegs no Joe & Leos, Pomar Orgânico (aqui tem pão de melado!!), Org Bistrô, Bio Carioca (Downtown Shopping) e Néctar (Vargem Grande).

NOTAS:

União Libertária Animal (Ula)

Secretaria Especial de Promoção e Defesa Animal (Sepda)

Lei 4808/06 – A criação, a “propriedade”, a “posse”, a guarda, o uso, o transporte e a presença temporária ou permanente de cães e gatos.  (Estado do RJ)
Art. 23 – É vedado:
I – acomercialização de cães e gatos em vias e logradouros públicos;
II – o abandono de animais em áreas públicas ou privadas, inclusive parques e jardins;
III – a distribuição de animais vivos a título de brinde ou sorteio;
IV – a venda de animais a preços irrisórios em feiras, exposições e eventosassemelhados;
V – a utilização de qualquer animal emsituações que caracterizem humilhação, constrangimento, violência ou práticaque vá de encontro à sua dignidade ou bem-estar, sob qualquer alegação.

Cariocas são bacanas… Veganismo no Rio.

Sabe aquela história de que a grama do vizinho é sempre mais verde que a sua? Isso é muito comum acontecer em viagens, pois volta e meia quando visitamos um lugar os moradores acabam se surpreendendo com algumas opções e locais que encontramos. E depois de quase um ano de blog e pedidos, percebemos que estávamos caindo nessa história, pois até hoje não tínhamos um post do Rio de Janeiro. Então, começamos a relembrar os lugares que já visitamos na nossa cidade e os que seriam legais para indicar a vocês. Estamos passando aqui o nosso olhar sobre o Rio, e assim o vendo com mais atenção também.

O Rio de Janeiro é uma grande cidade dividida em regiões. O Centro é histórico, o Rio Antigo. A zona sul é a mais rica e turística, onde os visitantes costumam se hospedar e passar a maior parte do tempo pelas praias e bares da região, sendo levados pela Bossa Nova. A zona norte é o característico subúrbio, inspirando o samba. E ao som do funk carioca, chegamos a zona oeste, a área rural da cidade. Essa última é onde moramos, e fica há uma hora  (sem trânsito) do centro e zona sul, e onde atua a União Libertária Animal (ULA). Portanto, daremos atenção especial a essa região, e dividiremos as informações sobre o Rio em dois posts, sendo o último, exclusivo da zona oeste.

Começamos este com as regiões turísticas. A zona sul é onde abriga o maior número de restaurantes veganos da cidade. E como no centro e zona sul há mais opções, daremos preferência aos restaurantes 100% veganos e aos lugares turísticos, claro. Sabemos que na Zona Norte ainda não há um restaurante exclusivamente vegano, mas pedimos aos que conheçam opções na região, que compartilhe conosco nos comentários.

Segue abaixo a nossa lista pessoal dos 10 lugares de comida, diversão e arte no Rio! Aproveite, pois apesar dos problemas de administração, a cidade continua encantadora!

E para entrar no clima carioca, um pouco de bossa nova 😉


1. Feijoada do Vegan Vegan em Botafogo (Zona Sul).

A feijoada é o prato tradicional do Rio de Janeiro! E no Vegan Vegan, encontramos a melhor! O restaurante é a la carte e possui outros pratos, mas vale muito a pena experimentar a feijoada vegana de lá. Ela tem legumes, tofu defumado, salsicha de soja… Uma mistura deliciosa e que mantém o sabor tradicional, sem deixar a ética e a saúde de lado. O ambiente é tranquilo, pequeno e sofisticado na medida. Também tem um sorvete de gengibre muito gostoso e diferente, bem refrescante para os dias mais quentes.

A melhor feijoada do Rio! E vegana, claro!
A melhor feijoada do Rio! E vegana, claro!

Rua Voluntários da Pátria, 402: Botafogo

2. Passeio de pedalinho na Lagoa (Zona Sul).

Em casal ou com amigas e amigos, é sempre muito divertido fazer esse passeio e aproveitar a tranquilidade das águas no meião da Lagoa Rodrigo de Freitas e a belíssima vista ao redor. Há pedalinhos para até 6 pessoas de uma vez.

Pedalinho na Lagoa Rodrigo de Freitas Pedalinho na Lagoa Rodrigo de Freitas

3. Ótima comida e sorvete de tofu no Vegetariano Social Club no Leblon (Zona Sul).

