Roteiro vegano, o barroco, a idade média e o oriente em Recife e Olinda

Como não amar o nordeste? Quando fomos a Alagoas ano passado, ficamos maravilhados. Mergulhar no litoral nordestino é uma experiência que desejamos repetir mais vezes e que todos possam ter um dia na vida.
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Já Recife, capital de Pernambuco, é uma das maiores metrópoles do Brasil, onde a escravidão para tração animal está sendo abolida, e terra de Paulo Freire, do frevo, maracatu e manguebeat. Nessa cidade também dá para aproveitar muito da cultura, que está melhor preservada tanto no centro histórico, quanto na cidade próxima, Olinda, a apenas 7 km de distância.
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Recife é assim chamada por causa dos “arrecifes”, grande barreira rochosa de arenito que se estende por toda a sua costa, formando piscinas naturais.  Também é chamada de “Veneza brasileira”, já que possui uma paisagem cortada por pontes, canais e rios. Dá até para conhecer a cidade por um passeio de catamarã que ficam oferendo no Marco Zero.
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A tia do Tiago mora em Recife, e o lanche típico de boas vindas foi muita tapioca, cuscus no leite de coco, inhame cozido e café. A fruta típica é  caju. Bom demais!
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ONDE PASSEAMOS
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– Praia de Boa Viagem:
A praia é muito bonita, só não é indicado atravessar a barreira de recifes. Devido a obras e outras interferências humanas no ecossistema (aterros para o Porto de Suape, desvio de nutrientes do rio com a construção do quebra-mar, despejo de restos de peixes no mar pela pesca, etc.), tubarões* podem chegar mais próximo do litoral de Recife. No entanto, acidentes com tubarões são situações extremamente raras.
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Alguns começaram a criar uma cultura do medo e do ódio, tentando levar a população ao desespero e fortalecer uma chacina de tubarões que já ocorre no mundo, levando esses animais sencientes e importantes para o equilíbrio do ecossistema marítimo, a uma situação alarmante. No mundo, são mortos aproximadamente 100 milhões de tubarões por ano, enquanto a média de pessoas mortas por mordidas de tubarão é inferior a cinco. Acidentes com águas vivas, cocos, bebidas alcoólicas e afogamentos são bem mais comuns nas praias.
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– Recife antigo:
Rua Bom Jesus, Embaixada dos bonecos, Marco Zero, Paço do Frevo…
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– Casa da Cultura
Antiga casa de detenção, a celas se tornaram lojinhas de artesanato local.
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– Museu da Abolição
Um dos raros museus do Brasil a contemplar essa história.
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– Olinda:
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– Brennand:
Museu particular sobre idade medieval. Com esculturas, armaduras, quadros… É bem impressionante. A estátua de Rodin é original. A oitava das 24 feitas por ele em bronze.
Pernambuco tem muitos lugares maravilhosos para conhecer. E estando em Recife, você pode aproveitar para conhecer outras cidades próximas, como Olinda. Como essa viagem foi curta e sem muito planejamento, então, apesar de fazermos muita coisa legal, não deu pra fazer tudo o que gostaríamos. Aproveite para ir a Praia dos Carneiros, a duas horas de Recife. As agências vendem o passeio.
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ONDE COMEMOS
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Papaya Verde
Almoçamos (mas tem ceia): Fomos achando que era um restaurante  vegetariano. Não é. Mas possui muitos pratos veganos e deliciosos. Lá experimentamos uma das melhores comidas. O pure de mandioquinha com alga nori é de lembrar pra sempre. Tinha muito seitan acebolado também (a Dani pira!).
O pião pira!

Rua Santo Elias, 409 – Espinheiro

O Vegetariano
Almoçamos: Restaurante lacto com indicação de quais pratos são veganos. Tem ensopado de carne de jaca!!! E uma pizza de tofu deliciosa. Lá também vende glutadela e o típico refrigerante Cajuína.
Rua Dom Pedro Henrique, 153, Soledade.
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Yohei Sushi
Jantamos: Era uma noite que chovia muito, as ruas de Recife alagaram e o trânsito parou. Pedimos delivery do combo vegetariano, com legumes e cogumelos. Um combo por pessoa. Muito bom!

Rua João Tude de Melo, 77 – Lojas 28/29 | Shopping Parnamirim

Empório Vegetal

Almoçamos: Restaurante ovolactovegetariano. No cardápio tem carne de jaca e feijoada vegetariana, dentre outras delícias.

Foto: Empório Vegetal

Rua Capitão Rebelinho, 696 – Pina

Restaurante Burgogui
Jantamos: Restaurante coreano com um dos pratos principais, o churrasco coreano, feito na versão com shitake.  De entrada vem missoshiro, sopa de soja que adoramos. Outros podem ser adaptados. Esse churrasco é delicioso e tem um jeito especial para comer. O atendimento é muito atencioso.
Rua Venezuela, 153, Espinheiro
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Cozinha Divida 
Almoçamos: Restaurante lactovegetariano em Olinda. O prato é R$13,00 e tem duas opções por dia. a feijoada tinha provolone, então escolhemos a lentilha, muito gostosa. E vem com um bolinho de soja muito bom também. E bem temperados no curry. Depois pedimos um picolé Della Fruta que é fabricado em Recife. Os de graviola e de cajá são sem lactose.
Av. Sigismundo Gonçalves, 290 Olinda
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ONDE COMER MAIS
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Cantina Vegetariana (ovolactovegetariano)
Rua Arsenio Calaca 102, San Martin
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Casa do Naturista (ovolactovegetariano)
Rua 24 Maio, 90, Santo Antônio.
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Confraria do Sanduba
Tem opção de sanduba vegetariano. Não tem leite no pão, nem ovo no hambúrguer. Pedir sem queijo coalho.
Rua Real da Torre, 1070 – Torre
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Restaurante Vida longa (lactovegetariano)
Tem carne de jaca assada com shoyo!
Rua 7 de Setembro, 428 – Centro
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Sorveteria Santo Doce
Rua Doze de Outubro, 15 – Aflitos
Tem sorvetes da marca alagoana Bali. Muito sabores são à base de água. Provamos dele em Maceió.
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Chinês vegetariano (Tian Chu)
Rua Martins Júnior nº 59 – Boa Vista
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Udon Cozinha Oriental
Tem muitas opções vegetarianas sinalizadas no cardápio.
Rua Raimundo Freixeiras, 175.
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Green Vegetariano
Rua Gervasio Pires 577.
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Centro Naturista Oasis
Avenida Norte 3028 – Encruzilhada
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Veggie Restaurante (ovolactovegetariano)
Av. Conselheiro Rosa e Silva, 1460 Empresarial Etc. – Aflitos.

