15 descobertas veganas em viagem a Santiago com belas paisagens do Chile

Depois de uma viagem a Bonito, no Mato Grosso do Sul, com muito cerrado, mata atlântica, grutas e rios no interior do Brasil (veja aqui como foi aqui), e uma rápida passagem pela histórica e colorida Recife, resolvemos encarar uma metrópole sul-americana e muita neve! E sem dúvida nos garantiu um dos melhores destinos até agora, que você pode acompanhar aqui!

O Chile é para ser apreciado em mais de uma viagem. Espremido entre o Pacífico e as cordilheiras dos Andes, garante uma das viagens mais diversificadas e belas de todo o continente. Escolhemos dar atenção a Santiago, com visitas aos vinhedos de seu entorno e a cidade litorânea de Viña del Mar a beira do Pacífico; e como é inverno, subir até Valle Nevado para esquiar. O centro de Santiago nos oferece museus, prédios históricos, parques, lojas e restaurantes vegetarianos. As Cordilheiras dos Andes podem ser vistas enquanto se anda na rua até o metrô. Foi tudo maravilhoso, e assim conseguimos registrar um roteiro incrivelmente bonito, divertido e gostoso para compartilhar com vocês!

O QUE FIZEMOS:

Centro de Santiago:

O centro de Santiago é muito bonito. Dá pra fazer muita coisa a pé, ou de metro. O metro lá é muito bom, e usamos muito. Você pode comprar um cartão de passagem, o Bip, e ir recarregando nas máquinas.

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Casa macabra no Barrio Paris-Londres

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As “folhas de inverno”.

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Como era inverno, colocam roupas nos cães nas ruas.

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Essa está castrada. Dava pra sentir os pontos.

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Sempre pedem carinho.

Parque Forestal e Museu de Bellas Artes:

Bem próximos a estação Bellas Artes do metro. Lá nesse parque encontramos casinhas feitas para os cachorros que ficam por lá.

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Cerro Santa Lucia:

Na entrada é preciso assinar apenas o nome e número da identidade, para controle da segurança, mas é gratuito. É muito lindo, com castelinhos, capelas e uma linda vista da cidade e cordilheiras. Em frente a saída tem um mercado de artesanato.

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Cerro San Cristobal:

O ponto mais alto de Santiago! Basta saltar na estação Baquedano e seguir em frente com as Cordilheiras a sua direita (elas estão sempre a Leste. Uma boa dica para se localizar). Fica a um quilômetro da estação, a caminhada é gostosa, o bairro é bonito, tem um mercado de artesanato no caminho e muitos bares interessantes. Chegando lá, é só comprar ingresso ida e volta no funicular que levará até o alto. A vista é sensacional. O horário ideal para ir é a tardinha para pegar o por do sol lá encima, e depois descer o funicular vendo a cidade com as luzes acesas. Lindo!

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Vinícola Concha y Toro:

Essa vinícola é a mais turística do Chile, e a maioria dos visitantes são brasileiros. Você pode visitar outras menores, mas se gostar dos vinhos da Concha y Toro como nós, que adoramos o Casillero del Diablo, faz todo sentido conhecer. Se você entende um pouco de vinhos e de inglês, vale a pena escolher a visita guiada em inglês para estar em um grupo menor. Os grupos de visitação em português são de aproximadamente 20 pessoas. Nós escolhemos em inglês, e ficamos com apenas mais cinco pessoas.

A vinícola é linda, o guia foi muito espirituoso, eles são muito pontuais, as explicações são bem básicas, e tem uma história divertida na parte subterrânea onde ficam os barris e a adega privativa da família.

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É preciso agendar antes a visita pelo site, e lá você escolhe o horário e o tipo de tour. Escolhemos o tradicional por 2 motivos: o outro tem degustação de queijos e de vinho branco. O tradicional é apenas com degustação de vinhos tintos. A Concha y Toro usa gel de peixe na decantação dos vinhos brancos. Nos vinhos tintos não usam nada de origem animal. (Saiba mais sobre escolha de vinhos veganos aqui.)

Ah, para chegar, pegamos o metro e saltamos na estação Las Mercedes. De lá, já tem taxis aguardando as pessoas que vão para a vinícola.

Viña del mar:

Essa é uma charmosa cidade litorânea a uma hora e meia de Santiago, banhada pelo oceano Pacífico. Compramos as passagens de ônibus (ida e volta) na rodoviária próximo a estação Universidade de Santiago. Lá nas pedras da praia dá pra ver leões marinhos e pelicanos. Na cidade tem o Museo Fonck, o cassino, o Parque Vergara…

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Valle Nevado:

Queríamos muito esquiar e se jogar na neve, e Valle Nevado foi a mais indicada. Lá é para quem vai praticar esportes mesmo. Para quem tem a intenção de apenas estar na neve ou está com crianças, indicam a de Farellones. Para ir, contratamos tudo na SkiTotal: transporte, roupas, equipamentos e aula. Com a aula você já ganha o ticket de acesso a estação pela gôndola. Para quem nunca esquiou é fundamental fazer a aula. Não pense que é uma atividade indutiva. As instruções foram fundamentais para conseguirmos aproveitar e curtimos muito.

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Conheça também o La Chascona (casa de Pablo Neruda), Valparaíso e Cajón del Maipo.


ONDE COMER:

Santiago tem muitos restaurantes vegetarianos e naturais, ou bares com opções veganas. Como almoçaríamos apenas 3 dias lá, decidimos selecionar os 5 principais restaurantes conforme indicação dos próprios vegetarianos chilenos. Perguntamos na página do facebook Vegetarianos en Chile (Gracias!), e agrupamos os mais indicados. Ah, o interessante é que em Santiago, diferente do que estamos acostumados no Brasil, e principalmente no Rio de Janeiro, é que os restaurantes vegetarianos estão sempre abertos para o jantar! O valor fica em torno de CLP 5.000 por pessoa. Nos desculpem a falta de imagens de pratos típicos, mas não conseguimos ir em todos. Segue abaixo os mais recomendados.

TOP 5 RESTAURANTES VEGETARIANOS EM SANTIAGO DO CHILE

1. Vegan Bunker (vegano)

Restaurante novo, vegano, libertário, com preço justo e lindo!!! Saltamos na estação Santa Isabel e fizemos uma caminhada até ele. Essa é nossa maior indicação. Daria um post só para ele.

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Torta de laranja e chocolate.

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Algum prato hindu de grão de bico com leite de coco.

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Sanduíche de seitan.

2. El Huerto (gourmet)

3. Soju

Muitos pratos típicos, maioria vegano e baratos. Fica dentro da galeria Santiago, próximo a Basílica La Merced. No facebook eles divulgam o prato do dia. Reze pra ter o dia da chorrillada ou da parrillada vegana!

4. La planta maestra (vegano)

5. PuroVerde La Pica vegetariana

 

Além das indicações, encontramos mais esses:

Arte Vegetal

Tivemos a sorte de estar lá no Dia Int. do Completo Vegano. Completo é um hotdog, e no Chile eles comem com palta, que é um creme de abacate. A promoção desse dia era de 2 completos com refrigerante a apenas CLP 2.000. O Arte Vegetal é uma loja bem atrás da Torre Entel, que vende lanches e produtos vegetarianos, muitos deles veganos.

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Empório Vegetal

A Empório Vegetal é uma lojinha vegana com muitos produtos e lanches, como salsichas, nuggets, pastel de choclo e as típicas empanadas. E até produtos cosméticos. Fica perto da estação Cumming.

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Wok

Esse fast food oriental fica dentro do Mall Costanera Center e tem uma opção chamada Vegetable Fried com fettuccine de soja.

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Zenzero

Também dentro do Mall Costanera. A Zenzero tem sorvetes de vários tipos, como orgânicos. E uma seleção enorme de sabores a base de água, sem lactose. É um dos sorvetes mais gostosos e cremosos que já provamos. Melhor que os da Freddo que provamos em Buenos Aires (veja aqui).

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Carrinho Vegusta

Queríamos muito ter conhecido, mas não deu tempo. Fica dentro da Universidad Andres Bello (UNAB). Tem sanduíches que parecem ser maravilhosos.

Herbívoro

É um restaurante vegano, mas não conseguimos ir.

Fábrica de Pizza

Andando para o Cerro San Cristobal nos deparamos com essa. Legal encontrar isso ao acaso!

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Hamburguer de soja na rua

Moça vendendo Hamburguesa de Soya próximo a saída no metro Baquedano em direção ao cerro. Passamos com pressa por ela, então não sabemos se é vegano, mas é a primeira vez que vemos hambúrgueres de soja sendo vendidos na rua com isopor.

Como água para chocolate

Tem Fajitas Vegetarianas no cardápio, que dá pra tirar o que for a base de leite. Bom pra de noite. Lota de turistas brasileiros.

Tropical (Vina del Mar)

Restaurante natural em Vina del mar, com hamburguer de soja. Quando chegamos, não tinha mais. É preciso confirmar os ingredientes do burguer e pão, e pedir sem queijo.

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E mais uma novidade! Os endereços e direções vocês podem ver nesse mapa que fizemos e estamos disponibilizando aqui! Já fica muito mais fácil de se localizar e montar um itinerário, né!

Gostaram? Compartilhe com alguém que está planejando ir ao Chile. E aproveite para ver nossas outras viagens aqui no site. Conhece Santiago e tem mais dicas? Divida conosco comentando aqui. Até a próxima!

