5 destinos incríveis para aproveitar o outono e inverno no Brasil

1. Petrópolis – RJ
Petrópolis fica na região serrana fluminense, e tem aquele ar colonial e europeu pelas ruas. Tanto pela família real portuguesa que morou por lá (tem o Palácio Imperial onde morou Don Pedro II e a casa da princesa Isabel), quanto pela colônia alemã. É um dos nossos destinos favoritos, e aqui relatamos nosso roteiro de passeios e descobertas veganas por lá. Apenas o que nos entristece ver por lá, são os cavalos explorados em charretes para turismo.
2. Paraty – RJ
Paraty é convidativa em todas as estações do ano! Tem praias e um centro histórico impecável. No inverno tem festivais de música, pinga e a famosa FLIP. A vida noturna é charmosa, tem ótimas opções de gastronomia vegana como a moqueca de banana da terra com pimenta (mais dicas aqui), e no frio se esquente com as degustações de cachaças fabricadas lá, como a Gabriela, feita com cravo e canela. O único ponto ruim são os cavalos escravizados nas charretes.
3. Curitiba – PR
É uma cidade linda, com muitos parques, praças e araucárias. Fizemos duas visitas a cidade, que possui muitas opções veganas diversificadas. De carrocinha de cachorro quente, passando por cantina italiana, restaurante indiano, fast foods, lojinha, a inclusive pra quem sai a noite. Tudo vegano. Veja aqui.
Foto: Cido Marques
4. Gramado e Canela – RS
Quem vai em uma, automaticamente visita a outra já que estão a apenas 9km de distância. Muito frio, chá, chocolate, plátanos pelo chão, passeio de maria fumaça, vinícolas (incluindo a Miolo), romance, aquele ar europeu e muito mais.
Observação sobre hotel em Gramado aqui.

5. Ouro Preto – MG

Cheia de ladeiras, igrejas e construções históricas. Durante a semana santa são realizadas missas em diferentes igrejas, procissões, concertos musicais e tapetes florais coloridos.

VEJA TAMBÉM: Saiba escolher vinhos veganos.
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Vegetariando por Buenos Aires: do tango ao rango.

Olá, amigas e amigos do Vegetariando por aí! Como é bom tê-los sempre conosco! Nesse post, falaremos sobre Buenos Aires, que foi nosso primeiro destino registrado, o que deu origem ao nosso blog! No entanto, estávamos empolgados e acabamos por dividi-lo em cinco posts distintos! Portanto, agora decidimos fazer um resumo (será?) e transformar em um único post, mais fácil de ser acessado.

Após, conexões, trocas de moeda e muitas informações, enfim chegamos maravilhados a Buenos Aires, a cidade mais europeia da América Latina! Nos hospedamos no centro, em um hotel muito bem localizado na Plaza San Martín, perto da Calle Florida, que é a rua de comércio mais movimentada da cidade. Como estávamos famintos, a meta era descobrir onde parar para comer algo, e encontramos na própria Calle Florida com a Diagonal Norte, o restaurante vegano que seria o nosso xodó e salvação durante a viagem: Picnic.

O nome pequeno não condiz com o tamanho do lugar. É um restaurante de três andares! No entanto, a palavra simples e que transmite informalidade passa uma boa imagem do que encontramos lá. Note que simplicidade se distingue de comum. O restaurante não tem garçons (você pede, paga e pega no balcão), tem uma decoração criativa, colorida, moderna e linda, e o cardápio tem opções de almoço, sucos orgânicos, lanche e cafés. Tudo vegano!

Pedimos sanduíches bem diferentes com papas fritas, um frappe e um suco mistureba. Sinceramente, não lembro exatamente de que era nada, só que era uta delícia! Gastamos em médica 50 pesos por pessoa.

Na manhã seguinte fomos ao ponto inicial do Bus Turístico, que fica na Av Corrientes, perto do Picnic, e compramos nossos tíquetes. É a melhor coisa a se fazer quando se está pela primeira vez na cidade. Você viaja tranquilo por praticamente todos os pontos importantes. Pode fazer o trajeto completo ou parar em um dos pontos e esperar outro Bus, que passa em média de 20 em 20 minutos. Então se você quer utilizar o Bus Turístico, esteja com pesos (eles só aceitam essa forma de pagamento) e chegue no ponto de compra cedo!

Nesse primeiro dia de passeio no Bus Turístico, passamos muito tempo no La Bombonera, pois fizemos questão de fazer visita guiada e aproveitar bem o estádio. Foi muito legal ver todos os detalhes, saber das histórias, pisar no gramado, se agarrar na grade da geral, arquibancadas, bancos reservados,… O Bombonera e o time Boca Jrs têm muitas peculiaridades.

Depois, almoçamos no Restaurante Bio em Palermo Velho. Andamos muito para encontrar o restaurante, mas valeu muito a pena. No entanto, em viagem tempo é dinheiro, portanto, a dica é pegar um taxi para chegar até ele. Ele é bem pequeno e charmoso. É um restaurante natural e orgânico a la carte que possui muitas opções veganas no cardápio, inclusive devidamente marcadas.

Apesar da apresentação do prato ser simples, o que se sente ao degustá-lo é algo surpreendente. Os sabores são incríveis. Vale pedir a sobremesa de torta crudívora de chocolate com framboesas. Realmente nos surpreendeu. Em média 70 pesos por pessoa.

De volta a Florida, encontramos agentes que vendem pacotes para shows em casas de tango. Essa foi uma ótima oportunidade, pois os valores que pesquisamos pela internet estavam muito mais caros, e o que compramos tivemos orientação para a escolha da casa de Tango e ainda van pegando e deixando no hotel. Compramos um pacote apenas com o show, sem o jantar e bebidas, que custaria apenas o dobro, porém não sabíamos se lá teria opções veganas, e realmente não tinha, só as saladas. No entanto, valeria a pena pelas bebidas, que são bem mais caras. Pagamos a parte o vinho que nos acompanhou no show (veja nosso post sobre vinhos veganos).
Escolhemos uma casa tradicional em Buenos Aires, tombada como patrimônio cultural da cidade, e que tem uma apresentação mais clássica do Tango. O show foi lindo, encantador e divertido.  O legal de ir no serviço de van deles é conhecer o pessoal que vai junto, todos no mesmo clima! Conhecemos uma galerinha asiática que pediram foto e um casal de cearenses super animados! Show com translado foi 150 pesos.

No dia seguinte saímos tarde do hotel e preferimos adiantar o almoço para depois passar o dia rodando pelos pontos turísticos com o ônibus especial. Procuramos o restaurante Talusi, na Florida com Av Marcelo Alvear, em uma Galeria bem na Praça San Martin, mas ele fechou. Fomos então ao restaurante Granix, na Galeria Guenger, na Florida. Ele é grande, não mais que o PicNic, mas é um restaurante no estilo “pague e coma a vontade” (a 46 pesos) ovo lacto vegetariano, que resolveu “compensar a falta de carne” com ovos e leite. Não há pratos veganos, a não ser que você fique só na salada. Não valeu nem foto.

