Conheça os 10 destinos mais vegetarianos do Brasil

O Vegetariando Por Aí listou os destinos mais veganos do Brasil para quem está de viagem, com base na oferta de estabelecimentos vegetarianos do Guia de Restaurantes 2014 da Revista Vegetarianos. As informações numéricas sobre estabelecimentos são de acordo com as cadastradas no site Happy Cow. Veja se o seu destino está na lista ou se algum te inspira. Se a sua cidade não está na lista, que tal mobilizar uma cooperativa vegana ou enviar dicas de pratos vegetarianos para alguns restaurantes e lanchonetes? Mesmo os que estão na lista, tem como base o Brasil que ainda tem muito o que crescer em relação a veganismo. Isso depende de cada um de nós. Compare aqui com os 10 mundiais.

Então vem ver:

1. São Paulo

A cidade possui oito doze restaurantes veganos e no total aproximadamente setenta lugares onde vegetarianos e veganos encontram algo elaborado para comer. São Paulo é a cidade mais vegetariana do Brasil e da América Latina.

Veja nossas descobertas  veganas de quando viajamos a São Paulo em 2013.

Pizza vegana (com queijo vegetal) do Lar Vegetariano Vegan. Foto: Laura Vegan

2. Rio de Janeiro

Pode não parecer, mas o Rio de Janeiro possui oito dez restaurantes veganos, concentrados no centro e zona sul da cidade. No entanto, um total de mais de 30 lugares com opções vegetarianas e veganas no cardápio. No Rio, o que mais temos carência são opções para a noite. O legal é que há muitos lugares orgânicos e que fazem pratos tipicamente brasileiros em versões veganas. Mas também se encontra muitos hamburgueres, sushis e indianos.

Veja nossas descobertas  veganas no Rio de Janeiro.

Feijoada vegana e caipirinha de gengibre no Vegetariano Social Club no Leblon.

3. Curitiba

Curitiba tem dois restaurantes veganos (Balarama e Semente de Girassol), além de um pub vegano ( Joaquim Pub ❤ ) e mais de vinte lugares com opções no cardápio. De cantina italiana, lojinha, bar de rock a carrocinha de hot dog na rua. Tem muitas opções para a noite. É possivelmente a cidade brasileira que mais cresce no vegetarianismo, junto com São Paulo e Porto Alegre.
Veja nossas descobertas  veganas de quando viajamos a Curitiba em 2012.
Sanduíche com glutadela no Semente de Girassol.

4. Porto Alegre

A cidade tem quatro sete estabelecimentos veganos e aproximadamente 25 lugares com opções no cardápio. Conhecer o Bonobo Cafe está em nossa lista. O Tiago já foi ao La Rouge Bistro e ao fast food vegano B Burguer e gostou muito! É muito interessante a diversidade da oferta e com qualidade.

Espetinhos de glúten com vegetais. Foto: Bonobo Cafe Vegano

5. Brasília

Sem restaurante vegano (infelizmente o Café Corbucci fechou) O único restaurante vegano é o Faz Bem Casa Vegana (lanchonete e hortifruti), mas tem uma confeitaria vegana, a Cannelle, inaugurada em dezembro de 2014. Possui sete estabelecimentos vegetarianos e um total de aproximadamente mais 15 lugares com opções. Dá pra pegar umas boas dicas no blog Distrito Vegetal também. Ah, e o restaurante universitário da UNB oferece sempre opção vegetariana no cardápio.
Pastel de palmito. Imagem ilustrativa.

6. Florianópolis

A cidade tem dois restaurantes veganos, seis vegetarianos e um total de aproximadamente 11 lugares com opções voltadas para vegetarianos no cardápio.

Strogonoff de cogumelos do Integral Orgânico. Foto: Aventure-se.

7. Salvador

 
Tem o Rango Vegan como único restaurante vegano da cidade, três restaurantes vegetarianos e aproximadamente dez lugares com opções no cardápio. No vegetariano Health Valley Brasil, o dono é de Gana, tem comida africana e moqueca de maxixe para saborear.
Moqueca vegana. Imagem ilustrativa.

8. Recife

Muita tapioca, cuscuz no leite de coco, inhame cozido e suco de caju são típicos de Recife. Mas você também encontra nos restaurantes vegetarianos de lá, pratos com carne de jaca que é uma delícia. Recife não tem restaurante vegano e dois vegetarianos (Cantina vegetariana e O vegetariano). Mas há aproximadamente mais 10 lugares com ótimas opções veganas, como o Papaya Verde e o japonês Yohei. Os recifenses sabem cozinhar!