 

Alguns grupos de Direitos Animais no Chile:

Animal Libre http://www.animallibre.org/

UAA – Unión de Amigos de los Animales http://www.uaa.cl/

Homo Vegetus http://www.homovegetus.cl/

Elige Veganismo http://www.eligeveganismo.org/

Asociacion de ayuda a caballos abandonados http://www.asociacionwinston.org/

Anima Naturalis Chile http://www.animanaturalis.org/home/cl

No más viviseccion http://www.nomasviviseccion.cl/

 

Fotos: Vegetariando Por Ai – http://www.vegporai.com

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Confira 5 hambúrgueres veganos sem soja pelo Brasil

Nesse post vamos sugerir para vocês, cinco hambúrgueres veganos que já nos salvaram da fome durante as nossas viagens no Vegetariando Por Aí. Há sete anos atrás, era uma raridade encontrar um hamburgão vegano. Hoje eles se proliferam por aí, e nós nunca negamos de experimentar, pois a variedade de gostos é enorme. Aqui queremos mostrar que os hambúrgueres além de poderem ir além da carne, podem ir além da soja texturizada (a PTS) também, aguçando a curiosidade e o paladar. Cada um desses é uma delícia!!!
 
Agora vem ver e babar! Ah, eles não estão em ordem de preferência.

1. Hambúrguer de beterraba e feijão em Curitiba

Com cheddar vegetal da Tofuty. Foto: Guilherme Pinguim

Saiba onde aqui.

2. Hambúrguer de cogumelos no Rio de Janeiro

Saiba onde aqui.

3. Hambúrguer de tofu defumado em São Paulo

Saiba onde aqui.

4. Hambúrguer de berinjela em Belém do Pará

Saiba onde aqui.

5. Hambúrguer de grãos no Rio de Janeiro

Preparado com lentilhas, nozes, cenoura, abobrinha e gergelim.

Saiba onde aqui.

Gostou? Ficou com fome? Você tem um sabor predileto ou algum outro lugar com burguer vegano para indicar aqui pra galera? Compartilha com a gente nos comentários.

Fotos: Vegetariando Por Ai
Escrito por: Vegetariando Por Ai

Roteiro vegano para uma viagem animal na incrível Bonito

Fazia meses que não viajávamos. A última vez foi uma volta a Curitiba para o Congresso Vegetariano. Então, decidimos ir para uma região do Brasil que ainda não conhecíamos, a centro-oeste, na cidade de Bonito em Mato Grosso do Sul, eleita o melhor destino de ecoturismo do Brasil. Ainda tivemos a companhia de um casal de amigos super especiais, pois a Gracielle é co-fundadora da União Libertária Animal junto com a Dani. Então o Vegetariando por Aí pisou em solo bonitense com reforços. rs

Bonito é um destino muito concorrido, por isso, planeje sua viagem com no mínimo 6 meses de antecedência. Nós fomos comprar as passagens antes, e quando tentávamos hotel e ingressos, quatro meses antes da viagem já estava tudo esgotado. Achar uma agência e um hotel com vagas foi quase um milagre. Outra informação importante é que por questões de preservação, o número de pessoas em cada passeio é limitado, e não se vende no local, só por meio das agências de turismo. Mas é tudo muito organizado. E há muitos hotéis que tem agência própria. Nós fomos pela Bonitour e correu tudo bem.

Mas o desafio desse destino não acabou por aí. Antes de ir, pesquisamos bastante e descobrimos que até a década de noventa, Bonito tinha como principal atividade a pecuária. Imagine veganos pisando lá! E por conta disso, é uma cidade basicamente constituída por latifúndios privados. O interessante é que ao descobrir o potencial turístico dentro das fazendas, os proprietários foram gradualmente dando mais espaço ao turismo, transformando as fazendas em Reservas Ambientais e reflorestando as áreas degradadas pela pecuária. Por isso, a maioria dos passeios turísticos em Bonito estão dentro de propriedades privadas.
Pecuária = desmatamento e escravidão.  70% dos grãos alimentam a pecuária, não humanos.
O QUE PASSAMOS LONGE

É claro que algumas das fazendas continuam dividindo suas atividades entre o turismo e a pecuária, mas como condição de irmos a Bonito, resolvemos pesquisar e encontrar as que por ventura, abandonaram tal atividade, se dedicando apenas ao turismo. Até porque, 60% do que se paga em cada passeio é repassado diretamente para o dono da propriedade, e não gostaríamos de pagar nada a um pecuarista, atividade que mais mata animais e degrada o meio ambiente.

Não boicotamos nenhuma cidade por ter atividade de exploração animal. Qual é isenta disso? Nós queremos justamente identificar e problematizar essa exploração, dar atenção a esses animais com um foco diferente do mostrado no turismo como romantizada, tirando-os da invisibilidade. Mas o principal, que é o tom do nosso blog, é mostrar que podemos aproveitar o melhor, fazendo escolhas éticas. E que a cidade tem potencial sem explorar animais. Precisamos ocupar espaços. Então descobrimos que ainda dividem suas atividades entre turismo e pecuária:

– Recanto Ecológico Rio da Prata, que é também a Fazenda Cabeceira do Rio da Prata e tem a flutuação na Lagoa Misteriosa. A Estância Mimosa é do mesmo grupo.
– Fazenda Boca da Onça, com o rapel na cachoeira boca da onça.
– Fazenda São Geraldo, que tem flutuação no Rio Sucuri.

Além disso, procriam animais silvestres em cativeiro ou domesticam animais soltos para que fiquem a disposição para turistas os manusearem e tirarem fotos:

– Projeto Jiboia: se traveste de projeto ambiental, procria cobras artificialmente para venda e as usa para diversão de turistas.
– Fazenda Rio do Peixe: apesar de terem parado com a pecuária, há diversas araras que eles domesticaram e que são manuseadas por turistas. Há quem fale até de corte de asas.
– Balneário do Sol: um verdadeiro horror, com diversos animais amarrados em árvores para os turistas fazerem o que bem entender.
– Cavalgada: nem pensar.

É triste  ver que há pessoas que estão em meio a natureza para explorá-la e torná-la dependente, e que há turistas que escolhem um lugar de natureza exuberante para se divertir com animais confinados ou domesticados, usados como recursos. Muito paradoxal. A beleza de um animal está em sua liberdade, vivendo para suas próprias razões. Defendê-los não é criar outros artificialmente como animal doméstico, é preservar seu habitat e estimular que as pessoas os admirem em liberdade, não como propriedade. E abaixo há exemplos disso.
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OS PASSEIOS QUE FIZEMOS E QUE VOCÊ NÃO PODE DEIXAR DE FAZER TAMBÉM
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Bom, após levantar o que não iríamos compactuar, criamos o nosso roteiro de 3 dias inteiros (reserve os dias de viagem apenas para isso, já que após chegar no aeroporto de Campo Grande, a viagem por terra até Bonito é de 4 horas. Há aeroporto em Bonito, mas os vôos são bem caros e apenas 2 por semana). São basicamente 2 passeios por dia, já que geralmente são de meio período.
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Gruta do Lago Azul: Lugar espetacular. Não tem mergulho, é para fazer a trilha gruta abaixo e contemplar a cor da água do lençol freático e as estalactites de calcário. O lugar foi tombado e agora é da União. É espetacular.
Balneário Municipal: o passeio mais em conta. O interessante é que em domingos e feriados, só pode entrar moradores da cidade. Por ele passa o Rio Formoso, onde nadamos com peixes piraputangas lindos. Esse você pode comprar o ingresso direto no local, e dá pra ir de bicicleta alugada no centro. Na parte da manhã, vários miquinhos visitam o balneário, ficam comendo frutas pelas árvores e olhando curiosos para as pessoas. São lindos e super inteligentes.

Buraco das Araras: é o mais longe de Bonito e se observa aves livres fazendo seus ninhos nessa cratera. Com o sucesso do Buraco das Araras, aos poucos as atividades de pecuária da Fazenda Alegria foram dando lugar para a organização turística, mais rentável e mais prazerosa para a família, que via seu lugar ser cada vez mais admirado e respeitado por pessoas de diversos lugares do Brasil e do mundo.

A trilha e a cratera por si só são um espetáculo que vale a visita. Ver os animais é algo espontâneo e inesperado, já que estão livres em seu habitat natural, sem nenhuma domesticação, o que torna o momento incrivelmente especial. As araras costumam passear quando o tempo está mais fresco. Nós fomos a tardinha e tivemos a sorte de ver um grupo em uma árvore, e em um momento revoaram juntas, grasnando e dando voltas até irem onde bem entenderam e sumiram pelas árvores. Foi emocionante.

Aquário Natural: Essa propriedade até o ano de 1987 fazia parte de uma grande fazenda “Três Rios”, que tinha como atividade econômica a pecuária de corte. Nessa época não havia a preocupação com os rios e as florestas, sendo que esses eram explorados de maneira desordenada e predatória. Partes das matas ciliares foram desmatadas para formação de pastagem e as nascentes do rio Baía Bonita eram usadas como bebedouro para o gado. Após a aquisição da área, os atuais proprietários suspenderam a atividade da pecuária, iniciaram os trabalhos de recuperação das matas, das nascentes e dos rios, e começaram a estruturar a propriedade para implantação da atividade do ecoturismo. A partir de agosto de 1995, com a obtenção do licenciamento ambiental o empreendimento turístico Reserva Ecológica Baía Bonita “Aquário Natural” inicia suas atividades voltadas ao ecoturismo. Essas atividades consistem na flutuação do rio Baía Bonita, contemplação e lazer no rio Formoso. Eles possuíam um mini zoológico com animais silvestres da região. Felizmente não existe mais.

Bike Tour Lobo Guará: foram 18 km de muita diversão e contemplação, pedalando por estradas, trilhas e chegando no rio formosinho para um mergulho. Antes, plantamos mudas de árvores em uma área onde está sendo reflorestada. O projeto Lobo Guará já plantou mais de 2 mil mudas de árvores nativas do cerrado e mata atlântica. O Márcio, idealizador desse projeto, também faz campanha por atitudes e politicas públicas para proteger animais nativos da região que constantemente morrem atropelados nas rodovias da região, como tamanduás e antas. Diminuição da velocidade e passagens subterrâneas seriam medidas que salvariam muitos animais dessa chacina.

Boia Cross: Fica no hotel Cabanas, que é próximo ao Balneário Municipal. Preferimos o boia cross ao bote, por esse parecer mais divertido.

