Vegetariando por Buenos Aires: do tango ao rango.

Olá, amigas e amigos do Vegetariando por aí! Como é bom tê-los sempre conosco! Nesse post, falaremos sobre Buenos Aires, que foi nosso primeiro destino registrado, o que deu origem ao nosso blog! No entanto, estávamos empolgados e acabamos por dividi-lo em cinco posts distintos! Portanto, agora decidimos fazer um resumo (será?) e transformar em um único post, mais fácil de ser acessado.

Após, conexões, trocas de moeda e muitas informações, enfim chegamos maravilhados a Buenos Aires, a cidade mais europeia da América Latina! Nos hospedamos no centro, em um hotel muito bem localizado na Plaza San Martín, perto da Calle Florida, que é a rua de comércio mais movimentada da cidade. Como estávamos famintos, a meta era descobrir onde parar para comer algo, e encontramos na própria Calle Florida com a Diagonal Norte, o restaurante vegano que seria o nosso xodó e salvação durante a viagem: Picnic.

O nome pequeno não condiz com o tamanho do lugar. É um restaurante de três andares! No entanto, a palavra simples e que transmite informalidade passa uma boa imagem do que encontramos lá. Note que simplicidade se distingue de comum. O restaurante não tem garçons (você pede, paga e pega no balcão), tem uma decoração criativa, colorida, moderna e linda, e o cardápio tem opções de almoço, sucos orgânicos, lanche e cafés. Tudo vegano!

Pedimos sanduíches bem diferentes com papas fritas, um frappe e um suco mistureba. Sinceramente, não lembro exatamente de que era nada, só que era uta delícia! Gastamos em médica 50 pesos por pessoa.

Na manhã seguinte fomos ao ponto inicial do Bus Turístico, que fica na Av Corrientes, perto do Picnic, e compramos nossos tíquetes. É a melhor coisa a se fazer quando se está pela primeira vez na cidade. Você viaja tranquilo por praticamente todos os pontos importantes. Pode fazer o trajeto completo ou parar em um dos pontos e esperar outro Bus, que passa em média de 20 em 20 minutos. Então se você quer utilizar o Bus Turístico, esteja com pesos (eles só aceitam essa forma de pagamento) e chegue no ponto de compra cedo!

Nesse primeiro dia de passeio no Bus Turístico, passamos muito tempo no La Bombonera, pois fizemos questão de fazer visita guiada e aproveitar bem o estádio. Foi muito legal ver todos os detalhes, saber das histórias, pisar no gramado, se agarrar na grade da geral, arquibancadas, bancos reservados,… O Bombonera e o time Boca Jrs têm muitas peculiaridades.

Depois, almoçamos no Restaurante Bio em Palermo Velho. Andamos muito para encontrar o restaurante, mas valeu muito a pena. No entanto, em viagem tempo é dinheiro, portanto, a dica é pegar um taxi para chegar até ele. Ele é bem pequeno e charmoso. É um restaurante natural e orgânico a la carte que possui muitas opções veganas no cardápio, inclusive devidamente marcadas.

Apesar da apresentação do prato ser simples, o que se sente ao degustá-lo é algo surpreendente. Os sabores são incríveis. Vale pedir a sobremesa de torta crudívora de chocolate com framboesas. Realmente nos surpreendeu. Em média 70 pesos por pessoa.

De volta a Florida, encontramos agentes que vendem pacotes para shows em casas de tango. Essa foi uma ótima oportunidade, pois os valores que pesquisamos pela internet estavam muito mais caros, e o que compramos tivemos orientação para a escolha da casa de Tango e ainda van pegando e deixando no hotel. Compramos um pacote apenas com o show, sem o jantar e bebidas, que custaria apenas o dobro, porém não sabíamos se lá teria opções veganas, e realmente não tinha, só as saladas. No entanto, valeria a pena pelas bebidas, que são bem mais caras. Pagamos a parte o vinho que nos acompanhou no show (veja nosso post sobre vinhos veganos).
Escolhemos uma casa tradicional em Buenos Aires, tombada como patrimônio cultural da cidade, e que tem uma apresentação mais clássica do Tango. O show foi lindo, encantador e divertido.  O legal de ir no serviço de van deles é conhecer o pessoal que vai junto, todos no mesmo clima! Conhecemos uma galerinha asiática que pediram foto e um casal de cearenses super animados! Show com translado foi 150 pesos.

No dia seguinte saímos tarde do hotel e preferimos adiantar o almoço para depois passar o dia rodando pelos pontos turísticos com o ônibus especial. Procuramos o restaurante Talusi, na Florida com Av Marcelo Alvear, em uma Galeria bem na Praça San Martin, mas ele fechou. Fomos então ao restaurante Granix, na Galeria Guenger, na Florida. Ele é grande, não mais que o PicNic, mas é um restaurante no estilo “pague e coma a vontade” (a 46 pesos) ovo lacto vegetariano, que resolveu “compensar a falta de carne” com ovos e leite. Não há pratos veganos, a não ser que você fique só na salada. Não valeu nem foto.

Nesse último dia de Bus Turísticos queríamos aproveitá-lo com o Caminito. O lugar é lindo, artístico e ótimo para comprar as lembranças. Mas pesquise, pois há muitas coisas iguais com preços diferentes. As lojas do começo da rua costumam ser mais caras. O show de tango nas ruas é um espetáculo. Os dançarinos são super simpáticos e para quem quiser se aventurar eles dão aulas nas ruas que rendem muitas risadas.

Fomos ao Museu de Cera do Caminito. É cobrado 17 pesos para olhar um pequeno corredor de bonecos de cera com algumas informações da cidade, mas que não nos agradou. Se você estiver com tempo de sobra pode ser um lugar a mais, mas não é fundamental.

Na volta, já no final da tarde, nossos estômagos foram salvos visitando novamente o Pic Nic. Pedimos os outros sanduíches do cardápio, um com falafel, e um alfajoreo.