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Blue Temakeria (Tem temaki vegano).

Estrada das Ubaias, 289, Casa Forte

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Mixirica Olinda (Tem burguer de soja e legumes).

Av Getulio Vargas, 1128 – Olinda.

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GRUPOS DE DEFESA ANIMAL QUE ATUAM EM RECIFE:
Fotos: Vegetariando por aí
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Vegetariando por Buenos Aires: do tango ao rango.

Olá, amigas e amigos do Vegetariando por aí! Como é bom tê-los sempre conosco! Nesse post, falaremos sobre Buenos Aires, que foi nosso primeiro destino registrado, o que deu origem ao nosso blog! No entanto, estávamos empolgados e acabamos por dividi-lo em cinco posts distintos! Portanto, agora decidimos fazer um resumo (será?) e transformar em um único post, mais fácil de ser acessado.

Após, conexões, trocas de moeda e muitas informações, enfim chegamos maravilhados a Buenos Aires, a cidade mais europeia da América Latina! Nos hospedamos no centro, em um hotel muito bem localizado na Plaza San Martín, perto da Calle Florida, que é a rua de comércio mais movimentada da cidade. Como estávamos famintos, a meta era descobrir onde parar para comer algo, e encontramos na própria Calle Florida com a Diagonal Norte, o restaurante vegano que seria o nosso xodó e salvação durante a viagem: Picnic.

O nome pequeno não condiz com o tamanho do lugar. É um restaurante de três andares! No entanto, a palavra simples e que transmite informalidade passa uma boa imagem do que encontramos lá. Note que simplicidade se distingue de comum. O restaurante não tem garçons (você pede, paga e pega no balcão), tem uma decoração criativa, colorida, moderna e linda, e o cardápio tem opções de almoço, sucos orgânicos, lanche e cafés. Tudo vegano!

Pedimos sanduíches bem diferentes com papas fritas, um frappe e um suco mistureba. Sinceramente, não lembro exatamente de que era nada, só que era uta delícia! Gastamos em médica 50 pesos por pessoa.

Na manhã seguinte fomos ao ponto inicial do Bus Turístico, que fica na Av Corrientes, perto do Picnic, e compramos nossos tíquetes. É a melhor coisa a se fazer quando se está pela primeira vez na cidade. Você viaja tranquilo por praticamente todos os pontos importantes. Pode fazer o trajeto completo ou parar em um dos pontos e esperar outro Bus, que passa em média de 20 em 20 minutos. Então se você quer utilizar o Bus Turístico, esteja com pesos (eles só aceitam essa forma de pagamento) e chegue no ponto de compra cedo!

Nesse primeiro dia de passeio no Bus Turístico, passamos muito tempo no La Bombonera, pois fizemos questão de fazer visita guiada e aproveitar bem o estádio. Foi muito legal ver todos os detalhes, saber das histórias, pisar no gramado, se agarrar na grade da geral, arquibancadas, bancos reservados,… O Bombonera e o time Boca Jrs têm muitas peculiaridades.

Depois, almoçamos no Restaurante Bio em Palermo Velho. Andamos muito para encontrar o restaurante, mas valeu muito a pena. No entanto, em viagem tempo é dinheiro, portanto, a dica é pegar um taxi para chegar até ele. Ele é bem pequeno e charmoso. É um restaurante natural e orgânico a la carte que possui muitas opções veganas no cardápio, inclusive devidamente marcadas.

Apesar da apresentação do prato ser simples, o que se sente ao degustá-lo é algo surpreendente. Os sabores são incríveis. Vale pedir a sobremesa de torta crudívora de chocolate com framboesas. Realmente nos surpreendeu. Em média 70 pesos por pessoa.

De volta a Florida, encontramos agentes que vendem pacotes para shows em casas de tango. Essa foi uma ótima oportunidade, pois os valores que pesquisamos pela internet estavam muito mais caros, e o que compramos tivemos orientação para a escolha da casa de Tango e ainda van pegando e deixando no hotel. Compramos um pacote apenas com o show, sem o jantar e bebidas, que custaria apenas o dobro, porém não sabíamos se lá teria opções veganas, e realmente não tinha, só as saladas. No entanto, valeria a pena pelas bebidas, que são bem mais caras. Pagamos a parte o vinho que nos acompanhou no show (veja nosso post sobre vinhos veganos).
Escolhemos uma casa tradicional em Buenos Aires, tombada como patrimônio cultural da cidade, e que tem uma apresentação mais clássica do Tango. O show foi lindo, encantador e divertido.  O legal de ir no serviço de van deles é conhecer o pessoal que vai junto, todos no mesmo clima! Conhecemos uma galerinha asiática que pediram foto e um casal de cearenses super animados! Show com translado foi 150 pesos.

No dia seguinte saímos tarde do hotel e preferimos adiantar o almoço para depois passar o dia rodando pelos pontos turísticos com o ônibus especial. Procuramos o restaurante Talusi, na Florida com Av Marcelo Alvear, em uma Galeria bem na Praça San Martin, mas ele fechou. Fomos então ao restaurante Granix, na Galeria Guenger, na Florida. Ele é grande, não mais que o PicNic, mas é um restaurante no estilo “pague e coma a vontade” (a 46 pesos) ovo lacto vegetariano, que resolveu “compensar a falta de carne” com ovos e leite. Não há pratos veganos, a não ser que você fique só na salada. Não valeu nem foto.