Centro: a principal rua de Bonito é a Coronel Pilad Rebuá. É nela onde tudo se encontra, com a pequena feira dos artesãos, bikes para aluguel, agências, lojas, restaurantes, etc. Os demais estão em ruas transversais a esta.

Nós tivemos a oportunidade de ver muitos animais vivendo naturalmente em liberdade no seu próprio habitat natural, longe de qualquer domesticação. O legal disso é que ocorre de forma totalmente inesperada e espontânea, tornando o momento simplesmente mágico, vendo animais cheios de si. Aranhas, tucanos, araras, ubus, jacarés, jiboia, micos, peixes, etc.
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COMO FOI PARA COMER?
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Bonito não possui nenhum restaurante vegetariano, mas há lugares com opções marcadas no cardápio, geralmente ovolactovegetariana, mas que algumas dá pra mudar ingredientes. E outros restaurantes com buffet bem variado, possibilitando um prato muito rico. Nós conseguimos nos alimentar muito bem em Bonito.
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Restaurante Arco Íris: Fica na rua principal do centro, próximo a praça e ao Oca. Abre para almoço e jantar. É buffet livre a R$21,00. A comida é simples e muito gostosa. Dá pra fazer um prato bem bonito, gostoso e saciável com aquela cara de comida caseira. Verifique se o macarrão é de sêmola.
Restaurante da Vovó: o dono é muito simpático. Toda a equipe foi muito atenciosa. Aliás, parece que todos em Bonito são super gentis e educados. A comida é espetacular e feita em fogão a lenha e panelas de barro. Com uma variedade maravilhosa desde a parte da salada aos pratos quentes com legumes refogados. Então mesmo não tendo um “prato principal” vegetariano/vegano, isso não fez falta alguma. Jantamos lá um noite e no dia seguinte voltamos para o almoço. Fica na Rua Sen Filinto Muller, próximo ao Palácio dos Sorvetes.
Balneário Municipal: Lá dentro tem 3 restaurantes. No dia que visitamos o balneário, almoçamos no do meio pedindo porções: mandioca, batata frita, arroz, feijão e salada. Ah, e suco de guavira, uma fruta típica do cerrado, deliciosa!
Kiosque Trattoria: restaurante italiano e natural que inaugurou recentemente na Villa Rebuá, localizada na rua principal do centro de Bonito. Tem muitas opções vegetarianas no cardápio e algumas veganas. Você escolhe uma massa (tem que verificar qual não tem ovos), o que acompanha e um molho. Nas opções de proteína, tem almôndegas de linhaça e castanha do pará. Para sobremesa tem sorvets. O lugar é muito charmoso, tranquilo e perfeito para tomar um vinho. Aproximadamente R$30,00 por pessoa.
Taboa Bar: No cardápio do Taboa, que é um bar com música ao vivo e o mais badalado de Bonito, tem hamburguer vegetariano sem ovo na composição. Ele vem acompanhado de arroz e legumes na manteiga, que basta pedir para trocar por azeite no preparo. É muito gostoso. Custa R$25,00. O Taboa também produz cachaça, mas ela é feita com mel.
Oca Restaurante: Opção também para de noite, é o segundo mais popular de Bonito. Tem muitas opções ovolactovegetarianas no cardápio, como mandioca recheada, hamburguer e tapiocas. O que conseguimos comer foi a tapioca de pizza sem o queijo (e fica bem gostosa) e a batata frita. Deixamos de sugestão na página deles a troca no queijo animal por queijo de mandioca ou creme de milho.
Palácio dos Sorvetes: Com mais de 70 sabores, possui uns 15 sem lactose. Jamelão, graviola, cajamanga, genipapo, umbu, amora, acerola, limão,… Os melhores são tangerina e cupuaçu. Cada pote que fizemos, com várias bolas de cada sabor, deu R$11,00 e pouco.
Delícias do Cerrado: é uma sorveteria que não tem opções sem lactose nos sorvetes de pote. Mas lendo os ingredientes, você pode encontrar alguns picolés sem leite, e provar alguns de frutas típicas bem diferentes. O de murici é muito gostoso.
Feira do artesão: Além de lembrancinhas, tem a venda cachaça, licor e doces. Fica na rua principal do centro.
Lindo ver como as coisas podem mudar, né? Como animais podem ser admirados e protegidos em liberdade no seu próprio habitat natural. Como famílias podem mudar sua atividade econômica de exploratória para ambiental, e uma cidade inteira seguindo esse caminho. Foi um destino que nos lembrou muito a campanha Quebre Gaiolas e Plante Árvores da União Libertária Animal (ULA). Cada iniciativa pessoal é importante e inspira outras. E você? Tem mais dicas pra gente? Compartilha nos comentários e confira os destinos passados. Até o próximo!
VEJA TAMBÉM:

Vídeo “Animais pedem ajuda” do Bike Tour Lobo Guará mostra tamanduá bandeira morto após atropelamento na beira da estrada em Bonito. Assista e divulgue.

Vegetariando por Buenos Aires: do tango ao rango.

Olá, amigas e amigos do Vegetariando por aí! Como é bom tê-los sempre conosco! Nesse post, falaremos sobre Buenos Aires, que foi nosso primeiro destino registrado, o que deu origem ao nosso blog! No entanto, estávamos empolgados e acabamos por dividi-lo em cinco posts distintos! Portanto, agora decidimos fazer um resumo (será?) e transformar em um único post, mais fácil de ser acessado.

Após, conexões, trocas de moeda e muitas informações, enfim chegamos maravilhados a Buenos Aires, a cidade mais europeia da América Latina! Nos hospedamos no centro, em um hotel muito bem localizado na Plaza San Martín, perto da Calle Florida, que é a rua de comércio mais movimentada da cidade. Como estávamos famintos, a meta era descobrir onde parar para comer algo, e encontramos na própria Calle Florida com a Diagonal Norte, o restaurante vegano que seria o nosso xodó e salvação durante a viagem: Picnic.

O nome pequeno não condiz com o tamanho do lugar. É um restaurante de três andares! No entanto, a palavra simples e que transmite informalidade passa uma boa imagem do que encontramos lá. Note que simplicidade se distingue de comum. O restaurante não tem garçons (você pede, paga e pega no balcão), tem uma decoração criativa, colorida, moderna e linda, e o cardápio tem opções de almoço, sucos orgânicos, lanche e cafés. Tudo vegano!

Pedimos sanduíches bem diferentes com papas fritas, um frappe e um suco mistureba. Sinceramente, não lembro exatamente de que era nada, só que era uta delícia! Gastamos em médica 50 pesos por pessoa.

Na manhã seguinte fomos ao ponto inicial do Bus Turístico, que fica na Av Corrientes, perto do Picnic, e compramos nossos tíquetes. É a melhor coisa a se fazer quando se está pela primeira vez na cidade. Você viaja tranquilo por praticamente todos os pontos importantes. Pode fazer o trajeto completo ou parar em um dos pontos e esperar outro Bus, que passa em média de 20 em 20 minutos. Então se você quer utilizar o Bus Turístico, esteja com pesos (eles só aceitam essa forma de pagamento) e chegue no ponto de compra cedo!

Nesse primeiro dia de passeio no Bus Turístico, passamos muito tempo no La Bombonera, pois fizemos questão de fazer visita guiada e aproveitar bem o estádio. Foi muito legal ver todos os detalhes, saber das histórias, pisar no gramado, se agarrar na grade da geral, arquibancadas, bancos reservados,… O Bombonera e o time Boca Jrs têm muitas peculiaridades.

Depois, almoçamos no Restaurante Bio em Palermo Velho. Andamos muito para encontrar o restaurante, mas valeu muito a pena. No entanto, em viagem tempo é dinheiro, portanto, a dica é pegar um taxi para chegar até ele. Ele é bem pequeno e charmoso. É um restaurante natural e orgânico a la carte que possui muitas opções veganas no cardápio, inclusive devidamente marcadas.

Apesar da apresentação do prato ser simples, o que se sente ao degustá-lo é algo surpreendente. Os sabores são incríveis. Vale pedir a sobremesa de torta crudívora de chocolate com framboesas. Realmente nos surpreendeu. Em média 70 pesos por pessoa.

De volta a Florida, encontramos agentes que vendem pacotes para shows em casas de tango. Essa foi uma ótima oportunidade, pois os valores que pesquisamos pela internet estavam muito mais caros, e o que compramos tivemos orientação para a escolha da casa de Tango e ainda van pegando e deixando no hotel. Compramos um pacote apenas com o show, sem o jantar e bebidas, que custaria apenas o dobro, porém não sabíamos se lá teria opções veganas, e realmente não tinha, só as saladas. No entanto, valeria a pena pelas bebidas, que são bem mais caras. Pagamos a parte o vinho que nos acompanhou no show (veja nosso post sobre vinhos veganos).
Escolhemos uma casa tradicional em Buenos Aires, tombada como patrimônio cultural da cidade, e que tem uma apresentação mais clássica do Tango. O show foi lindo, encantador e divertido.  O legal de ir no serviço de van deles é conhecer o pessoal que vai junto, todos no mesmo clima! Conhecemos uma galerinha asiática que pediram foto e um casal de cearenses super animados! Show com translado foi 150 pesos.

No dia seguinte saímos tarde do hotel e preferimos adiantar o almoço para depois passar o dia rodando pelos pontos turísticos com o ônibus especial. Procuramos o restaurante Talusi, na Florida com Av Marcelo Alvear, em uma Galeria bem na Praça San Martin, mas ele fechou. Fomos então ao restaurante Granix, na Galeria Guenger, na Florida. Ele é grande, não mais que o PicNic, mas é um restaurante no estilo “pague e coma a vontade” (a 46 pesos) ovo lacto vegetariano, que resolveu “compensar a falta de carne” com ovos e leite. Não há pratos veganos, a não ser que você fique só na salada. Não valeu nem foto.

Nesse último dia de Bus Turísticos queríamos aproveitá-lo com o Caminito. O lugar é lindo, artístico e ótimo para comprar as lembranças. Mas pesquise, pois há muitas coisas iguais com preços diferentes. As lojas do começo da rua costumam ser mais caras. O show de tango nas ruas é um espetáculo. Os dançarinos são super simpáticos e para quem quiser se aventurar eles dão aulas nas ruas que rendem muitas risadas.