Nesse último dia de Bus Turísticos queríamos aproveitá-lo com o Caminito. O lugar é lindo, artístico e ótimo para comprar as lembranças. Mas pesquise, pois há muitas coisas iguais com preços diferentes. As lojas do começo da rua costumam ser mais caras. O show de tango nas ruas é um espetáculo. Os dançarinos são super simpáticos e para quem quiser se aventurar eles dão aulas nas ruas que rendem muitas risadas.

Fomos ao Museu de Cera do Caminito. É cobrado 17 pesos para olhar um pequeno corredor de bonecos de cera com algumas informações da cidade, mas que não nos agradou. Se você estiver com tempo de sobra pode ser um lugar a mais, mas não é fundamental.

Na volta, já no final da tarde, nossos estômagos foram salvos visitando novamente o Pic Nic. Pedimos os outros sanduíches do cardápio, um com falafel, e um alfajoreo.

Começamos o penúltimo dia comprando mais um ticket para o Bus Turístico porque ainda tinha muito a ser visto e o tempo estava passando muito rápido. Depois disso, como todo bom vegetariano fomos em busca de novos restaurantes. Os alvos foram o Onda Verde e o Sattva, que ficam um ao lado do outro, na Montevideo com a Corrientes. Mas, para a nossa infelicidade o Onda Verde passou o ponto e o Sattva estava fechado para férias. Resolvemos segurar a fome e seguimos para o nosso roteiro do dia, pois tínhamos que aproveitar a cidade ao máximo. Ainda a pé pelo centro, começamos pela Manzana de las luces, que por ser muito cedo, estava sem turista algum! A vontade era de ficar o dia inteiro, curtindo a sombra e a música ambiente. Saindo de lá caminhamos para os pontos mais corriqueiros: obelisco, casa rosada, plaza de mayo, teatro colón e nossa, cansa só de lembrar!

Depois desse tour Express, pegamos o Bus até o MALBA (Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires), com entrada a 25 pesos. A Daniele estava ansiosa para encontrar com a Frida, portanto, apesar da pressa do Tiago, consideramos uma parada importante para apreciar grandes pintores latinos, entre eles os brasileiros (com muito orgulho) Tarsila, Portinari e Di Cavalcanti. Foi de arrepiar.

De lá, visitamos o lindo Jardim Japonês (15 pesos para entrar). O lugar tem o perfeccionismo da cultura japonesa, com jardins minuciosamente esculpidos e cuidados. Lá dentro tem um restaurante japonês cheio e não muito em conta, onde acabamos por comer, por não ter encontrado nada antes. Pedimos enrolados de abacate, cenoura, pepino e shitake. Geralmente é o futomaki e pedimos para tirar o kani.

Saindo do Jardim, o nosso planejamento era seguir para o Cemitério da Recoleta, mas essa parada era bem próxima a Universidade de Direito, ao Museu de Belas artes (com entrada gratuita) e a Floralis Genéris, que é um monumento impressionante!  Agora sim era hora do tão esperado Cemitério da Recoleta. Tudo encaixaria bem, se não fosse uma surpresa nada grata: ele fecha às 17h e chegamos 10 minutos depois. Aproveitamos então para tomar um sorvete sem leite na famosa e tradicional Freddo, pois há uma grande na frente do cemitério.

Ao anoitecer, vimos os fogos do dia de reis na Ponte de la Mujer, na charmosa Puerto Madero. E é engraçado como os fogos deles são mais silenciosos que os nossos! rs. Eram mais luzes e menos barulho. Vale a pena aproveitar o clima noturno da ponte, uma leve brisa e ficar sentado olhando e relaxando com a paisagem. Mas a noite argentina realmente começa muito tarde. Era 1:00 da manhã quando saímos da ponte e as casas noturnas não estavam nem esquentando. Preferimos ir descansar para aproveitar o último dia!

Esse dia já amanheceu com um gostinho de saudade. Mas não deixamos nos abater, pois tínhamos uma pendência a pagar, conhecer o Cemitério da Recoleta. Como não tínhamos mais tempo a perder, pegamos um taxi e em menos de 10 minutos estávamos lá. Um lugar único na América latina, com uma arquitetura impressionante. É um passeio exótico caminhar entre caixões e mausoléus centenários, todos de famílias tradicionais e personalidades como presidentes e a própria Evita Perón. Isso nos faz lembrar que matéria é apenas matéria, o que fica é realmente o que construímos em vida.

O mais interessante são as belíssimas esculturas de arcanjos, querubins e rosáceas, cada uma com seu significado, como o de proteger os que ali descansam em paz. Uma surpresa foi encontrar um mausoléu com as fotos de toda a família ali sepultada e entre elas, a do cachorro, demonstrando que ele realmente fazia parte da família. Muito digno e respeitoso. Uma sepultura que nos chamou a atenção foi a da Liliana Crociati de Szaszak (1944-1970), jovem de 26 anos. O túmulo foi projetado por sua mãe no estilo gótico. Adjacente à tumba, há um “pódio” de pedra com uma estátua em tamanho real de Liliana. Após a morte do cão Sabú, amigo da moça, o artista esculpiu uma estátua dele e a pôs ao lado da estátua de sua tutora, cuja mão resta acariciando a sua cabeça. Foi um passeio muito interessante.

Na volta, almoçamos novamente no Pic Nic.  A diferença é que antes sempre chegávamos lá na hora do lanche, e já não estavam mais servindo refeições. Dessa vez, bem no horário de almoço, o lugar estava cheio! Pedimos os risotos da casa. Um com tofú e outro ao curry. Diferente do que somos acostumados no Brasil, esses são mais secos, mas gostosos. Não pedimos a salada, mas pareceu ser uma ótima opção para os dias de sol intenso. Também aproveitamos para experimentar os sucos, que são de produção da casa e 100% orgânicos. Adoramos o de laranja com gengibre!

Após o nosso último prato, conseguimos ir bem calmamente para o aeroporto. E quem sabe um dia voltaremos para experimentar os outros restaurantes que não achamos ou simplesmente para rever os que adoramos. Adiós, querida Buenos Aires! E até o próximo destino, amig@s!

Vegetariando e festejando pelo VegFest em Curitiba



Estamos de volta para mais um destino do Vegetariando Por Aí, e dessa vez não foi só turismo! Esse final do mês de Setembro voltamos a Curitiba para o maior congresso vegetariano da América Latina, o VegFest. A Dani, que também é coordenadora da União Libertária Animal(ULA), tinha uma missão: honrar o convite de ser uma das palestrantes e compartilhar informações de qualidade sobre Direitos Animais para crianças com quem dedicasse seu tempo a ouvi-la. Olha a responsa! Mas correu tudo super bem, sala cheia de pessoas incríveis e nossa gratidão por estarem lá compartilhando esse momento.


Foto: Felipe Di Pietro
A ansiedade disso se mesclava a de encontrar pessoas que motivam, inspiram e orientam. Isso incluía as pessoas por trás de projetos como Instituto Nina Rosa, Anda News, Vista-se, escritores e muitos outros. A programação estava ótima. Demos preferência a dois assuntos que estão em ascensão e que nos interessam, o empreendedorismo social, e a educação humanitária e vegetarianismo para crianças. Mas ainda tinham conteúdos sobre ativismo, nutrição e arte. Para se ter uma ideia, fomos brindados com uma apresentação intimista do músico Osmar Barutti, integrante do Sexteto do Jô Soares e vegetariano.