A comida de lá é leve e bonita. Mas o destaque é o bolo com sorvete. Já imaginou um sorvete super cremoso e gostoso, e sem leite, sem nada de origem animal? É esse! Aliás, é o mais gostoso que já provamos desde antes do veganismo! E o restaurante abre para o jantar.

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R. Conde Bernadotte, 26 – Leblon

4. De tudo um pouco no Refeitório Orgânico em Botafogo (Zona Sul).

Se você está esfomeado e quer experimentar de tudo, você encontra no Refeitório Orgânico um buffet livre com cozinha brasileira e internacional. Vai de sushi a acarajé e tudo muito bem temperado! Tudo vegano!!! Paraíso! O lugar é bem rústico e bonito. Mais amplo que os demais restaurantes veganos da cidade, mas costuma encher.

refeitorio organicoO rústico, zen, mas cheio Refeitório Orgânico.

R 19 De Fevereiro, 120 – Botafogo

5.  Abrir os braços para o Rio com o Cristo Redentor, em Cosme Velho (Zona Norte).

Esse é básico! Todo turista vai, e todo carioca deveria ir pelo menos uma vez na vida! Uma das sete maravilhas do mundo, é uma escultura suntuosa, mas o que mais se curte lá é a belíssima e quase completa vista da cidade. Ele está no morro do Corcovado, em meio a Floresta da Tijuca, que foi reflorestada na época de Dom Pedro II, pois seu desmatamento para plantio de café resultou em falta de água para a cidade. Olha aí!

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6. Dona Vegana (Centro).

O lugar é novo, tem um bom espaço, ótima localização no centro da cidade, e buffet com pratos gostosos, internacionais e típicos brasileiros. O diferencial é que o lugar não é natureba e/ou indiano como costumam ser os restaurantes veganos no Rio,e tem sorvetes, tortas, docinhos, salgados… estilo uma lanchonete/padaria. Bem legal! Muito bom ter um lugar assim TODO VEGANO!!! E tem também o açaí, típico do Brasil. Melhor que qualquer sorvete! Ah, o lugar costuma abrir espaço para ações de ativistas também, como exposição de fotos, confraternizações, almoço beneficente…. bem legal!

Av. Marechal Floriano, 13 – Centro.

7. Teatro Municipal (Centro).

Para quem pensa que precisa de grana e muita sofisticação para aproveitar o Teatro Municipal do Rio, está enganado! Há sempre espetáculos de dança em cartaz, com valores bem diversos. O Teatro Municipal tem mais de 100 anos e passou recentemente por uma reforma que descobriu, por exemplo, que as águias de aço ao invés de serem pretas, eram originalmente douradas, voltando a sua cor anterior! Ele está ainda mais lindo!

O Quebra Nozes no Teatro Municipal.
O Quebra Nozes no Teatro Municipal.

8. De tudo um pouco no Tempeh (Centro).

O Tempeh é muito parecido com o Refeitório Orgânico, com a diferença que você pode optar pelo buffet livre ou pagar por peso. Ele está localizado em uma sobreloja no Centro da Cidade, entre o CCBB e a Praça XV. Os doces também são ótimos, e tem sempre um chá disponível para depois das refeições.

tempeh vegan rio de janeiro

Rua 1º de Março, 24 Sobreloja – Centro

9. Jardim Botânico (Zona Sul).

Ah, o Jardim Botânico! Cenário de novelas e estudos científicos! Ótimo passeio para se tranquilizar, olhar pássaros livres, aproveitar a sombra de árvores centenárias e se refrescar em bebedouros e chafarizes monumentais.

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Jardim Botânico

10. Show no Circo Voador na Lapa (Centro).

O Circo Voador é um lugar com significado muito forte para o Rock brasileiro e a cultura carioca! Foi berço de bandas como Barão Vermelho com o Cazuza, desde o inicio da década de  80. Em 1996 foi fechado e reaberto em grande estilo em 2004, com grande mobilização cultural. Além de shows, o local tem cursos e projetos sociais. Já curtimos cantores mais renomados como Nando Reis e Geraldo Azevedo até belas novas canções do Cïcero e Letuce. É muito diversificado e não poderíamos deixar de indicar esse lugar tão especial para nós.