Fomos ao Museu de Cera do Caminito. É cobrado 17 pesos para olhar um pequeno corredor de bonecos de cera com algumas informações da cidade, mas que não nos agradou. Se você estiver com tempo de sobra pode ser um lugar a mais, mas não é fundamental.

Na volta, já no final da tarde, nossos estômagos foram salvos visitando novamente o Pic Nic. Pedimos os outros sanduíches do cardápio, um com falafel, e um alfajoreo.

Começamos o penúltimo dia comprando mais um ticket para o Bus Turístico porque ainda tinha muito a ser visto e o tempo estava passando muito rápido. Depois disso, como todo bom vegetariano fomos em busca de novos restaurantes. Os alvos foram o Onda Verde e o Sattva, que ficam um ao lado do outro, na Montevideo com a Corrientes. Mas, para a nossa infelicidade o Onda Verde passou o ponto e o Sattva estava fechado para férias. Resolvemos segurar a fome e seguimos para o nosso roteiro do dia, pois tínhamos que aproveitar a cidade ao máximo. Ainda a pé pelo centro, começamos pela Manzana de las luces, que por ser muito cedo, estava sem turista algum! A vontade era de ficar o dia inteiro, curtindo a sombra e a música ambiente. Saindo de lá caminhamos para os pontos mais corriqueiros: obelisco, casa rosada, plaza de mayo, teatro colón e nossa, cansa só de lembrar!

Depois desse tour Express, pegamos o Bus até o MALBA (Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires), com entrada a 25 pesos. A Daniele estava ansiosa para encontrar com a Frida, portanto, apesar da pressa do Tiago, consideramos uma parada importante para apreciar grandes pintores latinos, entre eles os brasileiros (com muito orgulho) Tarsila, Portinari e Di Cavalcanti. Foi de arrepiar.

De lá, visitamos o lindo Jardim Japonês (15 pesos para entrar). O lugar tem o perfeccionismo da cultura japonesa, com jardins minuciosamente esculpidos e cuidados. Lá dentro tem um restaurante japonês cheio e não muito em conta, onde acabamos por comer, por não ter encontrado nada antes. Pedimos enrolados de abacate, cenoura, pepino e shitake. Geralmente é o futomaki e pedimos para tirar o kani.

Saindo do Jardim, o nosso planejamento era seguir para o Cemitério da Recoleta, mas essa parada era bem próxima a Universidade de Direito, ao Museu de Belas artes (com entrada gratuita) e a Floralis Genéris, que é um monumento impressionante!  Agora sim era hora do tão esperado Cemitério da Recoleta. Tudo encaixaria bem, se não fosse uma surpresa nada grata: ele fecha às 17h e chegamos 10 minutos depois. Aproveitamos então para tomar um sorvete sem leite na famosa e tradicional Freddo, pois há uma grande na frente do cemitério.

Ao anoitecer, vimos os fogos do dia de reis na Ponte de la Mujer, na charmosa Puerto Madero. E é engraçado como os fogos deles são mais silenciosos que os nossos! rs. Eram mais luzes e menos barulho. Vale a pena aproveitar o clima noturno da ponte, uma leve brisa e ficar sentado olhando e relaxando com a paisagem. Mas a noite argentina realmente começa muito tarde. Era 1:00 da manhã quando saímos da ponte e as casas noturnas não estavam nem esquentando. Preferimos ir descansar para aproveitar o último dia!

Esse dia já amanheceu com um gostinho de saudade. Mas não deixamos nos abater, pois tínhamos uma pendência a pagar, conhecer o Cemitério da Recoleta. Como não tínhamos mais tempo a perder, pegamos um taxi e em menos de 10 minutos estávamos lá. Um lugar único na América latina, com uma arquitetura impressionante. É um passeio exótico caminhar entre caixões e mausoléus centenários, todos de famílias tradicionais e personalidades como presidentes e a própria Evita Perón. Isso nos faz lembrar que matéria é apenas matéria, o que fica é realmente o que construímos em vida.

O mais interessante são as belíssimas esculturas de arcanjos, querubins e rosáceas, cada uma com seu significado, como o de proteger os que ali descansam em paz. Uma surpresa foi encontrar um mausoléu com as fotos de toda a família ali sepultada e entre elas, a do cachorro, demonstrando que ele realmente fazia parte da família. Muito digno e respeitoso. Uma sepultura que nos chamou a atenção foi a da Liliana Crociati de Szaszak (1944-1970), jovem de 26 anos. O túmulo foi projetado por sua mãe no estilo gótico. Adjacente à tumba, há um “pódio” de pedra com uma estátua em tamanho real de Liliana. Após a morte do cão Sabú, amigo da moça, o artista esculpiu uma estátua dele e a pôs ao lado da estátua de sua tutora, cuja mão resta acariciando a sua cabeça. Foi um passeio muito interessante.

Na volta, almoçamos novamente no Pic Nic.  A diferença é que antes sempre chegávamos lá na hora do lanche, e já não estavam mais servindo refeições. Dessa vez, bem no horário de almoço, o lugar estava cheio! Pedimos os risotos da casa. Um com tofú e outro ao curry. Diferente do que somos acostumados no Brasil, esses são mais secos, mas gostosos. Não pedimos a salada, mas pareceu ser uma ótima opção para os dias de sol intenso. Também aproveitamos para experimentar os sucos, que são de produção da casa e 100% orgânicos. Adoramos o de laranja com gengibre!

Após o nosso último prato, conseguimos ir bem calmamente para o aeroporto. E quem sabe um dia voltaremos para experimentar os outros restaurantes que não achamos ou simplesmente para rever os que adoramos. Adiós, querida Buenos Aires! E até o próximo destino, amig@s!

Vegetariando e festejando pelo VegFest em Curitiba



Estamos de volta para mais um destino do Vegetariando Por Aí, e dessa vez não foi só turismo! Esse final do mês de Setembro voltamos a Curitiba para o maior congresso vegetariano da América Latina, o VegFest. A Dani, que também é coordenadora da União Libertária Animal(ULA), tinha uma missão: honrar o convite de ser uma das palestrantes e compartilhar informações de qualidade sobre Direitos Animais para crianças com quem dedicasse seu tempo a ouvi-la. Olha a responsa! Mas correu tudo super bem, sala cheia de pessoas incríveis e nossa gratidão por estarem lá compartilhando esse momento.


Foto: Felipe Di Pietro
A ansiedade disso se mesclava a de encontrar pessoas que motivam, inspiram e orientam. Isso incluía as pessoas por trás de projetos como Instituto Nina Rosa, Anda News, Vista-se, escritores e muitos outros. A programação estava ótima. Demos preferência a dois assuntos que estão em ascensão e que nos interessam, o empreendedorismo social, e a educação humanitária e vegetarianismo para crianças. Mas ainda tinham conteúdos sobre ativismo, nutrição e arte. Para se ter uma ideia, fomos brindados com uma apresentação intimista do músico Osmar Barutti, integrante do Sexteto do Jô Soares e vegetariano.


Os três primeiros dias de VegFest ocorreram no campus agrárias da UFPR, e nesse período foi oferecido alimentação vegana no restaurante universitário. Ao que parece, diante do diálogo e da prática bem sucedida, essa opção vegana continuará. O que é um grande avanço tanto para a oferta de alimentação inclusiva, ética e saudável, quanto para a progressão de que um dia não seja mais uma opção, mas o habitual.

No local também tinha uma feira com diversos estandes! A maioria de lanches para saciar a voracidade vegana. Lá encontramos muita gente legal, com projetos incríveis.  De cupcakes veganos doces e salgados da Waleskups de Santa Maria (RS), aos hamburgueres, pingos (versão melhorada da tal coxinha. Esse é vegano e assado, apesar de parecer frito!) e a melhor pizza vegana da Terra, preparados com muito amor pelo Andrey e Ana Luiza. Esses últimos nem conseguimos tirar foto antes de comer, mas podem ser encontrados na Quitanda do Geraldo ou VegAninha em Curitiba. 

A noite passamos no Barba Hamburgueria, um espaço cheio, com decoração alternativa, rock e opção de hamburgueres veganos com queijo vegetal (nesse caso é necessário dizer que é vegano e solicitar a troca). Além do tradicional de soja, um dos sabores é de beterraba com feijão, que é mais cremoso e muito delicioso. A Dani adora essas misturas inusitadas, então a pedida foi certa!

Na segunda noite continuamos no estilo fast food e comemos cachorro quente vegano da barraquinha Superdog, que fica em frente a cantina italiana Originalle, da qual falamos no nosso primeiro post sobre Curitiba AQUI, pois ela tem uma seleção vegana no menu. Esse cachorro quente tem várias versões a escolher, e costuma ter, além da salsicha vegetal, palmito, pure, vegarella, etc. É muito bom! E esse também não deu tempo para a foto!
No dia seguinte visitamos o recém lançado Veg Veg, que é um empório vegetariano. A loja tem uma decoração charmosa, rica em detalhes e com muitos produtos veganos, como os sorvetes e queijos da Tofutti, salsichas, pastinhas… tudo 100% vegetal! Na mesma galeria tem uma creperia que incorporou sabores veganos graças a investida do pessoal do Veg Veg! Por isso sempre sugerimos que insista para que os estabelecimentos tenham opções veganas e mostrem possibilidades. Essa é uma boa maneira de mostrar que há procura e quem sabe teremos ainda mais estabelecimentos com cardápio vegano!  Lá provamos um muito gostoso, de Mandiokejo, tomate e palmito! 

No penúltimo dia almoçamos no Ohana, restaurante a quilo na praça de alimentação de orgânicos do Mercado Municipal. Ele não é vegetariano, mas tem ótima oferta de alimentos, e sem o péssimo hábito de misturar coisas de origem animal nos legumes. Depois, um cafezinho no Les Caffés Especiais, também no Mercado Municipal. Lá tem cappucino vegano e outros cafés elaborados.