Nesse último dia de Bus Turísticos queríamos aproveitá-lo com o Caminito. O lugar é lindo, artístico e ótimo para comprar as lembranças. Mas pesquise, pois há muitas coisas iguais com preços diferentes. As lojas do começo da rua costumam ser mais caras. O show de tango nas ruas é um espetáculo. Os dançarinos são super simpáticos e para quem quiser se aventurar eles dão aulas nas ruas que rendem muitas risadas.

Fomos ao Museu de Cera do Caminito. É cobrado 17 pesos para olhar um pequeno corredor de bonecos de cera com algumas informações da cidade, mas que não nos agradou. Se você estiver com tempo de sobra pode ser um lugar a mais, mas não é fundamental.

Na volta, já no final da tarde, nossos estômagos foram salvos visitando novamente o Pic Nic. Pedimos os outros sanduíches do cardápio, um com falafel, e um alfajoreo.

Começamos o penúltimo dia comprando mais um ticket para o Bus Turístico porque ainda tinha muito a ser visto e o tempo estava passando muito rápido. Depois disso, como todo bom vegetariano fomos em busca de novos restaurantes. Os alvos foram o Onda Verde e o Sattva, que ficam um ao lado do outro, na Montevideo com a Corrientes. Mas, para a nossa infelicidade o Onda Verde passou o ponto e o Sattva estava fechado para férias. Resolvemos segurar a fome e seguimos para o nosso roteiro do dia, pois tínhamos que aproveitar a cidade ao máximo. Ainda a pé pelo centro, começamos pela Manzana de las luces, que por ser muito cedo, estava sem turista algum! A vontade era de ficar o dia inteiro, curtindo a sombra e a música ambiente. Saindo de lá caminhamos para os pontos mais corriqueiros: obelisco, casa rosada, plaza de mayo, teatro colón e nossa, cansa só de lembrar!

Depois desse tour Express, pegamos o Bus até o MALBA (Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires), com entrada a 25 pesos. A Daniele estava ansiosa para encontrar com a Frida, portanto, apesar da pressa do Tiago, consideramos uma parada importante para apreciar grandes pintores latinos, entre eles os brasileiros (com muito orgulho) Tarsila, Portinari e Di Cavalcanti. Foi de arrepiar.

De lá, visitamos o lindo Jardim Japonês (15 pesos para entrar). O lugar tem o perfeccionismo da cultura japonesa, com jardins minuciosamente esculpidos e cuidados. Lá dentro tem um restaurante japonês cheio e não muito em conta, onde acabamos por comer, por não ter encontrado nada antes. Pedimos enrolados de abacate, cenoura, pepino e shitake. Geralmente é o futomaki e pedimos para tirar o kani.

Saindo do Jardim, o nosso planejamento era seguir para o Cemitério da Recoleta, mas essa parada era bem próxima a Universidade de Direito, ao Museu de Belas artes (com entrada gratuita) e a Floralis Genéris, que é um monumento impressionante!  Agora sim era hora do tão esperado Cemitério da Recoleta. Tudo encaixaria bem, se não fosse uma surpresa nada grata: ele fecha às 17h e chegamos 10 minutos depois. Aproveitamos então para tomar um sorvete sem leite na famosa e tradicional Freddo, pois há uma grande na frente do cemitério.

Ao anoitecer, vimos os fogos do dia de reis na Ponte de la Mujer, na charmosa Puerto Madero. E é engraçado como os fogos deles são mais silenciosos que os nossos! rs. Eram mais luzes e menos barulho. Vale a pena aproveitar o clima noturno da ponte, uma leve brisa e ficar sentado olhando e relaxando com a paisagem. Mas a noite argentina realmente começa muito tarde. Era 1:00 da manhã quando saímos da ponte e as casas noturnas não estavam nem esquentando. Preferimos ir descansar para aproveitar o último dia!

Esse dia já amanheceu com um gostinho de saudade. Mas não deixamos nos abater, pois tínhamos uma pendência a pagar, conhecer o Cemitério da Recoleta. Como não tínhamos mais tempo a perder, pegamos um taxi e em menos de 10 minutos estávamos lá. Um lugar único na América latina, com uma arquitetura impressionante. É um passeio exótico caminhar entre caixões e mausoléus centenários, todos de famílias tradicionais e personalidades como presidentes e a própria Evita Perón. Isso nos faz lembrar que matéria é apenas matéria, o que fica é realmente o que construímos em vida.

O mais interessante são as belíssimas esculturas de arcanjos, querubins e rosáceas, cada uma com seu significado, como o de proteger os que ali descansam em paz. Uma surpresa foi encontrar um mausoléu com as fotos de toda a família ali sepultada e entre elas, a do cachorro, demonstrando que ele realmente fazia parte da família. Muito digno e respeitoso. Uma sepultura que nos chamou a atenção foi a da Liliana Crociati de Szaszak (1944-1970), jovem de 26 anos. O túmulo foi projetado por sua mãe no estilo gótico. Adjacente à tumba, há um “pódio” de pedra com uma estátua em tamanho real de Liliana. Após a morte do cão Sabú, amigo da moça, o artista esculpiu uma estátua dele e a pôs ao lado da estátua de sua tutora, cuja mão resta acariciando a sua cabeça. Foi um passeio muito interessante.

Na volta, almoçamos novamente no Pic Nic.  A diferença é que antes sempre chegávamos lá na hora do lanche, e já não estavam mais servindo refeições. Dessa vez, bem no horário de almoço, o lugar estava cheio! Pedimos os risotos da casa. Um com tofú e outro ao curry. Diferente do que somos acostumados no Brasil, esses são mais secos, mas gostosos. Não pedimos a salada, mas pareceu ser uma ótima opção para os dias de sol intenso. Também aproveitamos para experimentar os sucos, que são de produção da casa e 100% orgânicos. Adoramos o de laranja com gengibre!

Após o nosso último prato, conseguimos ir bem calmamente para o aeroporto. E quem sabe um dia voltaremos para experimentar os outros restaurantes que não achamos ou simplesmente para rever os que adoramos. Adiós, querida Buenos Aires! E até o próximo destino, amig@s!