Veja 16 lugares com comida vegana que descobrimos em Recife.

9. Campinas

Campinas conta com um dois restaurantes veganos (Vegetalle e o novo Ala Verde), quatro vegetarianos e uma rotissaria vegana (VegVida).

Torta de legumes e palmito do Vegetalle

10. Belo Horizonte

Tem um novo e único restaurante vegano (Cafe com Gentileza), seis restaurantes vegetarianos, um carrinho de lanches vegano (Carro Vegano) e aproximadamente sete estabelecimentos com opções no cardápio.

Hamburguer vegano do Carro de lanches vegetarianos BH

Atualizado em 27/01/15

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Os 10 melhores destinos do mundo para vegetarianos.
Veja 5 pratos típicos veganos do Brasil.

Conheça 6 food trucks vegano no Brasil e Chile.

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5 comidas típicas e veganas do Brasil

O Brasil tem uma rica e diferenciada culinária herdada principalmente dos indígenas (uso de mandioca, etc.) e dos africanos. A gastronomia faz parte da cultura, e assim como ela, está em constante mudança por meio das interações e questões políticas e sociais. Descobrir novos paladares é se aventurar em novas sensações estimulantes e marcantes. Aqui descrevemos cinco releituras veganas de comidas típicas brasileiras que já provamos  em viagens por aí, e onde as encontramos. Você não pode deixar de provar! Tem sua predileta, ou lugar/receita especial? Conta pra gente nos comentários!
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1. Moqueca com pirão (Paraty)
Prato de origens indígenas típico do Espírito Santo, mas também popular na Bahia, é um cozido mo leite de coco e dendê (este último, na versão baiana), feito e servido especialmente em tacho de barro. Com o caldo da moqueca e a farinha de mandioca, se faz o pirão.
Moqueca vegana de banana da terra, palmito e pimenta de bico. Foto: Vegetariando por aí

Encontramos aqui.

2. Feijoada (Rio)
De origem africana, é o prato brasileiro mais famoso. a feijoada é um guisado onde uma variedade de defumados e/ou legumes são cozidos no feijão. Na feijoada pode ir tofu defumado, proteína texturizada de soja grande, shitake, cenoura, glutadela, linguiça e salsicha vegetal, seitan e uma variedade de legumes.
Feijoada completa. Foto: Vegetariando por aí

Encontramos aqui.

3. Coxinha de jaca verde (São Paulo)
Típica dos botecos de São Paulo, difundida em todo o Brasil, e presença constante em festas, a coxinha é um salgadinho frito. Uma massa de farinha de trigo recheada com pts de soja refogada com azeitonas e tomates, mas interessante mesmo são os recheios de jaca verde desfiada. Em São Paulo dá pra encontrar as coxinhas de jaca verde em vários lugares. Veja aqui alguns. Já em Curitiba, há a versão assada chamada pingo vegano. E no Rio de Janeiro o lançamento do Bela Coxinha.

Coxinha de jaca verde. Foto: Andreia Franco / Jaca Verde

Encontramos aqui.

4. Bobó (Rio e Alagoas)
Purê de aipim, misturado com leite de coco, dendê e nesse caso, os shitakes refogados.

Bobó de shitake. Foto: Vegetariano Social Clube no Rio

Encontramos aqui.

5.  Tapioca (Pará e Alagoas)
De origem indígena no norte do país, também conhecida como beiju, é feita com a fécula extraída da mandioca. O recheio tradicional é com coco ralado.

Tapioca molhada no leite de coco e coco ralado. Foto: Vegetariando por aí

Encontramos aqui.

EXTRA:

Pão de queijo de batata.
Apesar do nome, o pão de queijo, iguaria de Minas Gerais, tem seu gosto típico não do queijo, mas novamente da mandioca, tão presente na nossa culinária.  Ele é feito com polvilho doce e azedo, que é fécula de mandioca. Segue de brinde a receita que é bem fácil! Abaixo.

2 xícaras de polvilho doce

1/2 xícara de polvilho azedo

1 + 1/2 xícaras de pure de batata (inglesa, mandioquinha, doce, etc.)