Começamos o penúltimo dia comprando mais um ticket para o Bus Turístico porque ainda tinha muito a ser visto e o tempo estava passando muito rápido. Depois disso, como todo bom vegetariano fomos em busca de novos restaurantes. Os alvos foram o Onda Verde e o Sattva, que ficam um ao lado do outro, na Montevideo com a Corrientes. Mas, para a nossa infelicidade o Onda Verde passou o ponto e o Sattva estava fechado para férias. Resolvemos segurar a fome e seguimos para o nosso roteiro do dia, pois tínhamos que aproveitar a cidade ao máximo. Ainda a pé pelo centro, começamos pela Manzana de las luces, que por ser muito cedo, estava sem turista algum! A vontade era de ficar o dia inteiro, curtindo a sombra e a música ambiente. Saindo de lá caminhamos para os pontos mais corriqueiros: obelisco, casa rosada, plaza de mayo, teatro colón e nossa, cansa só de lembrar!

Depois desse tour Express, pegamos o Bus até o MALBA (Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires), com entrada a 25 pesos. A Daniele estava ansiosa para encontrar com a Frida, portanto, apesar da pressa do Tiago, consideramos uma parada importante para apreciar grandes pintores latinos, entre eles os brasileiros (com muito orgulho) Tarsila, Portinari e Di Cavalcanti. Foi de arrepiar.

De lá, visitamos o lindo Jardim Japonês (15 pesos para entrar). O lugar tem o perfeccionismo da cultura japonesa, com jardins minuciosamente esculpidos e cuidados. Lá dentro tem um restaurante japonês cheio e não muito em conta, onde acabamos por comer, por não ter encontrado nada antes. Pedimos enrolados de abacate, cenoura, pepino e shitake. Geralmente é o futomaki e pedimos para tirar o kani.

Saindo do Jardim, o nosso planejamento era seguir para o Cemitério da Recoleta, mas essa parada era bem próxima a Universidade de Direito, ao Museu de Belas artes (com entrada gratuita) e a Floralis Genéris, que é um monumento impressionante!  Agora sim era hora do tão esperado Cemitério da Recoleta. Tudo encaixaria bem, se não fosse uma surpresa nada grata: ele fecha às 17h e chegamos 10 minutos depois. Aproveitamos então para tomar um sorvete sem leite na famosa e tradicional Freddo, pois há uma grande na frente do cemitério.

Ao anoitecer, vimos os fogos do dia de reis na Ponte de la Mujer, na charmosa Puerto Madero. E é engraçado como os fogos deles são mais silenciosos que os nossos! rs. Eram mais luzes e menos barulho. Vale a pena aproveitar o clima noturno da ponte, uma leve brisa e ficar sentado olhando e relaxando com a paisagem. Mas a noite argentina realmente começa muito tarde. Era 1:00 da manhã quando saímos da ponte e as casas noturnas não estavam nem esquentando. Preferimos ir descansar para aproveitar o último dia!

Esse dia já amanheceu com um gostinho de saudade. Mas não deixamos nos abater, pois tínhamos uma pendência a pagar, conhecer o Cemitério da Recoleta. Como não tínhamos mais tempo a perder, pegamos um taxi e em menos de 10 minutos estávamos lá. Um lugar único na América latina, com uma arquitetura impressionante. É um passeio exótico caminhar entre caixões e mausoléus centenários, todos de famílias tradicionais e personalidades como presidentes e a própria Evita Perón. Isso nos faz lembrar que matéria é apenas matéria, o que fica é realmente o que construímos em vida.

O mais interessante são as belíssimas esculturas de arcanjos, querubins e rosáceas, cada uma com seu significado, como o de proteger os que ali descansam em paz. Uma surpresa foi encontrar um mausoléu com as fotos de toda a família ali sepultada e entre elas, a do cachorro, demonstrando que ele realmente fazia parte da família. Muito digno e respeitoso. Uma sepultura que nos chamou a atenção foi a da Liliana Crociati de Szaszak (1944-1970), jovem de 26 anos. O túmulo foi projetado por sua mãe no estilo gótico. Adjacente à tumba, há um “pódio” de pedra com uma estátua em tamanho real de Liliana. Após a morte do cão Sabú, amigo da moça, o artista esculpiu uma estátua dele e a pôs ao lado da estátua de sua tutora, cuja mão resta acariciando a sua cabeça. Foi um passeio muito interessante.

Na volta, almoçamos novamente no Pic Nic.  A diferença é que antes sempre chegávamos lá na hora do lanche, e já não estavam mais servindo refeições. Dessa vez, bem no horário de almoço, o lugar estava cheio! Pedimos os risotos da casa. Um com tofú e outro ao curry. Diferente do que somos acostumados no Brasil, esses são mais secos, mas gostosos. Não pedimos a salada, mas pareceu ser uma ótima opção para os dias de sol intenso. Também aproveitamos para experimentar os sucos, que são de produção da casa e 100% orgânicos. Adoramos o de laranja com gengibre!

Após o nosso último prato, conseguimos ir bem calmamente para o aeroporto. E quem sabe um dia voltaremos para experimentar os outros restaurantes que não achamos ou simplesmente para rever os que adoramos. Adiós, querida Buenos Aires! E até o próximo destino, amig@s!

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Roteiro vegano de dois dias na cosmopolita São Paulo

Depois de um período sem viagens, sendo a última de grande beleza e descobertas pelas praias de Maceió no nordeste do Brasil, o Vegetariando por aí está de volta com um site novinho e com um novo destino super esperado por nós em uma selva de pedra repleta de novidades veganas! 

São Paulo é umas das maiores metrópoles mundiais, a maior brasileira, e por isso onde tudo chega antes e fervilha criações. Não é a toa que é o lugar com mais iniciativas de Direitos Animais, e por conseguinte, mais opções veganas! Lá encontramos lojas e centros culturais especializados em Direitos Animais. Lugares ricos em intervenções urbanas, artísticas, políticas e sociais. Pelas ruas, em meio ao concreto, muita gente, muitas tribos, muito grafitte, muitas mensagens. Em muitas delas, já não era surpresa encontrar algo relacionado a animais e vegetarianismo. Passamos dois dias corridos pela cidade que nunca dorme, fazendo um verdadeiro tour vegano gastronômico! Os lugares foram selecionados de acordo com indicações de amigos ativistas moradores de São Paulo. 

