Onde encontrar 7 deliciosos sorvetes veganos pela América Latina

Yes, we have sorvete sem leite! Cremosos e deliciosos!

Que post gostoso e refrescante! Quando começamos no veganismo a mais de cinco anos atrás, sorvete vegano era um tesouro! Algo difícil de achar. Mas durante as viagens sempre temos encontrado. E são cada vez mais cremosos. Tem aqueles a base de água, que fica mais refrescante e um pouco mais cremoso que raspadinha, a base de tofu, e outros bem cremosos com alguns segredos vegetais.

Para ver os endereços, basta clicar na cidade e aproveitar para descobrir mais dicas veganas em cada uma!

Sorveterapia em (Paraty -RJ)

É só procurar pelos sabores a base de água. Legal que tem sabores de algumas ervas também.

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Vegetariano Social Club (Rio de Janeiro – RJ)

De chocolate a base de tofu. Hummmm. Vem com bolo de cacau. Tutti vegano!

sorvete vegan sem lactose vegetariano social clube

Sorveteria Bali (Maceió – Al)

Procure pelos sabores a base de água. Tem muitos de frutas típicas. Provamos de tamarindo, caipirinha, cajá, vinho, mangaba, limão, amora…

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Soroko (São Paulo – SP)

Essa sorveteria é bem antiga e muito famosa entre os veganos, principalmente na época em que parecia uma lenda encontrar sorvete vegano. Oferece muitos sabores a base de água, que começou para atender aos intolerantes a lactose, mas ganhou a graça do público intolerante a exploração animal. 😉

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Palácio dos sorvetes (Bonito – MS)

Com mais de 70 sabores, possui uns 15 sem lactose. Jamelão, graviola, cajamanga, genipapo, umbu, amora, acerola, limão,… Os melhores são tangerina e cupuaçu.

sorvete bonito

ZenZero (Santiago do Chile)

Sem dúvida um dos melhores sorvetes veganos que já provamos. Basta escolher os inúmeros sabores a base de água.

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Freddo (Buenos Aires – Argentina)

Geralmente são os sabores de frutas. Mas pergunte antes.

Foto de divulgação.

Foto de divulgação. Não temos mais foto do nosso Freddo em Buenos Aires. 😦

Gostou? Manda para aquele amigue que ama sorvete! Esse verão promete!

Tem algum predileto seu? Indica pra gente nos comentários.

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15 descobertas veganas em viagem a Santiago com belas paisagens do Chile

Depois de uma viagem a Bonito, no Mato Grosso do Sul, com muito cerrado, mata atlântica, grutas e rios no interior do Brasil (veja aqui como foi aqui), e uma rápida passagem pela histórica e colorida Recife, resolvemos encarar uma metrópole sul-americana e muita neve! E sem dúvida nos garantiu um dos melhores destinos até agora, que você pode acompanhar aqui!

O Chile é para ser apreciado em mais de uma viagem. Espremido entre o Pacífico e as cordilheiras dos Andes, garante uma das viagens mais diversificadas e belas de todo o continente. Escolhemos dar atenção a Santiago, com visitas aos vinhedos de seu entorno e a cidade litorânea de Viña del Mar a beira do Pacífico; e como é inverno, subir até Valle Nevado para esquiar. O centro de Santiago nos oferece museus, prédios históricos, parques, lojas e restaurantes vegetarianos. As Cordilheiras dos Andes podem ser vistas enquanto se anda na rua até o metrô. Foi tudo maravilhoso, e assim conseguimos registrar um roteiro incrivelmente bonito, divertido e gostoso para compartilhar com vocês!

O QUE FIZEMOS:

Centro de Santiago:

O centro de Santiago é muito bonito. Dá pra fazer muita coisa a pé, ou de metro. O metro lá é muito bom, e usamos muito. Você pode comprar um cartão de passagem, o Bip, e ir recarregando nas máquinas.

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Casa macabra no Barrio Paris-Londres

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As “folhas de inverno”.

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Como era inverno, colocam roupas nos cães nas ruas.

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Essa está castrada. Dava pra sentir os pontos.

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Sempre pedem carinho.

Parque Forestal e Museu de Bellas Artes:

Bem próximos a estação Bellas Artes do metro. Lá nesse parque encontramos casinhas feitas para os cachorros que ficam por lá.

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cao e bellas artes

Cerro Santa Lucia:

Na entrada é preciso assinar apenas o nome e número da identidade, para controle da segurança, mas é gratuito. É muito lindo, com castelinhos, capelas e uma linda vista da cidade e cordilheiras. Em frente a saída tem um mercado de artesanato.

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Cerro San Cristobal:

O ponto mais alto de Santiago! Basta saltar na estação Baquedano e seguir em frente com as Cordilheiras a sua direita (elas estão sempre a Leste. Uma boa dica para se localizar). Fica a um quilômetro da estação, a caminhada é gostosa, o bairro é bonito, tem um mercado de artesanato no caminho e muitos bares interessantes. Chegando lá, é só comprar ingresso ida e volta no funicular que levará até o alto. A vista é sensacional. O horário ideal para ir é a tardinha para pegar o por do sol lá encima, e depois descer o funicular vendo a cidade com as luzes acesas. Lindo!

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Vinícola Concha y Toro:

Essa vinícola é a mais turística do Chile, e a maioria dos visitantes são brasileiros. Você pode visitar outras menores, mas se gostar dos vinhos da Concha y Toro como nós, que adoramos o Casillero del Diablo, faz todo sentido conhecer. Se você entende um pouco de vinhos e de inglês, vale a pena escolher a visita guiada em inglês para estar em um grupo menor. Os grupos de visitação em português são de aproximadamente 20 pessoas. Nós escolhemos em inglês, e ficamos com apenas mais cinco pessoas.

A vinícola é linda, o guia foi muito espirituoso, eles são muito pontuais, as explicações são bem básicas, e tem uma história divertida na parte subterrânea onde ficam os barris e a adega privativa da família.

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É preciso agendar antes a visita pelo site, e lá você escolhe o horário e o tipo de tour. Escolhemos o tradicional por 2 motivos: o outro tem degustação de queijos e de vinho branco. O tradicional é apenas com degustação de vinhos tintos. A Concha y Toro usa gel de peixe na decantação dos vinhos brancos. Nos vinhos tintos não usam nada de origem animal. (Saiba mais sobre escolha de vinhos veganos aqui.)

Ah, para chegar, pegamos o metro e saltamos na estação Las Mercedes. De lá, já tem taxis aguardando as pessoas que vão para a vinícola.

Viña del mar:

Essa é uma charmosa cidade litorânea a uma hora e meia de Santiago, banhada pelo oceano Pacífico. Compramos as passagens de ônibus (ida e volta) na rodoviária próximo a estação Universidade de Santiago. Lá nas pedras da praia dá pra ver leões marinhos e pelicanos. Na cidade tem o Museo Fonck, o cassino, o Parque Vergara…

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Valle Nevado:

Queríamos muito esquiar e se jogar na neve, e Valle Nevado foi a mais indicada. Lá é para quem vai praticar esportes mesmo. Para quem tem a intenção de apenas estar na neve ou está com crianças, indicam a de Farellones. Para ir, contratamos tudo na SkiTotal: transporte, roupas, equipamentos e aula. Com a aula você já ganha o ticket de acesso a estação pela gôndola. Para quem nunca esquiou é fundamental fazer a aula. Não pense que é uma atividade indutiva. As instruções foram fundamentais para conseguirmos aproveitar e curtimos muito.

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Conheça também o La Chascona (casa de Pablo Neruda), Valparaíso e Cajón del Maipo.


ONDE COMER:

Santiago tem muitos restaurantes vegetarianos e naturais, ou bares com opções veganas. Como almoçaríamos apenas 3 dias lá, decidimos selecionar os 5 principais restaurantes conforme indicação dos próprios vegetarianos chilenos. Perguntamos na página do facebook Vegetarianos en Chile (Gracias!), e agrupamos os mais indicados. Ah, o interessante é que em Santiago, diferente do que estamos acostumados no Brasil, e principalmente no Rio de Janeiro, é que os restaurantes vegetarianos estão sempre abertos para o jantar! O valor fica em torno de CLP 5.000 por pessoa. Nos desculpem a falta de imagens de pratos típicos, mas não conseguimos ir em todos. Segue abaixo os mais recomendados.

TOP 5 RESTAURANTES VEGETARIANOS EM SANTIAGO DO CHILE

1. Vegan Bunker (vegano)

Restaurante novo, vegano, libertário, com preço justo e lindo!!! Saltamos na estação Santa Isabel e fizemos uma caminhada até ele. Essa é nossa maior indicação. Daria um post só para ele.

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Torta de laranja e chocolate.

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Algum prato hindu de grão de bico com leite de coco.

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Sanduíche de seitan.

2. El Huerto (gourmet)

3. Soju

Muitos pratos típicos, maioria vegano e baratos. Fica dentro da galeria Santiago, próximo a Basílica La Merced. No facebook eles divulgam o prato do dia. Reze pra ter o dia da chorrillada ou da parrillada vegana!

4. La planta maestra (vegano)

5. PuroVerde La Pica vegetariana

 

Além das indicações, encontramos mais esses:

Arte Vegetal

Tivemos a sorte de estar lá no Dia Int. do Completo Vegano. Completo é um hotdog, e no Chile eles comem com palta, que é um creme de abacate. A promoção desse dia era de 2 completos com refrigerante a apenas CLP 2.000. O Arte Vegetal é uma loja bem atrás da Torre Entel, que vende lanches e produtos vegetarianos, muitos deles veganos.

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Empório Vegetal

A Empório Vegetal é uma lojinha vegana com muitos produtos e lanches, como salsichas, nuggets, pastel de choclo e as típicas empanadas. E até produtos cosméticos. Fica perto da estação Cumming.

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Wok

Esse fast food oriental fica dentro do Mall Costanera Center e tem uma opção chamada Vegetable Fried com fettuccine de soja.

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Zenzero

Também dentro do Mall Costanera. A Zenzero tem sorvetes de vários tipos, como orgânicos. E uma seleção enorme de sabores a base de água, sem lactose. É um dos sorvetes mais gostosos e cremosos que já provamos. Melhor que os da Freddo que provamos em Buenos Aires (veja aqui).

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Carrinho Vegusta

Queríamos muito ter conhecido, mas não deu tempo. Fica dentro da Universidad Andres Bello (UNAB). Tem sanduíches que parecem ser maravilhosos.

Herbívoro

É um restaurante vegano, mas não conseguimos ir.

Fábrica de Pizza

Andando para o Cerro San Cristobal nos deparamos com essa. Legal encontrar isso ao acaso!

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Hamburguer de soja na rua

Moça vendendo Hamburguesa de Soya próximo a saída no metro Baquedano em direção ao cerro. Passamos com pressa por ela, então não sabemos se é vegano, mas é a primeira vez que vemos hambúrgueres de soja sendo vendidos na rua com isopor.

Como água para chocolate

Tem Fajitas Vegetarianas no cardápio, que dá pra tirar o que for a base de leite. Bom pra de noite. Lota de turistas brasileiros.

Tropical (Vina del Mar)

Restaurante natural em Vina del mar, com hamburguer de soja. Quando chegamos, não tinha mais. É preciso confirmar os ingredientes do burguer e pão, e pedir sem queijo.

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E mais uma novidade! Os endereços e direções vocês podem ver nesse mapa que fizemos e estamos disponibilizando aqui! Já fica muito mais fácil de se localizar e montar um itinerário, né!

Gostaram? Compartilhe com alguém que está planejando ir ao Chile. E aproveite para ver nossas outras viagens aqui no site. Conhece Santiago e tem mais dicas? Divida conosco comentando aqui. Até a próxima!