Vegetariando e festejando pelo VegFest em Curitiba



Estamos de volta para mais um destino do Vegetariando Por Aí, e dessa vez não foi só turismo! Esse final do mês de Setembro voltamos a Curitiba para o maior congresso vegetariano da América Latina, o VegFest. A Dani, que também é coordenadora da União Libertária Animal(ULA), tinha uma missão: honrar o convite de ser uma das palestrantes e compartilhar informações de qualidade sobre Direitos Animais para crianças com quem dedicasse seu tempo a ouvi-la. Olha a responsa! Mas correu tudo super bem, sala cheia de pessoas incríveis e nossa gratidão por estarem lá compartilhando esse momento.


Foto: Felipe Di Pietro
A ansiedade disso se mesclava a de encontrar pessoas que motivam, inspiram e orientam. Isso incluía as pessoas por trás de projetos como Instituto Nina Rosa, Anda News, Vista-se, escritores e muitos outros. A programação estava ótima. Demos preferência a dois assuntos que estão em ascensão e que nos interessam, o empreendedorismo social, e a educação humanitária e vegetarianismo para crianças. Mas ainda tinham conteúdos sobre ativismo, nutrição e arte. Para se ter uma ideia, fomos brindados com uma apresentação intimista do músico Osmar Barutti, integrante do Sexteto do Jô Soares e vegetariano.


Os três primeiros dias de VegFest ocorreram no campus agrárias da UFPR, e nesse período foi oferecido alimentação vegana no restaurante universitário. Ao que parece, diante do diálogo e da prática bem sucedida, essa opção vegana continuará. O que é um grande avanço tanto para a oferta de alimentação inclusiva, ética e saudável, quanto para a progressão de que um dia não seja mais uma opção, mas o habitual.

No local também tinha uma feira com diversos estandes! A maioria de lanches para saciar a voracidade vegana. Lá encontramos muita gente legal, com projetos incríveis.  De cupcakes veganos doces e salgados da Waleskups de Santa Maria (RS), aos hamburgueres, pingos (versão melhorada da tal coxinha. Esse é vegano e assado, apesar de parecer frito!) e a melhor pizza vegana da Terra, preparados com muito amor pelo Andrey e Ana Luiza. Esses últimos nem conseguimos tirar foto antes de comer, mas podem ser encontrados na Quitanda do Geraldo ou VegAninha em Curitiba. 

A noite passamos no Barba Hamburgueria, um espaço cheio, com decoração alternativa, rock e opção de hamburgueres veganos com queijo vegetal (nesse caso é necessário dizer que é vegano e solicitar a troca). Além do tradicional de soja, um dos sabores é de beterraba com feijão, que é mais cremoso e muito delicioso. A Dani adora essas misturas inusitadas, então a pedida foi certa!

Na segunda noite continuamos no estilo fast food e comemos cachorro quente vegano da barraquinha Superdog, que fica em frente a cantina italiana Originalle, da qual falamos no nosso primeiro post sobre Curitiba AQUI, pois ela tem uma seleção vegana no menu. Esse cachorro quente tem várias versões a escolher, e costuma ter, além da salsicha vegetal, palmito, pure, vegarella, etc. É muito bom! E esse também não deu tempo para a foto!
No dia seguinte visitamos o recém lançado Veg Veg, que é um empório vegetariano. A loja tem uma decoração charmosa, rica em detalhes e com muitos produtos veganos, como os sorvetes e queijos da Tofutti, salsichas, pastinhas… tudo 100% vegetal! Na mesma galeria tem uma creperia que incorporou sabores veganos graças a investida do pessoal do Veg Veg! Por isso sempre sugerimos que insista para que os estabelecimentos tenham opções veganas e mostrem possibilidades. Essa é uma boa maneira de mostrar que há procura e quem sabe teremos ainda mais estabelecimentos com cardápio vegano!  Lá provamos um muito gostoso, de Mandiokejo, tomate e palmito! 

No penúltimo dia almoçamos no Ohana, restaurante a quilo na praça de alimentação de orgânicos do Mercado Municipal. Ele não é vegetariano, mas tem ótima oferta de alimentos, e sem o péssimo hábito de misturar coisas de origem animal nos legumes. Depois, um cafezinho no Les Caffés Especiais, também no Mercado Municipal. Lá tem cappucino vegano e outros cafés elaborados.

Já no último dia o almoço foi no Bouquet Garni, que é ovolactovegetariano, mas tem a feijoada vegana mais deliciosa dentre as tantas gostosas que já comemos. O prato da foto é da Dani, com as misturas de sempre. Esse restaurante é um dos maiores que conhecemos. Tem dois andares, mini market, sofás… No domingo estava com buffet livre. Bem legal!


Gostaríamos de ter conhecido o Semente de Girassol, mas não deu tempo. O lugar parece ser muito interessante. E quem quiser mais dicas veganas de Curitiba, incluindo passeios dos quais não conseguimos fazer dessa vez, poder ver AQUI como foi nossa viagem ano passado. Curitiba é a cidade com mais opções veganas que encontramos, incluindo opções para a noite que é mais difícil de ter.
Essas experiências foram incríveis! Mas é engraçado como no fim o que mais nos tocou foi o menos planejado e mais simples: reencontrar/conhecer, criar laços e passar ótimos momentos de forma tão natural com pessoas maravilhosas que encontramos pelo ativismo de Direitos Animais. E claro, faltaram algumas pessoas especiais que gostaríamos que estivessem lá conosco também! 