Na chegada tivemos um grande problema com o Saci Hostel, do qual fizemos reserva com um mês de antecedência para ficarmos no mesmo hostel que uma amiga que estava viajando conosco, a Patrícia Fittipaldi, fundadora do Santuário das Fadas, um lugar que resgata dos maus tratos e abriga animais de diversas espécies, incluindo vacas, bois, porcos, cabritos, galos, patos, cães, gatos,… Mas quando chegamos, tivemos a infeliz surpresa de que eles praticam overbooking, ou seja, também reservaram a nossa vaga para outras pessoas. Tiveram que nos reembolsar o valor já pago e fomos às cegas para outro hostel, que acabou sendo melhor e mais em conta, o Vila Rock Hostel. O lugar tem uma decoração moderna com temática rock’n roll, café da manhã incluído, sala de bilhar com bar e som, um terraço com vista linda e é perto do metrô Sumaré!

São Paulo possui uma grande malha metroviária, então a melhor forma de andar por lá é de metrô. Por ele, fomos até o bairro da Liberdade, aquele típico japonês, e almoçamos no restaurante vegano Broto de Primavera. O lugar é acolhedor, com refeições a la carte e lanches como hotdogs e pães. O prato do dia era uma sensacional paella com algas e de sobremesa uma torta de chocolate com menta! Tudo vegano! Nota mil!!!
Saímos de lá e fomos andando pelo bairro da Liberdade até chegar a Praça da Sé, onde está a Catedral Metropolitana de São Paulo, uma das cinco maiores igrejas neogóticas do mundo. De lá,  chegamos a Galeria do Rock, onde dá pra encontrar artigos incríveis! Lá também tem uma lojinha com produtos e salgados veganos, a Art Vegan.
A noite tentamos comer pizza vegana na Asseama, mas a encontramos fechada, então pegamos o metrô de volta e fomos ao Tubaína Bar, perto da Av Paulista. É um bar retrô especializado em refrigerantes antigos e tem um amplo cardápio com opções veganas, incluindo salgadinhos. Comemos mandiopã e um hamburguer de tofú defumado que foi um dos mais deliciosos já provado. Depois, uma torta de nutela vegana e o irreverente drink Cosmopolitan do Agreste.
No domingo, o almoço foi no Loving Hut, uma rede internacional de restaurantes veganos. É um buffet com pratos prioritariamente orientais e muito gostosos. O restaurante é bem grande em comparação com os demais vegetarianos. De lá, caminhamos até a Prime Dog, uma lanchonete com várias opções veganas, como beirut, hamburguer, presunto vegano, etc. A expectativa foi grande, mas a avaliação é para o “bom”. Mas vale a pena conhecer!
A tarde chegamos a Loja Centro de Adoção, onde ficam alguns animais aguardando um lar, incluindo um galo resgatado de rinhas,  materiais de grupos de Direitos Animais a venda, artigos para animais, um brechó com peças reutilizadas e um consultório veterinário, onde ocorre também mutirões de esterilização. É um ambiente muito gostoso, não deixem de conhecer!
Depois chegamos a incrível Matilha Centro Cultural! É um espaço ímpar criado para a convergência de lutas, para intervenções políticas de desconstrução e reconstrução. Tem diversos ambientes como um salão com exposição de arte ativista, também usado para adoção de animais resgatados que ficam soltos, se apropriando do ambiente, interagindo com todos os demais e as pessoas que lá visitam. Ali também tem um bar com lanches veganos, encima uma sala de cinema para exibição de documentários e filmes independentes. O lugar é um paraíso. Um dia ainda conseguiremos criar algo assim no Rio também. Ah, o Matilha tem programação gratuita ou a preços populares e é aberto ao público, incluindo humanos. Não deixem de visitar!!! 😉

Para fechar a visita a São Paulo, tomamos sorvete sem lactose na Soroko! A tradicional sorveteria tem vários sabores cremosos de sorvetes veganos! Mais deliciosos que qualquer outro! Gostaríamos muito de ter conhecido também a nova loja vegana Veggie Life Store, o Vegacy e o Lar Vegetariano, mas não deu tempo. Fica de dica para quem conseguir. Esperamos que tenham gostado do relato das nossas experiências, se tiverem mais dicas comentem aqui, não deixem de conferir os outros destinos e até a póxima!!!

Santuário das Fadas: www.santuariodasfadas.org

Projeto Camisetas Veganas

SERVIÇO:

Vila Rock Hostel: www.vilarockhostel.com‎ (aprox R$40,00 por pessoa)

(SÁBADO) Loja Art Vegan na Galeria do Rock. Das 10 as 18h.

(SÁBADO) Veggie Life Store Rua Barão de Itapetininga, 37, Loja 47, São Paulo. (a 500 m da Galeria do Rock)

(DOM) Loja Centro de adoção: Rua General Jardim, 234 – Centro / São Paulo – Fone: 11 3151-2536 10 as 20h.

(DOM) Matilha Centro Cultural: Rua Rêgo Freitas, 542 São Paulo – SP http://www.matilhacultural.com.br/

ALMOÇO

(SÁBADO) Vegacy: Rua Augusta, 2061 – Cerqueira César – São Paulo – SP (11) 3062 9989 Segunda a sábado das 11h às 21h30

(SÁBADO) Broto de Primavera: Rua São Joaquim, 295 – Liberdade – São Paulo/SP (próx. Metrô São Joaquim) Tel: (011) 3203-1340 De segunda-feira à sábado, das 11:30h às 15:30h (aprox R$35,00 por pessoa)

(DOM) Loving Hut: R. França Pinto, 243 – Vila Mariana São Paulo, (11) 2385-2125 sab e dom de 12h a 15:30h (aprox R$20,00 por pessoa)

LANCHE

Prime Dog: Rua Vergueiro, 1969 Vila Mariana, todo os dias até 7 da manha. (aprox R$20,00 por pessoa)

Sorveteria Soroko: R. Augusta, 305 – Consolação São Paulo, seg a seg meio dia as 22h (aprox R$05,00 por pessoa)

JANTAR

(SÁBADO) Lar Vegetariano Rua Venâncio Aires, 797 – Pompéia

( a 2 quadras do Shopping Bourbon) Sábados das 19h às 22:30h (11) 3862-1308 / 3464 – 0603 .

ASSEAMA – Associação Espírita Amigos do Animais: Rua Manuel de Moura, 63 – Parque Vitória (Tucuruvi) – São Paulo – SP (11) 3534-3643

Tubaína Bar Sábado das 13hs às 3hs.​ Haddock Lobo, 74 São Paulo Tel (11) 3129-4930 (aprox R$50,00 por pessoa)

Encomenda de queijo vegano para grelhas em São Paulo.

