Vem que tem em Belém: do cupuaçu ao jambu.

Belém do Pará, 09 de março de 2012.

Prato do mãe Natureza

Olá, amig@s viajantes! Vamos dar algumas dicas para vocês sobre o nosso último destino: Pai d´égua, cupuaçu, chuvas… O que isso tem a ver com viagem? Tudo, quando o assunto é Belém! Estávamos planejando essa viagem há algum tempo, já que o Tiago está trabalhando em um projeto por lá desde Junho deste ano. Ele já conhecia muitos lugares e isso facilitou para aproveitarmos o pouco tempo que tínhamos. A Daniele então, pegou a mochila e o avião, e partiu sozinha para encontrar seu amor por lá e os dois terem a chance de experimentar a cidade juntos.

São quase 4 horas de vôo, e ao chegar em Belém é lindo ver do avião aquela paisagem de floresta tropical densa, com rios serpenteando por elas. A chegada já foi em horário de chuva, claro. Em Belém chove a qualquer momento todos os dias, uma chuvinha quente e gostosa.

Já era hora do almoço e quando nos encontramos não pensamos duas vezes: fomos direto para o Mãe Natureza. Talvez seja o restaurante vegano mais conhecido e frequentado de Belém. O buffet não é tão diversificado, mas a comida é muito gostosa, além de opções de sucos com combinações diferentes que adoramos, e claro, muitos pratos típicos em versões veganas! Comemos arroz a La Oriente, quiche vegano, panqueca Rica, escondidinho de abóbora (espetacular!) e feijão com jambú, acompanhado com suco de couve, salsa, cenoura, abacaxi e maçã. Isso mesmo! Essa mistureba é maravilhosa para quem gosta de estar sempre sentindo novos sabores. De sobremesa, um maravilhoso mousse de cacau.

Shake de bacuri e açaí com leite de soja

Depois de poucas horas descansando, já era a tardinha e saímos para caminhar pelo centro, onde paramos no Sala da Fruta e cada um tomou um gordo shake de guaraná com amendoím e açaí e outro com bacuri, uma fruta nativa não tão difundida no Sudeste quanto o açaí. Esse shake é batido com leite, então é preciso pedir para eles usarem o leite de soja. Se quiser algo mais leve, peça com água, pois ele vale por uma refeição.  Lá eles também tem salgados e pizza veganos. Infelizmente, a pizza estava em falta. Mas tudo bem, pois estávamos mesmo era com vontade de comer o tão esperado hambúrguer do Veg Casa!

Hambúrguer de berinjela e esfirra de tomate seco com jambú

O Veg Casa começou com vendas em frente a eventos e tem um serviço de encomendas na internet. Está crescendo e recentemente já conta também com um local físico, que só tende a melhorar e virar um point vegano, que já atrai uma clientela de todos os tipos! Vale a pena parar e bater um papo com o Frank, idealizador e culinarista do projeto. Ele faz um hamburguer de soja e cenoura e o de berinjela, com pão integral feito na hora, que é uma delícia! Nunca havíamos experimentado um sanduíche em que ao morder, você sente primeiro o aroma convidativo de um pão fresco e nutritivo. Também provamos a esfirra de tomate seco e jambu, uma verdura muito usada na culinária local e que nos deixa com uma engraçada dormência e ardência na boca! E claro, acompanhado de suco de cupuaçu, o elemento mor em Belém!

Tapioca molhada no leite de coco

No dia seguinte, dispensamos o café da manhã do hotel e fomos até uma tapioqueria. Lá provamos uma maneira diferente de fazer a tapioca, que não costumamos encontrar no Rio de Janeiro. É a tapioca molhada no leite de coco. Muito gostosa! Depois, passamos em uma farmácia Big Ben, que é uma rede que tem aos montes por lá, e onde se encontra picolés Gam. Os de açaí e açaí com tapioca, são veganos! Uma pena que os demais sabores, todos com frutas típicas, tenham soro de leite. Esse de açaí parece polpa congelada e não nos apeteceu muito, mas valeu experimentar.