 

Alguns grupos de Direitos Animais no Chile:

Animal Libre http://www.animallibre.org/

UAA – Unión de Amigos de los Animales http://www.uaa.cl/

Homo Vegetus http://www.homovegetus.cl/

Elige Veganismo http://www.eligeveganismo.org/

Asociacion de ayuda a caballos abandonados http://www.asociacionwinston.org/

Anima Naturalis Chile http://www.animanaturalis.org/home/cl

No más viviseccion http://www.nomasviviseccion.cl/

 

Fotos: Vegetariando Por Ai – http://www.vegporai.com

Roteiro vegano, o barroco, a idade média e o oriente em Recife e Olinda

Como não amar o nordeste? Quando fomos a Alagoas ano passado, ficamos maravilhados. Mergulhar no litoral nordestino é uma experiência que desejamos repetir mais vezes e que todos possam ter um dia na vida.
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Já Recife, capital de Pernambuco, é uma das maiores metrópoles do Brasil, onde a escravidão para tração animal está sendo abolida, e terra de Paulo Freire, do frevo, maracatu e manguebeat. Nessa cidade também dá para aproveitar muito da cultura, que está melhor preservada tanto no centro histórico, quanto na cidade próxima, Olinda, a apenas 7 km de distância.
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Recife é assim chamada por causa dos “arrecifes”, grande barreira rochosa de arenito que se estende por toda a sua costa, formando piscinas naturais.  Também é chamada de “Veneza brasileira”, já que possui uma paisagem cortada por pontes, canais e rios. Dá até para conhecer a cidade por um passeio de catamarã que ficam oferendo no Marco Zero.
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A tia do Tiago mora em Recife, e o lanche típico de boas vindas foi muita tapioca, cuscus no leite de coco, inhame cozido e café. A fruta típica é  caju. Bom demais!
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ONDE PASSEAMOS
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– Praia de Boa Viagem:
A praia é muito bonita, só não é indicado atravessar a barreira de recifes. Devido a obras e outras interferências humanas no ecossistema (aterros para o Porto de Suape, desvio de nutrientes do rio com a construção do quebra-mar, despejo de restos de peixes no mar pela pesca, etc.), tubarões* podem chegar mais próximo do litoral de Recife. No entanto, acidentes com tubarões são situações extremamente raras.
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Alguns começaram a criar uma cultura do medo e do ódio, tentando levar a população ao desespero e fortalecer uma chacina de tubarões que já ocorre no mundo, levando esses animais sencientes e importantes para o equilíbrio do ecossistema marítimo, a uma situação alarmante. No mundo, são mortos aproximadamente 100 milhões de tubarões por ano, enquanto a média de pessoas mortas por mordidas de tubarão é inferior a cinco. Acidentes com águas vivas, cocos, bebidas alcoólicas e afogamentos são bem mais comuns nas praias.
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– Recife antigo:
Rua Bom Jesus, Embaixada dos bonecos, Marco Zero, Paço do Frevo…
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– Casa da Cultura
Antiga casa de detenção, a celas se tornaram lojinhas de artesanato local.
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– Museu da Abolição
Um dos raros museus do Brasil a contemplar essa história.
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– Olinda:
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– Brennand:
Museu particular sobre idade medieval. Com esculturas, armaduras, quadros… É bem impressionante. A estátua de Rodin é original. A oitava das 24 feitas por ele em bronze.
Pernambuco tem muitos lugares maravilhosos para conhecer. E estando em Recife, você pode aproveitar para conhecer outras cidades próximas, como Olinda. Como essa viagem foi curta e sem muito planejamento, então, apesar de fazermos muita coisa legal, não deu pra fazer tudo o que gostaríamos. Aproveite para ir a Praia dos Carneiros, a duas horas de Recife. As agências vendem o passeio.
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ONDE COMEMOS
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Papaya Verde
Almoçamos (mas tem ceia): Fomos achando que era um restaurante  vegetariano. Não é. Mas possui muitos pratos veganos e deliciosos. Lá experimentamos uma das melhores comidas. O pure de mandioquinha com alga nori é de lembrar pra sempre. Tinha muito seitan acebolado também (a Dani pira!).
O pião pira!

Rua Santo Elias, 409 – Espinheiro

O Vegetariano
Almoçamos: Restaurante lacto com indicação de quais pratos são veganos. Tem ensopado de carne de jaca!!! E uma pizza de tofu deliciosa. Lá também vende glutadela e o típico refrigerante Cajuína.
Rua Dom Pedro Henrique, 153, Soledade.
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Yohei Sushi
Jantamos: Era uma noite que chovia muito, as ruas de Recife alagaram e o trânsito parou. Pedimos delivery do combo vegetariano, com legumes e cogumelos. Um combo por pessoa. Muito bom!

Rua João Tude de Melo, 77 – Lojas 28/29 | Shopping Parnamirim

Empório Vegetal

Almoçamos: Restaurante ovolactovegetariano. No cardápio tem carne de jaca e feijoada vegetariana, dentre outras delícias.

Foto: Empório Vegetal

Rua Capitão Rebelinho, 696 – Pina

Restaurante Burgogui
Jantamos: Restaurante coreano com um dos pratos principais, o churrasco coreano, feito na versão com shitake.  De entrada vem missoshiro, sopa de soja que adoramos. Outros podem ser adaptados. Esse churrasco é delicioso e tem um jeito especial para comer. O atendimento é muito atencioso.
Rua Venezuela, 153, Espinheiro
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Cozinha Divida 
Almoçamos: Restaurante lactovegetariano em Olinda. O prato é R$13,00 e tem duas opções por dia. a feijoada tinha provolone, então escolhemos a lentilha, muito gostosa. E vem com um bolinho de soja muito bom também. E bem temperados no curry. Depois pedimos um picolé Della Fruta que é fabricado em Recife. Os de graviola e de cajá são sem lactose.
Av. Sigismundo Gonçalves, 290 Olinda
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ONDE COMER MAIS
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Cantina Vegetariana (ovolactovegetariano)
Rua Arsenio Calaca 102, San Martin
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Casa do Naturista (ovolactovegetariano)
Rua 24 Maio, 90, Santo Antônio.
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Confraria do Sanduba
Tem opção de sanduba vegetariano. Não tem leite no pão, nem ovo no hambúrguer. Pedir sem queijo coalho.
Rua Real da Torre, 1070 – Torre
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Restaurante Vida longa (lactovegetariano)
Tem carne de jaca assada com shoyo!
Rua 7 de Setembro, 428 – Centro
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Sorveteria Santo Doce
Rua Doze de Outubro, 15 – Aflitos
Tem sorvetes da marca alagoana Bali. Muito sabores são à base de água. Provamos dele em Maceió.
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Chinês vegetariano (Tian Chu)
Rua Martins Júnior nº 59 – Boa Vista
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Udon Cozinha Oriental
Tem muitas opções vegetarianas sinalizadas no cardápio.
Rua Raimundo Freixeiras, 175.
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Green Vegetariano
Rua Gervasio Pires 577.
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Centro Naturista Oasis
Avenida Norte 3028 – Encruzilhada
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Veggie Restaurante (ovolactovegetariano)
Av. Conselheiro Rosa e Silva, 1460 Empresarial Etc. – Aflitos.

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Blue Temakeria (Tem temaki vegano).

Estrada das Ubaias, 289, Casa Forte

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Mixirica Olinda (Tem burguer de soja e legumes).

Av Getulio Vargas, 1128 – Olinda.

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GRUPOS DE DEFESA ANIMAL QUE ATUAM EM RECIFE:
Fotos: Vegetariando por aí

Roteiro vegano para uma viagem animal na incrível Bonito

Fazia meses que não viajávamos. A última vez foi uma volta a Curitiba para o Congresso Vegetariano. Então, decidimos ir para uma região do Brasil que ainda não conhecíamos, a centro-oeste, na cidade de Bonito em Mato Grosso do Sul, eleita o melhor destino de ecoturismo do Brasil. Ainda tivemos a companhia de um casal de amigos super especiais, pois a Gracielle é co-fundadora da União Libertária Animal junto com a Dani. Então o Vegetariando por Aí pisou em solo bonitense com reforços. rs

Bonito é um destino muito concorrido, por isso, planeje sua viagem com no mínimo 6 meses de antecedência. Nós fomos comprar as passagens antes, e quando tentávamos hotel e ingressos, quatro meses antes da viagem já estava tudo esgotado. Achar uma agência e um hotel com vagas foi quase um milagre. Outra informação importante é que por questões de preservação, o número de pessoas em cada passeio é limitado, e não se vende no local, só por meio das agências de turismo. Mas é tudo muito organizado. E há muitos hotéis que tem agência própria. Nós fomos pela Bonitour e correu tudo bem.

Mas o desafio desse destino não acabou por aí. Antes de ir, pesquisamos bastante e descobrimos que até a década de noventa, Bonito tinha como principal atividade a pecuária. Imagine veganos pisando lá! E por conta disso, é uma cidade basicamente constituída por latifúndios privados. O interessante é que ao descobrir o potencial turístico dentro das fazendas, os proprietários foram gradualmente dando mais espaço ao turismo, transformando as fazendas em Reservas Ambientais e reflorestando as áreas degradadas pela pecuária. Por isso, a maioria dos passeios turísticos em Bonito estão dentro de propriedades privadas.
Pecuária = desmatamento e escravidão.  70% dos grãos alimentam a pecuária, não humanos.
O QUE PASSAMOS LONGE

É claro que algumas das fazendas continuam dividindo suas atividades entre o turismo e a pecuária, mas como condição de irmos a Bonito, resolvemos pesquisar e encontrar as que por ventura, abandonaram tal atividade, se dedicando apenas ao turismo. Até porque, 60% do que se paga em cada passeio é repassado diretamente para o dono da propriedade, e não gostaríamos de pagar nada a um pecuarista, atividade que mais mata animais e degrada o meio ambiente.

Não boicotamos nenhuma cidade por ter atividade de exploração animal. Qual é isenta disso? Nós queremos justamente identificar e problematizar essa exploração, dar atenção a esses animais com um foco diferente do mostrado no turismo como romantizada, tirando-os da invisibilidade. Mas o principal, que é o tom do nosso blog, é mostrar que podemos aproveitar o melhor, fazendo escolhas éticas. E que a cidade tem potencial sem explorar animais. Precisamos ocupar espaços. Então descobrimos que ainda dividem suas atividades entre turismo e pecuária:

– Recanto Ecológico Rio da Prata, que é também a Fazenda Cabeceira do Rio da Prata e tem a flutuação na Lagoa Misteriosa. A Estância Mimosa é do mesmo grupo.
– Fazenda Boca da Onça, com o rapel na cachoeira boca da onça.
– Fazenda São Geraldo, que tem flutuação no Rio Sucuri.

Além disso, procriam animais silvestres em cativeiro ou domesticam animais soltos para que fiquem a disposição para turistas os manusearem e tirarem fotos:

– Projeto Jiboia: se traveste de projeto ambiental, procria cobras artificialmente para venda e as usa para diversão de turistas.
– Fazenda Rio do Peixe: apesar de terem parado com a pecuária, há diversas araras que eles domesticaram e que são manuseadas por turistas. Há quem fale até de corte de asas.
– Balneário do Sol: um verdadeiro horror, com diversos animais amarrados em árvores para os turistas fazerem o que bem entender.
– Cavalgada: nem pensar.