1/3 de xícara de óleo vegetal

1/4 de xícara de água morna

sal a gosto

1 colher de chá de fermento em pó

Adicione todos os ingredientes numa tigela grande. Misture e amasse tudo com as mãos. Depois faça bolinhas e coloque para assar em fogo baixo por 40 minutos. Coloque em forma untada e com uma distância de um para outro para crescerem.

Escrito por: Daniele de Miranda – Vegetariando por aí.

Paraty para vegetarianos

Estamos de volta a um lugar que gostamos muito: Paraty, cidade litorânea a 2 horas de Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro. A cidade possui o Centro Histórico com casas coloniais e ruas de pedra sem circulação de carros, um dos maiores destinos turísticos do país. Essas casas históricas abrigam hoje pousadas, restaurantes, ateliês e lojas de cachaças de produção local e artesanal.
artesanato paraty

Assim que chegamos, antes de ir para a pousada, paramos no Istambul para almoçar, pois ele fica bem próximo a rodoviária. É um restaurante turco pequeno e muito bonito. Se você caçar no menu e pedir pra tirar um iogurte aqui e um queijo acolá, perguntar se a massa em questão leva ovo ou leite, consegue encontrar ou elaborar algo vegano. Comemos kebab de falafel e de legumes refogados e hummus com pão sírio. Ah, e claro, fechamos com o café turco, aquele que vem com borra e você lê o seu futuro no desenho que ela forma da xícara.

Kebab de falafel e hummus no Istambul

Kebab de falafel e hummus no Istambul

À noite, procuramos pelo que seria o único restaurante vegetariano de Paraty, o indiano Ganges. Não temos boas notícias. Paraty não tem mais nenhum restaurante vegetariano. O destino então nos levou ao requisitado Margarida Café. Não é barato, mas vale a pena por ser a melhor noite do centro histórico (para quem curte balada, fica a dica do Paraty 33), com ótima música ao vivo, decoração, ambiente, atendimento, seleção de bebidas e a melhor pizza que já provamos! Sim, pizza. Não, não há pizza vegana no menu. Aliás, não há nada especialmente vegano no menu do Margarida, mas a variedade de ingredientes nas pizzas nos chamou a atenção. Há várias combinações sem carnes de animais. Escolhemos a “pizzaiolo” que vem com molho de tomates frescos, azeitonas, shimeji, shitake e champignon, e pedimos para não colocar o queijo. O garçom confirmou que a massa, como costuma ser, não continha leite ou ovos. Resultado, uma pizza vegana suculenta e saborosa.

Paraty 2012 Pizza de cogumelos do Margarida Café
O almoço do dia seguinte foi no Restaurante Arpoador, na Rua da Matriz. Eles tem uma moqueca vegetariana, acompanhada de arroz e um inacreditavelmente delicioso pirão. Tudo vegano, já que a moqueca é temperada no dendê e o pirão é feito com o próprio caldo da moqueca de legumes com a farinha de mandioca. Tudo muito bom! Mas uma dica, a porção para dois deles, vale para um batalhão. Se estiver em dois, peça para um.

Moqueca vegetariana do restaurante Arpoador

Moqueca vegetariana do restaurante Arpoador

As praias e ilhas de Paraty fazem parte da Baía de Ilha Grande e são paradisíacas.  Como pelo visto não estamos tendo muita sorte na escolha de data para viajar ao litoral, passamos por dias nublados. No entanto, em nossa última visita fizemos um passeio de saveiro, que passou em algumas praias e ilhas para mergulho, e é simplesmente o máximo! Água, areia, vegetação… tudo exemplo da perfeição da natureza. De maneira nenhuma, com tempo bom, deixe de visitar essas praias fora do centro. Na Praça do Chafariz há lugares para comprar o passeio que custa em média R$40,00 por pessoa, incluindo consumação de frutas a bordo.

Tiago relaxando em alguma praia de Paraty em 2009.

Tiago relaxando em alguma praia de Paraty em 2009.

E perto da Praça do Chafariz, seguindo a Av. Roberto Silveira, encontrará a Sorveterapia, com sorvetes naturais, sem gordura hidrogenada e os de frutas são sem leite animal, portanto, sorvete vegano! Lá também costuma ter sabores exóticos como melissa e erva cidreira, mas estão em falta. Não é muito barato, ele é self service e umas 5 bolinhas custou em torno de oito reais! Mas encontrar sorvete vegano sempre vale a pena!

Sorvete sem lactose e natural, vegano, no Sorveterapia.

Sorvete sem lactose e natural, vegano, no Sorveterapia.