De lá pegamos um taxi até a Estação das Docas, às margens do rio Guamá. É uma espaço revitalizado, com várias lojas de artesanato, barzinhos e restaurantes, lembrando uma Puerto Madero. Nas barracas de artesanato, encontramos a Jarina, chamada de Marfin Vegetal! É a amêndoa de uma palmeira, que quando seca fica bem dura e muito parecida com o marfim. Dela são feitos botões, bijuterias e estátuas. Uma ótimo substitutivo para a matança desnecessária de animais explorados pela indústria do marfin.

Quinoa com legumes e azeite no Bio Mercato

Almoçamos no Bio Mercato, restaurante orgânico, mas não vegano. O prato 100% vegetal do cardápio era a quinoa com legumes. Tomamos 3 sucos diferentes: caucau, amora e tapereba, este último, mais conhecido por nós, como cajá. Recentemente descobrimos que lá abriu uma opção de Buffet. Ofeijão deles é um dos poucos na cidade que não tem carne. A dona do estabelecimento é super atenciosa e se você informar que é vegan@, ela customizada alguns pratos na hora.

Ao sair das docas, íamos para o famoso Mercado Ver-o-peso, mas decidimos passar no Sesc Boulevard antes, onde ocorre diversos shows com artistas locais, além de ter algumas exposições artísticas. Lá estava tendo o Salão Internacional do Humor da Amazônia e havia uma parede para livre manifestação, com canetas penduradas. Claro, deixamos nosso recado sobre Direitos Animais  e veganismo! Saímos então do Sesc e chegamos ao Ver-o-peso, onde compramos um cupuaçu para a mãe da Daniele e voltamos para as Docas para curtir o por do sol, tomando uma caipirinha de… cupuaçu! E o dia acabou na casa da Renata, amiga de infância da Dani, tomando açaí com farinha d’água, bem ao modo paraense.

Não perdemos a oportunidade de manifestar

No último dia estávamos dispostos a bater perna! Visitamos a maravilhosa Basílica de Nossa Senhora de Nazaré que é muito conhecida pelo Círio e possui uma arquitetura fabulosa. Aproveitamos para ir à praça da república e descobrir mais alguns lugares e prédios que apesar de históricos ficam bem escondidos. Todos os domingos a praça recebe uma feira com muitos artesanatos regionais e eventualmente uma feirinha de adoção. Além disso, para quem busca mais informação sobre veganismo, irá encontrar @s noss@s amig@s super atencios@s do VEM (Vegetarianos em Movimento), grupo de Direitos Animais de Belém. Não é difícil encontrá-l@s, pois ficam numa tenda com diversos cartazes sobre veganismo.

Vista do mercado Ver-o-peso do Forte do Presépio

Na praça também está localizado o Teatro da Paz, um dos mais bonitos do Brasil e muito conhecido pelo festival de ópera que acontece todos os anos.  A visita guiada custa R$4,00, mas acabamos perdendo o horário. Então, se você quer conhecer mais da história do Teatro, que têm mais de 130 anos, chegue lá às 11:40h e espere a visita de 12h, pois eles são muito pontuais. E então, chegamos ao lugar que mais gostamos da viagem, e que o Tiago ainda não conhecia, o Forte do Castelo ou Forte do Presépio. O lugar é muito bonito, calmo e tem uma vista maravilhosa da cidade!

Comida simples e gostosa no Marujo's Bar

Dali, aproveitamos que estávamos perto das Docas (em Belém é tudo pertinho) e voltamos para o Marujo’s Bar, onde havíamos parado na tarde anterior e vimos no cardápio que eles tinham um prato vegano composto por refogado de proteína de soja, arroz, batata palha e farofa de banana (peça feita no óleo, e não na manteiga). Sentamos de frente para o rio, fizemos o pedido e nos deliciamos. Depois dali, só restava um espresso, o check in e pensar no próximo destino.

 

* Todos os alimentos apresentados são veganos.

Serviço:

Mãe Natureza: Rua Senador Manoel Barata, 889 – próximo à Avenida Presidente Vargas. Aprox R$30,00 por pessoa.

