Um brinde à viagem: vinhos veganos

Viajar a dois é uma delícia. Conhecer novas paisagens, novos costumes… E numa viagem romântica para conhecer novos pratos veganos, também é importante a bebida que irá nos acompanhar no jantar. E o vinho é uma de nossas novas paixões e descobertas!
O prazer em sorver um bom vinho começa com a busca pelo mais adequado.  E engana-se que a nossa única busca em um vinho é a melhor origem, tipo de uva, etc.  Uma preocupação legítima é a forma com que ele foi filtrado.
Poucos sabem, mas vinhos não são naturalmente 100% vegetais. Na busca por produzir vinhos em menor tempo, os produtores usam clarificadores de origem animal, ao invés de aguardarem o tempo natural de decantação, o que tornaria o processo mais lento e o vinho bem mais caro. Alguns vinhos, após a fermentação, é refinado usando um dos seguintes produtos de origem animal: sangue (não para dar cor, mas para clarificar; mas actualmente já raramente usado), medula óssea, quitina (base orgânica das partes duras dos insetos e crustáceos como camarões e caranguejos), albumina de ovo, óleo de peixe, gelatina (geleia obtida pela fervura de tecidos animais como a pele, tendões, ligamentos, etc, ou ossos), cola de peixe, leite ou caseína. Alternativas não-animais incluem pedra calcária, caulino e “kieslguhr” (argilas), caseína de plantas, gel de sílica,  bentonita (silicato de alumínio hidratado) ou placas vegetais.
A verdade é que nenhum desses produtos vai aparecer ou alterar o vinho quando finalmente ele for colocado nas garrafas. Eles sequer se mantém na composição do vinho, já que são depositados no fundo do tonel. Talvez por isso, ainda não é informado no rótulo da garrafa que tipo de substância foi usada para a clarificação. Ninguém será capaz de percebê-los. Mas aqui o que conta é o princípio que orienta os veganos, de não consumirem um produto que demandou exploração animal por meio de usurpar substâncias de sua origem.
Geralmente, vinhos americanos  contém nos rótulos dizeres como “não afinado e não filtrado” (“unfined and unfiltered”), o que demonstra até uma vantagem mercadológica. Um vinho marcado como “unfined” não teria passado por um agente clarificador. O vinho pode ter sido filtrado (passou por um filtro microscópico para remover as impurezas), sem que tenha sido “afinado” (não se submeteu aos agentes clarificadores). Já a União das Congregações dos Judeus Ortodoxos dos Estados Unidos garantem que os vinhos por ela cerficados não usam qualquer tipo de agente clarificador de origem animal, seguindo as leis da religião. Mas ressalvam que não podem assegurar as condições de produção dos vinhos kosher de outros países.
Encontramos no mercado esse com um aviso de que foi usado ovo e peixe. Levamos o brasileiro Miolo.
Nos grandes supermercados já é possível encontrar algumas marcas de vinhos veganos. E os vinhos biológicos, cada vez mais fáceis de encontrar, também são, mais provavelmente, veganos. No Brasil, por exemplo, Miolo (que nós adoramos!), Piagentin e Casa Valduga não usam substâncias de origem animal na clarificação. Assim como os portugueses Quinta da Esteveira, Quinta da Comenda, Dão, Casa de Mouraz, Cormaieur e Adega Cooperativa da Covilhã.
 
Uma forma de tirar maiores dúvidas é entrar em contato com o SAC. E assim, certifique-se de que seu vinho favorito é cruelty-free. Que tal  agora um risoto de cogumelos (receita AQUI) com um Cabernet Sauvignon? Mas vegano!

Alguns vinhos veganos:
Quinta da Esteveira
Quinta da Comenda
Dão
Cormaieur
Piagentini
Valduga
Kosher da Adega Cooperativa da Covilhã
Perini
Dom Cândido
Adega Chesini
Família Tasca
Vinhos Lerentis
Marco Luigi Vinhos Finos
Boscato Vinhos Finos
Vinhos Canção
Peterlongo
Vinícola Campestre
Cereser

Nossos prediletos:
Casillero Del Diablo (TINTO)
Miolo
Salton (TINTO)

Links com listas de vinhos vegetarianos:

http://vegans.frommars.org/wine/

http://www.veggiewines.co.uk/popularwines.htm#world

Referências:

http://universoalimentos2.blogspot.com/2010/06/vinhos-e-vegetarianos.html

http://www.vegvida.com.br/site/faq/vinhos-podem-ser-consumidos-por-veganos-529/

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18 comentários sobre “Um brinde à viagem: vinhos veganos

  1. Nossa, nao sabia disso dos vinhos. quando fui a buenos aires tomava vinho sem parar (a alcoolatra, hahah) escolhendo aleatoriamente nos mercados. de preferencia misturas inusitadas!

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