É triste  ver que há pessoas que estão em meio a natureza para explorá-la e torná-la dependente, e que há turistas que escolhem um lugar de natureza exuberante para se divertir com animais confinados ou domesticados, usados como recursos. Muito paradoxal. A beleza de um animal está em sua liberdade, vivendo para suas próprias razões. Defendê-los não é criar outros artificialmente como animal doméstico, é preservar seu habitat e estimular que as pessoas os admirem em liberdade, não como propriedade. E abaixo há exemplos disso.
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OS PASSEIOS QUE FIZEMOS E QUE VOCÊ NÃO PODE DEIXAR DE FAZER TAMBÉM
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Bom, após levantar o que não iríamos compactuar, criamos o nosso roteiro de 3 dias inteiros (reserve os dias de viagem apenas para isso, já que após chegar no aeroporto de Campo Grande, a viagem por terra até Bonito é de 4 horas. Há aeroporto em Bonito, mas os vôos são bem caros e apenas 2 por semana). São basicamente 2 passeios por dia, já que geralmente são de meio período.
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Gruta do Lago Azul: Lugar espetacular. Não tem mergulho, é para fazer a trilha gruta abaixo e contemplar a cor da água do lençol freático e as estalactites de calcário. O lugar foi tombado e agora é da União. É espetacular.
Balneário Municipal: o passeio mais em conta. O interessante é que em domingos e feriados, só pode entrar moradores da cidade. Por ele passa o Rio Formoso, onde nadamos com peixes piraputangas lindos. Esse você pode comprar o ingresso direto no local, e dá pra ir de bicicleta alugada no centro. Na parte da manhã, vários miquinhos visitam o balneário, ficam comendo frutas pelas árvores e olhando curiosos para as pessoas. São lindos e super inteligentes.

Buraco das Araras: é o mais longe de Bonito e se observa aves livres fazendo seus ninhos nessa cratera. Com o sucesso do Buraco das Araras, aos poucos as atividades de pecuária da Fazenda Alegria foram dando lugar para a organização turística, mais rentável e mais prazerosa para a família, que via seu lugar ser cada vez mais admirado e respeitado por pessoas de diversos lugares do Brasil e do mundo.

A trilha e a cratera por si só são um espetáculo que vale a visita. Ver os animais é algo espontâneo e inesperado, já que estão livres em seu habitat natural, sem nenhuma domesticação, o que torna o momento incrivelmente especial. As araras costumam passear quando o tempo está mais fresco. Nós fomos a tardinha e tivemos a sorte de ver um grupo em uma árvore, e em um momento revoaram juntas, grasnando e dando voltas até irem onde bem entenderam e sumiram pelas árvores. Foi emocionante.

Aquário Natural: Essa propriedade até o ano de 1987 fazia parte de uma grande fazenda “Três Rios”, que tinha como atividade econômica a pecuária de corte. Nessa época não havia a preocupação com os rios e as florestas, sendo que esses eram explorados de maneira desordenada e predatória. Partes das matas ciliares foram desmatadas para formação de pastagem e as nascentes do rio Baía Bonita eram usadas como bebedouro para o gado. Após a aquisição da área, os atuais proprietários suspenderam a atividade da pecuária, iniciaram os trabalhos de recuperação das matas, das nascentes e dos rios, e começaram a estruturar a propriedade para implantação da atividade do ecoturismo. A partir de agosto de 1995, com a obtenção do licenciamento ambiental o empreendimento turístico Reserva Ecológica Baía Bonita “Aquário Natural” inicia suas atividades voltadas ao ecoturismo. Essas atividades consistem na flutuação do rio Baía Bonita, contemplação e lazer no rio Formoso. Eles possuíam um mini zoológico com animais silvestres da região. Felizmente não existe mais.

Bike Tour Lobo Guará: foram 18 km de muita diversão e contemplação, pedalando por estradas, trilhas e chegando no rio formosinho para um mergulho. Antes, plantamos mudas de árvores em uma área onde está sendo reflorestada. O projeto Lobo Guará já plantou mais de 2 mil mudas de árvores nativas do cerrado e mata atlântica. O Márcio, idealizador desse projeto, também faz campanha por atitudes e politicas públicas para proteger animais nativos da região que constantemente morrem atropelados nas rodovias da região, como tamanduás e antas. Diminuição da velocidade e passagens subterrâneas seriam medidas que salvariam muitos animais dessa chacina.

Boia Cross: Fica no hotel Cabanas, que é próximo ao Balneário Municipal. Preferimos o boia cross ao bote, por esse parecer mais divertido.

Centro: a principal rua de Bonito é a Coronel Pilad Rebuá. É nela onde tudo se encontra, com a pequena feira dos artesãos, bikes para aluguel, agências, lojas, restaurantes, etc. Os demais estão em ruas transversais a esta.

Nós tivemos a oportunidade de ver muitos animais vivendo naturalmente em liberdade no seu próprio habitat natural, longe de qualquer domesticação. O legal disso é que ocorre de forma totalmente inesperada e espontânea, tornando o momento simplesmente mágico, vendo animais cheios de si. Aranhas, tucanos, araras, ubus, jacarés, jiboia, micos, peixes, etc.
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COMO FOI PARA COMER?
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Bonito não possui nenhum restaurante vegetariano, mas há lugares com opções marcadas no cardápio, geralmente ovolactovegetariana, mas que algumas dá pra mudar ingredientes. E outros restaurantes com buffet bem variado, possibilitando um prato muito rico. Nós conseguimos nos alimentar muito bem em Bonito.
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Restaurante Arco Íris: Fica na rua principal do centro, próximo a praça e ao Oca. Abre para almoço e jantar. É buffet livre a R$21,00. A comida é simples e muito gostosa. Dá pra fazer um prato bem bonito, gostoso e saciável com aquela cara de comida caseira. Verifique se o macarrão é de sêmola.
Restaurante da Vovó: o dono é muito simpático. Toda a equipe foi muito atenciosa. Aliás, parece que todos em Bonito são super gentis e educados. A comida é espetacular e feita em fogão a lenha e panelas de barro. Com uma variedade maravilhosa desde a parte da salada aos pratos quentes com legumes refogados. Então mesmo não tendo um “prato principal” vegetariano/vegano, isso não fez falta alguma. Jantamos lá um noite e no dia seguinte voltamos para o almoço. Fica na Rua Sen Filinto Muller, próximo ao Palácio dos Sorvetes.
Balneário Municipal: Lá dentro tem 3 restaurantes. No dia que visitamos o balneário, almoçamos no do meio pedindo porções: mandioca, batata frita, arroz, feijão e salada. Ah, e suco de guavira, uma fruta típica do cerrado, deliciosa!
Kiosque Trattoria: restaurante italiano e natural que inaugurou recentemente na Villa Rebuá, localizada na rua principal do centro de Bonito. Tem muitas opções vegetarianas no cardápio e algumas veganas. Você escolhe uma massa (tem que verificar qual não tem ovos), o que acompanha e um molho. Nas opções de proteína, tem almôndegas de linhaça e castanha do pará. Para sobremesa tem sorvets. O lugar é muito charmoso, tranquilo e perfeito para tomar um vinho. Aproximadamente R$30,00 por pessoa.
Taboa Bar: No cardápio do Taboa, que é um bar com música ao vivo e o mais badalado de Bonito, tem hamburguer vegetariano sem ovo na composição. Ele vem acompanhado de arroz e legumes na manteiga, que basta pedir para trocar por azeite no preparo. É muito gostoso. Custa R$25,00. O Taboa também produz cachaça, mas ela é feita com mel.
Oca Restaurante: Opção também para de noite, é o segundo mais popular de Bonito. Tem muitas opções ovolactovegetarianas no cardápio, como mandioca recheada, hamburguer e tapiocas. O que conseguimos comer foi a tapioca de pizza sem o queijo (e fica bem gostosa) e a batata frita. Deixamos de sugestão na página deles a troca no queijo animal por queijo de mandioca ou creme de milho.
Palácio dos Sorvetes: Com mais de 70 sabores, possui uns 15 sem lactose. Jamelão, graviola, cajamanga, genipapo, umbu, amora, acerola, limão,… Os melhores são tangerina e cupuaçu. Cada pote que fizemos, com várias bolas de cada sabor, deu R$11,00 e pouco.
Delícias do Cerrado: é uma sorveteria que não tem opções sem lactose nos sorvetes de pote. Mas lendo os ingredientes, você pode encontrar alguns picolés sem leite, e provar alguns de frutas típicas bem diferentes. O de murici é muito gostoso.
Feira do artesão: Além de lembrancinhas, tem a venda cachaça, licor e doces. Fica na rua principal do centro.
Lindo ver como as coisas podem mudar, né? Como animais podem ser admirados e protegidos em liberdade no seu próprio habitat natural. Como famílias podem mudar sua atividade econômica de exploratória para ambiental, e uma cidade inteira seguindo esse caminho. Foi um destino que nos lembrou muito a campanha Quebre Gaiolas e Plante Árvores da União Libertária Animal (ULA). Cada iniciativa pessoal é importante e inspira outras. E você? Tem mais dicas pra gente? Compartilha nos comentários e confira os destinos passados. Até o próximo!
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Vídeo “Animais pedem ajuda” do Bike Tour Lobo Guará mostra tamanduá bandeira morto após atropelamento na beira da estrada em Bonito. Assista e divulgue.

Vegetariando por Buenos Aires: do tango ao rango.

Olá, amigas e amigos do Vegetariando por aí! Como é bom tê-los sempre conosco! Nesse post, falaremos sobre Buenos Aires, que foi nosso primeiro destino registrado, o que deu origem ao nosso blog! No entanto, estávamos empolgados e acabamos por dividi-lo em cinco posts distintos! Portanto, agora decidimos fazer um resumo (será?) e transformar em um único post, mais fácil de ser acessado.

Após, conexões, trocas de moeda e muitas informações, enfim chegamos maravilhados a Buenos Aires, a cidade mais europeia da América Latina! Nos hospedamos no centro, em um hotel muito bem localizado na Plaza San Martín, perto da Calle Florida, que é a rua de comércio mais movimentada da cidade. Como estávamos famintos, a meta era descobrir onde parar para comer algo, e encontramos na própria Calle Florida com a Diagonal Norte, o restaurante vegano que seria o nosso xodó e salvação durante a viagem: Picnic.

O nome pequeno não condiz com o tamanho do lugar. É um restaurante de três andares! No entanto, a palavra simples e que transmite informalidade passa uma boa imagem do que encontramos lá. Note que simplicidade se distingue de comum. O restaurante não tem garçons (você pede, paga e pega no balcão), tem uma decoração criativa, colorida, moderna e linda, e o cardápio tem opções de almoço, sucos orgânicos, lanche e cafés. Tudo vegano!

Pedimos sanduíches bem diferentes com papas fritas, um frappe e um suco mistureba. Sinceramente, não lembro exatamente de que era nada, só que era uta delícia! Gastamos em médica 50 pesos por pessoa.

Na manhã seguinte fomos ao ponto inicial do Bus Turístico, que fica na Av Corrientes, perto do Picnic, e compramos nossos tíquetes. É a melhor coisa a se fazer quando se está pela primeira vez na cidade. Você viaja tranquilo por praticamente todos os pontos importantes. Pode fazer o trajeto completo ou parar em um dos pontos e esperar outro Bus, que passa em média de 20 em 20 minutos. Então se você quer utilizar o Bus Turístico, esteja com pesos (eles só aceitam essa forma de pagamento) e chegue no ponto de compra cedo!

Nesse primeiro dia de passeio no Bus Turístico, passamos muito tempo no La Bombonera, pois fizemos questão de fazer visita guiada e aproveitar bem o estádio. Foi muito legal ver todos os detalhes, saber das histórias, pisar no gramado, se agarrar na grade da geral, arquibancadas, bancos reservados,… O Bombonera e o time Boca Jrs têm muitas peculiaridades.