Os três primeiros dias de VegFest ocorreram no campus agrárias da UFPR, e nesse período foi oferecido alimentação vegana no restaurante universitário. Ao que parece, diante do diálogo e da prática bem sucedida, essa opção vegana continuará. O que é um grande avanço tanto para a oferta de alimentação inclusiva, ética e saudável, quanto para a progressão de que um dia não seja mais uma opção, mas o habitual.

No local também tinha uma feira com diversos estandes! A maioria de lanches para saciar a voracidade vegana. Lá encontramos muita gente legal, com projetos incríveis.  De cupcakes veganos doces e salgados da Waleskups de Santa Maria (RS), aos hamburgueres, pingos (versão melhorada da tal coxinha. Esse é vegano e assado, apesar de parecer frito!) e a melhor pizza vegana da Terra, preparados com muito amor pelo Andrey e Ana Luiza. Esses últimos nem conseguimos tirar foto antes de comer, mas podem ser encontrados na Quitanda do Geraldo ou VegAninha em Curitiba. 

A noite passamos no Barba Hamburgueria, um espaço cheio, com decoração alternativa, rock e opção de hamburgueres veganos com queijo vegetal (nesse caso é necessário dizer que é vegano e solicitar a troca). Além do tradicional de soja, um dos sabores é de beterraba com feijão, que é mais cremoso e muito delicioso. A Dani adora essas misturas inusitadas, então a pedida foi certa!

Na segunda noite continuamos no estilo fast food e comemos cachorro quente vegano da barraquinha Superdog, que fica em frente a cantina italiana Originalle, da qual falamos no nosso primeiro post sobre Curitiba AQUI, pois ela tem uma seleção vegana no menu. Esse cachorro quente tem várias versões a escolher, e costuma ter, além da salsicha vegetal, palmito, pure, vegarella, etc. É muito bom! E esse também não deu tempo para a foto!
No dia seguinte visitamos o recém lançado Veg Veg, que é um empório vegetariano. A loja tem uma decoração charmosa, rica em detalhes e com muitos produtos veganos, como os sorvetes e queijos da Tofutti, salsichas, pastinhas… tudo 100% vegetal! Na mesma galeria tem uma creperia que incorporou sabores veganos graças a investida do pessoal do Veg Veg! Por isso sempre sugerimos que insista para que os estabelecimentos tenham opções veganas e mostrem possibilidades. Essa é uma boa maneira de mostrar que há procura e quem sabe teremos ainda mais estabelecimentos com cardápio vegano!  Lá provamos um muito gostoso, de Mandiokejo, tomate e palmito! 

No penúltimo dia almoçamos no Ohana, restaurante a quilo na praça de alimentação de orgânicos do Mercado Municipal. Ele não é vegetariano, mas tem ótima oferta de alimentos, e sem o péssimo hábito de misturar coisas de origem animal nos legumes. Depois, um cafezinho no Les Caffés Especiais, também no Mercado Municipal. Lá tem cappucino vegano e outros cafés elaborados.

Já no último dia o almoço foi no Bouquet Garni, que é ovolactovegetariano, mas tem a feijoada vegana mais deliciosa dentre as tantas gostosas que já comemos. O prato da foto é da Dani, com as misturas de sempre. Esse restaurante é um dos maiores que conhecemos. Tem dois andares, mini market, sofás… No domingo estava com buffet livre. Bem legal!


Gostaríamos de ter conhecido o Semente de Girassol, mas não deu tempo. O lugar parece ser muito interessante. E quem quiser mais dicas veganas de Curitiba, incluindo passeios dos quais não conseguimos fazer dessa vez, poder ver AQUI como foi nossa viagem ano passado. Curitiba é a cidade com mais opções veganas que encontramos, incluindo opções para a noite que é mais difícil de ter.
Essas experiências foram incríveis! Mas é engraçado como no fim o que mais nos tocou foi o menos planejado e mais simples: reencontrar/conhecer, criar laços e passar ótimos momentos de forma tão natural com pessoas maravilhosas que encontramos pelo ativismo de Direitos Animais. E claro, faltaram algumas pessoas especiais que gostaríamos que estivessem lá conosco também! 

Nosso agradecimento a quem nos presenteou com sua companhia, a Sociedade Vegetariana Brasileira – SVB pelo convite e por terem realizado esse maravilhoso evento com grandes oportunidades de conhecimento, encontros, trocas e inspirações. Saímos muito mais motivados e capacitados para continuarmos na defesa animal. Em 2015 será em Recife! Guardem nosso lugar aí! Tem mais dicas? Comenta e compartilha aqui com a gente! Um mundo vegano de paz e respeito é possível e mais feliz!
“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.” Antoine de Saint-Exupéry
Nosso agradecimento especial ao ativista e amigo Paulo Guilherme Pinguim do Divers for Sharks, que está para o que der e vir, do Rio a Curitiba, do protesto a comemoração! Esse espaço final, sempre dedicado a indicação de projetos pelos animais dentro do contexto do post, vai especialmente para esse trabalho incrível e incansável em prol dos tubarões, tão perseguidos e dizimados em seu próprio habitat. E em Recife, onde será o próximo VegFest, o trabalho é mais pesado em relação a isso. Se preparem então para 2015! Acesse: http://www.diversforsharks.com.br/
SERVIÇO:
Bouquet Garni: Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 271 Centro. (41) 3223-8490 
Les Caffés Especial: Avenida Sete de Setembro, 1865 – boxe 311, Mercado Municipal.
O Barba Hamburgueria: Rua Vicente Machado, 578/642 Centro. (41) 3018-0825
Quitanda do Geraldo – Espaço Vegano: Av. Anita Garibaldi, 2140. Bairro Ahu. (41) 8861-5486
SuperDog: Rua Manoel Pedro, esquina com Rua Munhoz da Rocha, Bairro Cabral. (41) 9929-7172
Veg Veg Empório Vegetariano: Galeria General Osório, Praça Osório, 333- Loja 13. Centro.  (41) 3023-8015.
Semente de Girassol – Loja ativista vegana: Rua Treze de Maio, 512 São Francisco.

Paraty para vegetarianos

Estamos de volta a um lugar que gostamos muito: Paraty, cidade litorânea a 2 horas de Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro. A cidade possui o Centro Histórico com casas coloniais e ruas de pedra sem circulação de carros, um dos maiores destinos turísticos do país. Essas casas históricas abrigam hoje pousadas, restaurantes, ateliês e lojas de cachaças de produção local e artesanal.
artesanato paraty

Assim que chegamos, antes de ir para a pousada, paramos no Istambul para almoçar, pois ele fica bem próximo a rodoviária. É um restaurante turco pequeno e muito bonito. Se você caçar no menu e pedir pra tirar um iogurte aqui e um queijo acolá, perguntar se a massa em questão leva ovo ou leite, consegue encontrar ou elaborar algo vegano. Comemos kebab de falafel e de legumes refogados e hummus com pão sírio. Ah, e claro, fechamos com o café turco, aquele que vem com borra e você lê o seu futuro no desenho que ela forma da xícara.