Aproveite e conheça um pouco do Cícero:
Se quiser ouvir o álbum completo, baixe no site dele! Tá liberado para quem quiser: http://www.cicero.net.br/

E para chegar com tudo no Circo Voador nada melhor do que um “esquenta” na área da capoeirista Madame Satã. Tem para todos os gostos, desde bares, sinucas, gafieira, pub irlandês ou bar mexicano.

Outros lugares que valem a pena passar: Parque Lage, Mosteiro de São Bento, Igreja da Candelária, Bondinho da Urca, pôr do sol na praia do Arpoador, passeio de troller na Quinta da Boa Vista com visita ao Museu Nacional cheio de dinossauros e múmias,… O prédio do Museu Nacional foi residência da família imperial até 1889.

E você, tem lugares para indicar no Rio de Janeiro, e que não exploram animais? Escreva nos comentários! 🙂 
Vejam também o último post sobre o Rio de Janeiro, falando da nossa zona oeste! Clique AQUI.

EXTRA:

– Rio Vegano (NOVO! zona sul)

Ainda não conseguimos ir. Ficamos felizes de ver mais um estabelecimento 100% vegano no Rio. Tem cardápio no site. Fica na Rua Barata Ribeiro, 806 – Copacabana.

– Rio Vegetariano no Cobal Humaita (Zona Sul).

Ainda não conhecemos. No entanto, há quem o tenha como predileto no Rio. Estamos há um tempo esperando a oportunidade de apreciar a culinária e ambiente badalado de lá. Está na nossa lista para 2013. Rua Voluntários da Pátria, 448 – loja 83/84 Cobal – Botafogo

– Spazziano (zona sul)

Também estamos pra conhecer. O restaurante veganizou. Ambiente mais sofisticado e raw food (crudívora). Rua prudente de Morais, 729 sobreloja – Ipanema.

– Vegano Delivery (Centro)

Esse pode ser legal pedir quando não quiser sair do hotel. Os pratos são lindos e brasileiríssimos. http://veganodelivery.com.br/

Paraty para vegetarianos

Estamos de volta a um lugar que gostamos muito: Paraty, cidade litorânea a 2 horas de Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro. A cidade possui o Centro Histórico com casas coloniais e ruas de pedra sem circulação de carros, um dos maiores destinos turísticos do país. Essas casas históricas abrigam hoje pousadas, restaurantes, ateliês e lojas de cachaças de produção local e artesanal.
artesanato paraty

Assim que chegamos, antes de ir para a pousada, paramos no Istambul para almoçar, pois ele fica bem próximo a rodoviária. É um restaurante turco pequeno e muito bonito. Se você caçar no menu e pedir pra tirar um iogurte aqui e um queijo acolá, perguntar se a massa em questão leva ovo ou leite, consegue encontrar ou elaborar algo vegano. Comemos kebab de falafel e de legumes refogados e hummus com pão sírio. Ah, e claro, fechamos com o café turco, aquele que vem com borra e você lê o seu futuro no desenho que ela forma da xícara.

Kebab de falafel e hummus no Istambul

Kebab de falafel e hummus no Istambul

À noite, procuramos pelo que seria o único restaurante vegetariano de Paraty, o indiano Ganges. Não temos boas notícias. Paraty não tem mais nenhum restaurante vegetariano. O destino então nos levou ao requisitado Margarida Café. Não é barato, mas vale a pena por ser a melhor noite do centro histórico (para quem curte balada, fica a dica do Paraty 33), com ótima música ao vivo, decoração, ambiente, atendimento, seleção de bebidas e a melhor pizza que já provamos! Sim, pizza. Não, não há pizza vegana no menu. Aliás, não há nada especialmente vegano no menu do Margarida, mas a variedade de ingredientes nas pizzas nos chamou a atenção. Há várias combinações sem carnes de animais. Escolhemos a “pizzaiolo” que vem com molho de tomates frescos, azeitonas, shimeji, shitake e champignon, e pedimos para não colocar o queijo. O garçom confirmou que a massa, como costuma ser, não continha leite ou ovos. Resultado, uma pizza vegana suculenta e saborosa.

Paraty 2012 Pizza de cogumelos do Margarida Café
O almoço do dia seguinte foi no Restaurante Arpoador, na Rua da Matriz. Eles tem uma moqueca vegetariana, acompanhada de arroz e um inacreditavelmente delicioso pirão. Tudo vegano, já que a moqueca é temperada no dendê e o pirão é feito com o próprio caldo da moqueca de legumes com a farinha de mandioca. Tudo muito bom! Mas uma dica, a porção para dois deles, vale para um batalhão. Se estiver em dois, peça para um.