Depois, almoçamos no Restaurante Bio em Palermo Velho. Andamos muito para encontrar o restaurante, mas valeu muito a pena. No entanto, em viagem tempo é dinheiro, portanto, a dica é pegar um taxi para chegar até ele. Ele é bem pequeno e charmoso. É um restaurante natural e orgânico a la carte que possui muitas opções veganas no cardápio, inclusive devidamente marcadas.

Apesar da apresentação do prato ser simples, o que se sente ao degustá-lo é algo surpreendente. Os sabores são incríveis. Vale pedir a sobremesa de torta crudívora de chocolate com framboesas. Realmente nos surpreendeu. Em média 70 pesos por pessoa.

De volta a Florida, encontramos agentes que vendem pacotes para shows em casas de tango. Essa foi uma ótima oportunidade, pois os valores que pesquisamos pela internet estavam muito mais caros, e o que compramos tivemos orientação para a escolha da casa de Tango e ainda van pegando e deixando no hotel. Compramos um pacote apenas com o show, sem o jantar e bebidas, que custaria apenas o dobro, porém não sabíamos se lá teria opções veganas, e realmente não tinha, só as saladas. No entanto, valeria a pena pelas bebidas, que são bem mais caras. Pagamos a parte o vinho que nos acompanhou no show (veja nosso post sobre vinhos veganos).
Escolhemos uma casa tradicional em Buenos Aires, tombada como patrimônio cultural da cidade, e que tem uma apresentação mais clássica do Tango. O show foi lindo, encantador e divertido.  O legal de ir no serviço de van deles é conhecer o pessoal que vai junto, todos no mesmo clima! Conhecemos uma galerinha asiática que pediram foto e um casal de cearenses super animados! Show com translado foi 150 pesos.

No dia seguinte saímos tarde do hotel e preferimos adiantar o almoço para depois passar o dia rodando pelos pontos turísticos com o ônibus especial. Procuramos o restaurante Talusi, na Florida com Av Marcelo Alvear, em uma Galeria bem na Praça San Martin, mas ele fechou. Fomos então ao restaurante Granix, na Galeria Guenger, na Florida. Ele é grande, não mais que o PicNic, mas é um restaurante no estilo “pague e coma a vontade” (a 46 pesos) ovo lacto vegetariano, que resolveu “compensar a falta de carne” com ovos e leite. Não há pratos veganos, a não ser que você fique só na salada. Não valeu nem foto.

Nesse último dia de Bus Turísticos queríamos aproveitá-lo com o Caminito. O lugar é lindo, artístico e ótimo para comprar as lembranças. Mas pesquise, pois há muitas coisas iguais com preços diferentes. As lojas do começo da rua costumam ser mais caras. O show de tango nas ruas é um espetáculo. Os dançarinos são super simpáticos e para quem quiser se aventurar eles dão aulas nas ruas que rendem muitas risadas.

Fomos ao Museu de Cera do Caminito. É cobrado 17 pesos para olhar um pequeno corredor de bonecos de cera com algumas informações da cidade, mas que não nos agradou. Se você estiver com tempo de sobra pode ser um lugar a mais, mas não é fundamental.

Na volta, já no final da tarde, nossos estômagos foram salvos visitando novamente o Pic Nic. Pedimos os outros sanduíches do cardápio, um com falafel, e um alfajoreo.

Começamos o penúltimo dia comprando mais um ticket para o Bus Turístico porque ainda tinha muito a ser visto e o tempo estava passando muito rápido. Depois disso, como todo bom vegetariano fomos em busca de novos restaurantes. Os alvos foram o Onda Verde e o Sattva, que ficam um ao lado do outro, na Montevideo com a Corrientes. Mas, para a nossa infelicidade o Onda Verde passou o ponto e o Sattva estava fechado para férias. Resolvemos segurar a fome e seguimos para o nosso roteiro do dia, pois tínhamos que aproveitar a cidade ao máximo. Ainda a pé pelo centro, começamos pela Manzana de las luces, que por ser muito cedo, estava sem turista algum! A vontade era de ficar o dia inteiro, curtindo a sombra e a música ambiente. Saindo de lá caminhamos para os pontos mais corriqueiros: obelisco, casa rosada, plaza de mayo, teatro colón e nossa, cansa só de lembrar!

Depois desse tour Express, pegamos o Bus até o MALBA (Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires), com entrada a 25 pesos. A Daniele estava ansiosa para encontrar com a Frida, portanto, apesar da pressa do Tiago, consideramos uma parada importante para apreciar grandes pintores latinos, entre eles os brasileiros (com muito orgulho) Tarsila, Portinari e Di Cavalcanti. Foi de arrepiar.

De lá, visitamos o lindo Jardim Japonês (15 pesos para entrar). O lugar tem o perfeccionismo da cultura japonesa, com jardins minuciosamente esculpidos e cuidados. Lá dentro tem um restaurante japonês cheio e não muito em conta, onde acabamos por comer, por não ter encontrado nada antes. Pedimos enrolados de abacate, cenoura, pepino e shitake. Geralmente é o futomaki e pedimos para tirar o kani.

Saindo do Jardim, o nosso planejamento era seguir para o Cemitério da Recoleta, mas essa parada era bem próxima a Universidade de Direito, ao Museu de Belas artes (com entrada gratuita) e a Floralis Genéris, que é um monumento impressionante!  Agora sim era hora do tão esperado Cemitério da Recoleta. Tudo encaixaria bem, se não fosse uma surpresa nada grata: ele fecha às 17h e chegamos 10 minutos depois. Aproveitamos então para tomar um sorvete sem leite na famosa e tradicional Freddo, pois há uma grande na frente do cemitério.

Ao anoitecer, vimos os fogos do dia de reis na Ponte de la Mujer, na charmosa Puerto Madero. E é engraçado como os fogos deles são mais silenciosos que os nossos! rs. Eram mais luzes e menos barulho. Vale a pena aproveitar o clima noturno da ponte, uma leve brisa e ficar sentado olhando e relaxando com a paisagem. Mas a noite argentina realmente começa muito tarde. Era 1:00 da manhã quando saímos da ponte e as casas noturnas não estavam nem esquentando. Preferimos ir descansar para aproveitar o último dia!

Esse dia já amanheceu com um gostinho de saudade. Mas não deixamos nos abater, pois tínhamos uma pendência a pagar, conhecer o Cemitério da Recoleta. Como não tínhamos mais tempo a perder, pegamos um taxi e em menos de 10 minutos estávamos lá. Um lugar único na América latina, com uma arquitetura impressionante. É um passeio exótico caminhar entre caixões e mausoléus centenários, todos de famílias tradicionais e personalidades como presidentes e a própria Evita Perón. Isso nos faz lembrar que matéria é apenas matéria, o que fica é realmente o que construímos em vida.

O mais interessante são as belíssimas esculturas de arcanjos, querubins e rosáceas, cada uma com seu significado, como o de proteger os que ali descansam em paz. Uma surpresa foi encontrar um mausoléu com as fotos de toda a família ali sepultada e entre elas, a do cachorro, demonstrando que ele realmente fazia parte da família. Muito digno e respeitoso. Uma sepultura que nos chamou a atenção foi a da Liliana Crociati de Szaszak (1944-1970), jovem de 26 anos. O túmulo foi projetado por sua mãe no estilo gótico. Adjacente à tumba, há um “pódio” de pedra com uma estátua em tamanho real de Liliana. Após a morte do cão Sabú, amigo da moça, o artista esculpiu uma estátua dele e a pôs ao lado da estátua de sua tutora, cuja mão resta acariciando a sua cabeça. Foi um passeio muito interessante.

Na volta, almoçamos novamente no Pic Nic.  A diferença é que antes sempre chegávamos lá na hora do lanche, e já não estavam mais servindo refeições. Dessa vez, bem no horário de almoço, o lugar estava cheio! Pedimos os risotos da casa. Um com tofú e outro ao curry. Diferente do que somos acostumados no Brasil, esses são mais secos, mas gostosos. Não pedimos a salada, mas pareceu ser uma ótima opção para os dias de sol intenso. Também aproveitamos para experimentar os sucos, que são de produção da casa e 100% orgânicos. Adoramos o de laranja com gengibre!

Após o nosso último prato, conseguimos ir bem calmamente para o aeroporto. E quem sabe um dia voltaremos para experimentar os outros restaurantes que não achamos ou simplesmente para rever os que adoramos. Adiós, querida Buenos Aires! E até o próximo destino, amig@s!

Roteiro vegano de dois dias na cosmopolita São Paulo

Depois de um período sem viagens, sendo a última de grande beleza e descobertas pelas praias de Maceió no nordeste do Brasil, o Vegetariando por aí está de volta com um site novinho e com um novo destino super esperado por nós em uma selva de pedra repleta de novidades veganas! 

São Paulo é umas das maiores metrópoles mundiais, a maior brasileira, e por isso onde tudo chega antes e fervilha criações. Não é a toa que é o lugar com mais iniciativas de Direitos Animais, e por conseguinte, mais opções veganas! Lá encontramos lojas e centros culturais especializados em Direitos Animais. Lugares ricos em intervenções urbanas, artísticas, políticas e sociais. Pelas ruas, em meio ao concreto, muita gente, muitas tribos, muito grafitte, muitas mensagens. Em muitas delas, já não era surpresa encontrar algo relacionado a animais e vegetarianismo. Passamos dois dias corridos pela cidade que nunca dorme, fazendo um verdadeiro tour vegano gastronômico! Os lugares foram selecionados de acordo com indicações de amigos ativistas moradores de São Paulo. 

Na chegada tivemos um grande problema com o Saci Hostel, do qual fizemos reserva com um mês de antecedência para ficarmos no mesmo hostel que uma amiga que estava viajando conosco, a Patrícia Fittipaldi, fundadora do Santuário das Fadas, um lugar que resgata dos maus tratos e abriga animais de diversas espécies, incluindo vacas, bois, porcos, cabritos, galos, patos, cães, gatos,… Mas quando chegamos, tivemos a infeliz surpresa de que eles praticam overbooking, ou seja, também reservaram a nossa vaga para outras pessoas. Tiveram que nos reembolsar o valor já pago e fomos às cegas para outro hostel, que acabou sendo melhor e mais em conta, o Vila Rock Hostel. O lugar tem uma decoração moderna com temática rock’n roll, café da manhã incluído, sala de bilhar com bar e som, um terraço com vista linda e é perto do metrô Sumaré!