Sala da Fruta: Rua dos Pariquis, 1707 – entre a Avenida Serzedelo Corrêa e a Rua dos Pariquis, Galeria Pariquis, loja 1. Aprox R$15,00 por pessoa.

Veg Casa: http://vegcasa.blogspot.com.br/ Aprox R$ 5,00 por pessoa.

Bio Mercato: Estação das Docas, galpão 2. Aprox R$45,00 por pessoa.

Marujo’s Bar: Estação das Docas, Terminal Fluvial Turístico, loja 04. Aprox 30,00 por pessoa.

Grupo VEM – Vegetarianos em Movimento: http://vegetarianosemmovimento.blogspot.com.br/

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Nossa coluna na Anda News

ImageOlá amig@s!

Estamos muito felizes, pois fomos convidados a ter nossa própria coluna em um site que sempre admiramos muito e que é a maior agência de notícias de Direitos Animais do Brasil, a Anda News!

Nosso primeiro artigo da coluna já foi publicado! Estamos tratando como um filho do casal, cheio de mimos, cuidados especiais, olhando a toda hora e achando o mais lindo do mundo!

É uma sensação maravilhosa ver um projeto nosso, feito com tanto carinho, com o objetivo apenas de compartilhar sentimentos e experiências boas, ganhar apreciadores e apoiadores!

Estamos imensamente gratos e felizes!

Para nos acompanhar também na Anda: http://www.anda.jor.br/category/colunistas/vegetariando-por-ai

Não chores por mim Argentina – Dia 5 e último!

Buenos Aires, 7 de Janeiro de 2012.

Esse dia já amanheceu com um gostinho de saudade dessa cidade, pois era o nosso último dia. Mas não deixamos isso nos abater, que ainda tínhamos mais um ponto turístico super importante, o Cemitério da Recoleta. Então, tomamos o café da manhã do hotel, cheio de kiwis, cerejas, melões e melancias, e corremos para pegar um taxi!

Finalmente, estávamos lá, em nossa segunda tentativa de encontrá-lo aberto, a nossa disposição.Um lugar único na América latina, com uma arquitetura impressionante. É um passeio exótico caminhar entre caixões e mausoléus contendo corpos centenários e outros não tanto, e todos de famílias tradicionais e personalidades como presidentes e a própria Evita Perón. Isso nos faz lembrar que matéria é apenas matéria, o que fica é realmente o que construímos em vida. Mas ali, o mais interessante, ao contrário do túmulo dessa grande mulher, que é muito simples por sinal, são as belíssimas esculturas de arcanjos, querubins e rosáceas, cada uma com seu significado, como a de proteger os que ali descansam em paz. Uma surpresa foi encontrar um mausoléu com as fotos de toda a família ali sepultada e entre elas, a do cachorro, demonstrando que ele realmente fazia parte da família. Muito digno e respeitoso. Uma sepultura que nos chamou a atenção, foi a da Liliana Crociati de Szaszak (1944-1970), jovem de 26 anos. O túmulo foi projetado por sua mãe no estilo gótico. Adjacente à tumba, há um “pódio” de pedra com uma estátua em tamanho real de Liliana. Após a morte do cão de estimação da moça, Sabú, “seu fiel amigo”, o artista esculpiu uma estátua do cachorro e a pôs ao lado da estátua de sua tutora, cuja mão resta acariciando a cabeça do animal. Foi um passeio muito interessante.

Na volta, almoçamos novamente no Pic Nic.  A diferença é que antes sempre chegávamos lá na hora do lanche, e já não estavam mais servindo refeições. Dessa vez, bem no horário de almoço, o lugar estava cheio! Pedimos os risotos da casa. Um com tofú e outro ao curry. E surpreendentemente eles conseguem ser bons não somente nos lanches rápidos, mas também nos pratos. Não pedimos a salada, mas pareceu ser uma ótima pedida para os dias de sol intenso. Também aproveitamos para experimentar os sucos que apesar de parecer ser industrializado por virem engarrafados, são de produção da casa e 100% orgânico. Adoramos o de laranja com gengibre!