Moqueca vegetariana do restaurante Arpoador

Moqueca vegetariana do restaurante Arpoador

As praias e ilhas de Paraty fazem parte da Baía de Ilha Grande e são paradisíacas.  Como pelo visto não estamos tendo muita sorte na escolha de data para viajar ao litoral, passamos por dias nublados. No entanto, em nossa última visita fizemos um passeio de saveiro, que passou em algumas praias e ilhas para mergulho, e é simplesmente o máximo! Água, areia, vegetação… tudo exemplo da perfeição da natureza. De maneira nenhuma, com tempo bom, deixe de visitar essas praias fora do centro. Na Praça do Chafariz há lugares para comprar o passeio que custa em média R$40,00 por pessoa, incluindo consumação de frutas a bordo.

Tiago relaxando em alguma praia de Paraty em 2009.

Tiago relaxando em alguma praia de Paraty em 2009.

E perto da Praça do Chafariz, seguindo a Av. Roberto Silveira, encontrará a Sorveterapia, com sorvetes naturais, sem gordura hidrogenada e os de frutas são sem leite animal, portanto, sorvete vegano! Lá também costuma ter sabores exóticos como melissa e erva cidreira, mas estão em falta. Não é muito barato, ele é self service e umas 5 bolinhas custou em torno de oito reais! Mas encontrar sorvete vegano sempre vale a pena!

Sorvete sem lactose e natural, vegano, no Sorveterapia.

Sorvete sem lactose e natural, vegano, no Sorveterapia.

A pedida do centro histórico de Paraty é andar muito e com tranquilidade! E é muito prazeroso fazer isso por lá, já que as ruas são lindas e cheias de história. Lamentável é ver que a escravidão ainda não acabou em Paraty por meio das charretes. De vez em quando o encanto é cortado por uma charrete passando. Um cavalo escravizado forçando os músculos do pescoço e o corpo todo fatigado amarrado a um monte de apetrechos que o imobilizam, forçam e o atrelam a carroça como se fosse uma extensão macabra de seu corpo apropriado, a alma apática e a vida usurpada para carregar alguns turistas que teimam em não ter apatia, senso crítico e de justiça. Alguns, antes de subir ou depois, ainda tiram fotos, como se isso fosse algo belo a se ter orgulho e registrar para a posteridade. Também tiramos algumas fotos, mas não para mostrar a charrete, como muitos vêem. Mas para mostrar que ali no meio daqueles ferros e madeiras, debaixo de amarras e chicotes, há alguém, não uma coisa. Esperamos que um dia os vejam como tal, e os libertem dessa escravidão.

Centro Histórico de Paraty

Centro Histórico de Paraty

Cavalos escravizado em charrete de Paraty

Cavalos escravizados em charrete de Paraty

A noite jantamos no Flor do Rio, onde ficava o Grão da Terra, restaurante vegetariano que agora só faz entregas e não tem espaço físico. O Flor do Rio fica a beira do Rio Perequê-açú bem ao lado da segunda ponte que o atravessa. Não é um restaurante vegetariano, como chegamos a ler na internet. Há muitos pratos com carnes e outros com queijos, inclusive coalho, que usa enzinas digestivas. No entanto, há como pedir para preparar sem queijo e foram os pratos que mais apreciamos em Paraty, dentre as outras ótimas opções. Foi um risoto de pupunha e um escondidinho de cogumelos, feito com batata baroa, que acompanha arroz integral e uma caprichada salada.  De aperitivo, uma caipirinha de abacaxi com pimenta dedo de moça e uma Gabriela, que é cachaça com cravo e canela.

Risoto de pupunha e escondidinho de cogumelos no Flor do Rio

Risoto de pupunha e escondidinho de cogumelos no Flor do Rio

O almoço do último dia foi no elegante Banana da Terra, na Rua Dr Samuel Costa. Fizemos questão pela moqueca vegetariana diferenciada, feita com banana, palmito e pimenta de bico. Já o acompanhamento é arroz e uma farofa que pedimos para ser feita no azeite, mas eles disseram que ela já fica pronta e é feita com manteiga. De qualquer forma, ela não faz falta. Valeu experimentar, mas a moqueca do Arpoador também é muito boa e sai bem mais em conta.