Cariocas são bacanas… Veganismo no Rio.

Sabe aquela história de que a grama do vizinho é sempre mais verde que a sua? Isso é muito comum acontecer em viagens, pois volta e meia quando visitamos um lugar os moradores acabam se surpreendendo com algumas opções e locais que encontramos. E depois de quase um ano de blog e pedidos, percebemos que estávamos caindo nessa história, pois até hoje não tínhamos um post do Rio de Janeiro. Então, começamos a relembrar os lugares que já visitamos na nossa cidade e os que seriam legais para indicar a vocês. Estamos passando aqui o nosso olhar sobre o Rio, e assim o vendo com mais atenção também.

O Rio de Janeiro é uma grande cidade dividida em regiões. O Centro é histórico, o Rio Antigo. A zona sul é a mais rica e turística, onde os visitantes costumam se hospedar e passar a maior parte do tempo pelas praias e bares da região, sendo levados pela Bossa Nova. A zona norte é o característico subúrbio, inspirando o samba. E ao som do funk carioca, chegamos a zona oeste, a área rural da cidade. Essa última é onde moramos, e fica há uma hora  (sem trânsito) do centro e zona sul, e onde atua a União Libertária Animal (ULA). Portanto, daremos atenção especial a essa região, e dividiremos as informações sobre o Rio em dois posts, sendo o último, exclusivo da zona oeste.

Começamos este com as regiões turísticas. A zona sul é onde abriga o maior número de restaurantes veganos da cidade. E como no centro e zona sul há mais opções, daremos preferência aos restaurantes 100% veganos e aos lugares turísticos, claro. Sabemos que na Zona Norte ainda não há um restaurante exclusivamente vegano, mas pedimos aos que conheçam opções na região, que compartilhe conosco nos comentários.

Segue abaixo a nossa lista pessoal dos 10 lugares de comida, diversão e arte no Rio! Aproveite, pois apesar dos problemas de administração, a cidade continua encantadora!

E para entrar no clima carioca, um pouco de bossa nova 😉


1. Feijoada do Vegan Vegan em Botafogo (Zona Sul).

A feijoada é o prato tradicional do Rio de Janeiro! E no Vegan Vegan, encontramos a melhor! O restaurante é a la carte e possui outros pratos, mas vale muito a pena experimentar a feijoada vegana de lá. Ela tem legumes, tofu defumado, salsicha de soja… Uma mistura deliciosa e que mantém o sabor tradicional, sem deixar a ética e a saúde de lado. O ambiente é tranquilo, pequeno e sofisticado na medida. Também tem um sorvete de gengibre muito gostoso e diferente, bem refrescante para os dias mais quentes.

A melhor feijoada do Rio! E vegana, claro!
A melhor feijoada do Rio! E vegana, claro!

Rua Voluntários da Pátria, 402: Botafogo

2. Passeio de pedalinho na Lagoa (Zona Sul).

Em casal ou com amigas e amigos, é sempre muito divertido fazer esse passeio e aproveitar a tranquilidade das águas no meião da Lagoa Rodrigo de Freitas e a belíssima vista ao redor. Há pedalinhos para até 6 pessoas de uma vez.

Pedalinho na Lagoa Rodrigo de Freitas Pedalinho na Lagoa Rodrigo de Freitas

3. Ótima comida e sorvete de tofu no Vegetariano Social Club no Leblon (Zona Sul).

A comida de lá é leve e bonita. Mas o destaque é o bolo com sorvete. Já imaginou um sorvete super cremoso e gostoso, e sem leite, sem nada de origem animal? É esse! Aliás, é o mais gostoso que já provamos desde antes do veganismo! E o restaurante abre para o jantar.

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R. Conde Bernadotte, 26 – Leblon

4. De tudo um pouco no Refeitório Orgânico em Botafogo (Zona Sul).

Se você está esfomeado e quer experimentar de tudo, você encontra no Refeitório Orgânico um buffet livre com cozinha brasileira e internacional. Vai de sushi a acarajé e tudo muito bem temperado! Tudo vegano!!! Paraíso! O lugar é bem rústico e bonito. Mais amplo que os demais restaurantes veganos da cidade, mas costuma encher.

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R 19 De Fevereiro, 120 – Botafogo

5.  Abrir os braços para o Rio com o Cristo Redentor, em Cosme Velho (Zona Norte).

Esse é básico! Todo turista vai, e todo carioca deveria ir pelo menos uma vez na vida! Uma das sete maravilhas do mundo, é uma escultura suntuosa, mas o que mais se curte lá é a belíssima e quase completa vista da cidade. Ele está no morro do Corcovado, em meio a Floresta da Tijuca, que foi reflorestada na época de Dom Pedro II, pois seu desmatamento para plantio de café resultou em falta de água para a cidade. Olha aí!

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6. Dona Vegana (Centro).

O lugar é novo, tem um bom espaço, ótima localização no centro da cidade, e buffet com pratos gostosos, internacionais e típicos brasileiros. O diferencial é que o lugar não é natureba e/ou indiano como costumam ser os restaurantes veganos no Rio,e tem sorvetes, tortas, docinhos, salgados… estilo uma lanchonete/padaria. Bem legal! Muito bom ter um lugar assim TODO VEGANO!!! E tem também o açaí, típico do Brasil. Melhor que qualquer sorvete! Ah, o lugar costuma abrir espaço para ações de ativistas também, como exposição de fotos, confraternizações, almoço beneficente…. bem legal!

Av. Marechal Floriano, 13 – Centro.

7. Teatro Municipal (Centro).

Para quem pensa que precisa de grana e muita sofisticação para aproveitar o Teatro Municipal do Rio, está enganado! Há sempre espetáculos de dança em cartaz, com valores bem diversos. O Teatro Municipal tem mais de 100 anos e passou recentemente por uma reforma que descobriu, por exemplo, que as águias de aço ao invés de serem pretas, eram originalmente douradas, voltando a sua cor anterior! Ele está ainda mais lindo!

O Quebra Nozes no Teatro Municipal.
O Quebra Nozes no Teatro Municipal.