São Paulo possui uma grande malha metroviária, então a melhor forma de andar por lá é de metrô. Por ele, fomos até o bairro da Liberdade, aquele típico japonês, e almoçamos no restaurante vegano Broto de Primavera. O lugar é acolhedor, com refeições a la carte e lanches como hotdogs e pães. O prato do dia era uma sensacional paella com algas e de sobremesa uma torta de chocolate com menta! Tudo vegano! Nota mil!!!
Saímos de lá e fomos andando pelo bairro da Liberdade até chegar a Praça da Sé, onde está a Catedral Metropolitana de São Paulo, uma das cinco maiores igrejas neogóticas do mundo. De lá,  chegamos a Galeria do Rock, onde dá pra encontrar artigos incríveis! Lá também tem uma lojinha com produtos e salgados veganos, a Art Vegan.
A noite tentamos comer pizza vegana na Asseama, mas a encontramos fechada, então pegamos o metrô de volta e fomos ao Tubaína Bar, perto da Av Paulista. É um bar retrô especializado em refrigerantes antigos e tem um amplo cardápio com opções veganas, incluindo salgadinhos. Comemos mandiopã e um hamburguer de tofú defumado que foi um dos mais deliciosos já provado. Depois, uma torta de nutela vegana e o irreverente drink Cosmopolitan do Agreste.
No domingo, o almoço foi no Loving Hut, uma rede internacional de restaurantes veganos. É um buffet com pratos prioritariamente orientais e muito gostosos. O restaurante é bem grande em comparação com os demais vegetarianos. De lá, caminhamos até a Prime Dog, uma lanchonete com várias opções veganas, como beirut, hamburguer, presunto vegano, etc. A expectativa foi grande, mas a avaliação é para o “bom”. Mas vale a pena conhecer!
A tarde chegamos a Loja Centro de Adoção, onde ficam alguns animais aguardando um lar, incluindo um galo resgatado de rinhas,  materiais de grupos de Direitos Animais a venda, artigos para animais, um brechó com peças reutilizadas e um consultório veterinário, onde ocorre também mutirões de esterilização. É um ambiente muito gostoso, não deixem de conhecer!
Depois chegamos a incrível Matilha Centro Cultural! É um espaço ímpar criado para a convergência de lutas, para intervenções políticas de desconstrução e reconstrução. Tem diversos ambientes como um salão com exposição de arte ativista, também usado para adoção de animais resgatados que ficam soltos, se apropriando do ambiente, interagindo com todos os demais e as pessoas que lá visitam. Ali também tem um bar com lanches veganos, encima uma sala de cinema para exibição de documentários e filmes independentes. O lugar é um paraíso. Um dia ainda conseguiremos criar algo assim no Rio também. Ah, o Matilha tem programação gratuita ou a preços populares e é aberto ao público, incluindo humanos. Não deixem de visitar!!! 😉

Para fechar a visita a São Paulo, tomamos sorvete sem lactose na Soroko! A tradicional sorveteria tem vários sabores cremosos de sorvetes veganos! Mais deliciosos que qualquer outro! Gostaríamos muito de ter conhecido também a nova loja vegana Veggie Life Store, o Vegacy e o Lar Vegetariano, mas não deu tempo. Fica de dica para quem conseguir. Esperamos que tenham gostado do relato das nossas experiências, se tiverem mais dicas comentem aqui, não deixem de conferir os outros destinos e até a póxima!!!

Santuário das Fadas: www.santuariodasfadas.org

Projeto Camisetas Veganas

SERVIÇO:

Vila Rock Hostel: www.vilarockhostel.com‎ (aprox R$40,00 por pessoa)

(SÁBADO) Loja Art Vegan na Galeria do Rock. Das 10 as 18h.

(SÁBADO) Veggie Life Store Rua Barão de Itapetininga, 37, Loja 47, São Paulo. (a 500 m da Galeria do Rock)

(DOM) Loja Centro de adoção: Rua General Jardim, 234 – Centro / São Paulo – Fone: 11 3151-2536 10 as 20h.

(DOM) Matilha Centro Cultural: Rua Rêgo Freitas, 542 São Paulo – SP http://www.matilhacultural.com.br/

ALMOÇO

(SÁBADO) Vegacy: Rua Augusta, 2061 – Cerqueira César – São Paulo – SP (11) 3062 9989 Segunda a sábado das 11h às 21h30

(SÁBADO) Broto de Primavera: Rua São Joaquim, 295 – Liberdade – São Paulo/SP (próx. Metrô São Joaquim) Tel: (011) 3203-1340 De segunda-feira à sábado, das 11:30h às 15:30h (aprox R$35,00 por pessoa)

(DOM) Loving Hut: R. França Pinto, 243 – Vila Mariana São Paulo, (11) 2385-2125 sab e dom de 12h a 15:30h (aprox R$20,00 por pessoa)

LANCHE

Prime Dog: Rua Vergueiro, 1969 Vila Mariana, todo os dias até 7 da manha. (aprox R$20,00 por pessoa)

Sorveteria Soroko: R. Augusta, 305 – Consolação São Paulo, seg a seg meio dia as 22h (aprox R$05,00 por pessoa)

JANTAR

(SÁBADO) Lar Vegetariano Rua Venâncio Aires, 797 – Pompéia

( a 2 quadras do Shopping Bourbon) Sábados das 19h às 22:30h (11) 3862-1308 / 3464 – 0603 .

ASSEAMA – Associação Espírita Amigos do Animais: Rua Manuel de Moura, 63 – Parque Vitória (Tucuruvi) – São Paulo – SP (11) 3534-3643

Tubaína Bar Sábado das 13hs às 3hs.​ Haddock Lobo, 74 São Paulo Tel (11) 3129-4930 (aprox R$50,00 por pessoa)

Encomenda de queijo vegano para grelhas em São Paulo.

É leve, é? Turismo vegan em Maceió, Alagoas.

Bem vind@s a mais um destino do Vegetariando por aí! Após explorar delícias veganas no sul, sudeste e norte, resolvemos conhecer das mais belas praias do nordeste brasileiro, o que acabou se desdobrando no lugar mais impressionante já visitado durante o Vegetariando por aí. Pousamos em Maceió, capital de Alagoas, terra dos guerreiros, rendas, mangaba, coco, tapioca, pitanga, castanhas, piscinas naturais… Estado que aboliu a exploração de animais em circos desde 2011 e que tem movimentação vegana em ascensão.
A princípio pensamos em nos hospedar na praia do Francês, por ser badalada e ficar mais perto da Praia do Gunga, mas a distância dela para o centro é considerável. Nos hospedamos então na praia de Pajuçara, que além de muito bonita, tem ótimas opções para lazer e comida, como vocês irão ver mais abaixo. Além disso, fica de frente para as piscinas naturais, a 5 minutos de carro do centro histórico e dos restaurantes que nos interessavam, e a pé do banco de areia de Sete Coqueiros, da feira de artesanato, lojas de conveniência e farmácias.

Piscinas naturais de Pajuçara

Tapioca tradicional

Suco de mangaba

Logo que chegamos no hotel, desfizemos a mala e partimos para o almoço. Ao pegar o taxi já percebemos uma diferença do pessoal do Nordeste, e não estamos falando só do sotaque, mas também do humor típico do Nordeste. O taxista ficou super curioso para saber onde almoçaríamos, o Natureza Viva. O nome chamou a atenção dele, que insistiu em saber mais sobre o local. “É leve, é?”, perguntou umas três vezes. O restaurante é de “comida natural”, que fica perto de Pajuçara, com bufê a quilo e lojinha de produtos naturais, muitos do quais veganos e sem glúten. O lugar não é vegetariano, mas tem opções veganas. Para sanar qualquer dúvida sobre os pratos, chamamos a nutricionista que fica no local, e apesar dela não saber a primeira vista o que seria vegan, nos indicou quais eram os pratos 100% vegetais. A comida não é excepcional, mas é gostosa. O lugar é tranquilo, limpo e o que mais nos surpreendeu, foi a torta de banana sem leite e ovos, feita com aveia e melado. Um dos melhores doces já provado. Então mesmo que você não seja grande fã de pratos doces como a Dani, peça, pois pode se surpreender com essa sobremesa.

Prato vegan no Natureza Viva

Torta de banana vegan do Natureza Viva
Torta de banana vegan do Natureza Viva

Para o dia seguinte agendamos um passeio turístico de van que busca no hotel na hora marcada. Sempre ficamos com o pé atrás com passeio de agência, pois normalmente você acaba ficando preso ao guia, além de ser mais caro do que fazer por conta própria, mas esse não foi o caso. Foi mais confortável, rápido e proveitoso. Além disso, o passeio custaria normalmente R$30,00 para cada um, mas barganhando saiu por R$50,00 para o casal. Então seguimos em direção ao município de Marechal Deodoro, onde passamos rapidamente pela famosa Praia do Francês. A praia não fica devendo em nada para Pajuçara e a estrutura não é tão boa como a de lá, além disso, demos uma lida que o som alto é constante por lá. Depois, chegamos a praia da Barra de São Miguel e de lá pegamos uma lancha (R$25,00) para a tão esperada praia do Gunga. Esse passeio não é tão fundamental, mas não deixa de ser lindo. Tem duas paradas, em um recife de corais e em um banco de areia para um tranquilo banho. De lá a lancha segue para o cartão postal de Alagoas, a praia do Gunga, onde se encontra um passeio de buggy (R$30,00) para as incríveis e cinematográficas falésias!

Água de coco em Barra de São Miguel - AL
Água de coco em Barra de São Miguel – AL

Ao chegar no Gunga nos deparamos com muitas barracas, onde a água de coco é mais que o dobro do valor dos demais locais, mas andando na direção da península com coqueiros a praia vai se tornando mais vazia e paradisíaca. No entanto, o melhor está por vir, e estranhamente não é muito divulgado, fazendo com que muitos acabem por não descobrir esse tesouro natural. Pegamos um buggy na praia do Gunga que nos levou em um passeio por um lindo litoral, rodeado de coqueiros e que desvenda uma visão que parece uma miragem: as falésias, gigantes formações de areias multicolores, desenhadas pelo vento ao longo do tempo, que já foi cenário de filmes como Paraísos Artificiais e O Bem Amado. Ainda nos brinda com uma fonte de água doce para mergulhar. Experiência imperdível. Esse passeio é fundamental, vale até economizar uma grana para fazê-lo, pois é surpreendente. O bugueiro é muito simpático e se voluntaria para tirar várias fotos legais. Aliás, uma “indireta do bem” turística seria “Gente que se voluntaria para tirar foto de casal em viagem”. E nessa viagem conhecemos várias dessas belas e gentis almas!

Incríveis falésias na praia do Gunga, com nascente de água doce.

Passamos por esse e outros carcarás lindos e livres na praia do Gunga, perto das falésias. Passamos por esse e outros carcarás lindos e livres na praia do Gunga, perto das falésias.

Chegamos de volta ao hotel às quatro da tarde e à noite saímos para caminhar na orla e encontramos a sorveteria Bali, com mais de 90 sabores de sorvetes, dentre umas 2 dezenas eram a base de água, sem leite! É só montar como preferir e pesar. Difícil foi escolher e como sempre rola, fizemos uma misturada na ânsia de experimentar de tudo um pouco. Tamarindo, caipirinha, cajá, vinho, mangaba, limão, amora…
sorveteria bali em maceió vegano

Sorvete sem leite na Sorveteria Bali

No terceiro dia acordamos cedo para pegar uma jangada (R$25,00) para as piscinas naturais de Pajuçara. Vale a pena também alugar (caso já não tenha) óculos de mergulho, pois há muitos peixes, ouriços e corais nessas piscinas. Os peixes chegavam perto, morderam nossos dedos, nadaram junto, e ainda ficamos na expectativa de aparecerem tartarugas. Lá também dá para alugar caiaque (R$10,00) para ir até as outras piscinas. Em todas essas piscinas naturais, há barcos bares, para relaxar a vontade.