Moqueca vegetariana no Banana da Terra

Moqueca vegetariana no Banana da Terra

Como última dica, lemos que o bar restaurante O Café teria sempre uma opção vegetariana do dia, e uma lasanha de legumes com massa de palmito. O procuramos na Praça da Matriz, mas ele mudou de endereço. Fica a dica para quem for à Paraty procurar por ele. Está fora do Centro Histórico, mas não muito longe, na Rua Marechal Santos Dias, a meio quilômetro da Praça do Chafariz.
Fechamos com as fotos que vimos em uma exposição no Centro Cultural, onde uma câmera fotográfica foi dada a algumas crianças de Paraty para eles capturarem o que preferissem. Nos chamou a atenção as fotos de 3 meninos, o Felipe Maurício Rocha de 8 anos, o Keven Caique de 10 anos  e o Gilliardson Barcelon de 11 anos. Eles voltaram seus olhos para cães e gatos nas ruas e em casebres da cidade. Nota-se uma sensibilidade aflorada no olhar dessas crianças, e a importância de dar suporte e incentivar isso, para que não se perca ao longo da vida.

Felipe, de 8 anos, fotografa cão andando nas ruas de Paraty

Felipe, de 8 anos, fotografa cão andando nas ruas de Paraty

Saiba mais sobre a escravidão de animais em carroças e charretes e soluções AQUI.

Material de Direitos Animais para crianças do Projeto Ulinha AQUI.

PS: Há uma pousada vegetariana em Paraty! A Solar D’Alcina Pousada. Usam inclusive a palavra vegan no site! Uma pena termos descoberto depois de reservarmos outra. http://www.solardalcina.com.br/

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Vegetariando pela cidade imperial: Petrópolis.

Mais um feriadão nesse nosso Brasil, e nada melhor que aproveitá-lo com uma viagem curta para uma cidade pequena. Resolvemos voltar a um lugar que gostamos muito: Petrópolis, a cidade imperial na região serrana do estado do Rio de Janeiro. Aliás, esse artigo aproveita para homenagear essa cidade que em junho celebra as tradições de seus colonos alemães, através da Bauernfest. Admiramos e respeitamos esse povo que deixou a cidade imensamente charmosa com sua arquitetura e paisagismo, mas preferimos evitar as barracas de salsichões esfumaçando, os embriagados com a cerveja a metro e a cidade lotada, e fomos fora da data da festa do colono para aproveitarmos a cidade mais tranquila e mais nossa. Aliás, fomos em clima de Dia dos Namorados.

Petrópolis ainda não tem muitas opções veganas, então o que mostraremos aqui são pequenos espaços que encontramos. Lá também tem as grandes redes em que você pode elaborar seu prato ou lanche 100% vegetal, como o Subway e o Spoleto, mas viagem serve justamente para experimentarmos algo especial, então fuja do trivial e massificante.
No primeiro dia as 2 opções de restaurante que tínhamos em mente tiveram que ficar para os dias seguintes, pois era feriado e eles ficam dentro de galerias que estavam fechadas. Fomos então ao Capitólio Sushi Bar e pedimos misoshiro, kappamaki, futomaki de pepino, shimeji e manga, e shitake ao azeite e alho (no cardápio era na manteiga, mas pedimos para trocar por azeite). O misoshiro (sempre pergunte do que é feito, pois em alguns casos eles usam um tipo de caldo de peixe, mas aqui era a base de água) e o shitake estavam deliciosos.
Escolha vegana no Capitólio Sushi Bar em Petrópolis