Já no último dia o almoço foi no Bouquet Garni, que é ovolactovegetariano, mas tem a feijoada vegana mais deliciosa dentre as tantas gostosas que já comemos. O prato da foto é da Dani, com as misturas de sempre. Esse restaurante é um dos maiores que conhecemos. Tem dois andares, mini market, sofás… No domingo estava com buffet livre. Bem legal!


Gostaríamos de ter conhecido o Semente de Girassol, mas não deu tempo. O lugar parece ser muito interessante. E quem quiser mais dicas veganas de Curitiba, incluindo passeios dos quais não conseguimos fazer dessa vez, poder ver AQUI como foi nossa viagem ano passado. Curitiba é a cidade com mais opções veganas que encontramos, incluindo opções para a noite que é mais difícil de ter.
Essas experiências foram incríveis! Mas é engraçado como no fim o que mais nos tocou foi o menos planejado e mais simples: reencontrar/conhecer, criar laços e passar ótimos momentos de forma tão natural com pessoas maravilhosas que encontramos pelo ativismo de Direitos Animais. E claro, faltaram algumas pessoas especiais que gostaríamos que estivessem lá conosco também! 

Nosso agradecimento a quem nos presenteou com sua companhia, a Sociedade Vegetariana Brasileira – SVB pelo convite e por terem realizado esse maravilhoso evento com grandes oportunidades de conhecimento, encontros, trocas e inspirações. Saímos muito mais motivados e capacitados para continuarmos na defesa animal. Em 2015 será em Recife! Guardem nosso lugar aí! Tem mais dicas? Comenta e compartilha aqui com a gente! Um mundo vegano de paz e respeito é possível e mais feliz!
“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.” Antoine de Saint-Exupéry
Nosso agradecimento especial ao ativista e amigo Paulo Guilherme Pinguim do Divers for Sharks, que está para o que der e vir, do Rio a Curitiba, do protesto a comemoração! Esse espaço final, sempre dedicado a indicação de projetos pelos animais dentro do contexto do post, vai especialmente para esse trabalho incrível e incansável em prol dos tubarões, tão perseguidos e dizimados em seu próprio habitat. E em Recife, onde será o próximo VegFest, o trabalho é mais pesado em relação a isso. Se preparem então para 2015! Acesse: http://www.diversforsharks.com.br/
SERVIÇO:
Bouquet Garni: Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 271 Centro. (41) 3223-8490 
Les Caffés Especial: Avenida Sete de Setembro, 1865 – boxe 311, Mercado Municipal.
O Barba Hamburgueria: Rua Vicente Machado, 578/642 Centro. (41) 3018-0825
Quitanda do Geraldo – Espaço Vegano: Av. Anita Garibaldi, 2140. Bairro Ahu. (41) 8861-5486
SuperDog: Rua Manoel Pedro, esquina com Rua Munhoz da Rocha, Bairro Cabral. (41) 9929-7172
Veg Veg Empório Vegetariano: Galeria General Osório, Praça Osório, 333- Loja 13. Centro.  (41) 3023-8015.
Semente de Girassol – Loja ativista vegana: Rua Treze de Maio, 512 São Francisco.

Roteiro vegano de dois dias na cosmopolita São Paulo

Depois de um período sem viagens, sendo a última de grande beleza e descobertas pelas praias de Maceió no nordeste do Brasil, o Vegetariando por aí está de volta com um site novinho e com um novo destino super esperado por nós em uma selva de pedra repleta de novidades veganas! 

São Paulo é umas das maiores metrópoles mundiais, a maior brasileira, e por isso onde tudo chega antes e fervilha criações. Não é a toa que é o lugar com mais iniciativas de Direitos Animais, e por conseguinte, mais opções veganas! Lá encontramos lojas e centros culturais especializados em Direitos Animais. Lugares ricos em intervenções urbanas, artísticas, políticas e sociais. Pelas ruas, em meio ao concreto, muita gente, muitas tribos, muito grafitte, muitas mensagens. Em muitas delas, já não era surpresa encontrar algo relacionado a animais e vegetarianismo. Passamos dois dias corridos pela cidade que nunca dorme, fazendo um verdadeiro tour vegano gastronômico! Os lugares foram selecionados de acordo com indicações de amigos ativistas moradores de São Paulo. 

Na chegada tivemos um grande problema com o Saci Hostel, do qual fizemos reserva com um mês de antecedência para ficarmos no mesmo hostel que uma amiga que estava viajando conosco, a Patrícia Fittipaldi, fundadora do Santuário das Fadas, um lugar que resgata dos maus tratos e abriga animais de diversas espécies, incluindo vacas, bois, porcos, cabritos, galos, patos, cães, gatos,… Mas quando chegamos, tivemos a infeliz surpresa de que eles praticam overbooking, ou seja, também reservaram a nossa vaga para outras pessoas. Tiveram que nos reembolsar o valor já pago e fomos às cegas para outro hostel, que acabou sendo melhor e mais em conta, o Vila Rock Hostel. O lugar tem uma decoração moderna com temática rock’n roll, café da manhã incluído, sala de bilhar com bar e som, um terraço com vista linda e é perto do metrô Sumaré!

São Paulo possui uma grande malha metroviária, então a melhor forma de andar por lá é de metrô. Por ele, fomos até o bairro da Liberdade, aquele típico japonês, e almoçamos no restaurante vegano Broto de Primavera. O lugar é acolhedor, com refeições a la carte e lanches como hotdogs e pães. O prato do dia era uma sensacional paella com algas e de sobremesa uma torta de chocolate com menta! Tudo vegano! Nota mil!!!
Saímos de lá e fomos andando pelo bairro da Liberdade até chegar a Praça da Sé, onde está a Catedral Metropolitana de São Paulo, uma das cinco maiores igrejas neogóticas do mundo. De lá,  chegamos a Galeria do Rock, onde dá pra encontrar artigos incríveis! Lá também tem uma lojinha com produtos e salgados veganos, a Art Vegan.
A noite tentamos comer pizza vegana na Asseama, mas a encontramos fechada, então pegamos o metrô de volta e fomos ao Tubaína Bar, perto da Av Paulista. É um bar retrô especializado em refrigerantes antigos e tem um amplo cardápio com opções veganas, incluindo salgadinhos. Comemos mandiopã e um hamburguer de tofú defumado que foi um dos mais deliciosos já provado. Depois, uma torta de nutela vegana e o irreverente drink Cosmopolitan do Agreste.
No domingo, o almoço foi no Loving Hut, uma rede internacional de restaurantes veganos. É um buffet com pratos prioritariamente orientais e muito gostosos. O restaurante é bem grande em comparação com os demais vegetarianos. De lá, caminhamos até a Prime Dog, uma lanchonete com várias opções veganas, como beirut, hamburguer, presunto vegano, etc. A expectativa foi grande, mas a avaliação é para o “bom”. Mas vale a pena conhecer!
A tarde chegamos a Loja Centro de Adoção, onde ficam alguns animais aguardando um lar, incluindo um galo resgatado de rinhas,  materiais de grupos de Direitos Animais a venda, artigos para animais, um brechó com peças reutilizadas e um consultório veterinário, onde ocorre também mutirões de esterilização. É um ambiente muito gostoso, não deixem de conhecer!
Depois chegamos a incrível Matilha Centro Cultural! É um espaço ímpar criado para a convergência de lutas, para intervenções políticas de desconstrução e reconstrução. Tem diversos ambientes como um salão com exposição de arte ativista, também usado para adoção de animais resgatados que ficam soltos, se apropriando do ambiente, interagindo com todos os demais e as pessoas que lá visitam. Ali também tem um bar com lanches veganos, encima uma sala de cinema para exibição de documentários e filmes independentes. O lugar é um paraíso. Um dia ainda conseguiremos criar algo assim no Rio também. Ah, o Matilha tem programação gratuita ou a preços populares e é aberto ao público, incluindo humanos. Não deixem de visitar!!! 😉

Para fechar a visita a São Paulo, tomamos sorvete sem lactose na Soroko! A tradicional sorveteria tem vários sabores cremosos de sorvetes veganos! Mais deliciosos que qualquer outro! Gostaríamos muito de ter conhecido também a nova loja vegana Veggie Life Store, o Vegacy e o Lar Vegetariano, mas não deu tempo. Fica de dica para quem conseguir. Esperamos que tenham gostado do relato das nossas experiências, se tiverem mais dicas comentem aqui, não deixem de conferir os outros destinos e até a póxima!!!

Santuário das Fadas: www.santuariodasfadas.org

Projeto Camisetas Veganas

SERVIÇO:

Vila Rock Hostel: www.vilarockhostel.com‎ (aprox R$40,00 por pessoa)

(SÁBADO) Loja Art Vegan na Galeria do Rock. Das 10 as 18h.

(SÁBADO) Veggie Life Store Rua Barão de Itapetininga, 37, Loja 47, São Paulo. (a 500 m da Galeria do Rock)

(DOM) Loja Centro de adoção: Rua General Jardim, 234 – Centro / São Paulo – Fone: 11 3151-2536 10 as 20h.

(DOM) Matilha Centro Cultural: Rua Rêgo Freitas, 542 São Paulo – SP http://www.matilhacultural.com.br/

ALMOÇO

(SÁBADO) Vegacy: Rua Augusta, 2061 – Cerqueira César – São Paulo – SP (11) 3062 9989 Segunda a sábado das 11h às 21h30

(SÁBADO) Broto de Primavera: Rua São Joaquim, 295 – Liberdade – São Paulo/SP (próx. Metrô São Joaquim) Tel: (011) 3203-1340 De segunda-feira à sábado, das 11:30h às 15:30h (aprox R$35,00 por pessoa)

(DOM) Loving Hut: R. França Pinto, 243 – Vila Mariana São Paulo, (11) 2385-2125 sab e dom de 12h a 15:30h (aprox R$20,00 por pessoa)

LANCHE

Prime Dog: Rua Vergueiro, 1969 Vila Mariana, todo os dias até 7 da manha. (aprox R$20,00 por pessoa)

Sorveteria Soroko: R. Augusta, 305 – Consolação São Paulo, seg a seg meio dia as 22h (aprox R$05,00 por pessoa)

JANTAR

(SÁBADO) Lar Vegetariano Rua Venâncio Aires, 797 – Pompéia

( a 2 quadras do Shopping Bourbon) Sábados das 19h às 22:30h (11) 3862-1308 / 3464 – 0603 .