Nosso agradecimento a quem nos presenteou com sua companhia, a Sociedade Vegetariana Brasileira – SVB pelo convite e por terem realizado esse maravilhoso evento com grandes oportunidades de conhecimento, encontros, trocas e inspirações. Saímos muito mais motivados e capacitados para continuarmos na defesa animal. Em 2015 será em Recife! Guardem nosso lugar aí! Tem mais dicas? Comenta e compartilha aqui com a gente! Um mundo vegano de paz e respeito é possível e mais feliz!
“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.” Antoine de Saint-Exupéry
Nosso agradecimento especial ao ativista e amigo Paulo Guilherme Pinguim do Divers for Sharks, que está para o que der e vir, do Rio a Curitiba, do protesto a comemoração! Esse espaço final, sempre dedicado a indicação de projetos pelos animais dentro do contexto do post, vai especialmente para esse trabalho incrível e incansável em prol dos tubarões, tão perseguidos e dizimados em seu próprio habitat. E em Recife, onde será o próximo VegFest, o trabalho é mais pesado em relação a isso. Se preparem então para 2015! Acesse: http://www.diversforsharks.com.br/
SERVIÇO:
Bouquet Garni: Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 271 Centro. (41) 3223-8490 
Les Caffés Especial: Avenida Sete de Setembro, 1865 – boxe 311, Mercado Municipal.
O Barba Hamburgueria: Rua Vicente Machado, 578/642 Centro. (41) 3018-0825
Quitanda do Geraldo – Espaço Vegano: Av. Anita Garibaldi, 2140. Bairro Ahu. (41) 8861-5486
SuperDog: Rua Manoel Pedro, esquina com Rua Munhoz da Rocha, Bairro Cabral. (41) 9929-7172
Veg Veg Empório Vegetariano: Galeria General Osório, Praça Osório, 333- Loja 13. Centro.  (41) 3023-8015.
Semente de Girassol – Loja ativista vegana: Rua Treze de Maio, 512 São Francisco.

Veganismo na zona oeste do Rio de Janeiro

Aproveitando o mês de aniversário da cidade do Rio de Janeiro, damos continuidade com a serie de postagens dos nossos locais favoritos na cidade. Agora é hora de falar um pouco mais sobre a zona oeste do Rio de Janeiro, que é onde moramos.

A zona oeste é a área mais rural no Rio de Janeiro, mas que está em amplo desenvolvimento nos último anos. Isso começou a causar alguns problemas como engarrafamento, obras, alagamentos, destruição de matas, aumentos de zonas de calor, etc. Mas ainda possui grande parte das belezas naturais do Rio de Janeiro, como APAs (Áreas de preservação Ambiental), praias mais reservadas, cachoeiras e trilhas.

Píer da Pedra de Guaratiba.

A região tem apenas um restaurante 100% vegano, o Caminho do Mar, que se localiza na parte mais nobre da zona oeste, mais próxima da Zona Sul, onde se encontram os bairros Vargem Grande, Jacarepaguá, Recreio e Barra. É importante destacarmos  a diferença demográfica dessa área, pois do outro lado da Serra da Grota Funda, está uma zona oeste  mais esquecida do governo e mídia, com os bairros de Guaratiba, Campo Grande, Bangu e Santa Cruz, por exemplo.

Nessa região não há nenhum restaurante vegetariano, há muitas gaiolas, carroças, desmatamento para expansão imobiliária e um grande número de cães e gatos abandonados. E apesar de não haver feiras de adoção pela baixa procura na região, há venda de filhotes em lojas ou mesmo livremente na feira de Campo Grande que ocorre aos domingos, o que já é proibido por lei.

Cena lamentável no novo shopping da região

Por todos esses motivos e a inexistência de intervenções organizadas e abolicionistas na região, que surgiu em 2008  a União Libertária Animal (Ula), que promove atos educativos no movimentado calçadão comercial de Campo Grande e já instalou um outdoor no bairro.

É na zona oeste também que está localizado o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) da cidade, no Bairro de Santa Cruz, e o Abrigo e Centro de Atendimento e esterilização gratuita da Sepda (Secretaria Especial de Promoção e Defesa Animal), na Ilha de Guaratiba. Tudo isso ilustra a necessidade e urgência da região por uma transformação da cultura de opressão existente.

Ato Educativo da União Libertária Animal (Ula) no Calçadão de Campo Grande.

Agora vamos listar os nossos 10 lugares favoritos da zona oeste!

1. Comida praiana e vegana no Caminho do Mar no Recreio.

O culinarista vegano Zé Roberto é um verdadeiro alquimista. Com alimentos naturais e vegetais, pratos simples mas diferenciados e deliciosos são elaborados. Atenção aos sucos com combinações inusitadas. O restaurante é rústico, familiar, vegano em sua essência e frequentado pelos surfistas da praia do Pontal, que segundo o próprio Zé, só fecha na última onda.

Comida simples e deliciosa no Caminho do Mar.

Estrada do Pontal, 3091. Recreio Tel: 8169 9571

2. Trilha para a Pedra da Tartaruga e praia do perigoso em Barra de Guaratiba.

O lugar é realmente paradisíaco. Só se tem acesso após uma trilha de uma hora a partir da praia da Barra de Guaratiba, no caminho existem algumas fontes de água natural que vão te referescar, mas recomendamos levar muita água! Na Pedra da Tartaruga, que tem o nome pela forma, costuma se fazer rapel, existem algumas agências que fazem esse tipo de serviço. É uma aventura fantástica e a paisagem impressiona, o rapel tem uma descida de aproximadamente 45 metros e é possível ter uma bela vista panorâmica das praias e do mar.

praia perigoso

De cima da Pedra da Tartaruga pode-se ver a praia do perigoso.

3. Comida ecológica e gourmet é comida vegana no Sustentabillibar, abrindo as portas para o veganismo em Campo Grande. (FECHADO)

O bar é novo, e assim que abriu ficamos empolgados em conhecer pelo estilo sustentável que não é comum por aqui. Logo aproveitamos para dialogar em nome da União Libertária Animal (Ula) e demais colaboradores, apresentando o vegetarianismo e solicitando opções veganas. Os proprietários abraçaram a ideia e hoje o bar e restaurante conta com diversos pratos e petiscos veganos deliciosos e desejados por todos que frequentam o estabelecimento! O lugar é um ponto de encontro alternativo, com decoração surpreendente e muito rock e MPB.

Atualização: Infelizmente o lugar fechou.

E tem os petiscos! Kafta, potatos skin e onion loaf vegans.

Rua Luiz Barata, 164. Campo Grande – RJ.

4. Trilha para a Cachoeira do Mendanha em Campo Grande.

Praia ou cachoeira? Aqui tem de tudo! Para quem prefere mais contato com o verde, mais sombra e menos sal e areia, esse é um lugar perfeito. A cachoeira possui três quedas d’águas e um tobogã natural. No dia tivemos sorte, pois dizem que o lugar costuma encher. Para essa trilha, o ideal é ir em grupo e com um guia, pois a mata é fechada e não há mais placas informativas.

rio cachoeira

Cachoeira o Mendanha.