Kebab de falafel e hummus no Istambul

Kebab de falafel e hummus no Istambul

À noite, procuramos pelo que seria o único restaurante vegetariano de Paraty, o indiano Ganges. Não temos boas notícias. Paraty não tem mais nenhum restaurante vegetariano. O destino então nos levou ao requisitado Margarida Café. Não é barato, mas vale a pena por ser a melhor noite do centro histórico (para quem curte balada, fica a dica do Paraty 33), com ótima música ao vivo, decoração, ambiente, atendimento, seleção de bebidas e a melhor pizza que já provamos! Sim, pizza. Não, não há pizza vegana no menu. Aliás, não há nada especialmente vegano no menu do Margarida, mas a variedade de ingredientes nas pizzas nos chamou a atenção. Há várias combinações sem carnes de animais. Escolhemos a “pizzaiolo” que vem com molho de tomates frescos, azeitonas, shimeji, shitake e champignon, e pedimos para não colocar o queijo. O garçom confirmou que a massa, como costuma ser, não continha leite ou ovos. Resultado, uma pizza vegana suculenta e saborosa.

Paraty 2012 Pizza de cogumelos do Margarida Café
O almoço do dia seguinte foi no Restaurante Arpoador, na Rua da Matriz. Eles tem uma moqueca vegetariana, acompanhada de arroz e um inacreditavelmente delicioso pirão. Tudo vegano, já que a moqueca é temperada no dendê e o pirão é feito com o próprio caldo da moqueca de legumes com a farinha de mandioca. Tudo muito bom! Mas uma dica, a porção para dois deles, vale para um batalhão. Se estiver em dois, peça para um.

Moqueca vegetariana do restaurante Arpoador

Moqueca vegetariana do restaurante Arpoador

As praias e ilhas de Paraty fazem parte da Baía de Ilha Grande e são paradisíacas.  Como pelo visto não estamos tendo muita sorte na escolha de data para viajar ao litoral, passamos por dias nublados. No entanto, em nossa última visita fizemos um passeio de saveiro, que passou em algumas praias e ilhas para mergulho, e é simplesmente o máximo! Água, areia, vegetação… tudo exemplo da perfeição da natureza. De maneira nenhuma, com tempo bom, deixe de visitar essas praias fora do centro. Na Praça do Chafariz há lugares para comprar o passeio que custa em média R$40,00 por pessoa, incluindo consumação de frutas a bordo.

Tiago relaxando em alguma praia de Paraty em 2009.

Tiago relaxando em alguma praia de Paraty em 2009.

E perto da Praça do Chafariz, seguindo a Av. Roberto Silveira, encontrará a Sorveterapia, com sorvetes naturais, sem gordura hidrogenada e os de frutas são sem leite animal, portanto, sorvete vegano! Lá também costuma ter sabores exóticos como melissa e erva cidreira, mas estão em falta. Não é muito barato, ele é self service e umas 5 bolinhas custou em torno de oito reais! Mas encontrar sorvete vegano sempre vale a pena!

Sorvete sem lactose e natural, vegano, no Sorveterapia.

Sorvete sem lactose e natural, vegano, no Sorveterapia.

A pedida do centro histórico de Paraty é andar muito e com tranquilidade! E é muito prazeroso fazer isso por lá, já que as ruas são lindas e cheias de história. Lamentável é ver que a escravidão ainda não acabou em Paraty por meio das charretes. De vez em quando o encanto é cortado por uma charrete passando. Um cavalo escravizado forçando os músculos do pescoço e o corpo todo fatigado amarrado a um monte de apetrechos que o imobilizam, forçam e o atrelam a carroça como se fosse uma extensão macabra de seu corpo apropriado, a alma apática e a vida usurpada para carregar alguns turistas que teimam em não ter apatia, senso crítico e de justiça. Alguns, antes de subir ou depois, ainda tiram fotos, como se isso fosse algo belo a se ter orgulho e registrar para a posteridade. Também tiramos algumas fotos, mas não para mostrar a charrete, como muitos vêem. Mas para mostrar que ali no meio daqueles ferros e madeiras, debaixo de amarras e chicotes, há alguém, não uma coisa. Esperamos que um dia os vejam como tal, e os libertem dessa escravidão.

Centro Histórico de Paraty

Centro Histórico de Paraty

Cavalos escravizado em charrete de Paraty

Cavalos escravizados em charrete de Paraty

A noite jantamos no Flor do Rio, onde ficava o Grão da Terra, restaurante vegetariano que agora só faz entregas e não tem espaço físico. O Flor do Rio fica a beira do Rio Perequê-açú bem ao lado da segunda ponte que o atravessa. Não é um restaurante vegetariano, como chegamos a ler na internet. Há muitos pratos com carnes e outros com queijos, inclusive coalho, que usa enzinas digestivas. No entanto, há como pedir para preparar sem queijo e foram os pratos que mais apreciamos em Paraty, dentre as outras ótimas opções. Foi um risoto de pupunha e um escondidinho de cogumelos, feito com batata baroa, que acompanha arroz integral e uma caprichada salada.  De aperitivo, uma caipirinha de abacaxi com pimenta dedo de moça e uma Gabriela, que é cachaça com cravo e canela.

Risoto de pupunha e escondidinho de cogumelos no Flor do Rio

Risoto de pupunha e escondidinho de cogumelos no Flor do Rio

O almoço do último dia foi no elegante Banana da Terra, na Rua Dr Samuel Costa. Fizemos questão pela moqueca vegetariana diferenciada, feita com banana, palmito e pimenta de bico. Já o acompanhamento é arroz e uma farofa que pedimos para ser feita no azeite, mas eles disseram que ela já fica pronta e é feita com manteiga. De qualquer forma, ela não faz falta. Valeu experimentar, mas a moqueca do Arpoador também é muito boa e sai bem mais em conta.

Moqueca vegetariana no Banana da Terra

Moqueca vegetariana no Banana da Terra

Como última dica, lemos que o bar restaurante O Café teria sempre uma opção vegetariana do dia, e uma lasanha de legumes com massa de palmito. O procuramos na Praça da Matriz, mas ele mudou de endereço. Fica a dica para quem for à Paraty procurar por ele. Está fora do Centro Histórico, mas não muito longe, na Rua Marechal Santos Dias, a meio quilômetro da Praça do Chafariz.
Fechamos com as fotos que vimos em uma exposição no Centro Cultural, onde uma câmera fotográfica foi dada a algumas crianças de Paraty para eles capturarem o que preferissem. Nos chamou a atenção as fotos de 3 meninos, o Felipe Maurício Rocha de 8 anos, o Keven Caique de 10 anos  e o Gilliardson Barcelon de 11 anos. Eles voltaram seus olhos para cães e gatos nas ruas e em casebres da cidade. Nota-se uma sensibilidade aflorada no olhar dessas crianças, e a importância de dar suporte e incentivar isso, para que não se perca ao longo da vida.