Após o nosso último prato, conseguimos ir bem calmamente para o aeroporto. A volta foi deliciosa, poder relembrar cada história nos caminhos. E quem sabe um dia voltemos para experimentar os outros restaurantes que não achamos ou simplesmente para rever os que adoramos.

Adiós, querida Buenos Aires! E até o próximo destino, amig@s!

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Buenos Aires Oriental – Dia 4 de 5

Buenos Aires, 5 de Janeiro de 2012.

Nosso sushi vegano. Alga, arroz, shimeji, abacate e cenoura. Ótima combinação!

Começamos o dia comprando mais um ticket para o Bus Turístico porque ainda tinha muito a ser visto e o tempo estava passando muito rápido. Depois disso, como todo bom vegetariano fomos em busca de novos restaurantes. Os alvos foram o Onda Verde e o Sattva, que ficam um ao lado do outro, na Montevideo com a Corrientes. Para a nossa infelicidade o Onda Verde passou o ponto e o Sattva estava fechado para férias.

Resolvemos segurar a fome e seguimos para o nosso roteiro do dia, tínhamos que aproveitar a cidade ao máximo. Começamos pela Manzana de las luces, que por ser muito cedo, estava sem turista algum! A vontade era de ficar o dia inteiro, curtindo a sombra e a música ambiente. Saindo de lá caminhamos para os pontos mais corriqueiros: obelisco, casa rosada, plaza de mayo, teatro colón e nossa, fiquei sem ar só de lembrar! rs

Depois desse tour express fomos para uma parada no MALBA (Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires), com entrada a 25 pesos. A Daniele estava ansiosa para encontrar com a Frida, portanto, apesar da pressa do Tiago, consideramos uma parada super importante para apreciar grandes pintores latinos, entre eles os brasileiros (com muito orgulho) Tarsila, Portinari e Di Cavalcanti. Foi de arrepiar.

De lá, visitamos o lindo Jardim Japonês (15 pesos para entrar). Além de lindo ele têm um restaurante. E antes que pensem algo, sim, restaurante japonês tem opções veganas! Qualquer dia desses publicaremos um post sobre isso. =)

A opção sem carne mais comum é o yakisoba de legumes. Mas geralmente a massa do macarrão leva ovos. Você pode se certificar perguntando se a massa é de sêmola ou com ovos. Entre as opções realmente veganas encontramos: sushi vegetariano (vegetarians rolls) e kappamaki. É legal almoçar observando o jardim, mas isso tem um alto preço e uma fila de espera que talvez não sejam recompensadores.

Ava˜˜liação: ˜˜

˜ ˜

Jardim Japonês

Saindo do Jardim, o nosso planejamento era seguir para o Cemitério da Recoleta, mas essa parada  era bem próxima a Universidade de Direito, ao Museu de Belas artes (com entrada gratuita) e a Floralis Genéris, que é um monumento impressionante!  Agora sim era hora do tão esperado Cemitério da Recoleta. Tudo encaixaria bem, se não fosse uma surpresa nada grata: ele fecha as 17h e chegamos 10 minutos depois. Aproveitamos então para ir novamente na Freddo e deixamos o cemitério para o dia seguinte.

Ao anoitecer, demos uma bela sorte no nosso penúltimo dia, pois pegamos Buenos Aires no dia de reis e deu para ver alguns fogos na Ponte de la Mujer, na charmosa Puerto Madero. E é engraçado como até os fogos deles são mais silenciosos que os nossos! rs. Eram mais luzes e menos barulho.

Vale a pena aproveitar o clima noturno da ponte, uma leve brisa e ficar sentado olhando e relaxando com a paisagem. Mas a noite argentina realmente começa muito tarde. Era 1:00 da manhã quando saímos da ponte e as casas noturnas não estavam nem esquentando. Somente vimos a fila da matine! rsrsrs O dias estavam corridos e preferimos ir descansar para aproveitar o último dia!