5. Hambúrguer de shitake, salada e açaí do Balada Mix!

Um cremosíssimo açaí com frutas, uma salada linda e um hamburguer vegano de shitake! Isso no Balada Mix, que é uma rede carioca de casa de sucos, e dentre alguns estabelecimentos pelo Rio, há alguns no Recreio e na Barra. Mais recentemente foi aberto um em Guaratiba, mas infelizmente fechou. O lugar tem uma decoração chique e praiana, bem claro, colorido e moderno. É lindo! Essa foto foi tirada no do Shopping New York na Barra da Tijuca.

Hamburguer de shitake do Balada Mix com uma salada maravilhosa.

Endereço: http://baladamixrestaurante.com.br/

6. Sítio Burle Marx em Ilha de Guaratiba.

Essa é a dica especial, pois está na nossa lista para ainda conhecer. O lugar é onde viveu e trabalhou o mais famoso paisagista do Brasil, Roberto Burle Marx.  Lá se encontra uma das coleções botânicas vivas mais importantes do mundo. É aberto a visitação, basta ligar para agendar.

Sítio Burle Marx.

Estrada Roberto Burle Marx, nº 2019 – Barra de Guaratiba visitas.srbm@iphan.gov.br Tel: (21) 2410-1412

7. Comida japonesa também pode ser vegana no Seu Sushi. (FECHADO)

O Seu Sushi foi outro lugar de Campo Grande que a União Libertária Animal (Ula) dialogou, apresentou o veganismo e conseguiu abertura para opções veganas no bairro. Esse foi um combinado montado no dia e depois foram se aprimorando. É rico em frutas, cogumelos e tofu. Muito delicioso. Atenção especial para os enrolados de shitake e os hots doces de abacaxi!

combinado vegan seu sushi campo grande

Combinado vegan no Seu Sushi.

Estrada Rio do A, 667. Campo Grande – RJ. http://www.facebook.com/SeuSushi

8. Antiga fábrica de tecidos Bangu (Atual Bangu Shopping).

A antiga fábrica de tecidos Bangu, construída em 1889, foi revitalizada e transformada em um shopping para a região. O prédio é extremamente lindo e nostálgico, principalmente em datas como o Natal. A decoração fica linda!

decoração natal

Antiga fábrica de tecidos Bangu no Natal.

R. Fonseca, 240 – Bangu.

9. O melhor hambúrguer no The fifties.

O The Fifties é uma rede de hamburgueria com um estilo retro. No cardápio há um hamburguer vegano simples e muito gostoso. Uma grande descoberta.

the fifties hamburguer

Hamburguer simples e delicioso.

A foto é do que fica no Barra Shopping, mas no site da rede você pode encontrar o endereço de outros restaurantes: http://thefifties.com.br/

OBS: Pão e burguer sem ingredientes de origem animal confirmado por e-mail com a rede.

10. Pier da Brisa com sorvete. 

A praia da Brisa é um lugar que foi esquecido por muito tempo. O lugar se tornou impróprio para banho e ficou abandonado. Em 2002 ela começou a ser revitalizada, com limpeza da areia, pier, quiosques, arborização, cata ventos, calçadão e iluminação. O lugar continua bucólico e familiar, ótimo para passear e comer uma batata ou aipim frito no quiosque com uma privilegiada vista do pôr do sol.

Também descobrimos lá, uma sorveteria  com um delicioso açaí e com alguns sabores de sorvete sem leite! No dia que fomos, tinha o de manga e de framboesa. Deliciosos!

  Sorveteria Ana e Victoria: Av Nelson Moura Brasil Amaral, s/n – qd 100 lt 1 Brisa – Guaratiba – Rio. Tel.: (21) 3317-1196

praia da brisa

Cata-ventos da Praia da Brisa.
Cata-ventos da Praia da Brisa.

Esperamos que com esse post possamos ter inspirado novos caminhos, descobertas e a ampliação do veganismo na zona oeste. Quem tiver mais dicas e sugestões, por favor, não exite em compartilhar conosco nos comentários. Quem gostou, divulgue. E para mais dicas, adoção ou voluntariado, entre em contato com a União Libertária Animal (Ula) no site abaixo.

EXTRA:

– Verdano (FECHADO): Rede de lanchonetes com linha “fast food natural” do Mundo Verde. São lanchonetes bem clean e tem no Barra Shopping e algumas outras pelo Rio, como no centro da cidade. As dos shoppings são pequenas, pois estão dentro de praça de alimentação, mas a do centro, que é em um espaço próprio, é linda e até nos lembrou do restaurante Picnic em Buenos Aires, claro, em uma versão menor e sem tantos detalhes a oferecer!

Bom, o Verdano não é vegetariano, mas tem um sanduíche vegano, o SoyBurguer (pão e hamburguer sem leite e ovos), e dá pra criar uma salada escolhendo as folhas e mais 7 ingredientes, como ocorre no Spoleto. E para nós, que não escolhemos a “proteína”, que lá eles se referem às carnes, dá pra incluir mais um ingrediente na salada. Bom, dentre as opções há muitos vegetais ricos em proteína, como grãos de soja, quinoa, amaranto, castanha do pará, semente de girassol, gergelim, etc. Além de arroz negro, tomate seco, macarrão integral, rúcula,… Dos molhos, os veganos são: gengibre com gergelim, semente de papaia (o que vem no SoyBurguer), rose tofu (o que sempre pedimos de tão gostoso que fica!), tomate com ervas e semente de maracujá.

O sanduíche não é extraordinário, mas ficamos fãs dessa salada turbinada personalizada! Segue a foto deles abaixo, que está com um visual bem bagunçado, mas acreditem, é boa demais!

Criação vegana no Verdano

– Espaço Pura Vida

Fica na Barra da Tijuca. Aberto desde dezembro de 2014. Tem esportes aquático e um food truck vegano com burguers de feijão, lentilha, grão de bico. É muito bacana! Falamos deles no post sobre Food Trucks veganos no Brasil, aquihttps://www.facebook.com/espacopuravidaa

espaço pura vida vegan rio de janeiro  zona oeste barra da tijuca

– Outros na Barra da Tijuca:

Burguers vegs no Joe & Leos, Pomar Orgânico (aqui tem pão de melado!!), Org Bistrô, Bio Carioca (Downtown Shopping) e Néctar (Vargem Grande).