Escolha vegana no Capitólio Sushi Bar em Petrópolis

A noite fomos ao Bordeaux, restaurante com adega* que se instalou no antigo celeiro da histórica, intrigante e charmosa Casa do Ipiranga ou Casa dos Sete Erros. Os pratos são limitados e não possuem opções veganas, a não ser castanhas e saladas. Para piorar, fomos desagradavelmente surpreendidos com a oferta de patê de Foie Gras no menu. Bola fora!
No dia seguinte, fomos aos pontos turísticos que não conhecemos na visita anterior. Andamos pelo interior do deslumbrante Palácio Quitandinha, construído em 1944 para ser um hotel cassino. Nessa visita tivemos uma surpresa, pois no jardim de inverno há uma grande gaiola que antes confinava pássaros e hoje é cenário de um borboletário virtual com um efeito muito bonito. Não sabemos se esse borboletário será fixo ou se é temporário, mas achamos ótima a ideia e só reforça que existem métodos substitutivos e mais educativos do que confinar animais de verdade, como nos zoológicos. Hoje o Palácio é sede do Sesc e possui até boliche e pista de gelo (varia conforme a programação). Infelizmente o restaurante do hotel foi desativado. Na frente do Palácio, nos deparamos com lindos cães gordos e limpos, alguns correndo e brincando pelo gramado na beira do lago e outros deitados na entrada do Quitandinha.
Cachorrinha deitada no gramado do Palácio Quitandinha

Cachorrinha deitada no gramado do Palácio Quitandinha

Almoçamos no San Te Tang, um restaurante chinês com serviço de buffet. Ele é ovolactovegetariano, mas o proprietário é um oriental muito atencioso e nos acompanhou pelo buffet discriminando os ingredientes de tudo! Conseguimos compor um prato vegano bem completo e gostoso. De sobremesa, uma torta de banana, com massa vegana. Mas claro, esperamos que o restaurante se torne definitivamente vegano. É o ideal: mais saudável, ético e inclusivo.
San Te Tang, restaurante vegetariano em Petrópolis

San Te Tang, restaurante vegetariano em Petrópolis

Após um café, fomos andando para o nosso destino do dia, a Casa dos 7 erros, na Rua Ipiranga. O centro histórico de Petrópolis é muito bonito, com jardins, praças, lindas casas e palacetes, e ruas seguras, portanto, o ideal é aproveitar a caminhada. Passamos pela praça da Liberdade, praça 14 Bis, Avenida Koeler, a casa da Princesa Isabel (a casa da abolicionista contrasta com a escravidão passando em frente por meio dos cavalos ainda explorados para charrete** de turismo na cidade, as chamadas vitórias), Igreja São Pedro de Alcântara (dessa vez fizemos uma visita rápida, pois já conhecíamos o lugar e sua história; mas recomendamos para todos a visita guiada, onde é possível subir no interior dela. Vale muito a pena. Ela é linda e impressionante em estilo neogótico.), Igreja Luterana, e finalmente, A casa!

Animal explorado em charrete passa em frente a casa da Princesa Isabel

Animal explorado em charrete passa em frente a casa da Princesa Isabel

Construída em 1884 por Karl Spangenberg a mando de José Tavares Guerra, um abolicionista que só usava trabalho remunerado, tem esse apelido devido aos “erros” existentes na arquitetura quando comparados os lados esquerdo e direito da fachada da casa. A estética assimétrica é proposital, e de acordo com o neto de José Tavares, que nos guiou pelos cômodos dela, seu avô acreditava que a beleza está na assimetria harmoniosa, como no rosto de uma bela mulher.
A casa é uma histórica obra de arte intacta. Jardins (de Auguste Glaziou, o mesmo da Quinta da Boa Vista) e interior são originais! Uma sala toda de jacarandá, uma lareira de mármore carrara, as pinturas de teto demonstrando as diversas viagens de seu dono, que faleceu jovem aos 46 anos, mas com muita bagagem. O cheiro, os detalhes e o ambiente em si de dentro da casa nos leva a uma viagem no tempo. Por adorarmos história e lugares mais calmos e exclusivos, onde podemos realmente mergulhar na atmosfera do local, suas informações e transmissões, foi uma visita muito especial.

Casa dos 7 erros ou Casa do Ipiranga

Casa dos 7 erros ou Casa do Ipiranga

No dia seguinte, almoçamos no Alimentação 2000 uma feijoada vegana completa, caseira e gostosa! O lugar é bem simples, dentro de uma loja de suplementos, então tenta seguir uma linha natural, mas derrapando ao incluir no menu pratos com frango e muito queijo. Tivemos sorte de nesse dia ter um prato vegano. No cardápio também tem hambúrguer de soja, mas de acordo com o funcionário, o deles leva ovo na composição.
Feijoada vegana no Alimentação 2000

Feijoada vegana no Alimentação 2000

Após o almoço, fomos caminhar na Rua Teresa, cheia de lojas. Em Petrópolis tem muita opção de couro sintético para roupas e calçados. A hora passou rápido, pegamos nossas mochilas, nos despedimos da cidade e voltamos para casa.
Até o próximo destino, amig@s!