ASSEAMA – Associação Espírita Amigos do Animais: Rua Manuel de Moura, 63 – Parque Vitória (Tucuruvi) – São Paulo – SP (11) 3534-3643

Tubaína Bar Sábado das 13hs às 3hs.​ Haddock Lobo, 74 São Paulo Tel (11) 3129-4930 (aprox R$50,00 por pessoa)

Encomenda de queijo vegano para grelhas em São Paulo.

Como fazer opções veganas em grandes redes de fast food de qualquer lugar

Estávamos uma vez na fila do Subway acompanhados de um conhecido que dizia que gostaria de parar de comer partes de animais, mas que não conseguia, pois achava que era difícil encontrar opções, além de serem mais caras. Chegou a nossa vez, criamos nossos sanduíches 100% vegetal, utilizando uma boa quantidade de ingredientes e com um menor valor, enquanto ele, logo atrás na fila daquele mesmo estabelecimento, continuou escolhendo engolir pedaços de animais e desculpas limitantes.
Começamos esse post com essa história hipotética, mas não menos real (aposto que você já ouviu muitos dizendo algo do tipo), para refletirmos sobre o poder da força de vontade, escolha e informação. Na verdade a palavra é apropriação! Se apropriar de informação, de iniciativa e das suas escolhas. A apropriação de informação é uma ferramenta importante. Daremos aqui dicas mastigadas de como fazer deliciosas escolhas veganas em redes de fast food que você encontra em qualquer lugar!!! E essas escolhas não são nada difíceis, já que eles mesmos as colocam a sua disposição. Basta saber delegar!

É claro que quando estamos de viagem sempre optamos por procurar lugares diferentes, slow food, personalizados e regionais, e assim temos feito, mas ainda assim acreditamos que essas dicas podem ser valiosas para quem não tem muita paciência e não quer gastar tempo procurando um restaurante específico. Ou até mesmo quem está ingressando no vegetarianismo / veganismo e está naquela fase crítica de trocar a rotina e achar onde comer quando está na rua, mesmo em sua própria cidade.

De maneira muito simples, segue abaixo uma lista com o que escolher em cada estabelecimento. Ah, não está em ordem de preferência.

1. Spoleto
As massas tradicionais sem recheio são de sêmola de grano duro. Escolha o azeite, peça como primeiro ingrediente o alho ou cebola, para refogar. Dos outros ingredientes vegetais tem abobrinha, alcaparras (!!!), alho poro, azeitonas pretas, brócolis (huuummm), cebola, cenoura, champignon (!), ervilha, milho, palmito (!!), passas (!!!), tomate e tomate seco (hummm). Infelizmente baixaram o nível de oferta tirando o espinafre, beringela e castanha do pará. Outra lástima é que até o molho de tomate tem manteiga na composição. Mas fica gostoso ao alho e óleo também ou se preferir pode escolher uma massa fria com salada. Bebida, só industrializada também. As menos piores são água e mate. Por todas essas restrições, indicamos o Spoleto como último caso.
2. Subway

Sanduíche vegetariano com pão italiano ou integral (são os sem leite ou ovos na massa), não incluir o queijo, adicionar tomate seco. Molhos sem ovos ou laticínios: Mostarda, Cebola agridoce, Vinagre e Azeite. O ponto negativo do Subway, agora que evitamos bebidas industrializadas, é não ter sucos naturais.

O Vista-se faz uma campanha para pressionar que o Subway Brasil enfim inclua uma opção oficial e completa de sanduíche vegano, trocando o queijo por falafel (deliciosos bolinhos de grão de bico, rico em proteína).

3. Habib’s
Batata-frita, pão sírio, humus, tabule e sucos. O homus do Habib’s é bom, mas não chega perto dos feitos em restaurantes árabes, mas o tabule é uma delícia.

4. The fifties
O The Fifties é uma rede de hamburgueria com um estilo retrô. No cardápio há um hamburguer vegano simples e muito gostoso. Ele está na nossa lista do Rio de Janeiro também!

OBS: O Felipe nos avisou (10/10/14) que um atendente da loja do Barra Shopping confirmou que tem ovo no pão. Eles podem ter mudado a composição ou fornecer nesse último ano. Então verifiquem antes.

5. MegaMatte

Há alguns anos, a rede lançou o “pão-de-queijo” de soja. No entanto, a ideia era atender apenas os intolerantes a lactose, e na composição havia ovo. Esse ano eles relançaram agora com ingredientes 100% vegetais. A empresa chegou a deixar uma nota no site, falando sobre veganismo, e ainda visa fazer outros lançamentos do gênero. O mais novo é o pastel de berinjela vegano! Para acompanhar, peça um açaí!!!

REDES REGIONAIS:

6. Balada Mix (Rio)
Um cremosíssimo açaí com frutas, uma salada linda e um hamburguer vegano de shitake! Ah, e sucos naturais dos mais diversos! Tem um de coco com uva muito bom!

7. Verdano (Rio)
Tem o SoyBurguer (pão e hambúrguer sem leite e ovos), e dá pra criar uma salada escolhendo as folhas e mais 7 ingredientes, como ocorre no Spoleto (mas com muuuito mais opção!). E para nós, que não escolhemos a “proteína”, que lá eles se referem às carnes, dá para incluir mais um ingrediente na salada ou o hambúrguer de soja. Bom, dentre as opções há muitos vegetais ricos em proteína, como grãos de soja, quinoa, amaranto, castanha do pará, semente de girassol, gergelim, etc. Além de arroz negro, tomate seco, macarrão integral, rúcula,… Dos molhos, os veganos são: gengibre com gergelim, semente de papaia (o que vem no SoyBurguer), rose tofu (o que sempre pedimos de tão gostoso que fica!), tomate com ervas e semente de maracujá. Nós indicamos mais a salada que o sanduíche.

8.  Au Au Lanches (Curitiba)
A massa dos pães é sem leite e ovos. Tem duas opções:
– Au-Au Tradicional Tofu, preparado com pão especial levemente tostado, tofu duplo na chapa com molho shoyu, salada aquecida, maionese (peça sem maionese!), catchup e mostarda.
– Au-Au Tofu Cebola Shoyu, traz pão especial tostado com tomate aquecido, cebola preparada ao molho shoyu e maionese (peça sem maionese!).
Veja sobre nossa viagem a Curitiba AQUI.

9. Joe & Leos (Rio)
Burguer de grãos acompanhado de fritas ou salada da horta. Indicamos a salada da horta. A Dani ama suco de tomate, como está na foto, mas é preciso sempre lembrar de pedir sem molho inglês, pois contém ingrediente animal.

10. A sua sugestão! Manda pra gente! Comente aqui!
Mas ainda é pouco! Muito pouco! Envie e-mails para os SACs das respectivas redes, solicitando mais opções veganas!
Referências:

Veganismo na zona oeste do Rio de Janeiro

Aproveitando o mês de aniversário da cidade do Rio de Janeiro, damos continuidade com a serie de postagens dos nossos locais favoritos na cidade. Agora é hora de falar um pouco mais sobre a zona oeste do Rio de Janeiro, que é onde moramos.

A zona oeste é a área mais rural no Rio de Janeiro, mas que está em amplo desenvolvimento nos último anos. Isso começou a causar alguns problemas como engarrafamento, obras, alagamentos, destruição de matas, aumentos de zonas de calor, etc. Mas ainda possui grande parte das belezas naturais do Rio de Janeiro, como APAs (Áreas de preservação Ambiental), praias mais reservadas, cachoeiras e trilhas.

Píer da Pedra de Guaratiba.

A região tem apenas um restaurante 100% vegano, o Caminho do Mar, que se localiza na parte mais nobre da zona oeste, mais próxima da Zona Sul, onde se encontram os bairros Vargem Grande, Jacarepaguá, Recreio e Barra. É importante destacarmos  a diferença demográfica dessa área, pois do outro lado da Serra da Grota Funda, está uma zona oeste  mais esquecida do governo e mídia, com os bairros de Guaratiba, Campo Grande, Bangu e Santa Cruz, por exemplo.

Nessa região não há nenhum restaurante vegetariano, há muitas gaiolas, carroças, desmatamento para expansão imobiliária e um grande número de cães e gatos abandonados. E apesar de não haver feiras de adoção pela baixa procura na região, há venda de filhotes em lojas ou mesmo livremente na feira de Campo Grande que ocorre aos domingos, o que já é proibido por lei.

Cena lamentável no novo shopping da região

Por todos esses motivos e a inexistência de intervenções organizadas e abolicionistas na região, que surgiu em 2008  a União Libertária Animal (Ula), que promove atos educativos no movimentado calçadão comercial de Campo Grande e já instalou um outdoor no bairro.

É na zona oeste também que está localizado o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) da cidade, no Bairro de Santa Cruz, e o Abrigo e Centro de Atendimento e esterilização gratuita da Sepda (Secretaria Especial de Promoção e Defesa Animal), na Ilha de Guaratiba. Tudo isso ilustra a necessidade e urgência da região por uma transformação da cultura de opressão existente.

Ato Educativo da União Libertária Animal (Ula) no Calçadão de Campo Grande.

Agora vamos listar os nossos 10 lugares favoritos da zona oeste!

1. Comida praiana e vegana no Caminho do Mar no Recreio.

O culinarista vegano Zé Roberto é um verdadeiro alquimista. Com alimentos naturais e vegetais, pratos simples mas diferenciados e deliciosos são elaborados. Atenção aos sucos com combinações inusitadas. O restaurante é rústico, familiar, vegano em sua essência e frequentado pelos surfistas da praia do Pontal, que segundo o próprio Zé, só fecha na última onda.