Peixes se aproximando nas piscinas naturais de Pajuçara

Voltamos às 10 horas, completando 2 horas de passeio. Depois de uma água de coco e um breve descanso chegou a hora de conhecer mais um restaurante com comida vegana em Maceió. Fomos até o Ser-afim, perto da praia de Ponta Verde. O lugar é de longe o mais recomendado por nós. É lactovegetariano, mas sempre com muitos pratos veganos. Comemos uma feijoada de shitake e legumes maravilhosa, que sempre é servida as quartas e sábados, e um guizado provençal também delicioso. Como se não bastassem as delicias, o ambiente do local é encantador, com ótima música, uma linda decoração e o vento característico de Maceió.
opção vegana em maceió restaurante ser-afim

Prato vegan no Ser-afim

À noite jantamos um acarajé dos melhores. Já estávamos sem esperanças de encontrar um vegano, mas achamos na barraca Acarajé Sabor da Bahia em frente à Feira de Artesanato de Pajuçara. Um acarajé caprichado feito por um rapaz que já com a ideia de atender a toda clientela sem exceções, prepara a massa do vatapá e do caruru sem camarão moído. A pimenta foi alertada pelo colega como “veneno”, que quer dizer que é muito forte mesmo para nordestinos, então acredite! A Daniele que ama pimenta já aprendeu que esse alerta não é brincadeira e pediu para colocar bem pouca, pois sem não tem graça, o que já rendeu algumas tosses.
Reservamos o quarto dia para conhecer o centro histórico de Maceió. Para quem ficar mais dias pela cidade, há diversos outros passeios que parecem valer a pena, como o Delta de São Francisco com dunas e o por do sol no passeio das Sete Ilhas na lagoa do Mundaú. O centro histórico, apesar de não ser muito divulgado, nem valorizado pelo turismo, já que perde a atenção para as praias, é muito rico com seus diversos prédios históricos de arquitetura barroca e neoclássica, com museus e igrejas.
O segredo é ir para a Praça Floriano Peixoto, popularmente conhecida como Praça dos Martírios. Lá perto tem o restaurante Sels, que é lactovegetariano, mas não encontramos opção vegana. O lugar é muito simples, a parte de leitura é apenas religiosa e há uma lojinha de produtos onde se encontra missô, salsicha de soja, dentre outros, como no Natureza Viva. Nessa praça estão o Palácio do Governo, que é um prédio neoclássico muito bonito e aberto a visitação quando não há reuniões. Nesse dia não demos sorte, pois o governador estava em reunião com ministros.
praça marechal maceió

Praça Marechal Deodoro ou Praça dos Martírios

Olhamos por fora o prédio da antiga intendência e a Igreja dos Martírios, que é muito bonita e diferente, com azulejos e torres de porcelana. Às 14h abriu o Museu Fundação Pierre Chalita, com um grande e imponente acervo de artes sacras. Esse museu é mantido com recursos particulares. Fomos recebidos por um menino responsável pela limpeza do local, e como o guia faltou no dia por questões médicas, foi ele quem nos acompanhou, explicando muito bem sobre a história das peças e do local, assim como as dificuldades de gerir e manter o espaço sem ajuda governamental, além da pouca visitação.

Museu Pierre Chalita

Descendo a rua da igreja em direção a praia, encontramos outros prédios históricos sendo restaurados, a Catedral de Maceió e subindo a rua do lado dela tem o mirante Santa Luzia. Voltando para a rua da igreja, passamos pelo Artesanato dos Guerreiros, prédio da Academia de letras e chegamos a praia onde tem o Museu Theo Brandão, um dos prédios mais bonitos e com acervo da cultura alagoana mantido pela UFAL.

Museu Théo Brandão

A tarde comemos tapioca tradicional com suco de pinha e de umbu-cajá. E a noite recebemos a encomenda da Amanita Veg, que é um delivery de lanches veganos. O único serviço genuinamente vegano que tivemos contato na cidade. Pedimos salgadinhos e uma quiche de “falso camarão” feito com repolho, cenoura refogada e um bobó de verduras. Uma delícia! A massa também é saborosa e leve. Deu até para fazer uma marmita para a viagem!

Quiche de “falso camarão” do Amanita Veg

Fechamos com uma dica importante que é consultar a tábua de mares antes de agendar a viagem, para ir quando a maré está baixa, e assim poder aproveitar os mares mais calmos, as piscinas naturais e uma cor de mar indescritível! Esperamos então ter conseguido inspirar boas sensações e proveitos dessa terra, valorizando tanto sua beleza natural que deve ser respeitada em vida, quanto a sua riqueza cultural e histórica, que não precisa se pautar em exploração animal. Caso já conheça, compartilhe aqui conosco suas impressões e descobertas, e se tiver se motivado a visitar Maceió, nos leve junto de volta! Até o próximo destino! Onde será? Mande-nos sugestões!

SERVIÇO

Restaurante Ser-Afim
Rua Paulina Maria de Mendonça, 141, Jatiúca
Horário de funcionamento: terça a domingo, das 12h às 15h
Mais informações: 3313-3155

Amanita Veg Delivery
Pedidos com 3 dias de antecedência: amanitaveg@gmail.com

Natureza Viva

Av. Fernandes Lima, 879 – Farol (perto da praia de Ponta Verde)

Horário: Segunda a sexta das 11h às 15h

Sorveteria Bali

Avenida Dr Antônio Gouveia 451, Praia de Pajuçara.

Acarajé Sabor da Bahia

Barraca em frente a feira de artesanato na praia de Pajuçara.

Av. Doutor Antonio Gouveia, 1447

Sels

Rua da Alegria, Centro.

GRUPOS DE PROTEÇÃO ANIMAL E DIREITOS ANIMAIS DE MACEIÓ (achamos por pesquisa na internet.Não os conhecemos pessoalmente)

Ong Criaturas do Bem

Grupo Vida Animal de Maceió (GVAM)

Núcleo de Educação Ambiental Francisco de Assis (NEAFA)

NOTA ZERO:
Empresa de Maceió SOCOCO escraviza burros para economizar na produção. VEJA AQUI.

MAIS FOTOS:

Veganismo na zona oeste do Rio de Janeiro

Aproveitando o mês de aniversário da cidade do Rio de Janeiro, damos continuidade com a serie de postagens dos nossos locais favoritos na cidade. Agora é hora de falar um pouco mais sobre a zona oeste do Rio de Janeiro, que é onde moramos.

A zona oeste é a área mais rural no Rio de Janeiro, mas que está em amplo desenvolvimento nos último anos. Isso começou a causar alguns problemas como engarrafamento, obras, alagamentos, destruição de matas, aumentos de zonas de calor, etc. Mas ainda possui grande parte das belezas naturais do Rio de Janeiro, como APAs (Áreas de preservação Ambiental), praias mais reservadas, cachoeiras e trilhas.

Píer da Pedra de Guaratiba.

A região tem apenas um restaurante 100% vegano, o Caminho do Mar, que se localiza na parte mais nobre da zona oeste, mais próxima da Zona Sul, onde se encontram os bairros Vargem Grande, Jacarepaguá, Recreio e Barra. É importante destacarmos  a diferença demográfica dessa área, pois do outro lado da Serra da Grota Funda, está uma zona oeste  mais esquecida do governo e mídia, com os bairros de Guaratiba, Campo Grande, Bangu e Santa Cruz, por exemplo.

Nessa região não há nenhum restaurante vegetariano, há muitas gaiolas, carroças, desmatamento para expansão imobiliária e um grande número de cães e gatos abandonados. E apesar de não haver feiras de adoção pela baixa procura na região, há venda de filhotes em lojas ou mesmo livremente na feira de Campo Grande que ocorre aos domingos, o que já é proibido por lei.

Cena lamentável no novo shopping da região

Por todos esses motivos e a inexistência de intervenções organizadas e abolicionistas na região, que surgiu em 2008  a União Libertária Animal (Ula), que promove atos educativos no movimentado calçadão comercial de Campo Grande e já instalou um outdoor no bairro.

É na zona oeste também que está localizado o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) da cidade, no Bairro de Santa Cruz, e o Abrigo e Centro de Atendimento e esterilização gratuita da Sepda (Secretaria Especial de Promoção e Defesa Animal), na Ilha de Guaratiba. Tudo isso ilustra a necessidade e urgência da região por uma transformação da cultura de opressão existente.

Ato Educativo da União Libertária Animal (Ula) no Calçadão de Campo Grande.

Agora vamos listar os nossos 10 lugares favoritos da zona oeste!

1. Comida praiana e vegana no Caminho do Mar no Recreio.

O culinarista vegano Zé Roberto é um verdadeiro alquimista. Com alimentos naturais e vegetais, pratos simples mas diferenciados e deliciosos são elaborados. Atenção aos sucos com combinações inusitadas. O restaurante é rústico, familiar, vegano em sua essência e frequentado pelos surfistas da praia do Pontal, que segundo o próprio Zé, só fecha na última onda.

Comida simples e deliciosa no Caminho do Mar.

Estrada do Pontal, 3091. Recreio Tel: 8169 9571

2. Trilha para a Pedra da Tartaruga e praia do perigoso em Barra de Guaratiba.

O lugar é realmente paradisíaco. Só se tem acesso após uma trilha de uma hora a partir da praia da Barra de Guaratiba, no caminho existem algumas fontes de água natural que vão te referescar, mas recomendamos levar muita água! Na Pedra da Tartaruga, que tem o nome pela forma, costuma se fazer rapel, existem algumas agências que fazem esse tipo de serviço. É uma aventura fantástica e a paisagem impressiona, o rapel tem uma descida de aproximadamente 45 metros e é possível ter uma bela vista panorâmica das praias e do mar.

praia perigoso

De cima da Pedra da Tartaruga pode-se ver a praia do perigoso.

3. Comida ecológica e gourmet é comida vegana no Sustentabillibar, abrindo as portas para o veganismo em Campo Grande. (FECHADO)

O bar é novo, e assim que abriu ficamos empolgados em conhecer pelo estilo sustentável que não é comum por aqui. Logo aproveitamos para dialogar em nome da União Libertária Animal (Ula) e demais colaboradores, apresentando o vegetarianismo e solicitando opções veganas. Os proprietários abraçaram a ideia e hoje o bar e restaurante conta com diversos pratos e petiscos veganos deliciosos e desejados por todos que frequentam o estabelecimento! O lugar é um ponto de encontro alternativo, com decoração surpreendente e muito rock e MPB.

Atualização: Infelizmente o lugar fechou.

E tem os petiscos! Kafta, potatos skin e onion loaf vegans.

Rua Luiz Barata, 164. Campo Grande – RJ.

4. Trilha para a Cachoeira do Mendanha em Campo Grande.

Praia ou cachoeira? Aqui tem de tudo! Para quem prefere mais contato com o verde, mais sombra e menos sal e areia, esse é um lugar perfeito. A cachoeira possui três quedas d’águas e um tobogã natural. No dia tivemos sorte, pois dizem que o lugar costuma encher. Para essa trilha, o ideal é ir em grupo e com um guia, pois a mata é fechada e não há mais placas informativas.

rio cachoeira

Cachoeira o Mendanha.

5. Hambúrguer de shitake, salada e açaí do Balada Mix!

Um cremosíssimo açaí com frutas, uma salada linda e um hamburguer vegano de shitake! Isso no Balada Mix, que é uma rede carioca de casa de sucos, e dentre alguns estabelecimentos pelo Rio, há alguns no Recreio e na Barra. Mais recentemente foi aberto um em Guaratiba, mas infelizmente fechou. O lugar tem uma decoração chique e praiana, bem claro, colorido e moderno. É lindo! Essa foto foi tirada no do Shopping New York na Barra da Tijuca.

Hamburguer de shitake do Balada Mix com uma salada maravilhosa.

Endereço: http://baladamixrestaurante.com.br/

6. Sítio Burle Marx em Ilha de Guaratiba.

Essa é a dica especial, pois está na nossa lista para ainda conhecer. O lugar é onde viveu e trabalhou o mais famoso paisagista do Brasil, Roberto Burle Marx.  Lá se encontra uma das coleções botânicas vivas mais importantes do mundo. É aberto a visitação, basta ligar para agendar.

Sítio Burle Marx.

Estrada Roberto Burle Marx, nº 2019 – Barra de Guaratiba visitas.srbm@iphan.gov.br Tel: (21) 2410-1412

7. Comida japonesa também pode ser vegana no Seu Sushi. (FECHADO)

O Seu Sushi foi outro lugar de Campo Grande que a União Libertária Animal (Ula) dialogou, apresentou o veganismo e conseguiu abertura para opções veganas no bairro. Esse foi um combinado montado no dia e depois foram se aprimorando. É rico em frutas, cogumelos e tofu. Muito delicioso. Atenção especial para os enrolados de shitake e os hots doces de abacaxi!

combinado vegan seu sushi campo grande

Combinado vegan no Seu Sushi.

