15 descobertas veganas em viagem a Santiago com belas paisagens do Chile

Depois de uma viagem a Bonito, no Mato Grosso do Sul, com muito cerrado, mata atlântica, grutas e rios no interior do Brasil (veja aqui como foi aqui), e uma rápida passagem pela histórica e colorida Recife, resolvemos encarar uma metrópole sul-americana e muita neve! E sem dúvida nos garantiu um dos melhores destinos até agora, que você pode acompanhar aqui!

O Chile é para ser apreciado em mais de uma viagem. Espremido entre o Pacífico e as cordilheiras dos Andes, garante uma das viagens mais diversificadas e belas de todo o continente. Escolhemos dar atenção a Santiago, com visitas aos vinhedos de seu entorno e a cidade litorânea de Viña del Mar a beira do Pacífico; e como é inverno, subir até Valle Nevado para esquiar. O centro de Santiago nos oferece museus, prédios históricos, parques, lojas e restaurantes vegetarianos. As Cordilheiras dos Andes podem ser vistas enquanto se anda na rua até o metrô. Foi tudo maravilhoso, e assim conseguimos registrar um roteiro incrivelmente bonito, divertido e gostoso para compartilhar com vocês!

O QUE FIZEMOS:

Centro de Santiago:

O centro de Santiago é muito bonito. Dá pra fazer muita coisa a pé, ou de metro. O metro lá é muito bom, e usamos muito. Você pode comprar um cartão de passagem, o Bip, e ir recarregando nas máquinas.

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Casa macabra no Barrio Paris-Londres

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As “folhas de inverno”.

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Como era inverno, colocam roupas nos cães nas ruas.

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Essa está castrada. Dava pra sentir os pontos.

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Sempre pedem carinho.

Parque Forestal e Museu de Bellas Artes:

Bem próximos a estação Bellas Artes do metro. Lá nesse parque encontramos casinhas feitas para os cachorros que ficam por lá.

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Cerro Santa Lucia:

Na entrada é preciso assinar apenas o nome e número da identidade, para controle da segurança, mas é gratuito. É muito lindo, com castelinhos, capelas e uma linda vista da cidade e cordilheiras. Em frente a saída tem um mercado de artesanato.

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Cerro San Cristobal:

O ponto mais alto de Santiago! Basta saltar na estação Baquedano e seguir em frente com as Cordilheiras a sua direita (elas estão sempre a Leste. Uma boa dica para se localizar). Fica a um quilômetro da estação, a caminhada é gostosa, o bairro é bonito, tem um mercado de artesanato no caminho e muitos bares interessantes. Chegando lá, é só comprar ingresso ida e volta no funicular que levará até o alto. A vista é sensacional. O horário ideal para ir é a tardinha para pegar o por do sol lá encima, e depois descer o funicular vendo a cidade com as luzes acesas. Lindo!

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Vinícola Concha y Toro:

Essa vinícola é a mais turística do Chile, e a maioria dos visitantes são brasileiros. Você pode visitar outras menores, mas se gostar dos vinhos da Concha y Toro como nós, que adoramos o Casillero del Diablo, faz todo sentido conhecer. Se você entende um pouco de vinhos e de inglês, vale a pena escolher a visita guiada em inglês para estar em um grupo menor. Os grupos de visitação em português são de aproximadamente 20 pessoas. Nós escolhemos em inglês, e ficamos com apenas mais cinco pessoas.

A vinícola é linda, o guia foi muito espirituoso, eles são muito pontuais, as explicações são bem básicas, e tem uma história divertida na parte subterrânea onde ficam os barris e a adega privativa da família.

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É preciso agendar antes a visita pelo site, e lá você escolhe o horário e o tipo de tour. Escolhemos o tradicional por 2 motivos: o outro tem degustação de queijos e de vinho branco. O tradicional é apenas com degustação de vinhos tintos. A Concha y Toro usa gel de peixe na decantação dos vinhos brancos. Nos vinhos tintos não usam nada de origem animal. (Saiba mais sobre escolha de vinhos veganos aqui.)