8. De tudo um pouco no Tempeh (Centro).

O Tempeh é muito parecido com o Refeitório Orgânico, com a diferença que você pode optar pelo buffet livre ou pagar por peso. Ele está localizado em uma sobreloja no Centro da Cidade, entre o CCBB e a Praça XV. Os doces também são ótimos, e tem sempre um chá disponível para depois das refeições.

tempeh vegan rio de janeiro

Rua 1º de Março, 24 Sobreloja – Centro

9. Jardim Botânico (Zona Sul).

Ah, o Jardim Botânico! Cenário de novelas e estudos científicos! Ótimo passeio para se tranquilizar, olhar pássaros livres, aproveitar a sombra de árvores centenárias e se refrescar em bebedouros e chafarizes monumentais.

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Jardim Botânico

10. Show no Circo Voador na Lapa (Centro).

O Circo Voador é um lugar com significado muito forte para o Rock brasileiro e a cultura carioca! Foi berço de bandas como Barão Vermelho com o Cazuza, desde o inicio da década de  80. Em 1996 foi fechado e reaberto em grande estilo em 2004, com grande mobilização cultural. Além de shows, o local tem cursos e projetos sociais. Já curtimos cantores mais renomados como Nando Reis e Geraldo Azevedo até belas novas canções do Cïcero e Letuce. É muito diversificado e não poderíamos deixar de indicar esse lugar tão especial para nós.

Aproveite e conheça um pouco do Cícero:
Se quiser ouvir o álbum completo, baixe no site dele! Tá liberado para quem quiser: http://www.cicero.net.br/

E para chegar com tudo no Circo Voador nada melhor do que um “esquenta” na área da capoeirista Madame Satã. Tem para todos os gostos, desde bares, sinucas, gafieira, pub irlandês ou bar mexicano.

Outros lugares que valem a pena passar: Parque Lage, Mosteiro de São Bento, Igreja da Candelária, Bondinho da Urca, pôr do sol na praia do Arpoador, passeio de troller na Quinta da Boa Vista com visita ao Museu Nacional cheio de dinossauros e múmias,… O prédio do Museu Nacional foi residência da família imperial até 1889.

E você, tem lugares para indicar no Rio de Janeiro, e que não exploram animais? Escreva nos comentários! 🙂 
Vejam também o último post sobre o Rio de Janeiro, falando da nossa zona oeste! Clique AQUI.

EXTRA:

– Rio Vegano (NOVO! zona sul)

Ainda não conseguimos ir. Ficamos felizes de ver mais um estabelecimento 100% vegano no Rio. Tem cardápio no site. Fica na Rua Barata Ribeiro, 806 – Copacabana.

– Rio Vegetariano no Cobal Humaita (Zona Sul).

Ainda não conhecemos. No entanto, há quem o tenha como predileto no Rio. Estamos há um tempo esperando a oportunidade de apreciar a culinária e ambiente badalado de lá. Está na nossa lista para 2013. Rua Voluntários da Pátria, 448 – loja 83/84 Cobal – Botafogo

– Spazziano (zona sul)

Também estamos pra conhecer. O restaurante veganizou. Ambiente mais sofisticado e raw food (crudívora). Rua prudente de Morais, 729 sobreloja – Ipanema.

– Vegano Delivery (Centro)

Esse pode ser legal pedir quando não quiser sair do hotel. Os pratos são lindos e brasileiríssimos. http://veganodelivery.com.br/

A ensolarada, simpática e vegetariana Curitiba

Praça Tiradentes

A família paterna da Dani é dessa cidade. Talvez, sua veia ecológica e o sorriso sempre estampado no rosto venham daí. O Tiago ficou curioso com tudo isso e essa seria uma ótima oportunidade para descobrir o motivo dela comer tanto pinhão. Então, fomos buscar essas origens e escolhemos o nosso destino: a capital do Paraná, Curitiba, a “Cidade Sorriso”, “Capital Ecológica do Brasil” e “Capital das Araucárias”.

Animais e Araucárias no Praça Garibaldi, Setor Histórico

Animais e Araucárias no Praça Garibaldi, Setor Histórico

Nos hospedamos no centro, próximo ao setor histórico, e assim tivemos liberdade de visitar os locais a pé, caminhando pelas ruas, se misturando a cidade, descobrindo e adentrando os prédios. Passamos na Catedral Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, centros culturais com exposições de artistas locais, Rua das Flores, Casa Memória Curitiba, Centro Islâmico e o lindo Paço da Liberdade.

Paço da Liberdade no Setor Histórico de Curitiba

Uma das vantagens de Curitiba para quem deseja conhecer os pontos turísticos da cidade com segurança, comodidade e controle de custo, é o ônibus turístico. Porém, diferente do de Buenos Aires , aos invés de ter limite de dias e reembarque ilimitado, ele pode ser usado em qualquer dia com limite de quatro reembarques. Achamos uma desvantagem, pois você acaba tendo que planejar muito bem onde parar, e para conhecer tudo, acaba tendo que comprar outro passaporte ou chamar táxi, pois uma parada turística é bem longe da outra. A vantagem é que, apesar do ponto inicial ser na Praça Tiradentes, os tickets são comprados no ônibus, em qualquer parada. Uma característica infeliz que eles tem em comum é o atraso, então se preparem para esperar de 20 a 40 minutos, ou mais.

Uma dica é aproveitar os pontos mais famosos no primeiro dia, como o Jardim Botânico ou o Museu Oscar Niemeyer, e ao dar a volta no ônibus, que é circular, analisar os demais pontos para escolher quais valem a pena parar. A viagem apesar de ser um pouco longa, é perfeita para contemplar as variações dos bairros da cidade, sempre bem arborizados e limpos. Entramos no ônibus de tarde e  só desembarcamos de noite. Aproveitamos todos os aromas e a mudança do clima, da tarde encalorada para a noite gelada.

Museu Oscar Niemeyer

Museu Oscar Niemeyer

E já no primeiro dia não perdemos tempo e almoçamos no Balarama, que é o único restaurante vegano da cidade. É bem localizado no centro histórico, de comida indiana simples, bonito e com preço justo. O buffet é livre, incluindo o suco e as sobremesas. Super indicado! Eles foram muito atenciosos e simpáticos conosco. Aliás, tod@s da cidade foram, quebrando o falso estereótipo sulino de “povo fechado”. Além disso, o lugar tem adesivos sobre veganismo e outros cartazes de diversos movimentos sociais. É muito legal ver um local com tanta informação relacionada a libertação animal humana e não-humana.