Estrada Rio do A, 667. Campo Grande – RJ. http://www.facebook.com/SeuSushi

8. Antiga fábrica de tecidos Bangu (Atual Bangu Shopping).

A antiga fábrica de tecidos Bangu, construída em 1889, foi revitalizada e transformada em um shopping para a região. O prédio é extremamente lindo e nostálgico, principalmente em datas como o Natal. A decoração fica linda!

decoração natal

Antiga fábrica de tecidos Bangu no Natal.

R. Fonseca, 240 – Bangu.

9. O melhor hambúrguer no The fifties.

O The Fifties é uma rede de hamburgueria com um estilo retro. No cardápio há um hamburguer vegano simples e muito gostoso. Uma grande descoberta.

the fifties hamburguer

Hamburguer simples e delicioso.

A foto é do que fica no Barra Shopping, mas no site da rede você pode encontrar o endereço de outros restaurantes: http://thefifties.com.br/

OBS: Pão e burguer sem ingredientes de origem animal confirmado por e-mail com a rede.

10. Pier da Brisa com sorvete. 

A praia da Brisa é um lugar que foi esquecido por muito tempo. O lugar se tornou impróprio para banho e ficou abandonado. Em 2002 ela começou a ser revitalizada, com limpeza da areia, pier, quiosques, arborização, cata ventos, calçadão e iluminação. O lugar continua bucólico e familiar, ótimo para passear e comer uma batata ou aipim frito no quiosque com uma privilegiada vista do pôr do sol.

Também descobrimos lá, uma sorveteria  com um delicioso açaí e com alguns sabores de sorvete sem leite! No dia que fomos, tinha o de manga e de framboesa. Deliciosos!

  Sorveteria Ana e Victoria: Av Nelson Moura Brasil Amaral, s/n – qd 100 lt 1 Brisa – Guaratiba – Rio. Tel.: (21) 3317-1196

praia da brisa

Cata-ventos da Praia da Brisa.
Cata-ventos da Praia da Brisa.

Esperamos que com esse post possamos ter inspirado novos caminhos, descobertas e a ampliação do veganismo na zona oeste. Quem tiver mais dicas e sugestões, por favor, não exite em compartilhar conosco nos comentários. Quem gostou, divulgue. E para mais dicas, adoção ou voluntariado, entre em contato com a União Libertária Animal (Ula) no site abaixo.

EXTRA:

– Verdano (FECHADO): Rede de lanchonetes com linha “fast food natural” do Mundo Verde. São lanchonetes bem clean e tem no Barra Shopping e algumas outras pelo Rio, como no centro da cidade. As dos shoppings são pequenas, pois estão dentro de praça de alimentação, mas a do centro, que é em um espaço próprio, é linda e até nos lembrou do restaurante Picnic em Buenos Aires, claro, em uma versão menor e sem tantos detalhes a oferecer!

Bom, o Verdano não é vegetariano, mas tem um sanduíche vegano, o SoyBurguer (pão e hamburguer sem leite e ovos), e dá pra criar uma salada escolhendo as folhas e mais 7 ingredientes, como ocorre no Spoleto. E para nós, que não escolhemos a “proteína”, que lá eles se referem às carnes, dá pra incluir mais um ingrediente na salada. Bom, dentre as opções há muitos vegetais ricos em proteína, como grãos de soja, quinoa, amaranto, castanha do pará, semente de girassol, gergelim, etc. Além de arroz negro, tomate seco, macarrão integral, rúcula,… Dos molhos, os veganos são: gengibre com gergelim, semente de papaia (o que vem no SoyBurguer), rose tofu (o que sempre pedimos de tão gostoso que fica!), tomate com ervas e semente de maracujá.

O sanduíche não é extraordinário, mas ficamos fãs dessa salada turbinada personalizada! Segue a foto deles abaixo, que está com um visual bem bagunçado, mas acreditem, é boa demais!

Criação vegana no Verdano

– Espaço Pura Vida

Fica na Barra da Tijuca. Aberto desde dezembro de 2014. Tem esportes aquático e um food truck vegano com burguers de feijão, lentilha, grão de bico. É muito bacana! Falamos deles no post sobre Food Trucks veganos no Brasil, aquihttps://www.facebook.com/espacopuravidaa

espaço pura vida vegan rio de janeiro  zona oeste barra da tijuca

– Outros na Barra da Tijuca:

Burguers vegs no Joe & Leos, Pomar Orgânico (aqui tem pão de melado!!), Org Bistrô, Bio Carioca (Downtown Shopping) e Néctar (Vargem Grande).

NOTAS:

União Libertária Animal (Ula)

Secretaria Especial de Promoção e Defesa Animal (Sepda)

Lei 4808/06 – A criação, a “propriedade”, a “posse”, a guarda, o uso, o transporte e a presença temporária ou permanente de cães e gatos.  (Estado do RJ)
Art. 23 – É vedado:
I – acomercialização de cães e gatos em vias e logradouros públicos;
II – o abandono de animais em áreas públicas ou privadas, inclusive parques e jardins;
III – a distribuição de animais vivos a título de brinde ou sorteio;
IV – a venda de animais a preços irrisórios em feiras, exposições e eventosassemelhados;
V – a utilização de qualquer animal emsituações que caracterizem humilhação, constrangimento, violência ou práticaque vá de encontro à sua dignidade ou bem-estar, sob qualquer alegação.

Cariocas são bacanas… Veganismo no Rio.

Sabe aquela história de que a grama do vizinho é sempre mais verde que a sua? Isso é muito comum acontecer em viagens, pois volta e meia quando visitamos um lugar os moradores acabam se surpreendendo com algumas opções e locais que encontramos. E depois de quase um ano de blog e pedidos, percebemos que estávamos caindo nessa história, pois até hoje não tínhamos um post do Rio de Janeiro. Então, começamos a relembrar os lugares que já visitamos na nossa cidade e os que seriam legais para indicar a vocês. Estamos passando aqui o nosso olhar sobre o Rio, e assim o vendo com mais atenção também.

O Rio de Janeiro é uma grande cidade dividida em regiões. O Centro é histórico, o Rio Antigo. A zona sul é a mais rica e turística, onde os visitantes costumam se hospedar e passar a maior parte do tempo pelas praias e bares da região, sendo levados pela Bossa Nova. A zona norte é o característico subúrbio, inspirando o samba. E ao som do funk carioca, chegamos a zona oeste, a área rural da cidade. Essa última é onde moramos, e fica há uma hora  (sem trânsito) do centro e zona sul, e onde atua a União Libertária Animal (ULA). Portanto, daremos atenção especial a essa região, e dividiremos as informações sobre o Rio em dois posts, sendo o último, exclusivo da zona oeste.

Começamos este com as regiões turísticas. A zona sul é onde abriga o maior número de restaurantes veganos da cidade. E como no centro e zona sul há mais opções, daremos preferência aos restaurantes 100% veganos e aos lugares turísticos, claro. Sabemos que na Zona Norte ainda não há um restaurante exclusivamente vegano, mas pedimos aos que conheçam opções na região, que compartilhe conosco nos comentários.

Segue abaixo a nossa lista pessoal dos 10 lugares de comida, diversão e arte no Rio! Aproveite, pois apesar dos problemas de administração, a cidade continua encantadora!

E para entrar no clima carioca, um pouco de bossa nova 😉


1. Feijoada do Vegan Vegan em Botafogo (Zona Sul).

A feijoada é o prato tradicional do Rio de Janeiro! E no Vegan Vegan, encontramos a melhor! O restaurante é a la carte e possui outros pratos, mas vale muito a pena experimentar a feijoada vegana de lá. Ela tem legumes, tofu defumado, salsicha de soja… Uma mistura deliciosa e que mantém o sabor tradicional, sem deixar a ética e a saúde de lado. O ambiente é tranquilo, pequeno e sofisticado na medida. Também tem um sorvete de gengibre muito gostoso e diferente, bem refrescante para os dias mais quentes.

A melhor feijoada do Rio! E vegana, claro!
A melhor feijoada do Rio! E vegana, claro!

Rua Voluntários da Pátria, 402: Botafogo

2. Passeio de pedalinho na Lagoa (Zona Sul).

Em casal ou com amigas e amigos, é sempre muito divertido fazer esse passeio e aproveitar a tranquilidade das águas no meião da Lagoa Rodrigo de Freitas e a belíssima vista ao redor. Há pedalinhos para até 6 pessoas de uma vez.

Pedalinho na Lagoa Rodrigo de Freitas Pedalinho na Lagoa Rodrigo de Freitas

3. Ótima comida e sorvete de tofu no Vegetariano Social Club no Leblon (Zona Sul).

A comida de lá é leve e bonita. Mas o destaque é o bolo com sorvete. Já imaginou um sorvete super cremoso e gostoso, e sem leite, sem nada de origem animal? É esse! Aliás, é o mais gostoso que já provamos desde antes do veganismo! E o restaurante abre para o jantar.

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R. Conde Bernadotte, 26 – Leblon

4. De tudo um pouco no Refeitório Orgânico em Botafogo (Zona Sul).

Se você está esfomeado e quer experimentar de tudo, você encontra no Refeitório Orgânico um buffet livre com cozinha brasileira e internacional. Vai de sushi a acarajé e tudo muito bem temperado! Tudo vegano!!! Paraíso! O lugar é bem rústico e bonito. Mais amplo que os demais restaurantes veganos da cidade, mas costuma encher.

refeitorio organicoO rústico, zen, mas cheio Refeitório Orgânico.

R 19 De Fevereiro, 120 – Botafogo

5.  Abrir os braços para o Rio com o Cristo Redentor, em Cosme Velho (Zona Norte).

Esse é básico! Todo turista vai, e todo carioca deveria ir pelo menos uma vez na vida! Uma das sete maravilhas do mundo, é uma escultura suntuosa, mas o que mais se curte lá é a belíssima e quase completa vista da cidade. Ele está no morro do Corcovado, em meio a Floresta da Tijuca, que foi reflorestada na época de Dom Pedro II, pois seu desmatamento para plantio de café resultou em falta de água para a cidade. Olha aí!

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6. Dona Vegana (Centro).

O lugar é novo, tem um bom espaço, ótima localização no centro da cidade, e buffet com pratos gostosos, internacionais e típicos brasileiros. O diferencial é que o lugar não é natureba e/ou indiano como costumam ser os restaurantes veganos no Rio,e tem sorvetes, tortas, docinhos, salgados… estilo uma lanchonete/padaria. Bem legal! Muito bom ter um lugar assim TODO VEGANO!!! E tem também o açaí, típico do Brasil. Melhor que qualquer sorvete! Ah, o lugar costuma abrir espaço para ações de ativistas também, como exposição de fotos, confraternizações, almoço beneficente…. bem legal!

Av. Marechal Floriano, 13 – Centro.

7. Teatro Municipal (Centro).

Para quem pensa que precisa de grana e muita sofisticação para aproveitar o Teatro Municipal do Rio, está enganado! Há sempre espetáculos de dança em cartaz, com valores bem diversos. O Teatro Municipal tem mais de 100 anos e passou recentemente por uma reforma que descobriu, por exemplo, que as águias de aço ao invés de serem pretas, eram originalmente douradas, voltando a sua cor anterior! Ele está ainda mais lindo!

O Quebra Nozes no Teatro Municipal.
O Quebra Nozes no Teatro Municipal.