Ah, para chegar, pegamos o metro e saltamos na estação Las Mercedes. De lá, já tem taxis aguardando as pessoas que vão para a vinícola.

Viña del mar:

Essa é uma charmosa cidade litorânea a uma hora e meia de Santiago, banhada pelo oceano Pacífico. Compramos as passagens de ônibus (ida e volta) na rodoviária próximo a estação Universidade de Santiago. Lá nas pedras da praia dá pra ver leões marinhos e pelicanos. Na cidade tem o Museo Fonck, o cassino, o Parque Vergara…

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Valle Nevado:

Queríamos muito esquiar e se jogar na neve, e Valle Nevado foi a mais indicada. Lá é para quem vai praticar esportes mesmo. Para quem tem a intenção de apenas estar na neve ou está com crianças, indicam a de Farellones. Para ir, contratamos tudo na SkiTotal: transporte, roupas, equipamentos e aula. Com a aula você já ganha o ticket de acesso a estação pela gôndola. Para quem nunca esquiou é fundamental fazer a aula. Não pense que é uma atividade indutiva. As instruções foram fundamentais para conseguirmos aproveitar e curtimos muito.

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Conheça também o La Chascona (casa de Pablo Neruda), Valparaíso e Cajón del Maipo.


ONDE COMER:

Santiago tem muitos restaurantes vegetarianos e naturais, ou bares com opções veganas. Como almoçaríamos apenas 3 dias lá, decidimos selecionar os 5 principais restaurantes conforme indicação dos próprios vegetarianos chilenos. Perguntamos na página do facebook Vegetarianos en Chile (Gracias!), e agrupamos os mais indicados. Ah, o interessante é que em Santiago, diferente do que estamos acostumados no Brasil, e principalmente no Rio de Janeiro, é que os restaurantes vegetarianos estão sempre abertos para o jantar! O valor fica em torno de CLP 5.000 por pessoa. Nos desculpem a falta de imagens de pratos típicos, mas não conseguimos ir em todos. Segue abaixo os mais recomendados.

TOP 5 RESTAURANTES VEGETARIANOS EM SANTIAGO DO CHILE

1. Vegan Bunker (vegano)

Restaurante novo, vegano, libertário, com preço justo e lindo!!! Saltamos na estação Santa Isabel e fizemos uma caminhada até ele. Essa é nossa maior indicação. Daria um post só para ele.

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Torta de laranja e chocolate.

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Algum prato hindu de grão de bico com leite de coco.

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Sanduíche de seitan.

2. El Huerto (gourmet)

3. Soju

Muitos pratos típicos, maioria vegano e baratos. Fica dentro da galeria Santiago, próximo a Basílica La Merced. No facebook eles divulgam o prato do dia. Reze pra ter o dia da chorrillada ou da parrillada vegana!

4. La planta maestra (vegano)

5. PuroVerde La Pica vegetariana

 

Além das indicações, encontramos mais esses:

Arte Vegetal

Tivemos a sorte de estar lá no Dia Int. do Completo Vegano. Completo é um hotdog, e no Chile eles comem com palta, que é um creme de abacate. A promoção desse dia era de 2 completos com refrigerante a apenas CLP 2.000. O Arte Vegetal é uma loja bem atrás da Torre Entel, que vende lanches e produtos vegetarianos, muitos deles veganos.

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Empório Vegetal

A Empório Vegetal é uma lojinha vegana com muitos produtos e lanches, como salsichas, nuggets, pastel de choclo e as típicas empanadas. E até produtos cosméticos. Fica perto da estação Cumming.

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Wok

Esse fast food oriental fica dentro do Mall Costanera Center e tem uma opção chamada Vegetable Fried com fettuccine de soja.

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Zenzero

Também dentro do Mall Costanera. A Zenzero tem sorvetes de vários tipos, como orgânicos. E uma seleção enorme de sabores a base de água, sem lactose. É um dos sorvetes mais gostosos e cremosos que já provamos. Melhor que os da Freddo que provamos em Buenos Aires (veja aqui).