A pedida do centro histórico de Paraty é andar muito e com tranquilidade! E é muito prazeroso fazer isso por lá, já que as ruas são lindas e cheias de história. Lamentável é ver que a escravidão ainda não acabou em Paraty por meio das charretes. De vez em quando o encanto é cortado por uma charrete passando. Um cavalo escravizado forçando os músculos do pescoço e o corpo todo fatigado amarrado a um monte de apetrechos que o imobilizam, forçam e o atrelam a carroça como se fosse uma extensão macabra de seu corpo apropriado, a alma apática e a vida usurpada para carregar alguns turistas que teimam em não ter apatia, senso crítico e de justiça. Alguns, antes de subir ou depois, ainda tiram fotos, como se isso fosse algo belo a se ter orgulho e registrar para a posteridade. Também tiramos algumas fotos, mas não para mostrar a charrete, como muitos vêem. Mas para mostrar que ali no meio daqueles ferros e madeiras, debaixo de amarras e chicotes, há alguém, não uma coisa. Esperamos que um dia os vejam como tal, e os libertem dessa escravidão.

Centro Histórico de Paraty

Centro Histórico de Paraty

Cavalos escravizado em charrete de Paraty

Cavalos escravizados em charrete de Paraty

A noite jantamos no Flor do Rio, onde ficava o Grão da Terra, restaurante vegetariano que agora só faz entregas e não tem espaço físico. O Flor do Rio fica a beira do Rio Perequê-açú bem ao lado da segunda ponte que o atravessa. Não é um restaurante vegetariano, como chegamos a ler na internet. Há muitos pratos com carnes e outros com queijos, inclusive coalho, que usa enzinas digestivas. No entanto, há como pedir para preparar sem queijo e foram os pratos que mais apreciamos em Paraty, dentre as outras ótimas opções. Foi um risoto de pupunha e um escondidinho de cogumelos, feito com batata baroa, que acompanha arroz integral e uma caprichada salada.  De aperitivo, uma caipirinha de abacaxi com pimenta dedo de moça e uma Gabriela, que é cachaça com cravo e canela.

Risoto de pupunha e escondidinho de cogumelos no Flor do Rio

Risoto de pupunha e escondidinho de cogumelos no Flor do Rio

O almoço do último dia foi no elegante Banana da Terra, na Rua Dr Samuel Costa. Fizemos questão pela moqueca vegetariana diferenciada, feita com banana, palmito e pimenta de bico. Já o acompanhamento é arroz e uma farofa que pedimos para ser feita no azeite, mas eles disseram que ela já fica pronta e é feita com manteiga. De qualquer forma, ela não faz falta. Valeu experimentar, mas a moqueca do Arpoador também é muito boa e sai bem mais em conta.

Moqueca vegetariana no Banana da Terra

Moqueca vegetariana no Banana da Terra

Como última dica, lemos que o bar restaurante O Café teria sempre uma opção vegetariana do dia, e uma lasanha de legumes com massa de palmito. O procuramos na Praça da Matriz, mas ele mudou de endereço. Fica a dica para quem for à Paraty procurar por ele. Está fora do Centro Histórico, mas não muito longe, na Rua Marechal Santos Dias, a meio quilômetro da Praça do Chafariz.
Fechamos com as fotos que vimos em uma exposição no Centro Cultural, onde uma câmera fotográfica foi dada a algumas crianças de Paraty para eles capturarem o que preferissem. Nos chamou a atenção as fotos de 3 meninos, o Felipe Maurício Rocha de 8 anos, o Keven Caique de 10 anos  e o Gilliardson Barcelon de 11 anos. Eles voltaram seus olhos para cães e gatos nas ruas e em casebres da cidade. Nota-se uma sensibilidade aflorada no olhar dessas crianças, e a importância de dar suporte e incentivar isso, para que não se perca ao longo da vida.

Felipe, de 8 anos, fotografa cão andando nas ruas de Paraty

Felipe, de 8 anos, fotografa cão andando nas ruas de Paraty

Saiba mais sobre a escravidão de animais em carroças e charretes e soluções AQUI.

Material de Direitos Animais para crianças do Projeto Ulinha AQUI.

PS: Há uma pousada vegetariana em Paraty! A Solar D’Alcina Pousada. Usam inclusive a palavra vegan no site! Uma pena termos descoberto depois de reservarmos outra. http://www.solardalcina.com.br/

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