Comida simples e deliciosa no Caminho do Mar.

Estrada do Pontal, 3091. Recreio Tel: 8169 9571

2. Trilha para a Pedra da Tartaruga e praia do perigoso em Barra de Guaratiba.

O lugar é realmente paradisíaco. Só se tem acesso após uma trilha de uma hora a partir da praia da Barra de Guaratiba, no caminho existem algumas fontes de água natural que vão te referescar, mas recomendamos levar muita água! Na Pedra da Tartaruga, que tem o nome pela forma, costuma se fazer rapel, existem algumas agências que fazem esse tipo de serviço. É uma aventura fantástica e a paisagem impressiona, o rapel tem uma descida de aproximadamente 45 metros e é possível ter uma bela vista panorâmica das praias e do mar.

praia perigoso

De cima da Pedra da Tartaruga pode-se ver a praia do perigoso.

3. Comida ecológica e gourmet é comida vegana no Sustentabillibar, abrindo as portas para o veganismo em Campo Grande. (FECHADO)

O bar é novo, e assim que abriu ficamos empolgados em conhecer pelo estilo sustentável que não é comum por aqui. Logo aproveitamos para dialogar em nome da União Libertária Animal (Ula) e demais colaboradores, apresentando o vegetarianismo e solicitando opções veganas. Os proprietários abraçaram a ideia e hoje o bar e restaurante conta com diversos pratos e petiscos veganos deliciosos e desejados por todos que frequentam o estabelecimento! O lugar é um ponto de encontro alternativo, com decoração surpreendente e muito rock e MPB.

Atualização: Infelizmente o lugar fechou.

E tem os petiscos! Kafta, potatos skin e onion loaf vegans.

Rua Luiz Barata, 164. Campo Grande – RJ.

4. Trilha para a Cachoeira do Mendanha em Campo Grande.

Praia ou cachoeira? Aqui tem de tudo! Para quem prefere mais contato com o verde, mais sombra e menos sal e areia, esse é um lugar perfeito. A cachoeira possui três quedas d’águas e um tobogã natural. No dia tivemos sorte, pois dizem que o lugar costuma encher. Para essa trilha, o ideal é ir em grupo e com um guia, pois a mata é fechada e não há mais placas informativas.

rio cachoeira

Cachoeira o Mendanha.

5. Hambúrguer de shitake, salada e açaí do Balada Mix!

Um cremosíssimo açaí com frutas, uma salada linda e um hamburguer vegano de shitake! Isso no Balada Mix, que é uma rede carioca de casa de sucos, e dentre alguns estabelecimentos pelo Rio, há alguns no Recreio e na Barra. Mais recentemente foi aberto um em Guaratiba, mas infelizmente fechou. O lugar tem uma decoração chique e praiana, bem claro, colorido e moderno. É lindo! Essa foto foi tirada no do Shopping New York na Barra da Tijuca.

Hamburguer de shitake do Balada Mix com uma salada maravilhosa.

Endereço: http://baladamixrestaurante.com.br/

6. Sítio Burle Marx em Ilha de Guaratiba.

Essa é a dica especial, pois está na nossa lista para ainda conhecer. O lugar é onde viveu e trabalhou o mais famoso paisagista do Brasil, Roberto Burle Marx.  Lá se encontra uma das coleções botânicas vivas mais importantes do mundo. É aberto a visitação, basta ligar para agendar.

Sítio Burle Marx.

Estrada Roberto Burle Marx, nº 2019 – Barra de Guaratiba visitas.srbm@iphan.gov.br Tel: (21) 2410-1412

7. Comida japonesa também pode ser vegana no Seu Sushi. (FECHADO)

O Seu Sushi foi outro lugar de Campo Grande que a União Libertária Animal (Ula) dialogou, apresentou o veganismo e conseguiu abertura para opções veganas no bairro. Esse foi um combinado montado no dia e depois foram se aprimorando. É rico em frutas, cogumelos e tofu. Muito delicioso. Atenção especial para os enrolados de shitake e os hots doces de abacaxi!

combinado vegan seu sushi campo grande

Combinado vegan no Seu Sushi.

Estrada Rio do A, 667. Campo Grande – RJ. http://www.facebook.com/SeuSushi

8. Antiga fábrica de tecidos Bangu (Atual Bangu Shopping).

A antiga fábrica de tecidos Bangu, construída em 1889, foi revitalizada e transformada em um shopping para a região. O prédio é extremamente lindo e nostálgico, principalmente em datas como o Natal. A decoração fica linda!

decoração natal

Antiga fábrica de tecidos Bangu no Natal.

R. Fonseca, 240 – Bangu.

9. O melhor hambúrguer no The fifties.

O The Fifties é uma rede de hamburgueria com um estilo retro. No cardápio há um hamburguer vegano simples e muito gostoso. Uma grande descoberta.

the fifties hamburguer

Hamburguer simples e delicioso.

A foto é do que fica no Barra Shopping, mas no site da rede você pode encontrar o endereço de outros restaurantes: http://thefifties.com.br/

OBS: Pão e burguer sem ingredientes de origem animal confirmado por e-mail com a rede.

10. Pier da Brisa com sorvete. 

A praia da Brisa é um lugar que foi esquecido por muito tempo. O lugar se tornou impróprio para banho e ficou abandonado. Em 2002 ela começou a ser revitalizada, com limpeza da areia, pier, quiosques, arborização, cata ventos, calçadão e iluminação. O lugar continua bucólico e familiar, ótimo para passear e comer uma batata ou aipim frito no quiosque com uma privilegiada vista do pôr do sol.

Também descobrimos lá, uma sorveteria  com um delicioso açaí e com alguns sabores de sorvete sem leite! No dia que fomos, tinha o de manga e de framboesa. Deliciosos!

  Sorveteria Ana e Victoria: Av Nelson Moura Brasil Amaral, s/n – qd 100 lt 1 Brisa – Guaratiba – Rio. Tel.: (21) 3317-1196

praia da brisa

Cata-ventos da Praia da Brisa.
Cata-ventos da Praia da Brisa.

Esperamos que com esse post possamos ter inspirado novos caminhos, descobertas e a ampliação do veganismo na zona oeste. Quem tiver mais dicas e sugestões, por favor, não exite em compartilhar conosco nos comentários. Quem gostou, divulgue. E para mais dicas, adoção ou voluntariado, entre em contato com a União Libertária Animal (Ula) no site abaixo.

EXTRA:

– Verdano (FECHADO): Rede de lanchonetes com linha “fast food natural” do Mundo Verde. São lanchonetes bem clean e tem no Barra Shopping e algumas outras pelo Rio, como no centro da cidade. As dos shoppings são pequenas, pois estão dentro de praça de alimentação, mas a do centro, que é em um espaço próprio, é linda e até nos lembrou do restaurante Picnic em Buenos Aires, claro, em uma versão menor e sem tantos detalhes a oferecer!

Bom, o Verdano não é vegetariano, mas tem um sanduíche vegano, o SoyBurguer (pão e hamburguer sem leite e ovos), e dá pra criar uma salada escolhendo as folhas e mais 7 ingredientes, como ocorre no Spoleto. E para nós, que não escolhemos a “proteína”, que lá eles se referem às carnes, dá pra incluir mais um ingrediente na salada. Bom, dentre as opções há muitos vegetais ricos em proteína, como grãos de soja, quinoa, amaranto, castanha do pará, semente de girassol, gergelim, etc. Além de arroz negro, tomate seco, macarrão integral, rúcula,… Dos molhos, os veganos são: gengibre com gergelim, semente de papaia (o que vem no SoyBurguer), rose tofu (o que sempre pedimos de tão gostoso que fica!), tomate com ervas e semente de maracujá.

O sanduíche não é extraordinário, mas ficamos fãs dessa salada turbinada personalizada! Segue a foto deles abaixo, que está com um visual bem bagunçado, mas acreditem, é boa demais!

Criação vegana no Verdano

– Espaço Pura Vida

Fica na Barra da Tijuca. Aberto desde dezembro de 2014. Tem esportes aquático e um food truck vegano com burguers de feijão, lentilha, grão de bico. É muito bacana! Falamos deles no post sobre Food Trucks veganos no Brasil, aquihttps://www.facebook.com/espacopuravidaa

espaço pura vida vegan rio de janeiro  zona oeste barra da tijuca

– Outros na Barra da Tijuca:

Burguers vegs no Joe & Leos, Pomar Orgânico (aqui tem pão de melado!!), Org Bistrô, Bio Carioca (Downtown Shopping) e Néctar (Vargem Grande).

NOTAS:

União Libertária Animal (Ula)

Secretaria Especial de Promoção e Defesa Animal (Sepda)

Lei 4808/06 – A criação, a “propriedade”, a “posse”, a guarda, o uso, o transporte e a presença temporária ou permanente de cães e gatos.  (Estado do RJ)
Art. 23 – É vedado:
I – acomercialização de cães e gatos em vias e logradouros públicos;
II – o abandono de animais em áreas públicas ou privadas, inclusive parques e jardins;
III – a distribuição de animais vivos a título de brinde ou sorteio;
IV – a venda de animais a preços irrisórios em feiras, exposições e eventosassemelhados;
V – a utilização de qualquer animal emsituações que caracterizem humilhação, constrangimento, violência ou práticaque vá de encontro à sua dignidade ou bem-estar, sob qualquer alegação.

Vem que tem em Belém: do cupuaçu ao jambu.

Belém do Pará, 09 de março de 2012.

Olá, amig@s viajantes! Vamos dar algumas dicas para vocês sobre o nosso último destino: Pai d´égua, cupuaçu, chuvas… O que isso tem a ver com viagem? Tudo, quando o assunto é Belém! Estávamos planejando essa viagem há algum tempo, já que o Tiago está trabalhando em um projeto por lá desde Junho deste ano. Ele já conhecia muitos lugares e isso facilitou para aproveitarmos o pouco tempo que tínhamos. A Daniele então, pegou a mochila e o avião, e partiu sozinha para encontrar seu amor por lá e os dois terem a chance de experimentar a cidade juntos.