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Carrinho Vegusta

Queríamos muito ter conhecido, mas não deu tempo. Fica dentro da Universidad Andres Bello (UNAB). Tem sanduíches que parecem ser maravilhosos.

Herbívoro

É um restaurante vegano, mas não conseguimos ir.

Fábrica de Pizza

Andando para o Cerro San Cristobal nos deparamos com essa. Legal encontrar isso ao acaso!

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Hamburguer de soja na rua

Moça vendendo Hamburguesa de Soya próximo a saída no metro Baquedano em direção ao cerro. Passamos com pressa por ela, então não sabemos se é vegano, mas é a primeira vez que vemos hambúrgueres de soja sendo vendidos na rua com isopor.

Como água para chocolate

Tem Fajitas Vegetarianas no cardápio, que dá pra tirar o que for a base de leite. Bom pra de noite. Lota de turistas brasileiros.

Tropical (Vina del Mar)

Restaurante natural em Vina del mar, com hamburguer de soja. Quando chegamos, não tinha mais. É preciso confirmar os ingredientes do burguer e pão, e pedir sem queijo.

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E mais uma novidade! Os endereços e direções vocês podem ver nesse mapa que fizemos e estamos disponibilizando aqui! Já fica muito mais fácil de se localizar e montar um itinerário, né!

Gostaram? Compartilhe com alguém que está planejando ir ao Chile. E aproveite para ver nossas outras viagens aqui no site. Conhece Santiago e tem mais dicas? Divida conosco comentando aqui. Até a próxima!

 

Alguns grupos de Direitos Animais no Chile:

Animal Libre http://www.animallibre.org/

UAA – Unión de Amigos de los Animales http://www.uaa.cl/

Homo Vegetus http://www.homovegetus.cl/

Elige Veganismo http://www.eligeveganismo.org/

Asociacion de ayuda a caballos abandonados http://www.asociacionwinston.org/

Anima Naturalis Chile http://www.animanaturalis.org/home/cl

No más viviseccion http://www.nomasviviseccion.cl/

 

Fotos: Vegetariando Por Ai – http://www.vegporai.com

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Incrível mergulho de casal com tubarões livres

Tubarões são animais incríveis! A família dos tubarões possui muitas espécies diferentes. São 432 tipos conhecidos, 88 só no Brasil e cada um com características próprias. Algumas dessas espécies são muito sociáveis e adoram andar em grupos. Tubarões costumam ser indivíduos curiosos e inteligentes, nadando suavemente pelos mares e são os grandes responsáveis pelo equilíbrio ecológico dos oceanos.
A barbatana é um membro do tubarão, sua nadadeira dorsal, e o ajuda a se movimentar no mar. E existe um peixe, a rêmora, que anda sempre do lado do tubarão, para se aproveitar dos restos de comida que saem da boca dele! Eles comem peixes, tartarugas e arraias. Só se aproximam de praias quando há algo de muito errado com seu habitat, o mar, geralmente desequilíbrios causados por humanos, como obras, poluição, pesca predatória, etc.
Enfim… assistam ao vídeo que é lindo e dá muita vontade de mergulhar assim!!! Mas claro, nunca em aquários de confinamento para entretenimento. Animais não devem viver encarcerados e isolados do ecossistema.


Baixe o livreto infantil Vida de Peixe da União Libertária Animal (Ula): http://uniaolibertariaanimal.com/site…

Nona edição da Cartilha Ulinha contará com passatempos especiais sobre animais do mar:http://uniaolibertariaanimal.com/site…


Conheça a luta do Divers for Sharks pela convivência harmoniosa e respeitosa com os moradores do mar: http://www.diversforsharks.com.br/

Nossos mergulhos em Recife e 16 lugares por lá com comida vegana.

É leve, é? Turismo vegan em Maceió, Alagoas.