Delicioso e diversificado prato vegan no Balarama
Delicioso e diversificado prato vegan no Balarama

Depois de aproveitar a viagem no ônibus turístico e já traçarmos qual seriam os nossos destinos no dia seguinte, só restou uma opção: comer de novo! A noite, tivemos um jantar muito agradável na cantina italiana Originale, no bairro Cabral. No cardápio, há um lugar reservado para “Seleção Vegan”, com vários pratos. Pedimos um nhoque de espinafre com molho de pimentão, e um vinho Casillero del Diablo para acompanhar. O prato estava delicioso, o lugar é aconchegante, bem decorado e com ambiente tranquilo.

Nhoque vegan de espinafre e molho de pimentão na cantina italiana Originale
Nhoque vegan de espinafre e molho de pimentão na cantina italiana Originale

No sábado, a cidade estava se preparando para a Festa da Luz e já haviam barraquinhas montadas próximo à Igreja do Rosário dos Pretos. Lá encontramos uma barraca especial, com materiais das Ongs de proteção animal Beco da Esperança e a Associação do Amigo Animal. Esta última, reparamos no material informativo o cuidado especial com os animais, em usar termos respeitosos como “GUARDA Responsável” e “EVENTO de adoção”, além dos eventos beneficentes serem vegetarianos.

ong proteção animal beco da esperança e Associação Amigo Animal na festa da luz
Blusas com mensagens a venda na barra das Ongs Beco da Esperança e Associação Amigo Animal

Morgados de subir e descer ladeiras e rodopiar praças, e na dúvida se os restaurantes estariam abertos devido ao feriado da padroeira, decidimos ir a um restaurante ali no centro histórico, onde já havíamos visto aberto, e com uma linda fachada, o Oriente Árabe. É sabido que a cozinha árabe possui muitos pratos tradicionais sem nada de origem animal e pudemos fazer um almoço bem variado e com ótima qualidade oferecida pelo restaurante. Babaganuch, homus, tabule, falafel e arroz com lentilha e cebola caramelada!

Almoço vegan no Oriente Árabe
Almoço vegan no Oriente Árabe

Quando nos afastamos no centro para visitar os bosques, parques e palácios, fica mais complicado encontrar restaurantes, portanto vale se manter com sucos nutritivos aproveitando o calor, como o maravilhoso suco natural de amora na entrada do Bosque Alemão e o caldo de cana com limão na Ópera de Arame. Aliás, o Bosque do Alemão é um lugar lindo que vale a pena visitar, e tem uma trilha divertida do João e Maria, da história dos irmãos Grimm.

Suco natural de amora no Bosque do Alemão

Suco natural de amora no Bosque do Alemão

E como nem tudo são flores, mesmo na florida e cheirosa Curitiba, apesar dos empreendimentos da cidade já se atentarem para o público vegetariano, com opções de hamburgueres, salsichas e recheios vegetais, que encontramos no Zapata, Vininha, Dom Corleone e Au Au Lanches,  pecam ao esquecer do veganismo, não dando atenção a detalhes importantes como o leite na massa. Detalhes esses que promovem um abismo entre eles e esse público fiel, causando frustração. Por isso, vale sempre mandar e-mail ou mensagens pelo Facebook para esses locais, motivando a se atentarem para o veganismo.
Como última dica e de ouro, reserve o passeio ao Jardim Botânico para o momento do pôr do sol. Não havíamos planejado isso e foi uma grata surpresa. O local rende ótimas fotos com vários tons de cores! Realmente é um visual único os tons alaranjados e dourados nos vitrais no Palácio de Cristal, o clima ameno nos jardins impecáveis, e a visão ampla da cidade ao longe e o sol de pondo. Até a próxima!

Jardim Botânico
Jardim Botânico

Gostaríamos de agradecer as indicações atenciosas do pessoal do grupo “Vegetarianos e Veganos Curitiba” no Facebook, e do grupo Onca.

Mas, pera, pera, pera, pera! Em Setembro de 2013 nós voltamos a Curitiba e encontramos mais dicas maravilhosas, como esse hamburguer vegano aqui embaixo! hehe Não deixe de conferir mais dicas para um roteiro vegano em Curitiba AQUI.



Restaurantes:

Balarama: www.balarama.com.br/

Originale: www.originale.com.br/

Oriente Árabe: www.orientearabe.com.br

Direitos Animais em Curitiba

Onca: http://www.onca.net.br

Associação Amigo Animal: http://www.amigoanimal.org.br

Beco da Esperança: http://www.becodaesperanca.org/

Curiosidade

O Hotel Guaíra possui restaurante vegetariano. Não chegamos a conhecê-lo. http://www.hotelguaira.com.br/

Dicas extras 

Não tivemos temos de ir em todos. Demos preferência ao Balarama, que é o único 100% vegano da cidade. Mas segue abaixo lista de uns que possuem opções vegan também:

Pin-chan – Buffet a quilo com opções veganas. – Rua Floriano Essenfelder, 475 – 32534969 / ABERTO De Segunda a Sábado.

Formosa – Buffet livre ovo-lacto de comida taiwanesa/chinesa com opções veganas.  Suco da vida incluso. – Rua Trajano Reis, 170 SÃO FRANCISCO 30396818 / ABERTO De Terça a Domingo.

Clorofila – Infelizmente, serve peixe. Mas tem opções vegans. – R. Saldanha Marinho, 1110, Centro.

Mahatma Gourmet –  São 10 pratos quentes diferentes todos os dias. Normalmente 7 deles são veganos. Não usam ovos, cebola e alho. – Rua Professor Macedo Filho, 199, Bom Retiro.

Sorella –  Vegetariano com muitas opções veganas. Ficam em frente ao Museu Oscar Niemeyer! – http://www.sorellacentrocivico.com.br/

Veg Integral – Congelados Veganos – Várias delícias para entrega. http://vegfoodintegral.wordpress.com

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Não chores por mim Argentina – Dia 5 e último!

Buenos Aires, 7 de Janeiro de 2012.