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Um brinde à viagem: vinhos veganos

Viajar a dois é uma delícia. Conhecer novas paisagens, novos costumes… E numa viagem romântica para conhecer novos pratos veganos, também é importante a bebida que irá nos acompanhar no jantar. E o vinho é uma de nossas novas paixões e descobertas!

O prazer em sorver um bom vinho começa com a busca pelo mais adequado.  E engana-se que a nossa única busca em um vinho é a melhor origem, tipo de uva, etc.  Uma preocupação legítima é a forma com que ele foi filtrado.

Poucos sabem, mas vinhos não são naturalmente 100% vegetais. Na busca por produzir vinhos em menor tempo, os produtores usam clarificadores de origem animal, ao invés de aguardarem o tempo natural de decantação, o que tornaria o processo mais lento e o vinho bem mais caro. Alguns vinhos, após a fermentação, é refinado usando um dos seguintes produtos de origem animal: sangue (não para dar cor, mas para clarificar; mas actualmente já raramente usado), medula óssea, quitina (base orgânica das partes duras dos insetos e crustáceos como camarões e caranguejos), albumina de ovo, óleo de peixe, gelatina (geleia obtida pela fervura de tecidos animais como a pele, tendões, ligamentos, etc, ou ossos), cola de peixe, leite ou caseína. Alternativas não-animais incluem pedra calcária, caulino e “kieslguhr” (argilas), caseína de plantas, gel de sílica,  bentonita (silicato de alumínio hidratado) ou placas vegetais.

Nesse rótulo é identificado que foi usado ovo e peixe para afinar o vinho. Infelizmente essa identificação ainda é rara.

A verdade é que nenhum desses produtos vai aparecer ou alterar o vinho quando finalmente ele for colocado nas garrafas. Eles sequer se mantém na composição do vinho, já que são depositados no fundo do tonel. Talvez por isso, ainda não é informado no rótulo da garrafa que tipo de substância foi usada para a clarificação. Ninguém será capaz de percebê-los. Mas aqui o que conta é o princípio que orienta os veganos, de não consumirem um produto que demandou exploração animal por meio de usurpar substâncias de sua origem.

Geralmente, vinhos americanos  contém nos rótulos dizeres como “não afinado e não filtrado” (“unfined and unfiltered”), o que demonstra até uma vantagem mercadológica.
Um vinho marcado como “unfined” não teria passado por um agente clarificador. O vinho pode ter sido filtrado (passou por um filtro microscópico para remover as impurezas), sem que tenha sido “afinado” (não se submeteu aos agentes clarificadores). Já a União das Congregações dos Judeus Ortodoxos dos Estados Unidos garantem que os vinhos por ela cerficados não usam qualquer tipo de agente clarificador de origem animal, seguindo as leis da religião. Mas ressalvam que não podem assegurar as condições de produção dos vinhos kosher de outros países.
Nos grandes supermercados já é possível encontrar algumas marcas de vinhos veganos. E os vinhos biológicos, cada vez mais fáceis de encontrar, também são, mais provavelmente, veganos.

No Brasil, por exemplo, Miolo, Piagentin e Casa Valduga não usam substâncias de origem animal na clarificação. Assim como os portugueses Quinta da Esteveira, Quinta da Comenda, Dão, Casa de Mouraz, Cormaieur e Adega Cooperativa da Covilhã.

Uma forma de tirar maiores dúvidas é entrar em contato com o SAC. E assim, certifique-se de que seu vinho favorito é cruelty-free. Que tal  agora um risoto de cogumelos com um Cabernet Sauvignon? Mas vegano!

Um brinde a vida! (Em sua melhor prática.)

Alguns vinhos veganos:
Quinta da Esteveira
Quinta da Comenda
Dão
Cormaieur
Miolo
Piagentini
Valduga
Kosher da Adega Cooperativa da Covilhã

Compramos esses 2 veganos no Guanabara de Campo Grande, RJ. O Miolo é excelente.