Bem vind@s a mais um destino do Vegetariando por aí! Após explorar delícias veganas no sul, sudeste e norte, resolvemos conhecer das mais belas praias do nordeste brasileiro, o que acabou se desdobrando no lugar mais impressionante já visitado durante o Vegetariando por aí. Pousamos em Maceió, capital de Alagoas, terra dos guerreiros, rendas, mangaba, coco, tapioca, pitanga, castanhas, piscinas naturais… Estado que aboliu a exploração de animais em circos desde 2011 e que tem movimentação vegana em ascensão.
A princípio pensamos em nos hospedar na praia do Francês, por ser badalada e ficar mais perto da Praia do Gunga, mas a distância dela para o centro é considerável. Nos hospedamos então na praia de Pajuçara, que além de muito bonita, tem ótimas opções para lazer e comida, como vocês irão ver mais abaixo. Além disso, fica de frente para as piscinas naturais, a 5 minutos de carro do centro histórico e dos restaurantes que nos interessavam, e a pé do banco de areia de Sete Coqueiros, da feira de artesanato, lojas de conveniência e farmácias.

Piscinas naturais de Pajuçara

Tapioca tradicional

Suco de mangaba

Logo que chegamos no hotel, desfizemos a mala e partimos para o almoço. Ao pegar o taxi já percebemos uma diferença do pessoal do Nordeste, e não estamos falando só do sotaque, mas também do humor típico do Nordeste. O taxista ficou super curioso para saber onde almoçaríamos, o Natureza Viva. O nome chamou a atenção dele, que insistiu em saber mais sobre o local. “É leve, é?”, perguntou umas três vezes. O restaurante é de “comida natural”, que fica perto de Pajuçara, com bufê a quilo e lojinha de produtos naturais, muitos do quais veganos e sem glúten. O lugar não é vegetariano, mas tem opções veganas. Para sanar qualquer dúvida sobre os pratos, chamamos a nutricionista que fica no local, e apesar dela não saber a primeira vista o que seria vegan, nos indicou quais eram os pratos 100% vegetais. A comida não é excepcional, mas é gostosa. O lugar é tranquilo, limpo e o que mais nos surpreendeu, foi a torta de banana sem leite e ovos, feita com aveia e melado. Um dos melhores doces já provado. Então mesmo que você não seja grande fã de pratos doces como a Dani, peça, pois pode se surpreender com essa sobremesa.

Prato vegan no Natureza Viva

Torta de banana vegan do Natureza Viva
Torta de banana vegan do Natureza Viva

Para o dia seguinte agendamos um passeio turístico de van que busca no hotel na hora marcada. Sempre ficamos com o pé atrás com passeio de agência, pois normalmente você acaba ficando preso ao guia, além de ser mais caro do que fazer por conta própria, mas esse não foi o caso. Foi mais confortável, rápido e proveitoso. Além disso, o passeio custaria normalmente R$30,00 para cada um, mas barganhando saiu por R$50,00 para o casal. Então seguimos em direção ao município de Marechal Deodoro, onde passamos rapidamente pela famosa Praia do Francês. A praia não fica devendo em nada para Pajuçara e a estrutura não é tão boa como a de lá, além disso, demos uma lida que o som alto é constante por lá. Depois, chegamos a praia da Barra de São Miguel e de lá pegamos uma lancha (R$25,00) para a tão esperada praia do Gunga. Esse passeio não é tão fundamental, mas não deixa de ser lindo. Tem duas paradas, em um recife de corais e em um banco de areia para um tranquilo banho. De lá a lancha segue para o cartão postal de Alagoas, a praia do Gunga, onde se encontra um passeio de buggy (R$30,00) para as incríveis e cinematográficas falésias!

Água de coco em Barra de São Miguel - AL
Água de coco em Barra de São Miguel – AL

Ao chegar no Gunga nos deparamos com muitas barracas, onde a água de coco é mais que o dobro do valor dos demais locais, mas andando na direção da península com coqueiros a praia vai se tornando mais vazia e paradisíaca. No entanto, o melhor está por vir, e estranhamente não é muito divulgado, fazendo com que muitos acabem por não descobrir esse tesouro natural. Pegamos um buggy na praia do Gunga que nos levou em um passeio por um lindo litoral, rodeado de coqueiros e que desvenda uma visão que parece uma miragem: as falésias, gigantes formações de areias multicolores, desenhadas pelo vento ao longo do tempo, que já foi cenário de filmes como Paraísos Artificiais e O Bem Amado. Ainda nos brinda com uma fonte de água doce para mergulhar. Experiência imperdível. Esse passeio é fundamental, vale até economizar uma grana para fazê-lo, pois é surpreendente. O bugueiro é muito simpático e se voluntaria para tirar várias fotos legais. Aliás, uma “indireta do bem” turística seria “Gente que se voluntaria para tirar foto de casal em viagem”. E nessa viagem conhecemos várias dessas belas e gentis almas!