Escreva-nos sugestões nos comentários!

Serviço:

San Te Tang (Restaurante ovolactovegetariano): Rua do Imperador, 288 – Sobreloja: 02 Centro – Petrópolis – RJ (Aprox. R$25,00 por pessoa)

Alimentação 2000 (Lanchonete natural): Rua Dr Alencar Lima, 34 Ljs 6 e 7 , Centro – Petrópolis – RJ (Aprox. R$20,00 por pessoa)

Capitólio Sushi Bar (restaurante comum): Av Dom Pedro I, 270 Centro – Petrópolis 0 RJ (Aprox. R$40,00 por pessoa)

** Saiba mais sobre a exploração de animais para tração e os métodos substitutivos.

NOTA ZERO: 
Petrópolis, pare de escravizar cavalos e bodes! Veja a campanha e matéria na TV AQUI.

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Ilha Grande ainda está pequena para os veganos

Olá amig@s viajantes!

No feriadão do dia do trabalho resolvemos desbravar a Ilha Grande, um paraíso ecológico situado em Angra dos Reis, RJ. Trilhas, praias paradisíacas, mergulho, cachoeira, … muita aventura e natureza preservada!

Bem, mas como a natureza tem várias formas de se manifestar, ela resolveu que teríamos um feriadão de chuva e frio! Com metade da estadia paga e a probabilidade de um dia de sol, resolvemos respirar fundo e se jogar nessa selva de possibilidades!

Aqueduto Ilha Grande Aqueduto de Ilha Grande

Pegamos a barca em Mangaratiba e no caminho avistamos uma turma de botos cinzas brincando pelo mar! Uma sensação mágica e maravilhosa ver animais selvagens de perto e livres em seu próprio habitat, totalmente oposto ao cenário de crueldade que muitas pessoas se contentam e financiam em zoológicos. E após uma hora de viagem, avistamos as montanhas cobertas de verde em meio ao mar.

Como sempre, chegamos famintos já procurando onde comer! Havíamos visto na internet um restaurante que oferecia opção vegetariana. Chegando lá, essa informação estava escrita na placa no menu em frente ao restaurante, o que logo nos dá uma felicidade no coração e no estômago. Entramos, olhamos para a mesa do buffet, procuramos, procuramos… e cadê a opção? Ao perguntar para a atendente no caixa, ela nos respondeu que seriam as saladas. Salada?! Mas salada é apenas entrada! Indagamos que lá fora havia uma placa indicando que haveria opção de pratos sem ingredientes de origem animal, então gostaríamos de saber qual seria o PRATO PRINCIPAL vegetariano. Ela estranhou e confirmou que de vegetariano teriam apenas as saladas. Pois é, eles não tinham a opção vegetariana publicizada, apenas entradas como todo restaurante. Mas já que vegetarianos não vivem só de saladas, um prato principal e acompanhamentos sem nada de origem animal também caem bem, né.

Visitamos o albergue Che Lagarto, nossa primeira opção de hospedagem, mas que não tinha mais reservas para suites. Simplesmente adoramos! Fica entre a praia de Abraão e Abraãozinho (essa menor é mais reservada), e pertinho de uma trilha para Mendes Lopes, mas não indicamos seguí-la se você não for um aficcionado por trilhas, pois ela dura umas 4 horas! Para Mendes Lopes, uma das praias mais lindas da ilha, é indicado pegar um barco de Abrãao para lá. No Che Lagarto o atendimento é receptivo e acolhedor, costuma ter música ao vivo, uma galera jovem e diversificada. Então, para quem gosta de albergues, fica uma ótima dica. Mas na ilha opções de estadia não faltarão.