-Perini
-Dom Cândido
-Salton (vinho tinto)
-Adega Chesini
-Família Tasca
-Vinhos Lerentis
-Marco Luigi Vinhos Finos
-Boscato Vinhos Finos
-Vinhos Canção
-Peterlongo
-Vinícola Campestre
-Cereser

 

 

 

Links com listas de vinhos vegetarianos:

http://vegans.frommars.org/wine/

http://www.veggiewines.co.uk/popularwines.htm#world

Referências:

http://universoalimentos2.blogspot.com/2010/06/vinhos-e-vegetarianos.html

Buenos Aires colorida – Dia 3 de 5

Buenos Aires, 4 de Janeiro de 2012.

Nossos sanduíches no Pic Nic

O restaurante Talusi, na Florida com Av Marcelo Alvear, em uma Galeria bem na Praça San Martin está fechado. Fomos então ao restaurante Granix, na Galeria Guenger, na Florida. Ele é grande, não mais que o PicNic, mas é um restaurante no estilo “pague e coma a vontade” (a 46 pesos) ovo lacto vegetariano, que resolveu “compensar a falta de carne” com ovos e leite. Não há pratos veganos, a não ser que você fique só na salada. Muito injusto. Realmente, tamanho não é documento. Não valeu nem foto. Fica a recomendação de não perder o tempo indo lá.

Nossos estômagos foram salvos visitando novamente o Pic Nic no final da tarde. Pedimos os outros sanduíches do cardápio e um alfajoreo.

Turismo:

Nesse último dia de Bus Turísticos queríamos aproveitá-lo com o Caminito .O lugar é lindo e além de ser super acolhedor é um ótimo lugar para comprar lembranças. Mas pesquise. Há muitas coisas iguais com preços diferentes. As lojas do começo da rua costumam ser malis caras. Fica a dica.

O show de tango nas ruas é um espetáculo. Os dançarinos são super simpáticos e para quem quiser se aventurar eles dão aulas nas ruas que rendem muitas risadas.

Fomos ao Museu de Cera do Caminito. É cobrado 17 pesos para olhar um pequeno corredor de bonecos de cera. Não nos agradou. Tem algumas informações da cidade, se vc estiver com tempo de sobra pode ser um lugar a mais, mas não é fundamental.

Para fechar o dia decidimos comprar mais um dia de Bus Turístico, pois dois dias não foram suficientes para aproveitar tudo.  Então, no terceiro dia tínhamos que passar pelos pontos que faltavam. Aguardem o próximo post, pois está cheio de dicas de lugares e mais comida, é claro! =)

DICA EXTRA:
Não vale a pena comprar o pacote de roaming da TIM. Em Buenos Aires vende em bancas de jornal um cartão “Habla Mais Internacional” por apenas 10 pesos ou 30 pesos e vc fala por 20 minutos em média.

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Mercado hoteleiro de olho no público vegetariano

O crescimento do vegetarianismo e cada vez mais hóspedes solicitando opções mais saudáveis vem ocasionando grandes mudanças na maneira de atender o vegetariano que se hospeda em hotéis e pousadas do Brasil. Hoje, qualquer hotel que esteja antenado às mudanças sociais deve atentar para o fato de que vegetarianos não são consumidores excêntricos. Na verdade, são consumidores que exigem uma alimentação até mais simples e sempre muito mais saudável e barata que a convencional.

Em recente matéria sobre o assunto, o site especializado neste mercado Hôtelier News apontou muitos aspectos que já mudaram no setor e conclui que a tendência é a expansão do vegetarianismo também dentro dos hotéis (leia aqui).

“Certamente, um nicho de quase 10% da população nacional não é nada desprezível, não é? Trata-se de um contingente de 17 milhões de pessoas, que deve ser contemplado. E estamos abertos e dispostos a colaborar para isso” – disse Marly Winkler (Presidente da SVB – Sociedade Vegetariana Brasileira) à Hôtelier News.

A publicação incentiva os profissioanais do ramo hoteleiro a se atualizarem e enxergarem melhor esse grande público que, como qualquer outro, precisa ser atendido.

Fonte: Vista-se