Esse dia já amanheceu com um gostinho de saudade dessa cidade, pois era o nosso último dia. Mas não deixamos isso nos abater, que ainda tínhamos mais um ponto turístico super importante, o Cemitério da Recoleta. Então, tomamos o café da manhã do hotel, cheio de kiwis, cerejas, melões e melancias, e corremos para pegar um taxi!

Finalmente, estávamos lá, em nossa segunda tentativa de encontrá-lo aberto, a nossa disposição.Um lugar único na América latina, com uma arquitetura impressionante. É um passeio exótico caminhar entre caixões e mausoléus contendo corpos centenários e outros não tanto, e todos de famílias tradicionais e personalidades como presidentes e a própria Evita Perón. Isso nos faz lembrar que matéria é apenas matéria, o que fica é realmente o que construímos em vida. Mas ali, o mais interessante, ao contrário do túmulo dessa grande mulher, que é muito simples por sinal, são as belíssimas esculturas de arcanjos, querubins e rosáceas, cada uma com seu significado, como a de proteger os que ali descansam em paz.

Uma surpresa foi encontrar um mausoléu com as fotos de toda a família ali sepultada e entre elas, a do cachorro, demonstrando que ele realmente fazia parte da família. Muito digno e respeitoso. Uma sepultura que nos chamou a atenção, foi a da Liliana Crociati de Szaszak (1944-1970), jovem de 26 anos. O túmulo foi projetado por sua mãe no estilo gótico. Adjacente à tumba, há um “pódio” de pedra com uma estátua em tamanho real de Liliana. Após a morte do cão de estimação da moça, Sabú, “seu fiel amigo”, o artista esculpiu uma estátua do cachorro e a pôs ao lado da estátua de sua tutora, cuja mão resta acariciando a cabeça do animal. Foi um passeio muito interessante.

Na volta, almoçamos novamente no Pic Nic. A diferença é que antes sempre chegávamos lá na hora do lanche, e já não estavam mais servindo refeições. Dessa vez, bem no horário de almoço, o lugar estava cheio! Pedimos os risotos da casa. Um com tofú e outro ao curry. E surpreendentemente eles conseguem ser bons não somente nos lanches rápidos, mas também nos pratos. Não pedimos a salada, mas pareceu ser uma ótima pedida para os dias de sol intenso. Também aproveitamos para experimentar os sucos que apesar de parecer ser industrializado por virem engarrafados, são de produção da casa e 100% orgânico. Adoramos o de laranja com gengibre!

Após o nosso último prato, conseguimos ir bem calmamente para o aeroporto. A volta foi deliciosa, poder relembrar cada história nos caminhos. E quem sabe um dia voltemos para experimentar os outros restaurantes que não achamos ou simplesmente para rever os que adoramos.
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Adiós, querida Buenos Aires! E até o próximo destino, amig@s!

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Buenos Aires Oriental – Dia 4 de 5

Buenos Aires, 5 de Janeiro de 2012.

Começamos o dia comprando mais um ticket para o Bus Turístico porque ainda tinha muito a ser visto e o tempo estava passando muito rápido. Depois disso, como todo bom vegetariano fomos em busca de novos restaurantes. Os alvos foram o Onda Verde e o Sattva, que ficam um ao lado do outro, na Montevideo com a Corrientes. Para a nossa infelicidade o Onda Verde passou o ponto e o Sattva estava fechado para férias.

Resolvemos segurar a fome e seguimos para o nosso roteiro do dia, tínhamos que aproveitar a cidade ao máximo. Começamos pela Manzana de las luces, que por ser muito cedo, estava sem turista algum! A vontade era de ficar o dia inteiro, curtindo a sombra e a música ambiente. Saindo de lá caminhamos para os pontos mais corriqueiros: obelisco, casa rosada, plaza de mayo, teatro colón e nossa, fiquei sem ar só de lembrar! rs

Depois desse tour express fomos para uma parada no MALBA (Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires), com entrada a 25 pesos. A Daniele estava ansiosa para encontrar com a Frida, portanto, apesar da pressa do Tiago, consideramos uma parada super importante para apreciar grandes pintores latinos, entre eles os brasileiros (com muito orgulho) Tarsila, Portinari e Di Cavalcanti. Foi de arrepiar.

De lá, visitamos o lindo Jardim Japonês (15 pesos para entrar). Além de lindo ele têm um restaurante. E antes que pensem algo, sim, restaurante japonês tem opções veganas! Qualquer dia desses publicaremos um post sobre isso. =)

A opção sem carne mais comum é o yakisoba de legumes. Mas geralmente a massa do macarrão leva ovos. Você pode se certificar perguntando se a massa é de sêmola ou com ovos. Entre as opções realmente veganas encontramos: sushi vegetariano (vegetarians rolls) e kappamaki. É legal almoçar observando o jardim, mas isso tem um alto preço e uma fila de espera que talvez não sejam recompensadores.

Saindo do Jardim, o nosso planejamento era seguir para o Cemitério da Recoleta, mas essa parada  era bem próxima a Universidade de Direito, ao Museu de Belas artes (com entrada gratuita) e a Floralis Genéris, que é um monumento impressionante!  Agora sim era hora do tão esperado Cemitério da Recoleta. Tudo encaixaria bem, se não fosse uma surpresa nada grata: ele fecha as 17h e chegamos 10 minutos depois. Aproveitamos então para ir novamente na Freddo e deixamos o cemitério para o dia seguinte.

Ao anoitecer, demos uma bela sorte no nosso penúltimo dia, pois pegamos Buenos Aires no dia de reis e deu para ver alguns fogos na Ponte de la Mujer, na charmosa Puerto Madero. E é engraçado como até os fogos deles são mais silenciosos que os nossos! rs. Eram mais luzes e menos barulho.

Dia demReis

Vale a pena aproveitar o clima noturno da ponte, uma leve brisa e ficar sentado olhando e relaxando com a paisagem. Mas a noite argentina realmente começa muito tarde. Era 1:00 da manhã quando saímos da ponte e as casas noturnas não estavam nem esquentando. Somente vimos a fila da matine! rsrsrs O dias estavam corridos e preferimos ir descansar para aproveitar o último dia!

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Buenos Aires colorida – Dia 3 de 5

Buenos Aires, 4 de Janeiro de 2012.