Incríveis falésias na praia do Gunga, com nascente de água doce.

Passamos por esse e outros carcarás lindos e livres na praia do Gunga, perto das falésias. Passamos por esse e outros carcarás lindos e livres na praia do Gunga, perto das falésias.

Chegamos de volta ao hotel às quatro da tarde e à noite saímos para caminhar na orla e encontramos a sorveteria Bali, com mais de 90 sabores de sorvetes, dentre umas 2 dezenas eram a base de água, sem leite! É só montar como preferir e pesar. Difícil foi escolher e como sempre rola, fizemos uma misturada na ânsia de experimentar de tudo um pouco. Tamarindo, caipirinha, cajá, vinho, mangaba, limão, amora…
sorveteria bali em maceió vegano

Sorvete sem leite na Sorveteria Bali

No terceiro dia acordamos cedo para pegar uma jangada (R$25,00) para as piscinas naturais de Pajuçara. Vale a pena também alugar (caso já não tenha) óculos de mergulho, pois há muitos peixes, ouriços e corais nessas piscinas. Os peixes chegavam perto, morderam nossos dedos, nadaram junto, e ainda ficamos na expectativa de aparecerem tartarugas. Lá também dá para alugar caiaque (R$10,00) para ir até as outras piscinas. Em todas essas piscinas naturais, há barcos bares, para relaxar a vontade.

Peixes se aproximando nas piscinas naturais de Pajuçara

Voltamos às 10 horas, completando 2 horas de passeio. Depois de uma água de coco e um breve descanso chegou a hora de conhecer mais um restaurante com comida vegana em Maceió. Fomos até o Ser-afim, perto da praia de Ponta Verde. O lugar é de longe o mais recomendado por nós. É lactovegetariano, mas sempre com muitos pratos veganos. Comemos uma feijoada de shitake e legumes maravilhosa, que sempre é servida as quartas e sábados, e um guizado provençal também delicioso. Como se não bastassem as delicias, o ambiente do local é encantador, com ótima música, uma linda decoração e o vento característico de Maceió.
opção vegana em maceió restaurante ser-afim

Prato vegan no Ser-afim

À noite jantamos um acarajé dos melhores. Já estávamos sem esperanças de encontrar um vegano, mas achamos na barraca Acarajé Sabor da Bahia em frente à Feira de Artesanato de Pajuçara. Um acarajé caprichado feito por um rapaz que já com a ideia de atender a toda clientela sem exceções, prepara a massa do vatapá e do caruru sem camarão moído. A pimenta foi alertada pelo colega como “veneno”, que quer dizer que é muito forte mesmo para nordestinos, então acredite! A Daniele que ama pimenta já aprendeu que esse alerta não é brincadeira e pediu para colocar bem pouca, pois sem não tem graça, o que já rendeu algumas tosses.
Reservamos o quarto dia para conhecer o centro histórico de Maceió. Para quem ficar mais dias pela cidade, há diversos outros passeios que parecem valer a pena, como o Delta de São Francisco com dunas e o por do sol no passeio das Sete Ilhas na lagoa do Mundaú. O centro histórico, apesar de não ser muito divulgado, nem valorizado pelo turismo, já que perde a atenção para as praias, é muito rico com seus diversos prédios históricos de arquitetura barroca e neoclássica, com museus e igrejas.
O segredo é ir para a Praça Floriano Peixoto, popularmente conhecida como Praça dos Martírios. Lá perto tem o restaurante Sels, que é lactovegetariano, mas não encontramos opção vegana. O lugar é muito simples, a parte de leitura é apenas religiosa e há uma lojinha de produtos onde se encontra missô, salsicha de soja, dentre outros, como no Natureza Viva. Nessa praça estão o Palácio do Governo, que é um prédio neoclássico muito bonito e aberto a visitação quando não há reuniões. Nesse dia não demos sorte, pois o governador estava em reunião com ministros.
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Praça Marechal Deodoro ou Praça dos Martírios