8. De tudo um pouco no Tempeh (Centro).

O Tempeh é muito parecido com o Refeitório Orgânico, com a diferença que você pode optar pelo buffet livre ou pagar por peso. Ele está localizado em uma sobreloja no Centro da Cidade, entre o CCBB e a Praça XV. Os doces também são ótimos, e tem sempre um chá disponível para depois das refeições.

tempeh vegan rio de janeiro

Rua 1º de Março, 24 Sobreloja – Centro

9. Jardim Botânico (Zona Sul).

Ah, o Jardim Botânico! Cenário de novelas e estudos científicos! Ótimo passeio para se tranquilizar, olhar pássaros livres, aproveitar a sombra de árvores centenárias e se refrescar em bebedouros e chafarizes monumentais.

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Jardim Botânico

10. Show no Circo Voador na Lapa (Centro).

O Circo Voador é um lugar com significado muito forte para o Rock brasileiro e a cultura carioca! Foi berço de bandas como Barão Vermelho com o Cazuza, desde o inicio da década de  80. Em 1996 foi fechado e reaberto em grande estilo em 2004, com grande mobilização cultural. Além de shows, o local tem cursos e projetos sociais. Já curtimos cantores mais renomados como Nando Reis e Geraldo Azevedo até belas novas canções do Cïcero e Letuce. É muito diversificado e não poderíamos deixar de indicar esse lugar tão especial para nós.

Aproveite e conheça um pouco do Cícero:
Se quiser ouvir o álbum completo, baixe no site dele! Tá liberado para quem quiser: http://www.cicero.net.br/

E para chegar com tudo no Circo Voador nada melhor do que um “esquenta” na área da capoeirista Madame Satã. Tem para todos os gostos, desde bares, sinucas, gafieira, pub irlandês ou bar mexicano.

Outros lugares que valem a pena passar: Parque Lage, Mosteiro de São Bento, Igreja da Candelária, Bondinho da Urca, pôr do sol na praia do Arpoador, passeio de troller na Quinta da Boa Vista com visita ao Museu Nacional cheio de dinossauros e múmias,… O prédio do Museu Nacional foi residência da família imperial até 1889.

E você, tem lugares para indicar no Rio de Janeiro, e que não exploram animais? Escreva nos comentários! 🙂 
Vejam também o último post sobre o Rio de Janeiro, falando da nossa zona oeste! Clique AQUI.

EXTRA:

– Rio Vegano (NOVO! zona sul)

Ainda não conseguimos ir. Ficamos felizes de ver mais um estabelecimento 100% vegano no Rio. Tem cardápio no site. Fica na Rua Barata Ribeiro, 806 – Copacabana.

– Rio Vegetariano no Cobal Humaita (Zona Sul).

Ainda não conhecemos. No entanto, há quem o tenha como predileto no Rio. Estamos há um tempo esperando a oportunidade de apreciar a culinária e ambiente badalado de lá. Está na nossa lista para 2013. Rua Voluntários da Pátria, 448 – loja 83/84 Cobal – Botafogo

– Spazziano (zona sul)

Também estamos pra conhecer. O restaurante veganizou. Ambiente mais sofisticado e raw food (crudívora). Rua prudente de Morais, 729 sobreloja – Ipanema.

– Vegano Delivery (Centro)

Esse pode ser legal pedir quando não quiser sair do hotel. Os pratos são lindos e brasileiríssimos. http://veganodelivery.com.br/

Paraty para vegetarianos

Estamos de volta a um lugar que gostamos muito: Paraty, cidade litorânea a 2 horas de Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro. A cidade possui o Centro Histórico com casas coloniais e ruas de pedra sem circulação de carros, um dos maiores destinos turísticos do país. Essas casas históricas abrigam hoje pousadas, restaurantes, ateliês e lojas de cachaças de produção local e artesanal.
artesanato paraty

Assim que chegamos, antes de ir para a pousada, paramos no Istambul para almoçar, pois ele fica bem próximo a rodoviária. É um restaurante turco pequeno e muito bonito. Se você caçar no menu e pedir pra tirar um iogurte aqui e um queijo acolá, perguntar se a massa em questão leva ovo ou leite, consegue encontrar ou elaborar algo vegano. Comemos kebab de falafel e de legumes refogados e hummus com pão sírio. Ah, e claro, fechamos com o café turco, aquele que vem com borra e você lê o seu futuro no desenho que ela forma da xícara.

Kebab de falafel e hummus no Istambul

Kebab de falafel e hummus no Istambul

À noite, procuramos pelo que seria o único restaurante vegetariano de Paraty, o indiano Ganges. Não temos boas notícias. Paraty não tem mais nenhum restaurante vegetariano. O destino então nos levou ao requisitado Margarida Café. Não é barato, mas vale a pena por ser a melhor noite do centro histórico (para quem curte balada, fica a dica do Paraty 33), com ótima música ao vivo, decoração, ambiente, atendimento, seleção de bebidas e a melhor pizza que já provamos! Sim, pizza. Não, não há pizza vegana no menu. Aliás, não há nada especialmente vegano no menu do Margarida, mas a variedade de ingredientes nas pizzas nos chamou a atenção. Há várias combinações sem carnes de animais. Escolhemos a “pizzaiolo” que vem com molho de tomates frescos, azeitonas, shimeji, shitake e champignon, e pedimos para não colocar o queijo. O garçom confirmou que a massa, como costuma ser, não continha leite ou ovos. Resultado, uma pizza vegana suculenta e saborosa.

Paraty 2012 Pizza de cogumelos do Margarida Café
O almoço do dia seguinte foi no Restaurante Arpoador, na Rua da Matriz. Eles tem uma moqueca vegetariana, acompanhada de arroz e um inacreditavelmente delicioso pirão. Tudo vegano, já que a moqueca é temperada no dendê e o pirão é feito com o próprio caldo da moqueca de legumes com a farinha de mandioca. Tudo muito bom! Mas uma dica, a porção para dois deles, vale para um batalhão. Se estiver em dois, peça para um.

Moqueca vegetariana do restaurante Arpoador

Moqueca vegetariana do restaurante Arpoador

As praias e ilhas de Paraty fazem parte da Baía de Ilha Grande e são paradisíacas.  Como pelo visto não estamos tendo muita sorte na escolha de data para viajar ao litoral, passamos por dias nublados. No entanto, em nossa última visita fizemos um passeio de saveiro, que passou em algumas praias e ilhas para mergulho, e é simplesmente o máximo! Água, areia, vegetação… tudo exemplo da perfeição da natureza. De maneira nenhuma, com tempo bom, deixe de visitar essas praias fora do centro. Na Praça do Chafariz há lugares para comprar o passeio que custa em média R$40,00 por pessoa, incluindo consumação de frutas a bordo.

Tiago relaxando em alguma praia de Paraty em 2009.

Tiago relaxando em alguma praia de Paraty em 2009.

E perto da Praça do Chafariz, seguindo a Av. Roberto Silveira, encontrará a Sorveterapia, com sorvetes naturais, sem gordura hidrogenada e os de frutas são sem leite animal, portanto, sorvete vegano! Lá também costuma ter sabores exóticos como melissa e erva cidreira, mas estão em falta. Não é muito barato, ele é self service e umas 5 bolinhas custou em torno de oito reais! Mas encontrar sorvete vegano sempre vale a pena!

Sorvete sem lactose e natural, vegano, no Sorveterapia.

Sorvete sem lactose e natural, vegano, no Sorveterapia.

A pedida do centro histórico de Paraty é andar muito e com tranquilidade! E é muito prazeroso fazer isso por lá, já que as ruas são lindas e cheias de história. Lamentável é ver que a escravidão ainda não acabou em Paraty por meio das charretes. De vez em quando o encanto é cortado por uma charrete passando. Um cavalo escravizado forçando os músculos do pescoço e o corpo todo fatigado amarrado a um monte de apetrechos que o imobilizam, forçam e o atrelam a carroça como se fosse uma extensão macabra de seu corpo apropriado, a alma apática e a vida usurpada para carregar alguns turistas que teimam em não ter apatia, senso crítico e de justiça. Alguns, antes de subir ou depois, ainda tiram fotos, como se isso fosse algo belo a se ter orgulho e registrar para a posteridade. Também tiramos algumas fotos, mas não para mostrar a charrete, como muitos vêem. Mas para mostrar que ali no meio daqueles ferros e madeiras, debaixo de amarras e chicotes, há alguém, não uma coisa. Esperamos que um dia os vejam como tal, e os libertem dessa escravidão.

Centro Histórico de Paraty

Centro Histórico de Paraty

Cavalos escravizado em charrete de Paraty

Cavalos escravizados em charrete de Paraty

A noite jantamos no Flor do Rio, onde ficava o Grão da Terra, restaurante vegetariano que agora só faz entregas e não tem espaço físico. O Flor do Rio fica a beira do Rio Perequê-açú bem ao lado da segunda ponte que o atravessa. Não é um restaurante vegetariano, como chegamos a ler na internet. Há muitos pratos com carnes e outros com queijos, inclusive coalho, que usa enzinas digestivas. No entanto, há como pedir para preparar sem queijo e foram os pratos que mais apreciamos em Paraty, dentre as outras ótimas opções. Foi um risoto de pupunha e um escondidinho de cogumelos, feito com batata baroa, que acompanha arroz integral e uma caprichada salada.  De aperitivo, uma caipirinha de abacaxi com pimenta dedo de moça e uma Gabriela, que é cachaça com cravo e canela.

Risoto de pupunha e escondidinho de cogumelos no Flor do Rio

Risoto de pupunha e escondidinho de cogumelos no Flor do Rio

O almoço do último dia foi no elegante Banana da Terra, na Rua Dr Samuel Costa. Fizemos questão pela moqueca vegetariana diferenciada, feita com banana, palmito e pimenta de bico. Já o acompanhamento é arroz e uma farofa que pedimos para ser feita no azeite, mas eles disseram que ela já fica pronta e é feita com manteiga. De qualquer forma, ela não faz falta. Valeu experimentar, mas a moqueca do Arpoador também é muito boa e sai bem mais em conta.

Moqueca vegetariana no Banana da Terra

Moqueca vegetariana no Banana da Terra

Como última dica, lemos que o bar restaurante O Café teria sempre uma opção vegetariana do dia, e uma lasanha de legumes com massa de palmito. O procuramos na Praça da Matriz, mas ele mudou de endereço. Fica a dica para quem for à Paraty procurar por ele. Está fora do Centro Histórico, mas não muito longe, na Rua Marechal Santos Dias, a meio quilômetro da Praça do Chafariz.
Fechamos com as fotos que vimos em uma exposição no Centro Cultural, onde uma câmera fotográfica foi dada a algumas crianças de Paraty para eles capturarem o que preferissem. Nos chamou a atenção as fotos de 3 meninos, o Felipe Maurício Rocha de 8 anos, o Keven Caique de 10 anos  e o Gilliardson Barcelon de 11 anos. Eles voltaram seus olhos para cães e gatos nas ruas e em casebres da cidade. Nota-se uma sensibilidade aflorada no olhar dessas crianças, e a importância de dar suporte e incentivar isso, para que não se perca ao longo da vida.

Felipe, de 8 anos, fotografa cão andando nas ruas de Paraty

Felipe, de 8 anos, fotografa cão andando nas ruas de Paraty

Saiba mais sobre a escravidão de animais em carroças e charretes e soluções AQUI.

Material de Direitos Animais para crianças do Projeto Ulinha AQUI.

PS: Há uma pousada vegetariana em Paraty! A Solar D’Alcina Pousada. Usam inclusive a palavra vegan no site! Uma pena termos descoberto depois de reservarmos outra. http://www.solardalcina.com.br/

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