NOTAS:

União Libertária Animal (Ula)

Secretaria Especial de Promoção e Defesa Animal (Sepda)

Lei 4808/06 – A criação, a “propriedade”, a “posse”, a guarda, o uso, o transporte e a presença temporária ou permanente de cães e gatos.  (Estado do RJ)
Art. 23 – É vedado:
I – acomercialização de cães e gatos em vias e logradouros públicos;
II – o abandono de animais em áreas públicas ou privadas, inclusive parques e jardins;
III – a distribuição de animais vivos a título de brinde ou sorteio;
IV – a venda de animais a preços irrisórios em feiras, exposições e eventosassemelhados;
V – a utilização de qualquer animal emsituações que caracterizem humilhação, constrangimento, violência ou práticaque vá de encontro à sua dignidade ou bem-estar, sob qualquer alegação.

Vegetariando pela cidade imperial: Petrópolis.

Mais um feriadão nesse nosso Brasil, e nada melhor que aproveitá-lo com uma viagem curta para uma cidade pequena. Resolvemos voltar a um lugar que gostamos muito: Petrópolis, a cidade imperial na região serrana do estado do Rio de Janeiro. Aliás, esse artigo aproveita para homenagear essa cidade que em junho celebra as tradições de seus colonos alemães, através da Bauernfest. Admiramos e respeitamos esse povo que deixou a cidade imensamente charmosa com sua arquitetura e paisagismo, mas preferimos evitar as barracas de salsichões esfumaçando, os embriagados com a cerveja a metro e a cidade lotada, e fomos fora da data da festa do colono para aproveitarmos a cidade mais tranquila e mais nossa. Aliás, fomos em clima de Dia dos Namorados.

Petrópolis ainda não tem muitas opções veganas, então o que mostraremos aqui são pequenos espaços que encontramos. Lá também tem as grandes redes em que você pode elaborar seu prato ou lanche 100% vegetal, como o Subway e o Spoleto, mas viagem serve justamente para experimentarmos algo especial, então fuja do trivial e massificante.
No primeiro dia as 2 opções de restaurante que tínhamos em mente tiveram que ficar para os dias seguintes, pois era feriado e eles ficam dentro de galerias que estavam fechadas. Fomos então ao Capitólio Sushi Bar e pedimos misoshiro, kappamaki, futomaki de pepino, shimeji e manga, e shitake ao azeite e alho (no cardápio era na manteiga, mas pedimos para trocar por azeite). O misoshiro (sempre pergunte do que é feito, pois em alguns casos eles usam um tipo de caldo de peixe, mas aqui era a base de água) e o shitake estavam deliciosos.
Escolha vegana no Capitólio Sushi Bar em Petrópolis

Escolha vegana no Capitólio Sushi Bar em Petrópolis

A noite fomos ao Bordeaux, restaurante com adega* que se instalou no antigo celeiro da histórica, intrigante e charmosa Casa do Ipiranga ou Casa dos Sete Erros. Os pratos são limitados e não possuem opções veganas, a não ser castanhas e saladas. Para piorar, fomos desagradavelmente surpreendidos com a oferta de patê de Foie Gras no menu. Bola fora!
No dia seguinte, fomos aos pontos turísticos que não conhecemos na visita anterior. Andamos pelo interior do deslumbrante Palácio Quitandinha, construído em 1944 para ser um hotel cassino. Nessa visita tivemos uma surpresa, pois no jardim de inverno há uma grande gaiola que antes confinava pássaros e hoje é cenário de um borboletário virtual com um efeito muito bonito. Não sabemos se esse borboletário será fixo ou se é temporário, mas achamos ótima a ideia e só reforça que existem métodos substitutivos e mais educativos do que confinar animais de verdade, como nos zoológicos. Hoje o Palácio é sede do Sesc e possui até boliche e pista de gelo (varia conforme a programação). Infelizmente o restaurante do hotel foi desativado. Na frente do Palácio, nos deparamos com lindos cães gordos e limpos, alguns correndo e brincando pelo gramado na beira do lago e outros deitados na entrada do Quitandinha.
Cachorrinha deitada no gramado do Palácio Quitandinha

Cachorrinha deitada no gramado do Palácio Quitandinha

Almoçamos no San Te Tang, um restaurante chinês com serviço de buffet. Ele é ovolactovegetariano, mas o proprietário é um oriental muito atencioso e nos acompanhou pelo buffet discriminando os ingredientes de tudo! Conseguimos compor um prato vegano bem completo e gostoso. De sobremesa, uma torta de banana, com massa vegana. Mas claro, esperamos que o restaurante se torne definitivamente vegano. É o ideal: mais saudável, ético e inclusivo.
San Te Tang, restaurante vegetariano em Petrópolis

San Te Tang, restaurante vegetariano em Petrópolis

Após um café, fomos andando para o nosso destino do dia, a Casa dos 7 erros, na Rua Ipiranga. O centro histórico de Petrópolis é muito bonito, com jardins, praças, lindas casas e palacetes, e ruas seguras, portanto, o ideal é aproveitar a caminhada. Passamos pela praça da Liberdade, praça 14 Bis, Avenida Koeler, a casa da Princesa Isabel (a casa da abolicionista contrasta com a escravidão passando em frente por meio dos cavalos ainda explorados para charrete** de turismo na cidade, as chamadas vitórias), Igreja São Pedro de Alcântara (dessa vez fizemos uma visita rápida, pois já conhecíamos o lugar e sua história; mas recomendamos para todos a visita guiada, onde é possível subir no interior dela. Vale muito a pena. Ela é linda e impressionante em estilo neogótico.), Igreja Luterana, e finalmente, A casa!