Felipe, de 8 anos, fotografa cão andando nas ruas de Paraty

Felipe, de 8 anos, fotografa cão andando nas ruas de Paraty

Saiba mais sobre a escravidão de animais em carroças e charretes e soluções AQUI.

Material de Direitos Animais para crianças do Projeto Ulinha AQUI.

PS: Há uma pousada vegetariana em Paraty! A Solar D’Alcina Pousada. Usam inclusive a palavra vegan no site! Uma pena termos descoberto depois de reservarmos outra. http://www.solardalcina.com.br/

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A ensolarada, simpática e vegetariana Curitiba

Praça Tiradentes

A família paterna da Dani é dessa cidade. Talvez, sua veia ecológica e o sorriso sempre estampado no rosto venham daí. O Tiago ficou curioso com tudo isso e essa seria uma ótima oportunidade para descobrir o motivo dela comer tanto pinhão. Então, fomos buscar essas origens e escolhemos o nosso destino: a capital do Paraná, Curitiba, a “Cidade Sorriso”, “Capital Ecológica do Brasil” e “Capital das Araucárias”.

Animais e Araucárias no Praça Garibaldi, Setor Histórico

Animais e Araucárias no Praça Garibaldi, Setor Histórico

Nos hospedamos no centro, próximo ao setor histórico, e assim tivemos liberdade de visitar os locais a pé, caminhando pelas ruas, se misturando a cidade, descobrindo e adentrando os prédios. Passamos na Catedral Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, centros culturais com exposições de artistas locais, Rua das Flores, Casa Memória Curitiba, Centro Islâmico e o lindo Paço da Liberdade.

Paço da Liberdade no Setor Histórico de Curitiba

Uma das vantagens de Curitiba para quem deseja conhecer os pontos turísticos da cidade com segurança, comodidade e controle de custo, é o ônibus turístico. Porém, diferente do de Buenos Aires , aos invés de ter limite de dias e reembarque ilimitado, ele pode ser usado em qualquer dia com limite de quatro reembarques. Achamos uma desvantagem, pois você acaba tendo que planejar muito bem onde parar, e para conhecer tudo, acaba tendo que comprar outro passaporte ou chamar táxi, pois uma parada turística é bem longe da outra. A vantagem é que, apesar do ponto inicial ser na Praça Tiradentes, os tickets são comprados no ônibus, em qualquer parada. Uma característica infeliz que eles tem em comum é o atraso, então se preparem para esperar de 20 a 40 minutos, ou mais.

Uma dica é aproveitar os pontos mais famosos no primeiro dia, como o Jardim Botânico ou o Museu Oscar Niemeyer, e ao dar a volta no ônibus, que é circular, analisar os demais pontos para escolher quais valem a pena parar. A viagem apesar de ser um pouco longa, é perfeita para contemplar as variações dos bairros da cidade, sempre bem arborizados e limpos. Entramos no ônibus de tarde e  só desembarcamos de noite. Aproveitamos todos os aromas e a mudança do clima, da tarde encalorada para a noite gelada.

Museu Oscar Niemeyer

Museu Oscar Niemeyer

E já no primeiro dia não perdemos tempo e almoçamos no Balarama, que é o único restaurante vegano da cidade. É bem localizado no centro histórico, de comida indiana simples, bonito e com preço justo. O buffet é livre, incluindo o suco e as sobremesas. Super indicado! Eles foram muito atenciosos e simpáticos conosco. Aliás, tod@s da cidade foram, quebrando o falso estereótipo sulino de “povo fechado”. Além disso, o lugar tem adesivos sobre veganismo e outros cartazes de diversos movimentos sociais. É muito legal ver um local com tanta informação relacionada a libertação animal humana e não-humana.

Delicioso e diversificado prato vegan no Balarama
Delicioso e diversificado prato vegan no Balarama

Depois de aproveitar a viagem no ônibus turístico e já traçarmos qual seriam os nossos destinos no dia seguinte, só restou uma opção: comer de novo! A noite, tivemos um jantar muito agradável na cantina italiana Originale, no bairro Cabral. No cardápio, há um lugar reservado para “Seleção Vegan”, com vários pratos. Pedimos um nhoque de espinafre com molho de pimentão, e um vinho Casillero del Diablo para acompanhar. O prato estava delicioso, o lugar é aconchegante, bem decorado e com ambiente tranquilo.

Nhoque vegan de espinafre e molho de pimentão na cantina italiana Originale
Nhoque vegan de espinafre e molho de pimentão na cantina italiana Originale

No sábado, a cidade estava se preparando para a Festa da Luz e já haviam barraquinhas montadas próximo à Igreja do Rosário dos Pretos. Lá encontramos uma barraca especial, com materiais das Ongs de proteção animal Beco da Esperança e a Associação do Amigo Animal. Esta última, reparamos no material informativo o cuidado especial com os animais, em usar termos respeitosos como “GUARDA Responsável” e “EVENTO de adoção”, além dos eventos beneficentes serem vegetarianos.

ong proteção animal beco da esperança e Associação Amigo Animal na festa da luz
Blusas com mensagens a venda na barra das Ongs Beco da Esperança e Associação Amigo Animal

Morgados de subir e descer ladeiras e rodopiar praças, e na dúvida se os restaurantes estariam abertos devido ao feriado da padroeira, decidimos ir a um restaurante ali no centro histórico, onde já havíamos visto aberto, e com uma linda fachada, o Oriente Árabe. É sabido que a cozinha árabe possui muitos pratos tradicionais sem nada de origem animal e pudemos fazer um almoço bem variado e com ótima qualidade oferecida pelo restaurante. Babaganuch, homus, tabule, falafel e arroz com lentilha e cebola caramelada!

Almoço vegan no Oriente Árabe
Almoço vegan no Oriente Árabe

Quando nos afastamos no centro para visitar os bosques, parques e palácios, fica mais complicado encontrar restaurantes, portanto vale se manter com sucos nutritivos aproveitando o calor, como o maravilhoso suco natural de amora na entrada do Bosque Alemão e o caldo de cana com limão na Ópera de Arame. Aliás, o Bosque do Alemão é um lugar lindo que vale a pena visitar, e tem uma trilha divertida do João e Maria, da história dos irmãos Grimm.

Suco natural de amora no Bosque do Alemão

Suco natural de amora no Bosque do Alemão

E como nem tudo são flores, mesmo na florida e cheirosa Curitiba, apesar dos empreendimentos da cidade já se atentarem para o público vegetariano, com opções de hamburgueres, salsichas e recheios vegetais, que encontramos no Zapata, Vininha, Dom Corleone e Au Au Lanches,  pecam ao esquecer do veganismo, não dando atenção a detalhes importantes como o leite na massa. Detalhes esses que promovem um abismo entre eles e esse público fiel, causando frustração. Por isso, vale sempre mandar e-mail ou mensagens pelo Facebook para esses locais, motivando a se atentarem para o veganismo.
Como última dica e de ouro, reserve o passeio ao Jardim Botânico para o momento do pôr do sol. Não havíamos planejado isso e foi uma grata surpresa. O local rende ótimas fotos com vários tons de cores! Realmente é um visual único os tons alaranjados e dourados nos vitrais no Palácio de Cristal, o clima ameno nos jardins impecáveis, e a visão ampla da cidade ao longe e o sol de pondo. Até a próxima!