O restaurante Talusi, na Florida com Av Marcelo Alvear, em uma Galeria bem na Praça San Martin está fechado. Fomos então ao restaurante Granix, na Galeria Guenger, na Florida. Ele é grande, não mais que o PicNic, mas é um restaurante no estilo “pague e coma a vontade” (a 46 pesos) ovo lacto vegetariano, que resolveu “compensar a falta de carne” com ovos e leite. Não há pratos veganos, a não ser que você fique só na salada. Muito injusto. Realmente, tamanho não é documento. Não valeu nem foto. Fica a recomendação de não perder o tempo indo lá.

Nossos estômagos foram salvos visitando novamente o Pic Nic no final da tarde. Pedimos os outros sanduíches do cardápio e um alfajoreo.

Turismo:

Nesse último dia de Bus Turísticos queríamos aproveitá-lo com o Caminito .O lugar é lindo e além de ser super acolhedor é um ótimo lugar para comprar lembranças. Mas pesquise. Há muitas coisas iguais com preços diferentes. As lojas do começo da rua costumam ser malis caras. Fica a dica.

O show de tango nas ruas é um espetáculo. Os dançarinos são super simpáticos e para quem quiser se aventurar eles dão aulas nas ruas que rendem muitas risadas.

Fomos ao Museu de Cera do Caminito. É cobrado 17 pesos para olhar um pequeno corredor de bonecos de cera. Não nos agradou. Tem algumas informações da cidade, se vc estiver com tempo de sobra pode ser um lugar a mais, mas não é fundamental.

Para fechar o dia decidimos comprar mais um dia de Bus Turístico, pois dois dias não foram suficientes para aproveitar tudo.  Então, no terceiro dia tínhamos que passar pelos pontos que faltavam. Aguardem o próximo post, pois está cheio de dicas de lugares e mais comida, é claro! =)


DICA EXTRA:
Não vale a pena comprar o pacote de roaming da TIM. Em Buenos Aires vende em bancas de jornal um cartão “Habla Mais Internacional” por apenas 10 pesos ou 30 pesos e vc fala por 20 minutos em média.

Buenos Aires de tango e futebol – Dia 2 de 5

Buenos Aires, 3 de Janeiro de 2012.

Dica: Compramos um bilhete de 48 horas no Bus Turístico, que fica na Florida com a Corriente. A melhor coisa a se fazer quando se está pela primeira vez na cidade. Você viaja tranquilo por praticamente todos os pontos importantes. Pode fazer o trajeto completo ou parar em um dos pontos e esperar outro Bus, eles passam em média de 20 em 20 minutos. Então se você quer utilizar o Bus Turístico, esteja com pesos (eles só aceitam essa forma de pagamento) e chegue no ponto de compra cedo para você não ficar ticket!

Nesse primeiro dia de passeio no Bus Turístico, passamos muito tempo no La Bombonera, pois fizemos questão de fazer visita guiada e aproveitar bem o estádio. Foi muuuuito legal ver todos os detalhes, saber das histórias, passar pelo gramado, grade, arquibancadas… O Bombonera e o time Boca Jrs têm muitas peculiaridades.

Almoçamos no Restaurante Bio em Palermo Velho. Andamos muito para encontrar o restaurante, mas valeu muito a pena. Ele é bem pequeno e charmosinho. Não é vegano, pois está caracterizado como restaurante natural, é orgânico. Possui ovos e leite no cardápio, mas a maior parte é vegana.

Apesar da apresentação do prato ser simples, o que se sente ao degustá-lo é algo surpreendente. Os sabores são incríveis. Vale pedir a sobremesa de torta crudívora de chocolate com framboesas. Realmente nos surpreendeu. Em média o total deu 70 pesos por pessoa.

DICAS:

Na Florida há muitos agentes que vendem pacotes de shows de Tango pela cidade. Essa foi uma ótima oportunidade, pois os valores que pesquisamos pela internet estavam muito mais caros, e o que compramos aqui tivemos orientação para a escolha da casa de Tango e ainda com translado para ir e voltar. Compramos um pacote apenas com o show, sem o jantar e bebidas liberada, que custaria apenas o dobro, porém não sabíamos se lá teria opções veganas, e realmente não tinha, só as saladas. Mas até valeria a pena pelas bebidas. Pagamos a parte o vinho que nos acompanhou no show.

Escolhemos uma casa tradicional em Buenos Aires, tombada como patrimônio cultural da cidade, e que tem uma apresentação mais clássica do Tango. O show foi lindo, encantador e divertido, valeu muito a pena.  O legal de ir no serviço de van deles é conhecer o pessoal que vai também, todos no mesmo clima! Conhecemos uma galerinha asiática que pediram foto (vide no slide show) e um casal de cearenses super animados! Show com translado foi 150 pesos.

Hola, Buenos Aires – Dia 1 de 5

Buenos Aires, 2 de Janeiro de 2012.

Entre ponte aérea, check-in, informações tortas, troca de moedas e etc; o primeiro dia acabou sendo corrido. Mas enfim chegamos em um sonho que estava no nosso planejamento há 2 anos pelo menos. A viagem a dois foi divertida e estávamos empolgados!

Lanchonete Pic Nic

Com toda pressa não daria para procurar um restaurante para almoçar, então acabamos indo em um fast-food e foi surpreendente! Pic Nic, restaurante vegano de 3 andares, bem localizado, decoração lindíssima e cardápio diversificado entre lanches, refeições, sucos orgânicos , frappes, entre outros.

Pedimos sanduíches bem diferentes com papas fritas, um frappe e um suco mistureba. Sinceramente, não lembro exatamente de que era nada. Só me lembro da delícia que era!

Veg Burguer no Pic Nic

É na Calle Florida, bem no Centro da cidade. Gastamos em média 50 pesos por pessoa.

Calor de BA e a Freddo

Deixe o que é ruim para trás! 😉

No final da tarde, como Buenos Aires está quentíssima nessa época, paramos na Freddo, sorveteria tradicional Argentina! Eles possuem opções sem leite! É só perguntar. Não necessariamente todos os de fruta são veganos. No primeiro dia que pedimos, as opções eram o de limão e o de morango. Em um outro dia, o de morango tinha leite e a opção vegana era o de maracujá. Uma delícia sem igual!Aguarde para os próximos posts dos dias seguintes com muitas dicas!

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