Depois de muita busca, percebemos que na maioria dos restaurantes a opção de prato principal era um risoto vegetariano. É claro que você pode acabar parando em algum restaurante a quilo com variedade e catar o que eles não misturaram com fiapos de frango, pedacinhos de presunto ou maionese de ovo, mas nas viagens, estamos sempre a procura de comer algo mais especial. Então, resolvemos voltar e almoçar a beira mar em um restaurante com música ao vivo, tocando muito Geraldo Azevedo e Zé Ramalho, que adoramos e já tivemos o prazer de estarmos presente nos shows de ambos. Mesmo apreciando a música, a fome não deixou de apertar, então pedimos um risoto de legumes. Por ser risoto, e a ideia de vegetarianismo para muitos não significa a isenção de qualquer produto de origem animal, é preciso lembrá-los de não acrescentar queijo. Não achamos uma maravilha e ele lembrava mais um ensopado com arroz, mas veio em uma enorme panela de ferro, que mantinha muito bem a temperatura e o gosto, além de dar um ar deliciosamente rústico e, não sabemos se era a fome após horas andando atrás de comida, mas estava apetitoso.
Risoto vegetariano vegano ilha grande
Risoto vegano solicitado

Ficamos uma horinha escutando a boa música e as ondas do mar, curtindo aquele visual de praia e montanha se encontrando, se deliciando com uma salada e o risoto de legumes e acompanhados de uma cachorrinha muito gorda que pedia o que tínhamos para dar: comida, carinho e em alguns momentos os dois. Jogamos alguns pedacinhos de legumes e a Daniele lhe fez uma massagem que, de acordo com a carinha, a cadelinha curtiu muito!

A Daniele cansaria de fazer massagem nos cães, pois encontramos muitos deles andando por lá, gordos e simpáticos. Alguns até esterilizados. Em um dos sites sobre a Ilha, eles avisam que, se você tem um cão companheiro de viagem, não o leve para o Abraão. É peculiar o fato que todos os cães de lá tem tutor, mas 95% deles vivem nas ruas e são bairristas – não gostam de seus semelhantes que vivem fora e podem atacar. Portanto fica o alerta e lembrem-se sempre de ser um viajante legal. (site fonte)
cão em ilha grande
Cão em Ilha Grande ganhando uma massagem relaxante

Bom, nós não vimos isso acontecer enquanto estávamos lá. Apenas muitos cães passeando e pedindo comida. Mas fica a solicitação amparada pela Constituição Federal, para que a prefeitura de Angra dos Reis, sendo os animais tutelados do Estado e este o responsável em realizar políticas públicas de amparo a eles, que previna a superpopulação dos mesmos na ilha, implementando um sistema público, gratuito e de qualidade para a esterilização, junto com o registro dos animais de lá, assim como o de quem entra na ilha com animais. De acordo com uma amiga nossa, que há anos frequenta a ilha, é visível o aumento de cães andando por lá. É preciso prevenir racionalmente, antes que se torne um problema, como em muitos outros lugares e eles acabem sofrendo com maus tratos e extermínios criminosos.

Para os restaurantes da região, fica a sugestão de se preocuparem mais com o público vegano, expandindo as opções de serviço para pratos principais elaborados sem nada de origem animal. Não é difícil, é um diferencial muito gostoso e necessário. Oferecer um serviço é coisa séria, e não devemos deixar os negócios ilhados assim. Atualização, visão, expansão e aprimoramento sempre! @s vegan@s que visitam a ilha precisam se alimentar bem para aproveitar as maravilhas naturais que ela oferece!

Para curtir a noite, fica a dica de um barzinho na Rua Santana, praia do Abrãao, bem estiloso e fácil de encontrar, que serve uma kafta de legumes (pedir sem queijo) e sushis e enrolados feitos no balcão. Passamos lá em frente quando o proprietário estava arrumando algumas coisas, paramos e conversamos. Ele adorou saber que somos veganos e disse que faria enrolados de frutas e legumes para nós. Mas o bar só abriria a partir das 18h. Quando chegou a noite, choveu muito, as ruas alagaram e ficamos na pousada mesmo. Mas quando voltarmos, com certeza iremos lá!

Infelizmente a chuva não deu trégua e não conseguimos aproveitar as praias da Ilha Grande. Mas fizemos uma trilha bem gostosa na Reserva Ecológica, onde passamos por caminhos formados por tapetes de folhas secas e tetos de copa de árvores, nascentes, uma pequena cachoeira, chegamos até o histórico aqueduto e ficamos maravilhados nos mirantes com vistas indescritíveis da ilha. Na volta, uma cervejinha com batata-frita em um botequim com @s amig@s que encontramos na ilha! Sobrou a vontade de voltar e conhecer melhor esse lugar paradisíaco de população tão simpática.

Se você conhece dicas veganas em Ilha Grande, escreva um comentário para nós!

Até o próximo destino, amig@s!

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