Jardim Botânico
Jardim Botânico

Gostaríamos de agradecer as indicações atenciosas do pessoal do grupo “Vegetarianos e Veganos Curitiba” no Facebook, e do grupo Onca.

Mas, pera, pera, pera, pera! Em Setembro de 2013 nós voltamos a Curitiba e encontramos mais dicas maravilhosas, como esse hamburguer vegano aqui embaixo! hehe Não deixe de conferir mais dicas para um roteiro vegano em Curitiba AQUI.



Restaurantes:

Balarama: www.balarama.com.br/

Originale: www.originale.com.br/

Oriente Árabe: www.orientearabe.com.br

Direitos Animais em Curitiba

Onca: http://www.onca.net.br

Associação Amigo Animal: http://www.amigoanimal.org.br

Beco da Esperança: http://www.becodaesperanca.org/

Curiosidade

O Hotel Guaíra possui restaurante vegetariano. Não chegamos a conhecê-lo. http://www.hotelguaira.com.br/

Dicas extras 

Não tivemos temos de ir em todos. Demos preferência ao Balarama, que é o único 100% vegano da cidade. Mas segue abaixo lista de uns que possuem opções vegan também:

Pin-chan – Buffet a quilo com opções veganas. – Rua Floriano Essenfelder, 475 – 32534969 / ABERTO De Segunda a Sábado.

Formosa – Buffet livre ovo-lacto de comida taiwanesa/chinesa com opções veganas.  Suco da vida incluso. – Rua Trajano Reis, 170 SÃO FRANCISCO 30396818 / ABERTO De Terça a Domingo.

Clorofila – Infelizmente, serve peixe. Mas tem opções vegans. – R. Saldanha Marinho, 1110, Centro.

Mahatma Gourmet –  São 10 pratos quentes diferentes todos os dias. Normalmente 7 deles são veganos. Não usam ovos, cebola e alho. – Rua Professor Macedo Filho, 199, Bom Retiro.

Sorella –  Vegetariano com muitas opções veganas. Ficam em frente ao Museu Oscar Niemeyer! – http://www.sorellacentrocivico.com.br/

Veg Integral – Congelados Veganos – Várias delícias para entrega. http://vegfoodintegral.wordpress.com

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Vegetariando pela cidade imperial: Petrópolis.

Mais um feriadão nesse nosso Brasil, e nada melhor que aproveitá-lo com uma viagem curta para uma cidade pequena. Resolvemos voltar a um lugar que gostamos muito: Petrópolis, a cidade imperial na região serrana do estado do Rio de Janeiro. Aliás, esse artigo aproveita para homenagear essa cidade que em junho celebra as tradições de seus colonos alemães, através da Bauernfest. Admiramos e respeitamos esse povo que deixou a cidade imensamente charmosa com sua arquitetura e paisagismo, mas preferimos evitar as barracas de salsichões esfumaçando, os embriagados com a cerveja a metro e a cidade lotada, e fomos fora da data da festa do colono para aproveitarmos a cidade mais tranquila e mais nossa. Aliás, fomos em clima de Dia dos Namorados.

Petrópolis ainda não tem muitas opções veganas, então o que mostraremos aqui são pequenos espaços que encontramos. Lá também tem as grandes redes em que você pode elaborar seu prato ou lanche 100% vegetal, como o Subway e o Spoleto, mas viagem serve justamente para experimentarmos algo especial, então fuja do trivial e massificante.
No primeiro dia as 2 opções de restaurante que tínhamos em mente tiveram que ficar para os dias seguintes, pois era feriado e eles ficam dentro de galerias que estavam fechadas. Fomos então ao Capitólio Sushi Bar e pedimos misoshiro, kappamaki, futomaki de pepino, shimeji e manga, e shitake ao azeite e alho (no cardápio era na manteiga, mas pedimos para trocar por azeite). O misoshiro (sempre pergunte do que é feito, pois em alguns casos eles usam um tipo de caldo de peixe, mas aqui era a base de água) e o shitake estavam deliciosos.
Escolha vegana no Capitólio Sushi Bar em Petrópolis

Escolha vegana no Capitólio Sushi Bar em Petrópolis

A noite fomos ao Bordeaux, restaurante com adega* que se instalou no antigo celeiro da histórica, intrigante e charmosa Casa do Ipiranga ou Casa dos Sete Erros. Os pratos são limitados e não possuem opções veganas, a não ser castanhas e saladas. Para piorar, fomos desagradavelmente surpreendidos com a oferta de patê de Foie Gras no menu. Bola fora!
No dia seguinte, fomos aos pontos turísticos que não conhecemos na visita anterior. Andamos pelo interior do deslumbrante Palácio Quitandinha, construído em 1944 para ser um hotel cassino. Nessa visita tivemos uma surpresa, pois no jardim de inverno há uma grande gaiola que antes confinava pássaros e hoje é cenário de um borboletário virtual com um efeito muito bonito. Não sabemos se esse borboletário será fixo ou se é temporário, mas achamos ótima a ideia e só reforça que existem métodos substitutivos e mais educativos do que confinar animais de verdade, como nos zoológicos. Hoje o Palácio é sede do Sesc e possui até boliche e pista de gelo (varia conforme a programação). Infelizmente o restaurante do hotel foi desativado. Na frente do Palácio, nos deparamos com lindos cães gordos e limpos, alguns correndo e brincando pelo gramado na beira do lago e outros deitados na entrada do Quitandinha.
Cachorrinha deitada no gramado do Palácio Quitandinha

Cachorrinha deitada no gramado do Palácio Quitandinha

Almoçamos no San Te Tang, um restaurante chinês com serviço de buffet. Ele é ovolactovegetariano, mas o proprietário é um oriental muito atencioso e nos acompanhou pelo buffet discriminando os ingredientes de tudo! Conseguimos compor um prato vegano bem completo e gostoso. De sobremesa, uma torta de banana, com massa vegana. Mas claro, esperamos que o restaurante se torne definitivamente vegano. É o ideal: mais saudável, ético e inclusivo.
San Te Tang, restaurante vegetariano em Petrópolis

San Te Tang, restaurante vegetariano em Petrópolis

Após um café, fomos andando para o nosso destino do dia, a Casa dos 7 erros, na Rua Ipiranga. O centro histórico de Petrópolis é muito bonito, com jardins, praças, lindas casas e palacetes, e ruas seguras, portanto, o ideal é aproveitar a caminhada. Passamos pela praça da Liberdade, praça 14 Bis, Avenida Koeler, a casa da Princesa Isabel (a casa da abolicionista contrasta com a escravidão passando em frente por meio dos cavalos ainda explorados para charrete** de turismo na cidade, as chamadas vitórias), Igreja São Pedro de Alcântara (dessa vez fizemos uma visita rápida, pois já conhecíamos o lugar e sua história; mas recomendamos para todos a visita guiada, onde é possível subir no interior dela. Vale muito a pena. Ela é linda e impressionante em estilo neogótico.), Igreja Luterana, e finalmente, A casa!

Animal explorado em charrete passa em frente a casa da Princesa Isabel

Animal explorado em charrete passa em frente a casa da Princesa Isabel

Construída em 1884 por Karl Spangenberg a mando de José Tavares Guerra, um abolicionista que só usava trabalho remunerado, tem esse apelido devido aos “erros” existentes na arquitetura quando comparados os lados esquerdo e direito da fachada da casa. A estética assimétrica é proposital, e de acordo com o neto de José Tavares, que nos guiou pelos cômodos dela, seu avô acreditava que a beleza está na assimetria harmoniosa, como no rosto de uma bela mulher.
A casa é uma histórica obra de arte intacta. Jardins (de Auguste Glaziou, o mesmo da Quinta da Boa Vista) e interior são originais! Uma sala toda de jacarandá, uma lareira de mármore carrara, as pinturas de teto demonstrando as diversas viagens de seu dono, que faleceu jovem aos 46 anos, mas com muita bagagem. O cheiro, os detalhes e o ambiente em si de dentro da casa nos leva a uma viagem no tempo. Por adorarmos história e lugares mais calmos e exclusivos, onde podemos realmente mergulhar na atmosfera do local, suas informações e transmissões, foi uma visita muito especial.

Casa dos 7 erros ou Casa do Ipiranga

Casa dos 7 erros ou Casa do Ipiranga

No dia seguinte, almoçamos no Alimentação 2000 uma feijoada vegana completa, caseira e gostosa! O lugar é bem simples, dentro de uma loja de suplementos, então tenta seguir uma linha natural, mas derrapando ao incluir no menu pratos com frango e muito queijo. Tivemos sorte de nesse dia ter um prato vegano. No cardápio também tem hambúrguer de soja, mas de acordo com o funcionário, o deles leva ovo na composição.
Feijoada vegana no Alimentação 2000

Feijoada vegana no Alimentação 2000

Após o almoço, fomos caminhar na Rua Teresa, cheia de lojas. Em Petrópolis tem muita opção de couro sintético para roupas e calçados. A hora passou rápido, pegamos nossas mochilas, nos despedimos da cidade e voltamos para casa.
Até o próximo destino, amig@s!

Escreva-nos sugestões nos comentários!

Serviço:

San Te Tang (Restaurante ovolactovegetariano): Rua do Imperador, 288 – Sobreloja: 02 Centro – Petrópolis – RJ (Aprox. R$25,00 por pessoa)

Alimentação 2000 (Lanchonete natural): Rua Dr Alencar Lima, 34 Ljs 6 e 7 , Centro – Petrópolis – RJ (Aprox. R$20,00 por pessoa)

Capitólio Sushi Bar (restaurante comum): Av Dom Pedro I, 270 Centro – Petrópolis 0 RJ (Aprox. R$40,00 por pessoa)

** Saiba mais sobre a exploração de animais para tração e os métodos substitutivos.

NOTA ZERO: 
Petrópolis, pare de escravizar cavalos e bodes! Veja a campanha e matéria na TV AQUI.

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Não chores por mim Argentina – Dia 5 e último!

Buenos Aires, 7 de Janeiro de 2012.

Esse dia já amanheceu com um gostinho de saudade dessa cidade, pois era o nosso último dia. Mas não deixamos isso nos abater, que ainda tínhamos mais um ponto turístico super importante, o Cemitério da Recoleta. Então, tomamos o café da manhã do hotel, cheio de kiwis, cerejas, melões e melancias, e corremos para pegar um taxi!

Finalmente, estávamos lá, em nossa segunda tentativa de encontrá-lo aberto, a nossa disposição.Um lugar único na América latina, com uma arquitetura impressionante. É um passeio exótico caminhar entre caixões e mausoléus contendo corpos centenários e outros não tanto, e todos de famílias tradicionais e personalidades como presidentes e a própria Evita Perón. Isso nos faz lembrar que matéria é apenas matéria, o que fica é realmente o que construímos em vida. Mas ali, o mais interessante, ao contrário do túmulo dessa grande mulher, que é muito simples por sinal, são as belíssimas esculturas de arcanjos, querubins e rosáceas, cada uma com seu significado, como a de proteger os que ali descansam em paz.

Uma surpresa foi encontrar um mausoléu com as fotos de toda a família ali sepultada e entre elas, a do cachorro, demonstrando que ele realmente fazia parte da família. Muito digno e respeitoso. Uma sepultura que nos chamou a atenção, foi a da Liliana Crociati de Szaszak (1944-1970), jovem de 26 anos. O túmulo foi projetado por sua mãe no estilo gótico. Adjacente à tumba, há um “pódio” de pedra com uma estátua em tamanho real de Liliana. Após a morte do cão de estimação da moça, Sabú, “seu fiel amigo”, o artista esculpiu uma estátua do cachorro e a pôs ao lado da estátua de sua tutora, cuja mão resta acariciando a cabeça do animal. Foi um passeio muito interessante.

Na volta, almoçamos novamente no Pic Nic. A diferença é que antes sempre chegávamos lá na hora do lanche, e já não estavam mais servindo refeições. Dessa vez, bem no horário de almoço, o lugar estava cheio! Pedimos os risotos da casa. Um com tofú e outro ao curry. E surpreendentemente eles conseguem ser bons não somente nos lanches rápidos, mas também nos pratos. Não pedimos a salada, mas pareceu ser uma ótima pedida para os dias de sol intenso. Também aproveitamos para experimentar os sucos que apesar de parecer ser industrializado por virem engarrafados, são de produção da casa e 100% orgânico. Adoramos o de laranja com gengibre!

Após o nosso último prato, conseguimos ir bem calmamente para o aeroporto. A volta foi deliciosa, poder relembrar cada história nos caminhos. E quem sabe um dia voltemos para experimentar os outros restaurantes que não achamos ou simplesmente para rever os que adoramos.
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Adiós, querida Buenos Aires! E até o próximo destino, amig@s!

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Buenos Aires Oriental – Dia 4 de 5

Buenos Aires, 5 de Janeiro de 2012.

Começamos o dia comprando mais um ticket para o Bus Turístico porque ainda tinha muito a ser visto e o tempo estava passando muito rápido. Depois disso, como todo bom vegetariano fomos em busca de novos restaurantes. Os alvos foram o Onda Verde e o Sattva, que ficam um ao lado do outro, na Montevideo com a Corrientes. Para a nossa infelicidade o Onda Verde passou o ponto e o Sattva estava fechado para férias.

Resolvemos segurar a fome e seguimos para o nosso roteiro do dia, tínhamos que aproveitar a cidade ao máximo. Começamos pela Manzana de las luces, que por ser muito cedo, estava sem turista algum! A vontade era de ficar o dia inteiro, curtindo a sombra e a música ambiente. Saindo de lá caminhamos para os pontos mais corriqueiros: obelisco, casa rosada, plaza de mayo, teatro colón e nossa, fiquei sem ar só de lembrar! rs

Depois desse tour express fomos para uma parada no MALBA (Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires), com entrada a 25 pesos. A Daniele estava ansiosa para encontrar com a Frida, portanto, apesar da pressa do Tiago, consideramos uma parada super importante para apreciar grandes pintores latinos, entre eles os brasileiros (com muito orgulho) Tarsila, Portinari e Di Cavalcanti. Foi de arrepiar.