Animal explorado em charrete passa em frente a casa da Princesa Isabel

Animal explorado em charrete passa em frente a casa da Princesa Isabel

Construída em 1884 por Karl Spangenberg a mando de José Tavares Guerra, um abolicionista que só usava trabalho remunerado, tem esse apelido devido aos “erros” existentes na arquitetura quando comparados os lados esquerdo e direito da fachada da casa. A estética assimétrica é proposital, e de acordo com o neto de José Tavares, que nos guiou pelos cômodos dela, seu avô acreditava que a beleza está na assimetria harmoniosa, como no rosto de uma bela mulher.
A casa é uma histórica obra de arte intacta. Jardins (de Auguste Glaziou, o mesmo da Quinta da Boa Vista) e interior são originais! Uma sala toda de jacarandá, uma lareira de mármore carrara, as pinturas de teto demonstrando as diversas viagens de seu dono, que faleceu jovem aos 46 anos, mas com muita bagagem. O cheiro, os detalhes e o ambiente em si de dentro da casa nos leva a uma viagem no tempo. Por adorarmos história e lugares mais calmos e exclusivos, onde podemos realmente mergulhar na atmosfera do local, suas informações e transmissões, foi uma visita muito especial.

Casa dos 7 erros ou Casa do Ipiranga

Casa dos 7 erros ou Casa do Ipiranga

No dia seguinte, almoçamos no Alimentação 2000 uma feijoada vegana completa, caseira e gostosa! O lugar é bem simples, dentro de uma loja de suplementos, então tenta seguir uma linha natural, mas derrapando ao incluir no menu pratos com frango e muito queijo. Tivemos sorte de nesse dia ter um prato vegano. No cardápio também tem hambúrguer de soja, mas de acordo com o funcionário, o deles leva ovo na composição.
Feijoada vegana no Alimentação 2000

Feijoada vegana no Alimentação 2000

Após o almoço, fomos caminhar na Rua Teresa, cheia de lojas. Em Petrópolis tem muita opção de couro sintético para roupas e calçados. A hora passou rápido, pegamos nossas mochilas, nos despedimos da cidade e voltamos para casa.
Até o próximo destino, amig@s!

Escreva-nos sugestões nos comentários!

Serviço:

San Te Tang (Restaurante ovolactovegetariano): Rua do Imperador, 288 – Sobreloja: 02 Centro – Petrópolis – RJ (Aprox. R$25,00 por pessoa)

Alimentação 2000 (Lanchonete natural): Rua Dr Alencar Lima, 34 Ljs 6 e 7 , Centro – Petrópolis – RJ (Aprox. R$20,00 por pessoa)

Capitólio Sushi Bar (restaurante comum): Av Dom Pedro I, 270 Centro – Petrópolis 0 RJ (Aprox. R$40,00 por pessoa)

** Saiba mais sobre a exploração de animais para tração e os métodos substitutivos.

NOTA ZERO: 
Petrópolis, pare de escravizar cavalos e bodes! Veja a campanha e matéria na TV AQUI.

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Buenos Aires Oriental – Dia 4 de 5

Buenos Aires, 5 de Janeiro de 2012.

Começamos o dia comprando mais um ticket para o Bus Turístico porque ainda tinha muito a ser visto e o tempo estava passando muito rápido. Depois disso, como todo bom vegetariano fomos em busca de novos restaurantes. Os alvos foram o Onda Verde e o Sattva, que ficam um ao lado do outro, na Montevideo com a Corrientes. Para a nossa infelicidade o Onda Verde passou o ponto e o Sattva estava fechado para férias.

Resolvemos segurar a fome e seguimos para o nosso roteiro do dia, tínhamos que aproveitar a cidade ao máximo. Começamos pela Manzana de las luces, que por ser muito cedo, estava sem turista algum! A vontade era de ficar o dia inteiro, curtindo a sombra e a música ambiente. Saindo de lá caminhamos para os pontos mais corriqueiros: obelisco, casa rosada, plaza de mayo, teatro colón e nossa, fiquei sem ar só de lembrar! rs

Depois desse tour express fomos para uma parada no MALBA (Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires), com entrada a 25 pesos. A Daniele estava ansiosa para encontrar com a Frida, portanto, apesar da pressa do Tiago, consideramos uma parada super importante para apreciar grandes pintores latinos, entre eles os brasileiros (com muito orgulho) Tarsila, Portinari e Di Cavalcanti. Foi de arrepiar.

De lá, visitamos o lindo Jardim Japonês (15 pesos para entrar). Além de lindo ele têm um restaurante. E antes que pensem algo, sim, restaurante japonês tem opções veganas! Qualquer dia desses publicaremos um post sobre isso. =)

A opção sem carne mais comum é o yakisoba de legumes. Mas geralmente a massa do macarrão leva ovos. Você pode se certificar perguntando se a massa é de sêmola ou com ovos. Entre as opções realmente veganas encontramos: sushi vegetariano (vegetarians rolls) e kappamaki. É legal almoçar observando o jardim, mas isso tem um alto preço e uma fila de espera que talvez não sejam recompensadores.

Saindo do Jardim, o nosso planejamento era seguir para o Cemitério da Recoleta, mas essa parada  era bem próxima a Universidade de Direito, ao Museu de Belas artes (com entrada gratuita) e a Floralis Genéris, que é um monumento impressionante!  Agora sim era hora do tão esperado Cemitério da Recoleta. Tudo encaixaria bem, se não fosse uma surpresa nada grata: ele fecha as 17h e chegamos 10 minutos depois. Aproveitamos então para ir novamente na Freddo e deixamos o cemitério para o dia seguinte.

Ao anoitecer, demos uma bela sorte no nosso penúltimo dia, pois pegamos Buenos Aires no dia de reis e deu para ver alguns fogos na Ponte de la Mujer, na charmosa Puerto Madero. E é engraçado como até os fogos deles são mais silenciosos que os nossos! rs. Eram mais luzes e menos barulho.

Dia demReis

Vale a pena aproveitar o clima noturno da ponte, uma leve brisa e ficar sentado olhando e relaxando com a paisagem. Mas a noite argentina realmente começa muito tarde. Era 1:00 da manhã quando saímos da ponte e as casas noturnas não estavam nem esquentando. Somente vimos a fila da matine! rsrsrs O dias estavam corridos e preferimos ir descansar para aproveitar o último dia!

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