São quase 4 horas de vôo, e ao chegar em Belém é lindo ver do avião aquela paisagem de floresta tropical densa, com rios serpenteando por elas. A chegada já foi em horário de chuva, claro. Em Belém chove a qualquer momento todos os dias, uma chuvinha quente e gostosa.
Já era hora do almoço e quando nos encontramos não pensamos duas vezes: fomos direto para o Mãe Natureza. Talvez seja o restaurante vegano mais conhecido e frequentado de Belém. O buffet não é tão diversificado, mas a comida é muito gostosa, além de opções de sucos com combinações diferentes que adoramos, e claro, muitos pratos típicos em versões veganas! Comemos arroz a La Oriente, quiche vegano, panqueca Rica, escondidinho de abóbora (espetacular!) e feijão com jambú, acompanhado com suco de couve, salsa, cenoura, abacaxi e maçã. Isso mesmo! Essa mistureba é maravilhosa para quem gosta de estar sempre sentindo novos sabores. De sobremesa, um maravilhoso mousse de cacau.

Depois de poucas horas descansando, já era a tardinha e saímos para caminhar pelo centro, onde paramos no Sala da Fruta (verificar se ainda está aberto) e cada um tomou um gordo shake de guaraná com amendoím e açaí e outro com bacuri, uma fruta nativa não tão difundida no Sudeste quanto o açaí. Esse shake é batido com leite, então é preciso pedir para eles usarem o leite de soja. Se quiser algo mais leve, peça com água, pois ele vale por uma refeição.  Lá eles também tem salgados e pizza veganos. Infelizmente, a pizza estava em falta. Mas tudo bem, pois estávamos mesmo era com vontade de comer o tão esperado hambúrguer do Veg Casa!

shake de açaí bacuri leite de soja do sala da fruta belém

O Veg Casa começou com vendas em frente a eventos e tem um serviço de encomendas na internet. Está crescendo e recentemente já conta também com um local físico, que só tende a melhorar e virar um point vegano, que já atrai uma clientela de todos os tipos! Vale a pena parar e bater um papo com o Frank, idealizador e culinarista do projeto. Ele faz um hamburguer de soja e cenoura e o de berinjela, com pão integral feito na hora, que é uma delícia! Nunca havíamos experimentado um sanduíche em que ao morder, você sente primeiro o aroma convidativo de um pão fresco e nutritivo. Também provamos a esfirra de tomate seco e jambu, uma verdura muito usada na culinária local e que nos deixa com uma engraçada dormência e ardência na boca! E claro, acompanhado de suco de cupuaçu, o elemento mor em Belém!

hamburguer vegano de soja cenoura berinjela e esfirra de jambu e tomate seco

No dia seguinte, dispensamos o café da manhã do hotel e fomos até uma tapioqueria. Lá provamos uma maneira diferente de fazer a tapioca, que não costumamos encontrar no Rio de Janeiro. É a tapioca molhada no leite de coco. Muito gostosa! Depois, passamos em uma farmácia Big Ben, que é uma rede que tem aos montes por lá, e onde se encontra picolés Gam. Os de açaí e açaí com tapioca, são veganos! Uma pena que os demais sabores, todos com frutas típicas, tenham soro de leite. Esse de açaí parece polpa congelada e não nos apeteceu muito, mas valeu experimentar.

tapioca molhada no leite de coco

De lá pegamos um taxi até a Estação das Docas, às margens do rio Guamá. É uma espaço revitalizado, com várias lojas de artesanato, barzinhos e restaurantes, lembrando uma Puerto Madero. Nas barracas de artesanato, encontramos a Jarina, chamada de Marfim Vegetal! É a amêndoa de uma palmeira, que quando seca fica bem dura e muito parecida com o marfim. Dela são feitos botões, bijuterias e estátuas. Uma ótimo substitutivo para a matança desnecessária de animais explorados pela indústria do marfim.

Almoçamos no Bio Mercato, restaurante orgânico, mas não vegano. O prato 100% vegetal do cardápio era a quinoa com legumes. Tomamos 3 sucos diferentes: caucau, amora e tapereba, este último, mais conhecido por nós, como cajá. Recentemente descobrimos que lá abriu uma opção de Buffet. O feijão deles é um dos poucos na cidade que não tem carne. A dona do estabelecimento é super atenciosa e se você informar que é vegan@, ela customizada alguns pratos na hora.

bio mercato belém estação das docas prato vegetariano quino com legumes

Ao sair das docas, íamos para o famoso Mercado Ver-o-peso, mas decidimos passar no Sesc Boulevard antes, onde ocorre diversos shows com artistas locais, além de ter algumas exposições artísticas. Lá estava tendo o Salão Internacional do Humor da Amazônia e havia uma parede para livre manifestação, com canetas penduradas. Claro, deixamos nosso recado sobre Direitos Animais  e veganismo! Saímos então do Sesc e chegamos ao Ver-o-peso, onde compramos um cupuaçu para a mãe da Daniele e voltamos para as Docas para curtir o por do sol, tomando uma caipirinha de… cupuaçu! E o dia acabou na casa da Renata, amiga de infância da Dani, tomando açaí com farinha d’água, bem ao modo paraense.

ula união libertária animal libertação animal direitos animais

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No último dia estávamos dispostos a bater perna! Visitamos a maravilhosa Basílica de Nossa Senhora de Nazaré que é muito conhecida pelo Círio e possui uma arquitetura fabulosa. Aproveitamos para ir à praça da república e descobrir mais alguns lugares e prédios que apesar de históricos ficam bem escondidos. Todos os domingos a praça recebe uma feira com muitos artesanatos regionais e eventualmente uma feirinha de adoção. Além disso, para quem busca mais informação sobre veganismo, irá encontrar @s noss@s amig@s super atencios@s do VEM (Vegetarianos em Movimento), grupo de Direitos Animais de Belém. Não é difícil encontrá-l@s, pois ficam numa tenda com diversos cartazes sobre veganismo.

Na praça também está localizado o Teatro da Paz, um dos mais bonitos do Brasil e muito conhecido pelo festival de ópera que acontece todos os anos.  A visita guiada custa R$4,00, mas acabamos perdendo o horário. Então, se você quer conhecer mais da história do Teatro, que têm mais de 130 anos, chegue lá às 11:40h e espere a visita de 12h, pois eles são muito pontuais. E então, chegamos ao lugar que mais gostamos da viagem, e que o Tiago ainda não conhecia, o Forte do Castelo ou Forte do Presépio. O lugar é muito bonito, calmo e tem uma vista maravilhosa da cidade!
Dali, aproveitamos que estávamos perto das Docas (em Belém é tudo pertinho) e voltamos para o Marujo’s Bar, onde havíamos parado na tarde anterior e vimos no cardápio que eles tinham um prato vegano composto por refogado de proteína de soja, arroz, batata palha e farofa de banana (peça feita no óleo, e não na manteiga). Sentamos de frente para o rio, fizemos o pedido e nos deliciamos. Depois dali, só restava um espresso, o check in e pensar no próximo destino.

Marujo's bar estação das docas belém prato vegetariano

* Todos os alimentos apresentados são veganos.


EXTRA

Conheça também o Govinda, restaurante indiano lactovegetariano que ganhou o prêmio de melhor PF (prato feito) do Brasil em 2014, feito a base da típica maniçoba.
Endereço: Travessa Padre Prudêncio, 166 – Bairro Campina

Serviço:

Mãe Natureza: Rua Senador Manoel Barata, 889 – próximo à Avenida Presidente Vargas. Aprox R$30,00 por pessoa.

Sala da Fruta: Rua dos Pariquis, 1707 – entre a Avenida Serzedelo Corrêa e a Rua dos Pariquis, Galeria Pariquis, loja 1. Aprox R$15,00 por pessoa.

Veg Casa: http://vegcasa.blogspot.com.br/ Aprox R$ 5,00 por pessoa.

Bio Mercato: Estação das Docas, galpão 2. Aprox R$45,00 por pessoa.

Marujo’s Bar: Estação das Docas, Terminal Fluvial Turístico, loja 04. Aprox 30,00 por pessoa.

Grupo VEM – Vegetarianos em Movimento: http://vegetarianosemmovimento.blogspot.com.br/

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Hola, Buenos Aires – Dia 1 de 5

Buenos Aires, 2 de Janeiro de 2012.

Entre ponte aérea, check-in, informações tortas, troca de moedas e etc; o primeiro dia acabou sendo corrido. Mas enfim chegamos em um sonho que estava no nosso planejamento há 2 anos pelo menos. A viagem a dois foi divertida e estávamos empolgados!

Lanchonete Pic Nic

Com toda pressa não daria para procurar um restaurante para almoçar, então acabamos indo em um fast-food e foi surpreendente! Pic Nic, restaurante vegano de 3 andares, bem localizado, decoração lindíssima e cardápio diversificado entre lanches, refeições, sucos orgânicos , frappes, entre outros.

Pedimos sanduíches bem diferentes com papas fritas, um frappe e um suco mistureba. Sinceramente, não lembro exatamente de que era nada. Só me lembro da delícia que era!

Veg Burguer no Pic Nic

É na Calle Florida, bem no Centro da cidade. Gastamos em média 50 pesos por pessoa.

Calor de BA e a Freddo

Deixe o que é ruim para trás! 😉

No final da tarde, como Buenos Aires está quentíssima nessa época, paramos na Freddo, sorveteria tradicional Argentina! Eles possuem opções sem leite! É só perguntar. Não necessariamente todos os de fruta são veganos. No primeiro dia que pedimos, as opções eram o de limão e o de morango. Em um outro dia, o de morango tinha leite e a opção vegana era o de maracujá. Uma delícia sem igual!Aguarde para os próximos posts dos dias seguintes com muitas dicas!

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