De lá, visitamos o lindo Jardim Japonês (15 pesos para entrar). Além de lindo ele têm um restaurante. E antes que pensem algo, sim, restaurante japonês tem opções veganas! Qualquer dia desses publicaremos um post sobre isso. =)

A opção sem carne mais comum é o yakisoba de legumes. Mas geralmente a massa do macarrão leva ovos. Você pode se certificar perguntando se a massa é de sêmola ou com ovos. Entre as opções realmente veganas encontramos: sushi vegetariano (vegetarians rolls) e kappamaki. É legal almoçar observando o jardim, mas isso tem um alto preço e uma fila de espera que talvez não sejam recompensadores.

Saindo do Jardim, o nosso planejamento era seguir para o Cemitério da Recoleta, mas essa parada  era bem próxima a Universidade de Direito, ao Museu de Belas artes (com entrada gratuita) e a Floralis Genéris, que é um monumento impressionante!  Agora sim era hora do tão esperado Cemitério da Recoleta. Tudo encaixaria bem, se não fosse uma surpresa nada grata: ele fecha as 17h e chegamos 10 minutos depois. Aproveitamos então para ir novamente na Freddo e deixamos o cemitério para o dia seguinte.

Ao anoitecer, demos uma bela sorte no nosso penúltimo dia, pois pegamos Buenos Aires no dia de reis e deu para ver alguns fogos na Ponte de la Mujer, na charmosa Puerto Madero. E é engraçado como até os fogos deles são mais silenciosos que os nossos! rs. Eram mais luzes e menos barulho.

Dia demReis

Vale a pena aproveitar o clima noturno da ponte, uma leve brisa e ficar sentado olhando e relaxando com a paisagem. Mas a noite argentina realmente começa muito tarde. Era 1:00 da manhã quando saímos da ponte e as casas noturnas não estavam nem esquentando. Somente vimos a fila da matine! rsrsrs O dias estavam corridos e preferimos ir descansar para aproveitar o último dia!

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Buenos Aires colorida – Dia 3 de 5

Buenos Aires, 4 de Janeiro de 2012.

O restaurante Talusi, na Florida com Av Marcelo Alvear, em uma Galeria bem na Praça San Martin está fechado. Fomos então ao restaurante Granix, na Galeria Guenger, na Florida. Ele é grande, não mais que o PicNic, mas é um restaurante no estilo “pague e coma a vontade” (a 46 pesos) ovo lacto vegetariano, que resolveu “compensar a falta de carne” com ovos e leite. Não há pratos veganos, a não ser que você fique só na salada. Muito injusto. Realmente, tamanho não é documento. Não valeu nem foto. Fica a recomendação de não perder o tempo indo lá.

Nossos estômagos foram salvos visitando novamente o Pic Nic no final da tarde. Pedimos os outros sanduíches do cardápio e um alfajoreo.

Turismo:

Nesse último dia de Bus Turísticos queríamos aproveitá-lo com o Caminito .O lugar é lindo e além de ser super acolhedor é um ótimo lugar para comprar lembranças. Mas pesquise. Há muitas coisas iguais com preços diferentes. As lojas do começo da rua costumam ser malis caras. Fica a dica.

O show de tango nas ruas é um espetáculo. Os dançarinos são super simpáticos e para quem quiser se aventurar eles dão aulas nas ruas que rendem muitas risadas.

Fomos ao Museu de Cera do Caminito. É cobrado 17 pesos para olhar um pequeno corredor de bonecos de cera. Não nos agradou. Tem algumas informações da cidade, se vc estiver com tempo de sobra pode ser um lugar a mais, mas não é fundamental.

Para fechar o dia decidimos comprar mais um dia de Bus Turístico, pois dois dias não foram suficientes para aproveitar tudo.  Então, no terceiro dia tínhamos que passar pelos pontos que faltavam. Aguardem o próximo post, pois está cheio de dicas de lugares e mais comida, é claro! =)


DICA EXTRA:
Não vale a pena comprar o pacote de roaming da TIM. Em Buenos Aires vende em bancas de jornal um cartão “Habla Mais Internacional” por apenas 10 pesos ou 30 pesos e vc fala por 20 minutos em média.

Buenos Aires de tango e futebol – Dia 2 de 5

Buenos Aires, 3 de Janeiro de 2012.

Dica: Compramos um bilhete de 48 horas no Bus Turístico, que fica na Florida com a Corriente. A melhor coisa a se fazer quando se está pela primeira vez na cidade. Você viaja tranquilo por praticamente todos os pontos importantes. Pode fazer o trajeto completo ou parar em um dos pontos e esperar outro Bus, eles passam em média de 20 em 20 minutos. Então se você quer utilizar o Bus Turístico, esteja com pesos (eles só aceitam essa forma de pagamento) e chegue no ponto de compra cedo para você não ficar ticket!

Nesse primeiro dia de passeio no Bus Turístico, passamos muito tempo no La Bombonera, pois fizemos questão de fazer visita guiada e aproveitar bem o estádio. Foi muuuuito legal ver todos os detalhes, saber das histórias, passar pelo gramado, grade, arquibancadas… O Bombonera e o time Boca Jrs têm muitas peculiaridades.

Almoçamos no Restaurante Bio em Palermo Velho. Andamos muito para encontrar o restaurante, mas valeu muito a pena. Ele é bem pequeno e charmosinho. Não é vegano, pois está caracterizado como restaurante natural, é orgânico. Possui ovos e leite no cardápio, mas a maior parte é vegana.

Apesar da apresentação do prato ser simples, o que se sente ao degustá-lo é algo surpreendente. Os sabores são incríveis. Vale pedir a sobremesa de torta crudívora de chocolate com framboesas. Realmente nos surpreendeu. Em média o total deu 70 pesos por pessoa.

DICAS:

Na Florida há muitos agentes que vendem pacotes de shows de Tango pela cidade. Essa foi uma ótima oportunidade, pois os valores que pesquisamos pela internet estavam muito mais caros, e o que compramos aqui tivemos orientação para a escolha da casa de Tango e ainda com translado para ir e voltar. Compramos um pacote apenas com o show, sem o jantar e bebidas liberada, que custaria apenas o dobro, porém não sabíamos se lá teria opções veganas, e realmente não tinha, só as saladas. Mas até valeria a pena pelas bebidas. Pagamos a parte o vinho que nos acompanhou no show.

Escolhemos uma casa tradicional em Buenos Aires, tombada como patrimônio cultural da cidade, e que tem uma apresentação mais clássica do Tango. O show foi lindo, encantador e divertido, valeu muito a pena.  O legal de ir no serviço de van deles é conhecer o pessoal que vai também, todos no mesmo clima! Conhecemos uma galerinha asiática que pediram foto (vide no slide show) e um casal de cearenses super animados! Show com translado foi 150 pesos.