Olhamos por fora o prédio da antiga intendência e a Igreja dos Martírios, que é muito bonita e diferente, com azulejos e torres de porcelana. Às 14h abriu o Museu Fundação Pierre Chalita, com um grande e imponente acervo de artes sacras. Esse museu é mantido com recursos particulares. Fomos recebidos por um menino responsável pela limpeza do local, e como o guia faltou no dia por questões médicas, foi ele quem nos acompanhou, explicando muito bem sobre a história das peças e do local, assim como as dificuldades de gerir e manter o espaço sem ajuda governamental, além da pouca visitação.

Museu Pierre Chalita

Descendo a rua da igreja em direção a praia, encontramos outros prédios históricos sendo restaurados, a Catedral de Maceió e subindo a rua do lado dela tem o mirante Santa Luzia. Voltando para a rua da igreja, passamos pelo Artesanato dos Guerreiros, prédio da Academia de letras e chegamos a praia onde tem o Museu Theo Brandão, um dos prédios mais bonitos e com acervo da cultura alagoana mantido pela UFAL.

Museu Théo Brandão

A tarde comemos tapioca tradicional com suco de pinha e de umbu-cajá. E a noite recebemos a encomenda da Amanita Veg, que é um delivery de lanches veganos. O único serviço genuinamente vegano que tivemos contato na cidade. Pedimos salgadinhos e uma quiche de “falso camarão” feito com repolho, cenoura refogada e um bobó de verduras. Uma delícia! A massa também é saborosa e leve. Deu até para fazer uma marmita para a viagem!

Quiche de “falso camarão” do Amanita Veg

Fechamos com uma dica importante que é consultar a tábua de mares antes de agendar a viagem, para ir quando a maré está baixa, e assim poder aproveitar os mares mais calmos, as piscinas naturais e uma cor de mar indescritível! Esperamos então ter conseguido inspirar boas sensações e proveitos dessa terra, valorizando tanto sua beleza natural que deve ser respeitada em vida, quanto a sua riqueza cultural e histórica, que não precisa se pautar em exploração animal. Caso já conheça, compartilhe aqui conosco suas impressões e descobertas, e se tiver se motivado a visitar Maceió, nos leve junto de volta! Até o próximo destino! Onde será? Mande-nos sugestões!

SERVIÇO

Restaurante Ser-Afim
Rua Paulina Maria de Mendonça, 141, Jatiúca
Horário de funcionamento: terça a domingo, das 12h às 15h
Mais informações: 3313-3155

Amanita Veg Delivery
Pedidos com 3 dias de antecedência: amanitaveg@gmail.com

Natureza Viva

Av. Fernandes Lima, 879 – Farol (perto da praia de Ponta Verde)

Horário: Segunda a sexta das 11h às 15h

Sorveteria Bali

Avenida Dr Antônio Gouveia 451, Praia de Pajuçara.

Acarajé Sabor da Bahia

Barraca em frente a feira de artesanato na praia de Pajuçara.

Av. Doutor Antonio Gouveia, 1447

Sels

Rua da Alegria, Centro.

GRUPOS DE PROTEÇÃO ANIMAL E DIREITOS ANIMAIS DE MACEIÓ (achamos por pesquisa na internet.Não os conhecemos pessoalmente)

Ong Criaturas do Bem

Grupo Vida Animal de Maceió (GVAM)

Núcleo de Educação Ambiental Francisco de Assis (NEAFA)

NOTA ZERO:
Empresa de Maceió SOCOCO escraviza burros para economizar na produção. VEJA AQUI.

MAIS FOTOS: